Deixemos claro: Morte não é o oposto da vida.

A nossa sociedade nos acostumou com certos conceito deturpados, tais como este.

Morrer não é o fim! A vida é uma constante pulsação, da mesma maneira que nós vivemos a contração e a expansão, também estamos morrendo o tempo inteiro. Quando falo morte, não estou só referindo a morte do corpo (porque sabemos que a alma tem vida infinita), mas também a morte de sentimentos. Eu estou vivo, mas tenho que reconhecer a morte das coisas, as minhas mortes, caso contrário eu perco a minha autonomia, caso contrário eu não sentirei a vida. Vivemos numa época perversa e teimamos em dizer que a vida é perversa! Não, a nossa época que é, hoje cultuamos o novo, excluímos o velho, é quase como uma vida FAST-FOOD, tudo tem que ser novo, rápido e intenso, de tal maneira que não temos tempo de sentir! É por isso que nossos sentimentos são tão importante, nós estamos tão velozes que não damos conta das nossas mortes e quando não percebemos isso, não sentimos a VIDA. As pessoas lutam para viver uma vida idealizada, na eterna juventude, no novo, no uso rápido, e não se dão conta de como a vida passa rápido, de como perdem tempo com futilidades enquanto deveriam estar vivendo. Temos que reconhecer que alguma coisa ganhamos e outras perdemos, é muito importante suportar as possibilidades, reconhecer os limites (sim, limite é algo bom, ao contrário do que pensam, eles não nos prendem, nós quem criamos esse conceito, eles, na verdade, nos organizam, e fazem com que potencializemos a nossa ação, não deve ser tratado como fim, e sim, como meio), quem não os reconhece não tem como reconhecer nem os ganhos, tampouco as perdas.

A partir desse reconhecimento começamos a construir ou desconstruir formas, ganhamos autonomia.

Perde-se é reconhecer a validade das coisas, temos que nos desapegar o tempo todo. Desapegar é perigoso? Não! Pensar desta forma faz com que nem nos apeguemos mais. As pessoas tem medo da dor do desapego, que é a dor do viver, e já não se apegam mais, o que é bem perigoso.

É preciso reconhecer que a vida se inventa em nós e nós nos inventamos na vida. 

A morte das coisas serve para abrir novos caminhos, novas possibilidades, temos que aprender a abrir e fechar ciclos, reconhecer que é preciso. Vamos fazer da nossa vida uma obra de arte, vamos nos inventar, reconhecer que na contração vamos ficando impotentes e a potência é criada quando reconhecemos a importância da morte.

Luz e paz para todos,

e que assim seja!

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Respostas a este tópico

Parabéns Laura,

Este assunto é mais importante do que parece, muitas pessoas pensa "morreu acabou", e além de não viver bem a cada dia como vc comentou, vão fazendo besteira e atropelando a sua vida, achando que, se não tem outra vida é melhor eu me dar bem nesta e pronto, e quando desencarnam tomam um "baque" quando se veem fora do corpo e descobrem que ninguém morre, e aí vão vendo as bobagens que fizeram e vão tentar consertar na próxima, e eu trabalho diretamente  com isso num grupo espírita, onde atendemos estes espíritos desencarnados que na maioria não acreditava que a morte não acaba nada e tentamos ajuda-los a recomeçar uma nova jornada.

É um trabalho gratificante ajudar estas pessoas, e é tb gratificante a certeza de que a vida n]ao acaba mesmo e que teremos muitas experiências ainda.

Paz e Luz.

 

Muito bom Laura, muita coerência em tudo que vc falou, que Deus te abençoe sempre! Luz e harmonia em sua vida!  

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