O ato de comer carne está tão enraizado em nossos costumes que nunca paramos e nos perguntamos o que realmente significa se alimentar de outros animais. As embalagens dos supermercados nos mostram animais saudáveis e felizes em fotos ou desenhos, ou então vendem pedaços de animais em bandejas de isopor cobertas por plástico transparente. Tudo sem sangue, sem cara, cortado e esterilizado, pronto pra comer.
   Como quase todas as pessoas comem carne, acreditamos que isso é correto e sem qualquer conseqüência. Mas não é bem assim. Há pouco mais de 100 anos as pessoas tinham escravos em suas casas e isso era considerado normal. Mas os costumes mudaram e a escravidão foi abolida. Da mesma forma que as pessoas perceberam que a cor da pele não justifica o sofrimento de outro humano, está na hora delas pararem para pensar na maneira como tratam grande parte dos animais. Por que alguns merecem o status de membros da família, enquanto outros têm vidas miseráveis e existem apenas para virar comida?
   Além de ser uma crueldade desnecessária contra estes seres, o consumo de carne causa problemas ecológicos, de saúde e econômicos.

    --Crueldade--
   Animais sentem. Sentem carinhos que lhes são feitos, sentem dores que lhes são causadas. Os animais percebem o que está ao seu redor e buscam coisas que sejam boas e agradáveis, enquanto fogem de coisas ruins e dolorosas. Qualquer pessoa pode perceber isto. Mas o que não conseguimos perceber é que nós também causamos sofrimentos aos animais sem haver qualquer necessidade disso, simplesmente por luxo, costume ou vaidade. Manter animais vivos apenas com o intuito de matá-los é uma crueldade. Especialmente quando porcos, frangos e bois são confinados em espaços minúsculos e apertados, onde passam a vida inteira espremidos uns contra os outros.
   E o mais curioso de tudo isso é que nós escolhemos que animais vão morrer e que animais merecem viver. Gatos, cães e pássaros são mantidos vivos por serem domesticáveis ou por serem simplesmente “bonitos”. Todos os demais podem ser mortos, porque não simpatizamos com eles, que não são “fofos” ou afeiçoáveis.

Nove bilhões de animais são mortos todos os anos nos EUA. O Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de frango e porcos. Os animais são tratados como mera matéria prima, que tem de ser rapidamente transformada em produtos para o consumo humano. Mas são matéria prima diferente dos grãos, plásticos e minerais, pois podem sentir dor, medo, fome e frio.

    --Amar alguns animais e aceitar que outros morram é incoerente. --
   E o único modo de alimentar os seres humanos com animais é fazendo com que eles sofram suas vidas inteiras. Podemos perfeitamente nos alimentar de vegetais. Se o consumo de carne não é imprescindível e se causa aos animais dor, sofrimento e morte, então o consumo de animais é errado.

    --Meio Ambiente--
   Dados obtidos nos Estados Unidos demonstram que os animais criados para serem comidos pelos humanos produziram em 1996 cento e trinta vezes mais dejetos do que toda a população daquele país. E não é só isso: as pastagens para gado e as plantações de grãos utilizados para alimentar as criações animais são uma das principais causas de desmatamento de florestas no mundo. Mais de 25% das florestas da América Central, por exemplo, já foram devastadas para virarem pastagens. No Brasil, 16% da Amazônia vieram abaixo pelo mesmo motivo.
   Florestas como essas são vitais para a vida na Terra e para a manutenção do clima, além de serem também uma reserva ainda não pesquisada de plantas que podem conter princípios

ativos que beneficiem toda a humanidade, como os laboratórios americanos já perceberam faz tempo. Consumir animais, portanto, é anti-ecológico.
     --Saúde--
  O consumo de animais também não é nada bom para a saúde dos seres humanos. Um estudo do Dr. T. Colin Campbell, da Universidade Cornell, nos EUA, analisou a relação entre a dieta e a saúde humana. Ele chegou à conclusão de que 80 a 90% de todos os tipos de câncer, doenças do coração e do sistema vascular podem ser prevenidos até uma idade bem avançada se a pessoa deixar de se alimentar com produtos animais.

Diversas outros doenças, como os meios de comunicação informam regularmente, estão ligadas ao consumo de carne, entre elas diabetes e artrite. Além disso, nas fazendas de criação são aplicadas aos animais doses excessivas de hormônios e antibióticos. Todos esses produtos químicos permanecem na carne dos bichos, que é ingerida por nós, e acabam se acumulando em nossos corpos.
    --Efeitos sociais e econômicos--
  
840 milhões de pessoas no mundo todo, incluindo 200 milhões de crianças, passam fome. Curiosamente, 40% dos grãos que são colhidos são utilizados para alimentar as criações de animais. Só nos Estados Unidos elas consomem 1/3 de todos os grãos colhidos no mundo.
   Estima-se que, para cada quilo de carne obtido de um animal, são utilizados 40 litros de água. Em um mundo em que a água potável é cada vez mais escassa e um racionamento é iminente, gastos desse tamanho são um desperdício.
   Muitos pesquisadores acreditam que o vegetarianismo é o único modo de alimentar totalmente a população humana, que cresce cada vez mais. Uma pesquisa do Escritório de Referência Populacional – Population Reference Bureau – concluiu que se toda a humanidade adotasse uma dieta vegetariana, a produção atual de alimentos seria suficiente para 10 bilhões de pessoas, número superior às previsões populacionais para o ano de 2050.

 

Criar animais para que sejam o alimento de seres humanos é uma escolha muito pouco eficiente. Uma vaca que pasta numa área de 1 acre produz carne suficiente para alimentar 1 pessoa por 2 meses e meio. Se esse mesmo acre fosse utilizado para plantar soja, por exemplo, a pessoa poderia ser alimentada por 7 anos. A quantidade de carne de um BigMac representa, proporcionalmente, trigo suficiente para 5 fornadas de pão.

o que você pode fazer?--
   Parar com os abusos aos animais é um trabalho longo e difícil, que exige o esforço de muitas pessoas para mudar uma realidade que encara a crueldade como algo comum. Mas você pode ser uma dessas pessoas e fazer a diferença, parando de consumir animais.
   Não coma carne, peixes, aves, porcos, caça, ou qualquer produto que envolva matança ou sofrimento de animais. Existem deliciosas alternativas vegetais para todos os pratos que usam carnes. Além dessas alternativas serem livres de crueldade, são mais baratas do que os pratos com carne e muito mais saudáveis.
   Não se vista com pele, penas ou couro de animais. Também existem alternativas sintéticas e com fibras vegetais para todos os tipos de tecidos e produtos utilizados para a confecção de roupas, calçados e acessórios. Além de igualmente bonitos, são livres de crueldade e mais baratos.
   Não compre produtos testados em animais. Testes em animais são desnecessários, cruéis, obsoletos e não servem de garantia nenhuma para a segurança humana. Produtos não testados em animais geralmente contém essa informação em seus rótulos. Listagens de empresas que não testam em animais podem ser encontradas na internet.

 

Esteja à frente do seu tempo e viva uma vida livre de crueldade,pois :

Tudo o que vive quer viver...Pense nisso!   www.institutoninarosa.org.br

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Respostas a este tópico

 Já entrei para o club do vegetal, parabéns pela matéria !!!!

Eu pensava que comer carne fosse algo retrogrado, mas hoje penso que comer carne é uma necessidade biologica, o ser humano precisa de proteinas...E os animais como seres que tambem evoluem tem como prova ou missão a tarefa de alimentar os seres humanos, faz parte do seu programa evolutivo..

Pois é Andrea...  a humanidade vai ainda demorar muito para perder o habito de comer defunto,  habito  ke  vem  da  pré- história onde não se sabia  qual  planta ,  rais,  fruto  ou  qualker  vegetal  comer   em  sua  volta.  Os  nossos  dentes  caninos,  eram  como  os  dos  felinos  e  outros  animais  ke  precisavam  para  matar  e  rasgar  a  presa.  Veja  ke  ja  estamos  evoluindo...    Ouvindo  a  radio  Mundial  outro dia,  ouvi  o Trigueirinha  falando  sobre  os  cavalos,  por  terem  afinidades  profundas  com  crianças... dentre  outras  coisas,  são  erbivoros...  ja  são  animais  evoluidos  dentro  de  sua categoria,  como  muitos  outros  ke  não  comem  seus  semelhantes.  Bom . . .  mas  ai  fica  o  livre  arbitrio,  eu  como  vc  e  muitos  ja  sabemos  o  caminho  da  evolução.

fikem  com  DEUS . . . 

Nossa.... É muito importante refletir, isso requer realmente muita dedicação bom senso, respeito e disciplina, digo sinceramente como ser humano egoísta..que aprendendo a doutrina espírita, passamos a nos vigiar e colocarmos no lugar de outras pessoas, para não prejudicá-las e não fazer com nenhum outro ser humano o que não desejamos para nós mesmos, no entanto, por muitas vezes, esquecemos que os animais também merecem todo nosso respeito ..E infelizmente muitos de nós ainda não conseguimos nos doutrinar nesse sentido.. porque nascemos e crescemos habituados de forma diferente.. ref. a alimentação, mas nunca é tarde... Obrigada pelos esclarecimentos, boa noite  a todos e muita luz!! 

Olha é muito complicado quando se fala no assunto comer carne. Do ponto vista espíritual, o animal bem como o vegetal tambem tem espírito, portanto se agente ainda detem e vamos muito longe ainda para deixar de usar o a nimal como alimento, quando isso acontecer iremos ser vegetarianos, porém não diferente de ter que sacrificar o animal, pois estaremos tirando a vida tambem de um vegetal.

Creio que na medida de  nossas evoluções espírituais, é que vamos/iremos abdicar desses costumes.

Olá a todas/os,

Ser ou não vegetariano é uma questão absolutamente individual; não se deveria recomendar isso indistintamente. Há pessoas que podem sê-lo sem problema, mas há outras para as quais o vegetarianismo seria prejudicial: são, por exemplo, as pessoas pouco encarnadas, sonhadoras. A carne aumenta a encarnação, prende a pessoa mais à Terra, e uma pessoa não muito bem encarnada, se adota o vegetarianismo, deveria fazer um trabalho interior intenso e regular de desenvolvimento espiritual. Esse trabalho hoje em dia deve ser a meditação, pois ela preserva a autoconsciência e a clareza de pensamento, usando este último, que foi o que a humanidade mais desenvolveu até hoje.(Olhem ao seu redor; fora plantas, animais e pessoas, todo o resto é fruto de pensamentos humanos.)

Costumo dizer o seguinte: se uma pessoa passa na frente de uma churrascaria em funcionamento e começa a babar, ela provavelmente precisa de carne.

Algumas considerações pessoais. Sou vegetariano há 41 anos, mas eu já tinha um problema com a carne antes disso; foi uma grande descoberta perceber que não preciso dela. Meu problema é gostar demais de animais; quando vejo um pedaço de carne não consigo me abstrair do animal que ela era. Assim, não me tornei vegetariano por filosofia e nem devido às corretas considerações ecológicas e econômicas apontadas no texto de abertura deste assunto.

Com o tempo, desenvolvi uma espécie de repulsa, de nojo, para com a carne. Mas não como soja; parece-me uma planta que, com seu excesso de proteína em relação às outras plantas, inclusive outras leguminosas, queria ser um animal... Se eu precisasse comer um bife de soja só para sentir o aspecto e o gosto da carne, comeria carne, pois senão estaria me enganando. Além disso, provavelmente é difícil conseguir uma soja que não seja transgênica, e garantir isso. Na verdade, jamais me preocupei com a quantidade de proteína que ingiro (sou lacto-ovo); como muitos cereais, e um pouco de leite e derivados. E pratico musculação ou natação todos os dias.

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, VWS.

FEB = Federação Espírita Brasileira
FERGS - Federação Espírita do Rio Grande do Sul
Pergunta 129 –É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?
“A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana.
É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esse valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.
Temos a considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano.
Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.”

adorei é por isso q eu não como carne pois os animais tambem tem sentimentos como os seres humanos ,eles s´não falam como nós mas eles falam alinguagem universal a expresão de dor alegria amor e carinho!!!

bom q todos tivesem a mesma evolução de amar o proximo incluindo tambem os animas de um modo geral,pois somos seres evoluidos.

Olá a todas/os,

Gostaria, além do que escrevi, relatar uma experiância pessoal. Minha esposa é médica antroposófica (aposentada da atividade clínica). Nós seguimos com nossos filhos, e nossos filhos com nossos netos, uma puericultura antroposófica que recomenda não se dar carne e ovos até os 3 anos de idade, para não acelerar o processo encarnatório. O resultado foi sempre extraordinário: nossos filhos e netos davam a impressão de que eram muito mais flexíveis, sua cabecinha mais macia e redondinha do que a das outras crianças -- bem, havia ainda o fator de não verem TV e, no caso dos netos, não usarem ainda video games e computadores enquanto crianças. Isso não impediu que as crianças se desenvolvessem perfeitamente -- por exemplo, do ponto de vista físico, meu filho fez parte do time de handball da USP quando era estudante, e já venceu vários torneios de equitação; do ponto de vista intelectual, com 32 anos ele tornou-se vice-presidente da Oracle, a 2a. maior empresa de software do mundo (saiu de lá depois de alguns anos e tornou-se um construtor de sucesso de casas populares).

aaaaaaaaaaaaaaaa, VWS.

O texto me deixou reflexiva, eu não tinha analisado essa maneira lógica, em nós seres humanos em relação aos animais e a natureza.Agradeço paz e luz.

Graças aos nossos amigos primitivos temos o apoio e a cooperação necessária de alimentação para a nossa encarnação aqui na Terra, a maioria de nós necessitamos da alimentação protéica que nossos irmãozinhos primitivos nos dispoem e por isso mesmo, fazer uma dieta sem ter o devido preparo e delisgamento da necessidade do nosso corpo seria imprudência. O espírito quando evoluído não necessita mais dessa alimentação, porque houve um progresso moral e espiritual, portanto, devemos respeitar as necessidades de nossos irmãos que ainda necessitam desse tipo de alimentação, não julgá-los, porque também já estivemos nesse lugar antes e quiçá ainda estamos!

Olá a todas/os,

Aproveitando a contribuição da Marlene, gostaria de expressar o seguinte. Independente da concepção de mundo, seja materialista ou espiritualista, nós devemos nossa  existência aos animais. Materialisticamente, a evolução darwinista colocou a concepção de que houve uma evolução ascendente, portanto ela não chegaria até nós se os animais não tivessem existido. Do ponto de vista antroposófico, os animais se adiantaram no seu aparecimento físico (por isso os fósseis deles são anteriores aos dos seres humanos), mas com isso carregaram consigo nossos exageros anímicos. Imaginem se tivéssemos a fleugma de uma vaca ou a ferocidade de um leão... Assim, desse último ponto de vista, os animais se sacrificaram para que nós pudéssemos ser pessoas equilibradas e espiritualizadas.

Assim, independente da concepção de mundo, deveríamos ser profundamente agradecidos aos animais. Mas como é que agradecemos o seu sacrifício? Comendo-os!

aaaaaaaaaaaaaaaa, VWS.

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