Um estudo sobre uma possivel unificação das Religiões (Aere Perennius)

Ontem fui abordado no ponto de ônibus por dois senhores testemunhas de Jeová, que vieram me interrogar a respeito de um desenho em um de seus folhetos, perguntaram-me se aquela gravura trazia em si a idéia de paz e felicidade. Respondi afirmativamente, então um deles leu um versículo do apocalipse, onde se afirma que na Terra haverá esse dia, onde se suplantará a morte, foi quando eu disse a ele que não acreditava na morte, e percebi que ele ouviu atentamente a minha explanação, a respeito da minha crença na reencarnação, onde eu disse a ele que nos é dada uma só vida, conforme escrito na Biblia, e que essa vida é perpetuada em diversas existencias, até que estejamos aptos para entender a presença de Deus.

Surpreendentemente ele não me cortou enquanto eu falava, um comportamento diferente de outros evangélicos que eu já havia conversado. Mas o que me chamou mais a atenção foi que ele comentou que existem no mundo mais de 200 religiões. Então expliquei a ele que esse era um dos motivos por que eu não possuo nenhuma religião. Ele olhou-me pasmo e continuei, disse-lhe que eu era um estudante rosacruz e que essa ao invés de ser uma religião, no contexto doutrinário, é uma escola filosófica de estudo, onde não se prende a dogmas, mas estimula  questionamentos e pesquisa. Ele concordou comigo que pesquisa e estudo são fundamentais mas não continuamos a conversa pois meu ônibus chegou.

Hoje muitas idéias me surgem a respeito desse assunto. Penso que um dos maiores problemas da humanidade é justamente esse, a diversidade de religiões. Essa diversidade se explica justamente pela diversidade de pensamentos, mas creio que pode-se conviver em paz, mesmo com ideais diferentes. Conforme disse ao homem, procuro encontrar Deus em todas as religiões e consigo sem nenhuma dificuldade, mas não tive tempo de mostrar a ele onde seria esse possivel encontro.  Considerar pontos em comum sem valorizar as divergencias.

Por exemplo, perde-se tempo com discussões inúteis a respeita da divindade de Jesus, o Cristo. Qual a verdadeira relevancia desse tema que só serve para separar os cristãos? O cristianismo se baseia no ensinamento do Crsito e não em sua pessoa. Não importa quem disse, e sim o que foi dito. Sua mensagem de amor ao próximo, seu discurso da bem-aventurança, os significados intrinsecos em suas parábolas, etc. Isso é comum a todas as religões. São arquétipos universais. O resto é discordia, portanto discussão inútil.

E sobre os livros sagrados, o que dizer deles? Todos foram escritos pelas mãos do homem, mesmo os “inspirados” por Deus, mesmo os psicografados por espiritos, todos são passiveis de erro,por mais que sejam considerados sagrados devem ser lidos e estudados de modo comparativo.

A Biblia, por exemplo, basta considerar a história para perceber que seu texto foi muito alterado, algumas das vezes propositadamente, em função de objetivos excusos, como forma de manipulação da grande massa. Mas na maioria das vezes, simplesmente as ambiguidades nos significados das palavras, ou traduções e interpretações que não consideram os significados das palavras pertinentes a época em que foram escritas podem gerar discordias. Isso ocorre com qualquer escrito que seja milenar, principalmente aqueles cuja origem é o ensinamento oral, o tempo se encarrega de acrescentar e retirar itens.

A religião universal seria aquela que concordaria com todos os textos sagrados, e isso poderia se basear em apenas poucas frases. Confucio diria “não faça ao outro aquilo que não desejaria que fizessem a você”, e Jesus diria “Ame ao próximo como a si mesmo”. Estes são lemas concordantes e complementares. Se pesquisarmos a fundo, veremos essa idéia na maioria das religiões.  O espiritismo de Kardec diz que “fora da caridade não há salvação”, parafraseando o catolicismo que diz que “fora da igreja não há salvação”. O primeiro está em concordancia com os lemas originais de cristo e confucio, o segundo discorda em geral, podendo portanto ser descartado.

Deus não possui religião, pois ele está em todas elas. Um dos mandamentos diz para amar a Deus sobre todas as coisas, justamente porque ele está sobre todas as coisas, tanto dentro quanto fora. Se devemos amar ao proximo como a nós mesmos é porque Deus está tanto no próximo quanto em nós mesmos. Como se diz nos circulos esotéricos, Namastê. O Deus que está em mim saúda o Deus que está em você.

Pesquisando por este caminho, encontraremos seguramente uma rota segura, capaz de unir povos, raças e nações. Não digo que as pessoas devam abdicar de suas crenças, mas sim valorizar os pontos em comum. O católico e o evangélico podem muito bem continuar crendo em um Deus Pai, Filho e Espirito Santo, desde que aceitem os pontos em comum, ou seja as leis de caridade e amor.

Se os templos religiosos e igrejas fossem usados pelos sacerdotes, pastores e hierofantes em geral para passar essa mensagem não haveria motivos para discussões em vão e desentendimentos, e o crescimento espiritual da humanidade avançaria sempre e coletivamente. Oremos ao Deus de nosso coração, não ao Deus que guia um povo escolhido, pois a propria escolha descaracteriza a essencia divina. Oremos ao Deus que guia a humanidade, não àquele que se encontra única e exclusivamente dentro do templo e seu nome só pode ser pronunciado pelo sacerdote da vez.

Unamo-nos em invocação ao Deus Universal, Oh homens de todas as religiões.

 

 

Possiveis Pontos de Convergencia

 

Consideremos agora os pensamentos unidos nos pontos básicos que unem todas as religiões. Conforme conhecemos a personalidade do ser humano, ele sempre tende a impor a sua idéia em detrimento de outrem, por isso inevitavelmente surgiria um impasse sobre o lema de união. Qual frase expressaria melhor o tema. Haveriam grupos debatendo, criar-se-iam “concilios deliberativos” para se definir isso, e novamente não se perceberia que continuariam discutindo o sexo dos anjos. Nenhum lema é maior que a ideia que ele encerra. Toda palavra é imperfeita para definir significados, portanto sempre haverá impasses mesmo nas ideias em comum. Que o lema então não seja uma frase. Que não haja lema e sim uma ideia arquetipica:

 

 

AMOR

 

Mas como entender essa ideia? Existem milhares de tratados a respeito do amor. Diversas catalogações em diferentes niveis. Amor filial, amor erótico, amor universal,... Como sujestão, que sirva para meditação, englobando tudo, uma outra palavra completa seu significado:

 

ENTREGA

 

Portanto:

 

AMOR = ENTREGA

 

Quando se ama algo ou alguem a entrega é natural. Uma mãe entrega sua vida pela do filho. Os amantes se entregam de corpo, um sacerdote se entrega a sua religião, um missionário se entrega a sua missão. O avarento milionário se entrega ao dinheiro. Quando a entrega é verdadeira e completa podemos considerar o amor em sua totalidade. Agora é erroneo, segundo penso, considerar amor aquele sentimento que nos faz gostar de alguem e simplesmente querer estar proximos a ele, que nos faz querer ser dono dessa pessoa. Em um relacionamento, deveria-se substuir o “minha mulher, meu marido”, por “meu companheiro/a”. Esse sentimento de posse não é amor pois incentiva o egoísmo que é o opsto de entrega.

Portanto para simplificar a ideia, define-se o nivel de amor, segundo o nivel de entrega, e que essa entrega seja natural e espontanea.

 

Existe outro aspecto importante que é o livre arbitrio. Existe livre escolha ou pre determinação de um destino? Isso também pode trazer muita discussão, há não ser que consigamos unir as duas ideias. Parece uma tarefa impossivel, mas uma simples analise das leis naturais permitirão entender bem esse conceito.

 

“Para toda ação existe uma reação igual e contrária a força aplicada”

 

O livre arbítrio nos permite escolher a ação, e o destino é a reação igual e contraria. Falando desse modo simplificado parece absurdo, mas é complexamente simples assim. Ao cavar um buraco a terra precisa ir para algum lugar, mas existem milhares de hipóteses para o destino dessa terra. Quem vai determiná-lo? A pessoa que cavou? A pessoa que mandou cavar? Isso não importa. O que importa nesse caso é que para algum lugar essa terra tem que ir. Simplesmente não pode desaparecer. Se houver necessidade, podemos apurar a fundo e descobrir, por exemplo, que o homem que cavou o buraco, foi pago para fazer isso por uma empreiterira que precisava construir uma piscina naquele quintal. Ele colocou a terra em um caminhão e levou-a para a fabricação de argamassa que será usada em alguma outra construção. O livre arbitrio determinou o destino da areia.

O homem é livre para tomar a atitude que quiser, mas será sempre responsável por seus atos e sofrerá as consequências dele, seja imediatamente ou não. Um homem realmente bom de coração, que se entrega para a humanidade será recompensado por isso. Às vezes as coisas podem não parecer funcionar desse modo, pensamos que coisas ruins acontecem conosco e que não fizemos nada para merecer, que é um castigo injusto, um destino implacavelmente cruel, mas devo dizer que os meios podem parecer injustos, apenas porque ainda não temos uma boa percepção do todo, pois se todas as religiões ensinarem que Deus é amor e justiça, algo nos será ensinado disso. Quantas vezes não passamos por uma situação que nos parece ruim e logo em seguida percebemos que foi uma libertação. Perde-se um emprego estável para, às vezes se montar um negócio lucrativo e conseguir independencia economica.

Nossa liberdade de escolha determina nosso destino. Como? Com a aplicação da vontade.

Outra palavra que se ligada a palavra amor nos conduz:

 

AMOR = VONTADE

 

Apliquemos a força chamada vontade com amor, ou seja entrega e podemos controlar nosso destino. Agora se nossa vontade é fraca, ou controlada pelos instintos inconsequentes, inevitavelmente nós seremos controlados por nosso destino.

Aleister Crowley, um controverso mago do século passado cunhou uma frase que tem sido mal interpretada pelo não entendimento dessas leis naturais:

 

“Faça o que quiseres, esse eh o todo da lei.”

“Amor é a lei. Amor sob vontade.”

 

Ao aplicarmos nossa vontade sob a lei do amor universal, jamais poderemos errar em nossas escolhas e o destino estará sempre a nosso favor.

 

Todas as religiões ensinam o amor universal, ou pelo menos deveriam.

 

Outro aspecto que causa divergencia entre as religiões é a filosofia da reencarnação. É imprescindivel acreditar em reencarnação para se beneficiar da religião universal? Não acreditar em reencarnação pode impedir a unificação das religiões?

 

Digo um veemente não como resposta a essas duas perguntas. Não é imprescindivel acreditar em reencarnação, portanto isso não pode impedir a unificação das religiões.

Cada grupo está de acordo com sua verdade relativa, que se for baseada na receita do amor universal não tem como serem incompativeis. Se vamos ser salvos no dia do Juizo final ou depois de milhares de encarnações. Se vamos atingir a iluminação ou chegar ao céu, todas essas ideias são aplicações da lei do amor. Aplicar esta lei traz as respostas. Que não se perca tempo em debates inúteis e sim ensinando o que é o amor, a parte comum a todas as religiões.

Posso gastar tranquilamente dezenas, até centenas de páginas justificando porque para mim, o amor de Deus só se justifica pelas leis ciclicas da reencarnação, da lei da conservação de energia, mas essa é a minha opinião pessoal do modo de aplicação da lei do amor. Mas se o amor for aplicado, a longo prazo,  não haverá necessidade de encarnações. Aplicar o amor significa unir as crenças.

 

 

O que poderia ser feito para efetivamente unificar as religiões?

 

Como primeira ideia, reunir em um verdadeiro concilio, representantes técnicos de todas as religiões dispostas a fazer um estudo. Devem estar todos unidos com a ideia e a vontade de somente definir os pontos em comum. Seria um trabalho de pesquisa e não a determinação de novos dogmas e rituais. Não seria a criação de uma nova religião, nem seria eleito um novo Papa mundial ou algo parecido. Ninguém deverá tentar impor ideias que não forem comuns a todas as religiões. Descartam-se dogmas de anjos, teorias reencarnacionistas, imagens de divindades, qualquer tópico que venha dividir opiniões. O único objetivo é definir os pontos em comum, mesmo que só haja um.

Ao final, a pesquisa deverá ser assinada por todos os representantes em ordem alfabética, como um documento oficial, que será enviado para todas as sedes religiosas. De acordo com o resultado dessa pesquisa, os grupos religiosos podem reorganizar suas bases para priorizar os ensinamentos das ideias em comum, sem necessidade de mudar seus métodos ou dogmas.

Para convocar os representantes das religiões deve ser feita uma grande campanha publicitária, explicando os motivos e necessidades dessa pesquisa, para que voluntariamente as religiões escolham e enviem seus representantes.

 

Seria um excelente primeiro passo.

 

Como regra os trabalhos deveriam ser iniciados e terminados por uma oração dirigida única e exclusivamente ao Deus do coração de cada um. Pode-se combinar que cada um a seu modo dirija seus pensamentos para o bom andamento dos trabalhos, ou se houver consenso, pode-se escolher um representante por vez para abrir e fechar os trabalhos a seu modo, como forma de compartilhar as diferentes culturas religiosas. Posso dizer que já participei de grupos de oração de diversas religiões e nunca me senti constrangido e sempre uni meus pensamentos aos deles em suas invocações que sempre eram positivas.

 

 http://www.agapeutopico.blogspot.com/ 

Exibições: 385

Responder esta

Respostas a este tópico

Meu amado,

 

Para que unificar?

É tão linda essa diversidade de culto ao divino!

Na verdade, só necessitamos de um aprendizadozinho: "A Deus, sobre todas as coisas... E ao próximo, como a nós mesmos."

E os sinos das igrejas adormeceriam o sol ao som da Ave Maria; o almuaden cantaria ao infinito seus cinco chamados diários à oração ; nossas almas flutuariam com os louvores evangélicos e os pontos de umbanda. Seria tudo mais colorido, mais alegre, contemplando os diferentes temperamentos de cada um de nós.

Que tal substituir a palavra "unificar" por "respeitar e amar"? Já tava bom dimais da conta.

Posso deixar um "veusinho" procê?

 

Sl 67

... o nosso Deus, nos abençoa

 

 

Eu abençôo cada ser humano,

judeu, cristão, ateu ou muçulmano,

ou qualquer outra seja sua crença...

Deus não quer ser razão de desavença.

 

Eu abençôo o negro e o amarelo,

o branco, o índio... E ao teu sentir apelo:

que jamais desmereças qualquer raça,

pois Deus a todos tem em grande graça.

 

Eu abençôo a mão do que abençoa,

e muito mais, daquele que magoa;

por mim, não há quem possa ser julgado...

O céu encobre o justo... E o condenado!

 

Eu abençôo quem me foi amigo

- que Deus seja bondoso pra contigo!

Pra quem me maltratou... Bênção, também!

 

Em bênção, canto a Deus o meu louvor,

para que todos sintam Seu amor

e O louvem, para todo o sempre. Amém!


(in O Livro da Intimidade)

 

Paz em Deus.

 

Amada Patricia,

 

Penso que talvez voce não tenha lido o texto inteiro, pois a proposta é exatamente essa, a unificação atraves do respeito, do trabalho em cima dos pontos em comum, mas respeitando a diversidade de cada filosofia e religião...

 

Tendo a certeza que todas elas possuem o AMOR (AGAPE) como ponto em comum, a unificação se daria exatamente no desenvolvimento desse tema...

 

O AMOR

 

Peço encarecidamente que leia o texto em sua totalidade e não apenas seu titulo...

 

Obrigado pelo comentario e Paz Profunda!!!!

 

 

 

 

Meu amado "più duraturo del bronzo"

 

perdoe-me se deixei a idéia de haver lido apenas o título - o que não fiz, seria irresponsável.

 

Apenas posicionei-me quanto ao fato de "Como primeira ideia, reunir em um verdadeiro concilio, representantes técnicos de todas as religiões dispostas a fazer um estudo."

Nessa reunião, você teria as controvérsias apontadas em seu texto: reencarna, ou não? Buda ou Jesus? Bíblia ou Corão?

 

A mudança é interior, pessoal.

Quantos organismos, organizações, entidades, associações, etc, existem... Tudo falido.

Se não partir do âmago de cada um, nada será possível.

 

Mas não fique brabo comigo. Entendi a intenção, perfeita. Mas meus muitos anos de vida fazem-me ver que inexequível.

 

Namastê.

Shalom!

 

 

 

 

Querida Patricia

 

Em momento nenhum fiquei brabo, muito pelo contrario, mas é que eu me senti na obrigação de esclarecer melor as idéias...

 

no corpo do texto eu deixei bem claro que temas controversos deveriam ser deixados de ladoque esses temas como a divindade de Cristo, santissima trindade, reencarnação... todos esses temas por serem por demais subjetivos e cada filosofia entende por seu proprio meio, não deveria sequer ser mencionados...

 

o concilio deveria tratar apenas dos temas comuns a todas as religiões...

 

ou seja:

 

O Agape, O Amor Universal....

 

Com isso, estiuular a UNIÂO, no sentido de CONCILIAÇÂO, onde o respeito as divergencias imperaria, pois o que importaria era apenas o AGAPE...

 

Não interessa em hipotese nenhuma se Jesus é ou não é Deus... Se há ou não há reencarnação...

Se Jesus ressuscitou ao terceiro dia, se há virgens no céu, se os anjos tem sexo....

 

Cada filosofia religiosa continuaria tendo seus dogmas....

 

mas isso seria apenas superflouo, pois o que realmente interessa, ou seja, ENSINAR O AMOR...

 

isso seria o topico PRINCIPAL de todas as religiões...

 

A Unificação está aí...

 

RELIGARE...

 

O Homem a Deus, atraves do AMOR.... Nisso estariam UNIDAS todas as religiões...

 

Unificar mesmo nas divergencias!!!!

 

O que eu percebo hoje em dia é que muitas das discordias, das confusões, das brigas, partem dos meios religiosos.... que DEVERIAM ensinar exatamente o oposto:

 

Unica e exclusivamente o AMOR....

 

perdem tanto tempo discutindo o SEXO dos ANJOS....  e esquecem de ensinar o AMOR....

 

perdem tanto tempo cobrando o dizimo, e esquecem de ensinar o AMOR....

 

Cada religião em seu egocentrismo de machar que o seu eh sempre o melhor caminho, e esquecem que o caminho é o AMOR...

 

Por isso acho que esse CONCILIO é importante...

 

Pra puxar a orelha dos lideres religiosos, e mostrar-lhes que esqueceram o que deve ser uma religião:

Ensinar o AMOR....

 

Sei que é uma UTOPIA...por isso esse texto foi primeiro publicado em meu Blog que tem por titulo AGAPE UTOPICO....

 

Mas se eu não sonhar.... Se eu não acreditar... Nada me resta...

 

O Deus da minha compreensão e do meu coração, sauda o Deus do seu Coração e da sua Compreensão.

 

Paz Profunda...

 

 

Não deveria, mas as religiões ainda são uma das maiores causas de discordia, brigas e guerras. Enquanto uma religião ensinar aos seus seguidores que é melhor que a outra, seus seguidores aprenderão e pensarão por consequencia que são melhores que as outras pessoas de outras religiões.

 

Por exemplo, o Cristianismo ensina que "Só Jesus Salva", mas penso que esse pensamento é erroneo e elitista, pois exclui da salvação todos aqueles que não creem em Jesus como Salvador.

 

Se o Cristianismo passassse a ensinar que "Só o AMOR ensinado por JESUS salva" isso eliminaria MUITOS problemas de compatibilidade, pois o amor ensinado por Jesus e´o mesmo ensinado por Kardec, que é o mesmo ensinado por Buda e Confucio e Maomé, e assim por diante e vice e versa.

 

Desse jeito poderemos aprender desde cedo a desenvolver esse amor dentro de nós.

 

Todas as religiões TEM que ceder de suas doutrinas em prol do AMOR UNIVERSAL - AGAPE

 

Afirmar que "Só Jesus Salva" portanto pode ser prejudicial ao ser humano que ao invés de aprender que o AMOR salva, vai pensar que a figura simbólica e divina de Jesus personificada vai salvá-lo pessoalmente, unica e exclusivamente pela crença e pela fé!!!!!

 

Pode-se aprender o AMOR através de todas as religiões e filosofias, até os ATEUS podem aprender o AMOR. Portanto a proposta é:

 

Deixemos as divergencias de lado e trabalhemos o AMOR.

 

"Só o AMOR SALVA" e amor, sendo também CARIDADE, pois AMAR é DOAR, Portanto 3 vivas ao lema do Kardecismo:

 

"Só a Caridade Salva"

 

Paz Profunda

Acredito nesta unificação baseada no conceito como diz no texto "unir pelas semelhanças e não se importar com as divergências".

Tenho escrito textos falando sobre essa união e que já está acontecendo por enquanto a base é grupos de cristãos, espíritas, muçulmanos, budistas, protestantes, judeus e etc se aproximando um do outro, mas é quase imperceptível. Mas a tendência é essa e isso é inevitável. Antigamente eu via muitas divergências entre as religiões mas hoje não vejo praticamente nenhuma na doutrina só no modo de como cada uma passa a Mensagem, mesmo que isso pareça irracional mas na verdade não é, as diferenças não existem no que diz respeito a Doutrina e isso será cada vez mais percebido enquanto as pessoas se aproximarem umas das outras. Quando estudamos uma religião ou todas tomamos como base para interpretação conceitos pessoais que se misturam ao que os integrantes da religião nos passam, mas qual de nós conversou pessoalmente com Moisés, Jesus, Muhammad ou Buda? É certo dizer que todos aprenderam com a mesma Fonte, mas qual de nós ouve, sente, fala claramente com a Fonte? Então todas as diferenças são ilusórias, elas existem nas crenças pessoais e não na originalidade das Mensagens. Se Deus é Único como podem os humanos acharem que há divergência nas religiões se todas se baseiam Nele? A medida que evoluir-mos os textos se tornarão mais claros pois o que um entende por "pedra" não é o mesmo que outro. 

"Fora da caridade nâo há salvação", é o lema do Espiritismo e não do 'kardecismo', até porque a palavra "kardecismo" deveria definir uma doutrina derivada de Kardec, e isso não existe. Quanto a idéia de unificação das religiões em torno de um ponto convergente, considero algo realmente divino. Um dia a humanidade chegará nesse patamar, nem que seja "pela força das coisas" como dizia Kardec.

Tenho dúvidas, porém, se o Espiritismo deveria participar de um concílio de Religiões, tendo em vista que o Espiritismo não é religião mas uma Doutrina filósofica de bases científicas e consequências ético-morais.

Todavia... porém... contudo... entretanto...

O problema seria uniicalas, pois de uma certa forma todos  nao aceitariam por causa de um pre-conceito sobre aquela religiao. As pessoas tem que sempre fazer o bem, nao fazendo nada de errado e seguindo um principio, creio que ja é mais que o suficiente. Porem, Contudo, Entretanto o ser humano ainda é muito falho.

A unificação é um fato que acontecerá   com certeza, quando ja sob a influencia moral do novo mundo (mundo de regeneração), ao qual estamos transitando., queira ou não as religiões se aproximam uma das outras, muitas ja se fundindo, esta é a essencia, somos particulas cósmicas de um mesmo ponto de origem, Deus. Assim, quando estivermos moral e intelectualmente  jungidos na senda da evolução com nossos compromissos , provas, espiações sanadas , iniciaremos o nosso patamar da evolução adorando o divino de uma maneira mas simples , sem dogmas, ou sacrifícios, pois estaremos em verdade entendo o que é ser Divino....

 

paz e luz!

  1. ando pensando muito sobre isso , acredito em sintonia, a sintonia independe da religião, depende de como está o seu grau de aceitação sobre idéias como o amor, a ligação a um ser supremo.

Acredito mesmo que o propósito é pertinente, e ao tempo que nos encontramos parece ser com sincronismo a difusão dos temas abordados, percebam que em larga escala, todas as religiões mesmo que em linguagens distintas, acabam por atender o propósito Supremo. Não importa o caminho que escolhemos todos nos levarão ao mesmo lugar, mas, uns mais sofridos, espinhosos e outros mais suaves e menos doloridos.

                                                                                                    Salve Deus!

Eu creio que as religiões irão se unificar, pois estes são os propósitos de Deus.

Ontem eu estava lendo o Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, e

abri no Capitulo I, onde a instrução era sobre A nova era, o que é muito legal para compreender essa unificação de ideais.

Fala que Moisés abriu o caminho dando o conhecimento ao povo de um só Deus, que Jesus continuou a obra

e o Espiritismo a concluirá. um trecho : " São chegados os tempos em que se hão de desenvolver as ideias, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Têm elas de seguir a mesma rota que percorreram as ideias de liberdade, suas percursoras. Não se acredite, porém, que esse desenvolvimento se efetue sem lutas, Não; aquelas ideias precisam, para atingirem a maturidade, de abalos e e discussões, a fim de que atraiam a atenção das massas. Uma vez isso conseguido, a beleza e a santidade moral tocarão os espíritos, que então abraçarão uma ciência que lhes dá a chave da vida futura e descerra as portas da felicidade eterna."

 

 

 

Responder à discussão

RSS

© 2019   Criado por Henrique.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Política de privacidade  |  Termos de serviço

Free counters!