Como explicar essas desencarnações em massa...

Hj o dia tem q ser em oração, aos q se foram e principalmente aos familiares...

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Interessante, Alessandra. Sou de Minas Gerais e tive os mesmos pensamentos.

Sobre outras tragédias e resgates coletivos, sugiro a página

http://espiritualidadevidapazeluz.blogspot.com.br/2004/08/tragdias-...

Um grande abraço, querida!
Que pelo menos sirva de exemplo, pois situações de riscos como essa abundam em todo Brasil.

ESTAMOS À PORTA DO MUNDO  DE REGENERAÇÃO, TALVEZ SEJA A  ÚLTIMA OPORTUNIDADE DE RESGATARMOS NOSSO PASSADO DELEITUOSO, PARA TER A POSSIBILIDADE  , AINDA QUE LONGÍNQUA , DE FICAR NA TERRA, SÓ ISSO JÁ É UM ESTÍMULO, PARA  PARTICIPARMOS  DO RESGATE COLETIVO. CONFORME EMMANUEL NOS DIZ, COMBINAMOS ISSO ,  MARCAMOS ENCONTRO PARA  O RESGATE!

Foi a prmeira coisa que pensei : este resgate coletivo... Mas, fiquei divagando no seguinte : essas pessoas que se foram poderiam ter um resgate coletivo entre si na mesma época preté

rita, ou em épocas diferentes ? 

Outra coisa: estes familiares, como explicar estes seus resgates ? Estarão ligados como ? Sinto-me impotente para decifrar estes "avisos". Alguém poderia me esclarecer ? Obrigada.

Agora entendi. Muito agradeço tua explanação.

Pessoal, Deus é amor, infinita bondade, ninguém desencarna para pagar nada e sim para aprender, crescer, evoluir, o que muitas vezes infelizmente acontece através da dor. Ficar especulando sobre nazismo ou coincidência de datas nesse momento não ajuda em nada! Temos que orar bastante e lembrar que Jesus nos disse que o amor cobre mutidão de pecados.

Boas vibrações para todos!

Não pude deixar de ler a discussão acima. Também estou bastante perturbado. Todos nós que possuímos alguma capacidade empática somos afetados pela onda de susto-tristeza-inconformismo-pena- ... que perpassa o astral.

Mas, confiantes na sabedoria e amor do Mestre e Gestor da Terra, lembremos que COINCIDÊNCIAS NÃO EXISTEM.

OREMOS PELOS QUE FIZERAM A TRAVESSIA E PELOS QUE FICARAM EM PRANTO1

PAZ PARA TODOS!

Fabricio, concordo com você. Precisamos sair desta cultura de um deus que pune. Os acontecimentos, por mais difíceis, são consequencias e nao causas. Somos herdeiros de nós mesmos. No início nossa vida escolar, achavamos que as provas eram contra nós. E alguns professores, mais exigentes, eram alvo de nossa ira. Depois agradecemos a exigëncia de alguns. Essa foi a  condição mais adequada para adquirirmos bom conteúdo. Se eles deixassem por nossa conta...

Dizer sim para a Vida, para todas as circunstâncias que se nos apresentam, ampliam a nossa percepção e modo de ver a existência.

Que todos os envolvidos neste fato, encarnados ou desencarnados, recebam nossos melhores sentimentos e que a Luz do Mestre acalente a todos.

Ruth minha amiga, como postei no facebook, que esse momento de tristeza e dor, sirva para que nos unamos mais, que oremos mais, que sejamos mais piedosos, que paremos de julgar e fazer especulações e sim que estejamos dispostos a amparar e ajudar os encarnados que ficaram e os desencarnados que com certeza muitos ainda não aceitam e não entendem que não fazem mais parte desse plano. Que possamos refletir sobre nossos valores, nosso modo de vida, procurando estar com as pessoas que amamos, porque amanhã podemos não estar mais aqui. Vivamos no amor e com Jesus

Desencarnação Coletiva
"Quando o céu estiver em cinzas a derramar-se em chuva, medita na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim". Emmanuel (espírito), psicografia de Chico Xavier
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OS POETAS E O INCÊNDIO

Francisco Cândido Xavier

Os poetas Cyro Costa e Cornélio Pires manifestaram-se pela psicografia, como já dissemos anteriormente, oferecendo-nos visão nova do terrível acidente. Ambos os poetas trouxeram-nos grande conforto. Nossa troca de impressões sobre o acontecimento doloroso, antes da manifestação dos poetas, revelava o grande abalo que todos sofrêramos.

Concordamos todos em colocar os sonetos em suas mãos, na idéia de que possam consolar outros irmãos, cujos sentimentos estejam mais diretamente ligados à provação que nos atingiu a todos.

NOTA – O soneto de Cyro Costa, que revela os motivos cármicos de tantas mortes no incêndio, está publicado no capítulo anterior.

Neste capítulo reproduzimos o de Cornélio Pires, o poeta de Tietê, de saudosa memória, que nos dá uma dupla visão da dolorosa ocorrência.
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INCÊNDIO EM SÃO PAULO

CORNÉLIO PIRES

Céu de São Paulo... O dia recomeça...

O povo bom na rua lida e passa...

Nisso, aparece um rolo de fumaça

E o fogo para cima se arremessa.

A morte inesperada age possessa,

E enquanto ruge, espanca ou despedaça,

A Terra unida ao Céu a que se enlaça

É salvação e amor, servindo à pressa...

A cidade magoada e enternecida

É socorro chorando a despedida,

Trazendo o coração triste e deserto...

Mas vejo, em prece, além do povo aflito,

Braços de amor que chegam do Infinito

E caminhos de luz no céu aberto...
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ALMAS LIBERTAS

Irmão Saulo

Tudo se encadeia no Universo, explicam os espíritos na obra básica da doutrina. Nada acontece por acaso. Há em tudo urna sequência natural de causas e efeitos, de ação e reação. Cyro Costa nos deu em seu soneto as raízes da tragédia do Joelma. Cornélio Pires nos relata as consequências. Temos assim uma visão em três tempos da catástrofe que seria absurda, ininteligível, sem os esclarecimentos proporcionados pela comunicação mediúnica.

A ocorrência não se torna menos dolorosa, mas a consolação é levada a muitos corações desesperados. Saber que os entes queridos não pereceram ao acaso nem desapareceram nas cinzas, mas foram socorridos por amigos espirituais e estão a caminho de recuperação nos planos superiores da vida, é aliviar o coração e desafogar a alma. Muitos perguntarão: E as provas de tudo isso? E quantos, ao fazer a pergunta, já obtiveram a resposta pela intuição da realidade que trazem em si mesmos, nas profundezas misteriosas da consciência.

O soneto de Cornélio Pires é descritivo, como era de seu estilo tão conhecido de todos. O poeta busca socorro nas reticências, nos três pontinhos que, sem mudar de aparência, mudam de significação em cada verso. Todo o quadro da tragédia foi apanhado nesses catorze versos de um decassílabo modesto, mas preciso. Não há uma pincelada a mais nem a menos. E a última reticência é uma abertura para tudo aquilo que a palavra não pode traduzir.

Das terríveis guerras das Cruzadas, em nome de Cristo, as almas enclausuradas em reencarnações sucessivas vieram imolar-se no último sacrifício. Em breves momentos de desespero e dor libertaram-se do passado para librar-se a planos superiores da vida. Aliviaram para sempre suas consciências doloridas. Almas libertas, podem agora prosseguir nos caminhos da evolução espiritual sem cair em novos enganos. Possuem a experiência maior. Amadureceram para a imo idade. Ontem queriam servir a Deus a ferro e fogo. Hoje compreendem que só o amor nos livra das ciladas do egoísmo e da arrogância e nos prepara de maneira eficiente para os serviços de Deus.

Do livro Diálogo dos Vivos. Espíritos Diversos.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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REVELAÇÃO DE POETA

Motivos da explosão do DC-10 em Paris

Francisco Cândido Xavier

Regressávamos de ligeira viagem e reunimo-nos em oração, apenas três companheiros, após comentar o acidente aéreo ocorrido em Paris, no dia 3 deste mês.* Os sofrimentos de perto nos fazem meditar nos sofrimentos que se verificam longe de nós.

Ainda não refeitos das atribulações pelas quais todos passemos, com o incêndio de fevereiro, em São Paulo, reunimo-nos em prece para buscar, acima de tudo, compreensão para nós mesmos, de maneira a entendermos que a dor, em qualquer parte, vem das leis de Deus em beneficio de nós próprios.

Abrimos O Livro dos Espíritos, antes de iniciar o nosso culto de oração e a questão 266 veio em nossa ajuda. Pensamos no assunto e, numa confortadora surpresa, recebemos a visita do poeta Silva Ramos que nos tomou a mão e escreveu o soneto que ele mesmo intitulou Culpas.

Ainda profundamente sensibilizados com o lamentável desastre, enviamos ao prezado amigo o soneto do poeta desencarnado, na idéia de que as suas anotações auxiliem-nos a desenvolver o nosso pensamento a respeito das desencarnações coletivas.

*3 de março de 1974. (Nota da Editora)
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CULPAS

Silva Ramos

A Natureza aponta a culpa que começa:

Em cidade praiana, a legião pirata

Desembarca, saqueia, humilha, fere, mata...

Por nada se detém, por mais que se lhe peça..

Quantas vidas ao mar sob golpes à pressa!...

Incêndios e orações no horror que se desata...

Depois, vinho e prazer, os butins de ouro e prata

E as horas avançando ao tempo que não cessa...

Os séculos se vão marchando em luz e treva...

Um dia, em mar aéreo, enorme nave leva

Os piratas de outrora e a Justiça Divina...

Surge a morte no ar... A aflição se renova...

Preces, gemidos e ais de corações em prova...

E a Natureza apaga a culpa que termina.
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A ESCOLHA DO ESPÍRITO

Irmão Saulo

A revelação do poeta Silva Ramos pode parecer absurda e até mesmo ofensiva para muitas pessoas. Pereceram na explosão do avião turco, sobre Paris, 345 pessoas. Três brasileiros estavam nesse número espantoso de vítimas. Como considerar todas elas criminosas, envolvidas em atos de pirataria? Convém lembrar que se trata de culpas remotas, de vidas anteriores. Quem pode, na Terra, examinando suas próprias tendências atuais, considerar que há cinco séculos tenha sido uma criatura virtuosa, incapaz de ações criminosas?

O Espiritismo ensina que os espíritos escolhem e pedem as provas por que vêm passar na terra. Outra dúvida se levanta, mas já a vemos registrada na questão 266 de O Livro dos Espíritos. Kardec perguntou: “Não parece natural que os espíritos escolham as provas menos penosas?” E os Espíritos Superiores responderam: “Para vós, sim, para o espírito, não”. Nossas provas decorrem de nossa consciência. As leis de Deus, inscritas na consciência, levam o culpado a pedir o seu próprio castigo. Note-se a perfeição absoluta dessa justiça que não vem de fora, mas se processa de dentro para fora. O culpado é o seu próprio juiz, o mais severo dos juízes.

Por isso mesmo as provas mais graves não são imediatas. O Espírito do culpado precisa amadurecer moralmente para sentir o aguilhão da consciência e obedecê-lo. As provas coletivas reúnem criaturas que nos parecem incapazes de haver cometido atrocidades. Elas tiveram de atingir esse grau atual de evolução para terem a coragem heróica de submeter-se às expiações necessárias. Nessa perspectiva, como vemos, tudo se torna compreensível. As vítimas de hoje são almas purificadas que se redimem por vontade própria. Não são mais criminosas, são heroínas da evolução.

Silva Ramos usa o soneto para mostrar, numa síntese poética, o que podemos chamar de mecânica da prova. As ações do passado dão começo à culpa; os séculos de luz e treva desenvolvem os espíritos nas experiências dolorosas; e, por fim, a culpa se apaga na prova coletiva em que todos se reúnem. As lentas depurações individuais se conjugam, no final, para o resgate coletivo em que a culpa é liquidada.

Do livro Diálogo dos Vivos. Espíritos Diversos.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
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O Espiritismo
www.oespiritismo.com.br

Não acho descabida a sua conexão dessa tragédia com o nazismo.

Pela minha cabeça também passou essa possibilidade, até porque os desencarnes em Sta. Maria se deram por asfixia, o que nos remete, imediatamente, ao desencarne  dos judeus, vítimas do nazismo, que devem ter feito a passagem com a mesma sensação de asfixia pelo gás.

Com certeza, todas as vítimas de Sta. Maria, no plano do qual vieram, quando desta encarnação, aceitaram esse resgate cármico coletivo, para repararem faltas pretéritas.

Por isso devemos orar por elas, pedindo ao Plano Maior que lhes alivie esta transição e se apiede de seus espíritos, levando a eles a ajuda de que necessitam, agora.

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