Olá amigos do EspiritBook, peço permissão para compartilhar com todos um texto extraído do livro "Que é Deus" e que constitui as razões apresentadas pelo Dr. Abhraan Cressy Morrison pelas quais ele acredita em Deus.

Ele as fundamenta na lei de probabilidade e que na verdade representam aquilo de que já tratavam os Espíritos na questão 04 de O Livro dos Espíritos", referindo-se ao axioma aplicado às ciências humanas" - Não há efeito sem causa".

O texto é um pouco longo, mas creio ser de grande valia para nos incentivar a cultivar cada vez mais e de forma consciente, a nossa nossa relação com Deus, o nosso pai amoroso.

Boa leitura a todos.

A insuperável estrutura da natureza

 

Abhraan Cressy Morrison – Presidente da Academia de Ciências de New York.

Sete razões pelas quais eu creio em Deus e devem crer todos os cientistas

 

Primeira – Por uma determinada lei, lógica, nós podemos provar que nosso universo foi projetado e executado por uma inteligência engenheira.

Entendendo a Lei da probabilidade

Suponha que você coloque dez moedas, marcadas de 1 a 10, dentro do seu bolso e lhes dê uma boa sacudidela. Agora experimente pegá-las na sequência, de 1 a 10, pondo cada uma na sua vez e sacudindo de novo. Sabemos que, matematicamente, a sua chance de acertar na número 1 é de uma em dez; de acertar 1 e 2 em sequência, é de uma em cem; de acertar a 1, 2 e 3 em sequência é de uma em mil e assim por diante; sua chance de acertá-las todas, de 1 a 10 sucessivamente, alcançaria o cálculo inacreditável de uma em 10 bilhões.

Então o Dr. Cressy Morrison nos convida a que meditemos sobre algumas leis que mantem o equilíbrio da vida na Terra, como, por exemplo, a velocidade com que a Terra realiza aos seus movimentos de rotação e translação em volta de si mesma e do Sol; é sabido que ela corre com uma velocidade de aproximadamente 1.600K/h, o que não é fruto do acaso, é uma lei de equilíbrio para sustentar a vida em sua face, porquanto, diz ele, se por acaso a Terra movimentasse apenas com a velocidade de um décimo, ou seja, 160K/h, a vida nela seria impossível. Isto porque os dias seriam de 120 horas e as noites também; logo, o Sol de 120 horas queimaria toda a vida vegetal e ameaçaria a vida humana, que depois as 120 horas de sombra iriam encarregar-se de destruir pelo frio, através da motivação dos continentes gelados. Logo, alguma coisa estabeleceu que ela girasse com tal velocidade.

E prossegue o Dr. Cressy Morrison dizendo que quando nos detemos para observar a atmosfera, basta lembrarmos que ela foi programa e medida, porque se a atmosfera da Terra fosse mais rarefeita de apenas 01 quilômetro, e a vida no orbe seria impossível, porquanto se sabe que caem sobre a Terra diariamente cerca de 50 milhões de aerólitos e de meteoritos, e que se não fosse por essa atmosfera, pelo atrito que os rala e dissolve, a Terra seria bombardeada 50 milhões de vezes por dia, lavrando incêndios e destruições inomináveis, e a vida na Terra seria portanto impossível.

Bastava que o fundo do mar fosse mais profundo de 3 metros e a vida seria impossível, porque o oxigênio do ar seria absorvido e o ácido carbônico também seria recebido pelas águas, matando toda forma de vida, quer no seio das águas, quer na superfície lisa; se por acaso a superfície da Terra fosse mais alta de 2 metros, o fenômeno seria oposto e a vida seria consequentemente impossível.

Se por acaso a distância que separa a Lua da Terra não fosse de cerca de 370 mil quilômetros, mas de apenas 70 mil, a vida seria impossível, porque a pressão magnética do nosso satélite sobre os mares faria levantar ondas tão altas e terríveis, que estas marés e preamares destruiriam totalmente a vida na Terra, lambendo os picos mais altos do Himalaia.

Na mesma ordem de raciocínio, se a inclinação do eixo da Terra não fosse de 18/24 graus, mas estivesse em uma vertical ou mudasse de posição, a vida seria impossível, porque os gelos antárticos escorreriam pela Terra, levando tudo de roldão.

Desse modo, assegurou o Dr. Cressy Morrison, por essa singela lei, e por uma séria de outras leis que seria fastidioso enumerar, eu creio em Deus, como, por exemplo, a distância que separa a Terra do Sol – aproximadamente 150 milhões de quilômetros , o que dá a Terra uma tépida sensação de calor, não insuficiente nem demasiada para sua manutenção, porque o Sol tem uma temperatura superficial de cerca de 6.648 graus centígrados. Assim, se a Terra estivesse mais próxima, seria destruída pelo excesso de calor; se estivesse afastada, seria destruída pela falta de calor, dos raios ultravioletas e infravermelhos e dos caloríficos, que mantêm o equilíbrio metabólico na vida vegetativa.

Logo, uma inteligência matemática e superior estabeleceu as condições para a vida na Terra e é evidente, deste e de outros exemplos, que não há uma única chance em bilhões para que a vida no nosso planeta fosse o resultado de um acidente.

 

Segunda – O talento da vida para executar a sua proposta é toda a manifestação de uma inteligência suprema.

Aqui o Dr. Cressy Morrison afirma que crê em Deus graças a uma lei singela que está imanente em tudo e em todos: a lei da vida. Que é a vida? Por mais que se haja tentado definir que é a vida, as definições são todas incompletas. A Biologia, a filosofia têm tentado defini a vida, mas ninguém sabe o que é a vida na sua realidade. Não obstante, a vida está em toda parte, está aqui, ali, além, alhures, em todo lugar. Mas que é a vida. A vida é o arquiteto maravilhoso, que ergue nas profundezas submarinas os castelos de algas e de corais. É o extraordinário escultor, que trabalha cada folha e talhe, ramículos e contornos jamais repetidos em outra flor ou folha encontrados na Terra. É o paciente professor de música que ensina cada pássaro a entoar a sua canção de amor. É o químico sublime, que dá a cada fruta o seu sabor característico e inconfundível. É o perfumista caprichoso, que transforma o humo em aroma. É o ser terrível, que consegue converter água em açúcar e madeira. Mas onde está a vida? A vida está no protoplasma. O protoplasma é uma gota gelatinosa transparente, invisível a olho nu – uma cabeça de alfinete comportaria cinco milhões – mas que é atraído pelo heliotropismo, e isto é a vida, é a grandeza da vida. Se por acaso toda a vida desaparecesse da face da Terra – animal – vegetal, humana – e ficasse um só protoplasma e um raio dissidente, logo a vida se restabeleceria, porque através da lei da cissiparidade esse protoplasma se bipartiria, novamente se bipartiria e em breve estariam os campos e prados reverdecidos, os mares e os rios povoados, a Terra povoada, na bagatela de 10 bilhões de anos apenas. Por isso, proclama o Dr. Cressy Morrison, eu creio m Deus.

 

Terceira – A sabedoria animal fala irresistivelmente de um bom Criador, que infunde instintos a todas as suas desamparadas e pequenas criaturas.

Esta razão científica da crença do Dr. Cressy Morrison em Deus decorre da Inexplicabilidade do instinto dos animais. Sabemos como se manifesta o instinto, mas não onde se encontra e nem como é o seu mecanismo. Mas o instinto dos animais e o heliotropismo das plantas são tão extraordinários que dentro das águas de muitos lagos existem duas plantas que se amam profundamente. A planta feminina independe da planta masculina. A planta feminina é caprichosa, como aliás tudo que é feminino é caprichoso. Quando chega a época de abrir-se em botão, ela desprende aquele cordel vegetal que vai se desenrolando até chegar à crista das águas da superfície em que a flor se abre; a planta masculina, sabendo que está na hora da fecundação, arrebenta o seu pedúnculo, porque ele é débil, e sobe, e se abre exatamente quando o vento vai soprar na direção da planta aberta feminina; o pólen é carreado, a planta feminina absorve-o, fecha-se e volta a descer; então se multiplica na intimidade das águas inferiores. Por que? Milagre da vida, grandeza de um instinto vegetal, que, no reino animal, está estabelecido desde as aves, os peixes e os mais pequeninos insetos.

No joão-de-Barro, que, chegando à época do acasalamento para a perpetuação da espécie, sobe à árvore mais alta e ali ergue o seu ninho; mas antes de colocar a porta ele trepa ao galho superior e coloca o bico na direção dos ventos, para saber de que direção virão os ventos hibernais e poder então abrir a porta ao lado oposto ao do vendaval, a fim de preservar a sua prole. E não erra nunca, o que mata de inveja os serviços de meteorologia, que não acertam jamais. Quem e o que ensinou o joão-de-barro a produzir uma técnica de perfeição que lhe mantém a sobrevivência?

E o milagre das enguias? As enguias são peixes em forma de serpente que só se reproduzem em águas profundas e frias. Quando vão procriar elas abandonam todos os mares, todos os lagos, todas as águas do mundo e começam a nadar na direção das águas abissais das Bermudas. Ali elas procriam e morrem. Mas seus filhotes sabem de onde vieram os seus pais. Fazem a viagem de volta e vão habitar as águas de onde vieram os seus ancestrais. Os piscicultores e pescadores atestam que jamais encontraram extraviadas enguias americanas em águas europeias e vice-versa. Mas a lei foi tão caprichosa que estabeleceu para a enguia europeia um atraso de maturação da fecundação de um ano, porque as Bermudas estão mais longe da Europa do que da América e elas devem encontrar na mesma oportunidade em que as águas estejam necessariamente frias para procriarem. A lei retarda um ano, que é o tempo que elas gastam, as europeias, para chegarem às Bermudas quando chegam suas irmãs americanas.

Mas a vespa é muito mais hábil na manutenção do seu instinto, porque ela sabe que quando vai procriar também vai morrer. Ela coloca os ovos numa furna e sabe que os seus descendentes já nascem adultos, porque todo inseto já nasce adulto. E eles só poderão sobreviver se comerem carne, carne viva. Então a vespa faz uma viagem até encontrar um gafanhoto; aplica-lhe um golpe que o torna hibernado; deixa-o paralisado, porém vivo. Carrega-o e coloca junto aos seus ovos. Nenhum entomologista e nenhum anestesista conseguiram até hoje fazer a aplicação paralisante no nervo do gafanhoto, que o imobiliza, porque às vezes aplicam veneno demais e matam o “paciente”, ou aplicam de menos e o “paciente” não se deixa devorar. Mas a vespa sabe. Sai dali e morre. Quando os ovos se arrebentam e as pequeninas vespas começam a comer com voracidade, o gafanhoto sobrevive, porque elas se alimentam das partes não vitais, pois sabem que se matarem o gafanhoto e comerem carne podre morrem também. Que técnica é essa? Instinto é uma palavra que não diz nada convencional. É uma lei, que estabeleceu científica e matematicamente o equilíbrio da flora e da fauna na face da Terra.

 

Quarta – O homem tem alguma coisa mais do que instinto animal – o poder da razão.

Neste ponto o Dr. Cressy Morrison assegura que crê em Deus por causa da razão. Ocorre que o instinto é uma nota monótona, que se repete sempre a mesma, sempre igual. Mas a razão são as sete notas musicais, é a pauta, é a sinfonia, é o canto melódico. Através da razão pode o homem entender Deus e contemplar a possibilidade de ser o que é somente porque recebemos uma centelha da Inteligência Universal.

Aqui podemos acrescentar que em Doutrina Espírita entendemos que o homem não é corpo animado e sim um Espírito eterno, ema chama, uma centelha ou um clarão etéreo, criado por Deus à sua semelhança, porque, segundo ensinou Jesus, Deus é Espírito e verdade, e como tal deve ser adorado (João, 4,24)

 

Quinta – A provisão para toda vida é revelada na fenomenal maravilha dos genes.

Os genes habitam cada célula viva e são a chave de todos os caracteres humanos e vegetais. Pois bem, se todos os minúsculos genes, responsáveis pela vida de todas as pessoas do mundo, pudessem ser colocados em apenas um lugar, eles não encheriam um simples dedal, que seria suficiente para armazenar toda a herança genética individual de bilhões de seres humanos. Estes fatos são inquestionáveis.

É aqui que realmente a evolução começa – na célula, uma entidade minúscula que guarda e cuida dos genes. Esse microscópico gene pode ditar absolutamente a regra da vida na Terra. É exemplo incontestável de profunda sutileza e providência, que somente poderiam emanar de uma inteligência Criativa; nenhuma outra hipótese servirá.

 

Sexta – Pela economia da Natureza, somos forçados a perceber que somente uma sabedoria infinita poderia ter previsto e preparado com tamanha prudência administrativa.

Creio em Deus, assevera aqui o Dr. Cressy Morrison, por causa de uma lei de equilíbrio que existe nas coisas. E elucida. Os australianos desejavam plantar nas suas terras inóspitas, verdadeiros seminários e simultaneamente torna-las agrícolas. Mas, como os ventos alísios perpassavam e destruíram as plantações, ocorreu-lhes fazer sebes protetoras. E importaram, sem nenhum cuidado  ecológico prévio, determinadas plantas para que elas fizessem paredes contra os ventos. Imediatamente viram o enorme equivoco em que incorreram, porque na Austrália não havia insetos inimigos daquelas plantas. E as plantas começaram a multiplicar-se. Dez anos depois haviam roubado uma área maior do que a das ilhas britânicas. Foi dado o alarme internacional. Usaram tratores, lança-chamas, herbicidas e as plantas continuavam multiplicando-se , expulsando lavradores, fechando aldeias, interrompendo cidades.

Neste momento houve um congresso em Sidney e entomologistas do mundo inteiro foram ao congresso estabelecer como salvar a Austrália. Depois de oito dias de discussão, chegaram à conclusão da lei natural, de que o equilíbrio ecológico é mantido entre vegetais e animais através de uma lei desconhecida. Para salvar a Austrália daquelas plantas, seria necessário que se encontrasse um inseto que, além de gostar especialmente daquela planta, ainda se multiplicasse muito, para que em pouco tempo terminasse com a invasão botânica.

Depois de procurar, e muito, chegaram à conclusão de que existia um tipo específico de besouro e que realmente seria um besouro famélico e facilmente reprodutível. Pesquisando no mundo inteiro, encontraram os tais besouros na Amazônia. Eram besouros famintos e que procriavam como somente a fome conseguia explicar. Levaram os besouros amazonenses, jogaram sobre as plantas e ficaram aguardando. As plantas começaram a desaparecer e os besouros a se multiplicarem.

Veio então o caos oposto: as plantas estavam se acabando e o que iriam fazer com os besouros brasileiros? Nesse momento a lei funcionou, pois na razão direta em que diminuíram as plantas, diminuíram os besouros, mantendo a lei do equilíbrio ecológico, esta lei que nos permite viver na Terra, porque existem classificadas, já, mais de 750 mil famílias de insetos. E todos sabemos que os insetos respiram através de tubos, porém na medida em que eles crescem e os tubos não crescem, o que mantém o equilíbrio, porque eles morrem por falta de cubagem de ar. Mas isso não é um acaso, pois do contrário poderíamos encontrar pulgas e moscas com corpos de dromedários e paquidermes, tornando absolutamente impossível a vida na face da Terra.

 

Sétima – O fato de que o homem pode conceber a ideia de Deus já é, por si mesmo, a grande prova da existência de Deus.

Creio em Deus, por fim, proclama o Dr. Cressy Morrison, pela imaginação, porque só através da imaginação é que o homem pode conceber Deus. Como dizia o Salmista Davi, no canto 19, versículo 1 dos Salmos: “Cantam os céus a glória de deus e o firmamento proclama a obra das suas mãos”.

É evidente. Numa noite tranquila, de céu transparente e estrelado, quem desejar entender Deus faça uma viagem solitária por uma via erma, olhando a grandeza da escumilha celeste. E dirá, entusiasmado: “Senhor eu vejo milhões de astros que brilham!” E cometerá o seu primeiro engano, porque somente se enxerga a olho nu 5 mil estrelas. Ou melhor, 2.500, porque as outras 2.500 estarão do outro lado do planeta, onde será dia. Quem duvidar, pode conferir! Mas se usar um binóculo poderá ver 15 mil estrelas; se usar de um telescópio doméstico poderá ver 150 mil estrelas e se for olhar do telescópio de Monte Palomar poderá ver 30 milhões de estrelas em nossa Via Láctea.

Cantando as glórias de Deus!

E o homem, emocionado, irá ao observatório de radioastronomia da Alemanha e saberá que a nossa Via Láctea tem mais de 100 bilhões de estrelas. E saberá também que é uma galáxia subdesenvolvida, porque existem trilhões de galáxias maiores do que a nossa.

Cantando as glórias de Deus!

E o homem poderá dizer a idade, poderá dizer a intensidade da luz que revela a evolução e a decomposição estelar, porque, dizem os poetas, as estrelas são como as mulheres, quando jovens, tendo como exemplo, na Espiga da Virgem, 11 mil graus centígrados, elas são brilhantes, brancas, esfuziantes, mas, como o Sol, uma estrela de quinta grandeza, tornam-se amarelas e mais adiante vermelhas, em pleno crepúsculo.

E o homem, entusiasmado, olhará em volt de si e compreenderá que a Via Láctea, conforme pregava Sir James Jeans, astrônomo inglês, poderia ser considerada um arco de carruagem; se o homem saísse da Terra, marchando na mesma carruagem, 25 séculos, atravessando apenas a sua modesta e pequenina Via Láctea.

Então vem uma sensação de infinito, de grandeza de Deus que comove, e o homem, imediatamente, olhando toda essa grandiosidade, começará a compreender as distâncias. A luz do Sol, viajando a uma velocidade de cerca de 300 mil quilômetros por segundo, chega até nós aproximadamente 7 minutos e 8 segundos depois de ter partido de lá. Ele olha adiante e se deslumbra com a Alpha de Hércules. Mas Alpha de Hércules é uma estrela tão grande que se ela fosse colocada no nosso sistema solar, no lugar do Sol, tomaria o volume do próprio Sol, e ainda os planetas Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, porque ela é cerca de 80 mil vezes maior do que o Sol.

Cantando as glórias de Deus!

E o homem olha e começa a medir. Terá que acompanhar novas descobertas da Ciência. Apenas nos anos 80, materializaram-se nos poderosos instrumentos dos pesquisadores estrelas de nêutrons tão massivas, que uma partícula delas, do tamanho de uma laranja, tem a massa estimada para a Terra, que é de 5 sextilhões e 883 quintilhões de toneladas! Foram detectados quasares, os corpos mais antigos e brilhantes do Universo, que somente podem ser observados em toda a sua plenitude através da associação de vários radiotelescópios postados em diferentes pontos do planeta. Um quasar chega a ter uma radiação 300 bilhões de vezes mais potente que a do Sol, mas o seu sinal é muito débil, porque a sua luz vem varando os espaços há mais de 15 bilhões de anos-luz para chegar até nós!

E ao determo-nos em tal contemplação, saberemos que o Sol está caminhando para a morte. É que o nosso astro-rei, para manter em órbita os planetas Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Netuno e Plutão, converte centenas de milhões de toneladas de matéria em energia por segundo, de forma que quando o Sol não nos puder manter mais, virá o desequilíbrio gravitacional. Mas não há motivo para nenhum tipo de pânico, porque, de acordo com o cálculo dos astrônomos, isto somente acontecerá daqui a bilhões de anos!

Cantando as glórias de Deus!

Do macrocosmo, aquele viajante solitário da erma estrada para e leva a língua ao véu palatino. O palato móvel se ergue, ele trava em seco e Deus abandona a galáxia para vir para dentro da sua boca, através das papilas da língua; 5 milhões de corpúsculos gustativos, para lhe dar a sensação de quente, de frio, de doce e salgado.

Ele leva a mão à cabeça e dezenas de bilhões de neurônios cerebrais, encarregados da memória e de mandar a mensagem elétrica e ao mesmo tempo química, para imprimir nas telas e nos recônditos da alma as impressões percebidas pelos sentidos, e estão no seu circuito perfeito.

Então ele se agita, e o mais perfeito circuito do mundo está dentro dele mesmo: o aparelho circulatório, que mede oscilantemente de 95 mil a 160 mil quilômetros de veias, vasos e artérias.

Cantando as glórias de Deus!

E é um aparelho autossuficiente, porque elabora as energias e substâncias de que tem necessidade: leucócitos e hemácias. Se o indivíduo toma uma picada de alfinete, destrói milhares de capilares, e outros milhares de capilares correm para o lugar; se ele toma um talhe e vem a hemorragia, imediatamente os capilares dão-se as mãos, atiram uma camada de fibrina como se fosse um coágulo tampão de algodão para salvar-lhe a vida, porque senão se esvairia em sangue, como no caso dos hemofílicos, que não têm tal defesa.

Cantando as glórias de Deus!

Ela começa a pensar num acepipe, numa comida saborosa. Imediatamente 30 milhões de glândulas, só no estômago, começam a preparar o suco gástrico; ele pensa num bife gaúcho, ou naquele admirável churrasco rodante, que cada hora vem uma coisa e o estômago já sabe que as carnes piores vêm primeiro e as últimas só virão quando ele não aguentar mais. Então, imediatamente ele começa a preparar o suco gástrico. Porém se o indivíduo é um glutão, ele pensa imediatamente numa companhia; ele pensa em tomar um aperitivo e o estômago se prepara. Mas ele adora tortas e o estômago se prepara. Ele vai levando o bolo alimentar aos lábios e já está na papila da língua a enzima ptialina, encarregada pela digestão bucal. Quando ele vai levando o alimento, a enzima está preparada para a digestão, ele diz: “Não; não é isso que eu quero”. Devolve e pega outra coisa. Pobres glândulas! Jogam a substância fora e preparam outra. E se ele resolve comer uma salada de frutas ou de legumes, o estômago vê e prepara a reação, até quando não aguenta mais e lhe dá uma indigestão educativa!

Cantando as glórias de Deus!

E as glândulas suprarrenais, mantendo o humor pela distribuição da adrenalina? E os rins? 106 quilômetros de veias, vasos e artérias para fazer o milagre do filtrado de sangue. As bombas pulmonares, filtrando a poluição com que o próprio homem destrói o seu ambiente de vida. E a bomba cardíaca, pulsando desde a vida pré-natal, na intimidade do útero materno, até o último instante, quando se dá a morte clínica e vem a degenerescência celular por falta de oxigenação do cérebro.

Cantando as glórias de Deus!

O aparelho genésico, a fonte de procriação, o santuário da espécie, que o homem enxovalha e conspurca perturbado pela sensação. Toda a aparelhagem endócrina. O timo e seus derivados.

Cantando as glórias de Deus!

Como dizia Mazzilli, olhem o homem, multiplique pelo infinito e você terá Deus, cantando a glória das filosofias espúrias e o preconceito da inteligência dos homens – Vermes que pensam, como assevera Emmanuel, desejam aniquilar nas artimanhas da sua máquina intelectual, desarvorando-se para poderem refocilar nas paixões inferiores sem a responsabilidade da autodeterminação.

Mas Deus ainda é mais grandioso diante de uma sepultura vazia, quando alguém lamenta a partida de um ser querido que ali não está, e ele retorna para perpetuar o amor nesses intercâmbios dúlcidos das sessões mediúnicas, conforme a Doutrina Espírita nos traz através do miraculoso condão da mediunidade, provando à saciedade que o ser não é a matéria, nem a vida é a orgânica da aparelhagem psicossomática. A Terra é apenas um veículo de aprendizagem, porque o mundo real, verdadeiro e legítimo é o espiritual, de onde todos viemos e para onde, sem nenhuma exceção, retornaremos com o resultado desse aprendizado.

Asseverou Allan Kardec, resgatando a noção do oráculo de Delfos, que a verdadeira necessidade do homem é autoconhecer-se, para valorizar as determinações divinas e crescer na direção do infinito.

Deus; Deus está manifesto no amor!

A Doutrina Espírita nos trouxe Deus de volta! Não um Deus que pode ficar detido nas paredes de uma religião, de qualquer religião! Não um Deus nacional! Mas esse Deus das galáxias, esse Deus sideral, esse Deus que perfuma uma flor, sorri nos lábios de uma criança que passa e aureolado na cabeça encanecida de um ancião nos fala de elevação, respeito e dignidade! Esse Deus que nos sensibiliza a alma e do qual, apesar de todas as definições filosóficas, a melhor definição que se lhe fluir dos lábios de Jesus: “MEU PAI!”

A paternidade divina e a fraternidade universal um dia governarão a Terra pelo código do amor. Porém, quando desejamos ser amados somos crianças espirituais; atingimos a maioridade quando amamos; mas quando amamos sem pedir, quando amamos dando, ofertando, doando-nos, porque o amor que doa objetos estranhos não ama, negocia com a divindade, mas o amor que se dá revela Deus e faz a criatura cocriadora na obra da criação. Doar-se! A dor realmente espalhou-se pela face da Terra, mas isto aconteceu porque o homem voltou-se para dentro de si mesmo e fez-se egoísta. A Doutrina Espírita, patrocinando a causa de que “fora da caridade não há salvação, conclama-nos todos à solidariedade universal: um sorriso, um copo d’água fria, um naco de pão, um prato de sopa, um vidrinho de medicamento, um retalho de pano que seja, mas sobretudo um ato de dignidade perante si mesmo, porque a caridade sempre é maior para aquele que se dignifica pela transformação espiritual para melhor.

Mota Júnior, Eliseu F.

Que é Deus? – 3ª edição – Matão – SP

Casa Editora O Clarim, maio/2007

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Respostas a este tópico

Maravilhoso!!

Olá...estou extasiado com os dados e informações...multiplicarei...onde poderia obter mais dados e informações ?

Renato Moreira

Bom dia Renato,

Agradeço pelo seu contato.

Como deixei claro, todas essas informações forma extraídas do livro "Que é Deus" do Eliseu Florentino. Você pode adquirir este livro, bem como, o livro "Concepção existencial de Deus" do Herculano Pires e ainda outro, o livro "Deus na Natureza" do Camille Flammarion.

Tem também uma palestra do Haroldo Dutra Dias, intitulada "Deus, Jesus e Kardec". Procure no canal Youtube e assista, é sensacional a forma como ele aborda o tema.

Por hora é só, 

Um abraço,

Marcelio.

      

Maravilhoso,  raciocínio lógico.

Uma matéria esplêndida. Uma pena que tão pouca gente não se concentra no que está lendo e transfere para a imaginação. Parabéns, realmente espetacular...

E AINDA TEM OUTRA: ATÉ O ATEU QNDO VÊ ALGO Q O IMPRESSIONA GRITA "MEU DEUS DO CÉU". RSRSRSRS... ABRAÇOS FRATERNAIS. LEAODRHO.

 O trabalho reflete a dificuldade de conceber  "Algo Tão Grandioso". Parabéns e Obrigado aos autores...

Obrigada por postar , irei adquirir os livros

Sim, muito bom. Grato, mas já creio e venero a Deus. Que os descrentes acessem e repensem.Joston

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