O ser humano, mesmo imperfeito, já percebeu que o método de aprendizado baseado na "palmatória" e nos castigos corporais não funciona e é ineficiente.

Será que Deus não inventou outros métodos para evoluir que não sejam através do sofrimento?

Argumenta-se que podemos evoluir pelo amor, mas se não for por ele, será pela dor.

Eu não faria assim com meu filhos...Eu insistiria que o aprendizado se desse da forma menos sofrida para ele.

Às vezes interpretamos Deus como sendo exigente e imaginamos que nos punirá pelos nosso erros.

Acredito que as coisas não são bem assim.

Imaginem que tem uma escola onde muitos alunos fazem sexo sem amor, bebem, fumam, usam drogas, enfim, onde prevalece a inferioridade moral.

Ai resolvo mandar meu filho amado para lá, sabendo que ele também ainda não é um espirito moralmente evoluído.

Depois fico de longe vendo os erros que ele comete e fazendo-o sofrer as consequências.

Ora, meu Deus é de misericordia e compreensão.

Não é um Deus que aponta o dedo e condena, mas aquele que ajuda a levantar cada vez que a gente cai.

Também não concordo com esse puritanismo de achar que temos condições de ser perfeitos. Se uma pessoa bebe é um tipo de suicida, se fuma também. Se for assim que come exageradamente também é suicida, ai vai todo mundo para o umbral.

Eu me esforço para me aperfeiçoar, mas fico pensando se eu conseguir me livrar de todos os meus maus hábitos, acho que não vou encontrar nenhum conhecido nas colonias superiores, pois todo mundo que eu conheço vai estar no umbral.

Enfim, se perder o comprometimento com o nosso objetivo de fazer a reforma íntima, acho que devemos não ser tão rigorosos conosco mesmo, sov pena a decepção interromper o projeto de melhora.

 

Tags: reforma, íntima

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Respostas a este tópico

Ótimo tema para debate !

Não é imprescindível o sofrimento para a evolução mas em decorrência das escolhas que fazemos ele pode aparecer fazendo parte do conjunto de ferramentas necessária à nosso aperfeiçoamento.

Acredito que a concepção que o sofrimento é a melhor forma de aprendizado, e que estamos aqui na terra para expiar e passar por provas, muitas vezes é mal interpretada.

É como o Rogério falou: Deus na sua infinita misericórdia, não nos mandaria aqui para a terra, sem lembrança nenhuma do passado, cheios de predisposições negativas, e esperaria que sozinhos encontrassemos o caminho totalmente correto, caso contrário nos "jogaria" no umbral.

Não é bem por aí.

Pensar assim, é o mesmo que acreditar em inferno ou que só há salvação em uma específica religião.

Nesse caso, eu gosto de pensar na lei do melhor. Vocês já ouviram falar nela?

Uma vez escrevi em meu blog sobre ela, vou colar aqui :

" O seu melhor te protege”, assim se intitula uma das melhores aulas do nosso querido Gasparetto. Desconsiderando possíveis enganos, eu acredito que já tenha lhes falado sobre esse tema. Ontem, porém, um grande amigo me enviou um vídeo como consolo para um momento em que me deixei levar pela ansiedade, (sim gente, eu também tenho esses momentos), o que me fez recordar este conceito tão esclarecer e motivador!

A expressão: "Deus move o céu inteiro naquilo que o ser humano é incapaz de fazer. Mas não move uma palha naquilo que a capacidade humana pode resolver" é bem comum na internet e exemplifica muito bem o que hoje eu quero lhes dizer.

É muito afetuoso vermos Deus como uma figura paterna, que cuida de nós e nos protege. Eu não duvido de nem um e nem de outro, mas o que eu ponho em questão é como ele faz isso.

Será que Deus nos daria a chance de desenvolvermos nosso potencial, se simplesmente nos desse de mãos beijadas tudo o que queremos?

Será que Deus nos ensinaria como viver, se nos livrasse de todo o mal que nós mesmos procuramos?

Será que Deus seria realmente um afetuoso pai, se ele em vez de nos dar a chance de aprendermos a ser supremos, enxugasse nossas lágrimas e nos enchesse de presentes?

Eu acho que não.

Mas o que isso tem a ver com a lei do melhor? Simples: A lei nos diz que se fizermos o nosso melhor estamos protegidos, porém, se já aprendemos certo nível em algo e abaixarmos esse nível novamente, estaremos desprotegidos. Ou seja, faça o seu melhor, e receba o melhor da vida. Não faça, e esteja vulnerável a cair.

Simples, não é? Mas essa é uma verdade que poucos querem ver. A maioria se prende em uma ilusão de que existe alguém lá nos céus fazendo tudo por eles, sem saber que o tudo já foi feito: Em nós foi plantada a capacidade para realizar qualquer coisa.

Indispensável é explicar também que o seu melhor não é o melhor do seu vizinho. Parafraseando Shakespeare, não se compare com os outros, e sim com o melhor que pode ser.

O seu melhor pode ser um pequeno passo, mas será o seu melhor, e isso já é o suficiente nesse momento.

E procure eterno e exclusivamente melhorar o seu melhor!

E aí, meus queridos, entra o beijo doce de Deus. Faça o seu melhor por si e sinta ele fazer o melhor dele por você! "

http://menteperceptiva.blogspot.com.br/2012/01/o-seu-melhor-te-prot...

NÃO, A IGNORÃNCIA ATRAVÉS DE NOSSOS PENSAMENTOS E SENTIMENTOS É QUE TRAZEM A DOR.O PROBLEMA É ACEITAÇÃO DO MOMENTO E APRENDER COM ELE SEM SE LAMENTAR. TUDO PASSA!  SE TIVESSEMOS ACEITAÇÃO. SERIA MELHOR!

Não necessariamente o melhoramento moral deve ser resultante do sofrimento. Depende de nossas escolhas.

Olá a todas/os,

O sofrimento ou a alegria dependem do carma da pessoa. O sofrimento deveria ser encarado como uma necessidade, uma dádiva. Precisamos dele para evoluírmos e corrigirmos certos desvios. Por outro lado, uma alegria deveria ser considerada como uma graça, e deveria ser aproveitada para que a irradiemos para as outras pessoas. 

No entanto, contrariamente ao exemplo do texto, não se deve provocar sofrimentos, pois não temos a clarividência necessária para sabermos se ele é ou não adequado para uma pessoa. Deixemos o seu carma cuidar disso, e procuremos minorar o sofrimento alheio de todas as formas positivas possíveis.

A propósito, vejam o filme Philomena (deve estar dispinível em DVD) para verem como o fundamentalismo religioso pode tornar pessoas cruéis, sem nem um pingo de compaixão, e como se pode provocar sofrimentos terríveis. Ou, melhor ainda, leiam o livro.

aaaaaaaaaaaa, VWS.



Valdemar W. Setzer disse:

Olá a todas/os,

O sofrimento ou a alegria dependem do carma da pessoa. O sofrimento deveria ser encarado como uma necessidade, uma dádiva. Precisamos dele para evoluírmos e corrigirmos certos desvios. Por outro lado, uma alegria deveria ser considerada como uma graça, e deveria ser aproveitada para que a irradiemos para as outras pessoas. 

No entanto, contrariamente ao exemplo do texto, não se deve provocar sofrimentos, pois não temos a clarividência necessária para sabermos se ele é ou não adequado para uma pessoa. Deixemos o seu carma cuidar disso, e procuremos minorar o sofrimento alheio de todas as formas positivas possíveis.

A propósito, vejam o filme Philomena (Filomena, deve estar dispinível em DVD) para verem como o fundamentalismo religioso pode tornar pessoas cruéis, sem nem um pingo de compaixão, e como se pode provocar sofrimentos terríveis. Ou, melhor ainda, leiam o livro.

aaaaaaaaaaaa, VWS.

PS de 14/5/14: um amigo leu o livro e disse que é decepcionante., pois trata mais da história do jornalista do que da Philomena.

Gostei muito. grata pela leitura e novos conhecimentos.

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