POR UMA CIÊNCIA ESPÍRITA; OU POR UM MÉTODO REALMENTE CIENTÍFICO.

O Controle Universal do Ensino dos Espíritos é um método religioso para a formação de uma doutrina;  no caso, a doutrina espírita.  Por que religioso?  Porque se tratará sempre do controle do ensino de sábios, de "reveladores"; e, não, do controle do conhecimento ou da pesquisa que gera o conhecimento;  caso em que ele seria científico.

Se um princípio novo, se uma teoria inédita, fosse anunciada por um espírito qualquer, através de um médium qualquer, não seria na concordância com a comunicação de outros espíritos, através de outros médiuns que um cientista buscaria a garantia ou a comprovação.  Um cientista buscaria comprovação na experimentação.  Realizaria experiências e observações na tentativa de afirmar ou negar o princípio ou a teoria apresentada .    Um religioso sim, em recebendo um ensinamento, uma revelação, de um suposto sábio, desejará procurar outros supostos sábios para, respeitosamente, confirmar ou negar o ensino.  Isto não é atitude científica;  é comportamento de aprendiz, de discípulo, não de cientista. 

Portanto, o CUEE serve exclusivamente aos propósitos da Religião Espírita.

Os que pretendem consolidar uma Ciência Espírita, ainda que seja sob o nome de Ciência da Alma -- como proposto desde Bozzano até Regis --, devem elaborar outro método, de escopo e fôlego realmente científicos.

Mas, antes, devem identificar o objeto dessa ciência.

Será Deus, a natureza, a moral, o espírito, a mediunidade? Tudo ao mesmo tempo não pode ser.  Se não, deixa de ser uma ciência, para se tornar uma enciclopédia.

O objeto de uma Ciência da Alma seria, evidentemente, a Alma.  Ou, mudando apenas as palavras: o objeto do Espiritismo, como ciência, é, evidentemente o Espírito.

Reitero, como ciência.  Pois o Espiritismo como religião tem o direito de meter-se em tudo.  Não é essa a característica da religião: o meter-se em tudo e em todos os assuntos?  A vocação para a totalidade?  É bem verdade que a ciência também deve vocacionar-se para a totalidade.  Como se chama esse negócio mesmo?  Ah, o holismo.  Mas, há uma diferença.  É permitido à religião que cada fé ou cada guru, porque não dizer também cada adepto, tenha direito à sua própria e particular mundividência.  E as provas são, também, particulares, subjetivas: a teofania, a revelação, a intuição, a tradição.  Da ciência já se exige um esforço permanente de percepção da realidade como ela é;  de objetivação de observações e provas dessa percepção; de tentativa de negação mesmo das provas apresentadas.  Daí a tendência a restringir esses esforços a objetos específicos, de forma a poder abordá-los em sua totalidade;  cabendo aos cientistas, de per si, desenvolverem suas visões de conjunto ou suas mundividências.  E quando houver necessidade do desenvolvimento de uma visão de conjunto pela Ciência, essa deverá ser em forma de uma teoria racional, cujas partes, por sua vez,  resistam à experiência. 

Portanto, o objeto do Espiritismo como ciência é o Espírito;  detalhando com Kardec: sua natureza, sua origem, seu destino e, claro, suas relações com o mundo corporal.

É claro que em seu desenvolvimento essa ciência terá imbricações não só com a religião, como também com todas as demais ciências:  aquelas que estudam a natureza, aquelas que estudam o homem, as que estudam a sociedade, a moral, as leis.  Além das imbricações, ninguém resistirá à tentação de projetar o que se vier a conhecer sobre o objeto dessa ciência na compreensão de pontos das demais ciências, assim como na compreensão das consequencias morais e comportamentais desse conhecimento. Mas estas seriam atividades, digamos, extra-curriculares.

Voltemos ao objeto  e tentemos um método realmente racional e experimental de abordagem.

 

O objeto da Ciência Espírita é o Espírito; porém,  o Espírito, como individualidade independente e sobrevivente ao corpo ainda não foi encontrado pela Ciência.  Os espíritas, em sua maioria,  são teóricos.  E, dentre esses teóricos, alguns conhecem o Espírito apenas pela "Codificação" Kardequiana;  outros, um pouco mais atualizados, o conhecem também pelos relatos envelhecidos de pesquisas realizadas por diversos sábios no final do distante século XIX, e no começo do não menos distante século XX.  Os esforços para tentar convencer a ciência moderna da existência do Espírito servindo-se da "Codificação" equivale a pretender que eles subordinem suas teorias e pesquisas à Bíblia ou ao Alcorão.  E a insistência em pesquisas metapsíquicas que não foram totalmente aceitas nem no seu próprio tempo soa ridícula.  Assim, o principal trabalho da Ciência Espírita continua sendo, ainda, a comprovação da existência do seu objeto: o Espírito.

E o principal instrumento para a verificação da existência do Espírito, bem como o estudo de suas relações com os homens, sua origem, natureza e destino, é a mediunidade.

A partir daí, os candidatos a "cientistas espíritas" deveriam desenvolver um método, aplicável em qualquer lugar, que identificasse e desenvolvesse potenciais médiuns, matéria prima de pesquisas posteriores.  Uma espécie de COEM, só que liberado de suas pretensões moralizadoras,  evangélicas ou religiosas.  Estabeleceriam protocolos que permitissem definir com um razoável grau de certeza os limites entre o fenômeno mediúnico propriamente dito e as manifestações do inconsciente do médium, também conhecidas como "fenômenos anímicos".  Também poderiam chegar a parâmetros que permitissem com suficiente segurança a identificação dos espíritos comunicantes.

Uma outra vertente da metodologia de pesquisa da Ciência Espírita seria orientada para a comprovação ou não da reencarnação.  Aqui, para não ficarem à mercê do aparecimento natural de "casos sugestivos de reencarnação", que ofereceriam uma pesquisa pouco mais que jornalística, os candidatos a "cientistas espíritas" poderiam utilizar da hipnose, ou do simples relaxamento, para provocarem regressão de memória que gerasse dados que pudessem ser tabulados e conferidos.  É evidente que as regressões pitorescas, que levassem aos napoleões ou aknatões seriam desprezadas, em prol daquelas que remetessem a vidas triviais, passíveis, porém, de comprovação ou refutação.  Outros recursos, tais como a datiloscopia (Fiorini) ou a grafologia, seriam também agregados.

 

 

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Respostas a este tópico

Muito boa argumentação e, falando em Alberto Fiorini, tentei trazê-lo para o Espirit book, mas ainda não consegui. Ele acrescentaria muito à essa discussão. No meu site Espirit Net, há vários artigos dele sobre as pesquisas de datiloscopia. Para saber mais --> http://www.espiritnet.com.br/Fiorini.htm

Aliás, de você mesmo João, há os artigos --> http://www.espiritnet.com.br/coldonha.htm

Olá Henrique,

Eu sempre gostei de visitar o site de vocês.  É muito bom mesmo.

Agora, com a rede espiritbook vai ficar melhor ainda. 

Abraços . Donha

Eu acho que convencer a ciência moderna tem que ser conseqüência, e não objetivo, de uma Ciência espírita. O nosso objeto de estudo é o espírito, o objeto de estudo da ciência terrestre é a matéria. Por mais que se seja defendido por alguns filósofos espíritas que matéria e espírito não estão tão separados como pensamos, é como, no mínimo, começar um estudo de duas pontas diferentes de uma reta. A minha opinião é que deveríamos sim ter um método científico padronizado para podermos "fazer ciência" espírita. E acrescento ainda que uma das ferramentas desta ciência deverá ser a paciência, porque seja com codificação ou não, convencer a sociedade científica moderna da existência do espírito é um processo que vai além de provas incontestáveis (infelizmente) e fogem ao nosso controle. O nosso papel é avançar o máximo que pudermos no campo espírita e com uma grande vantagem: podemos utilizar as tecnologias e descobertas dessa ciência que não nos aceita a nosso favor. E como o inverso não é verdadeiro, parece que temos uma responsabilidade maior ainda como cientistas! Existem vários grupos, como o CPDOC, que são rígidos em relação a apresentação de trabalhos científicos num certo método científico. O que falta é uma unidade maior destes tipos de grupos para a elaboração de um "grande" método que possa abranger toda essa comunidade científica espírita.

Caro Victor, pensando sobre suas excelentes ponderações ocorreu-me mais alguma coisa.  Não seria, talvez, propriamente "convencer" a ciência.  Mas, encontrar realmente o Espírito.  Talvez pudesse dizer, demonstrar, a nós mesmos, com razoável grau de certeza, a existência do Espírito. 

Kardec chegou ao Espírito numa época anterior ao estudo do inconsciente.  A neurologia, suponho, nem existia.  E ele concluiu rapidamente pela existência do Espírito, e já passou a interrogar os sábios do além para formar uma "enciclopédia" de conhecimentos revelados.  Não existem relatos ou demonstrações de como ele chegou ao Espírito, nem ele apresentou um método realmente seguro de identificar os espíritos comunicantes (O CUEE foi criticado com inteligência até pelo prolixo Roustaing).  Foi aí que o Flammarion pulou do barco.  Como religião, ou mesmo como filosofia, serve:  você reúne uma porção de sábios e acredita nas revelações deles.  Eu acredito no "credo espírita"  que Kardec colocou no final daquele discurso de 1868.  Mas, é minha crença:  isso não se discute.  Já no campo científico, tudo deve ser  discutido, demonstrado, contestado, falseado .  O que tenho visto é que os espíritas ficam discutindo crenças, e se pretendendo cientistas.

Quando criei o Espirit book, um de meus objetivos era justamente propiciar esse ambiente de "unidade", onde vários grups podem se reunir, discutir, trocar experiências, talvez desenvolver o chamado "método" e divulgar seus resultados. Quanto  mais pessoas e instituições trouxermos para cá, maior vai ser a base de "dados" de pesquisas e aserem analisadas livremente pelos milhares de internautas, muitas vezes distantes fisicamente. Se onseguirmos criar esse ponto de centralização, na Internet, acredito já estarmos dando um primeiro e importante passo em tudo o que se está discutindo e propondo nesse excelente fórum criado pelo João Donha... Abraço, meus queridos !

Quando você me apresentou o Spiritbook, Henrique, achei genial justamente por isso, por ser um lugar de UNIÃO de idéias. Eu mesmo sempre pensei muito no que você colocou, Donha, e é ótimo saber que existem mais pessoas com as mesmas idéias, acho que isso também é outro fator genial de uma rede social como esta.

Quanto a encontrar o espírito, uma pessoa com o mínimo de estudo sério na área da espiritualismo percebe que já existem provas o suficiente da existência do espírito, mas pouca aceitação por parte dos não espiritualistas. O que parece faltar é exatamente isto que você propõe, Donha, uma organização das idéias. O primeiro debate deste fórum, postado pelo Henrique, tratava de "Sonhos em recém nascidos". Eu logo respondi que para mim era sim uma prova, mas que poderia ser negada facilmente pelo simples fato de que colocar isso como um fenômeno além do cérebro tiraria muitos de sua zona de conforto e, portanto, qualquer teoria que fosse contra isso seria imediatamente aceita em detrimento da teoria espiritualista. Agora, se se utilizasse um método científico para provar que aqueles sonhos não poderiam vir da mãe, por exemplo, seria "mais um ponto" para os espiritualistas. Então, teríamos que somar vários pontos sobre as hipóteses materialistas para que pudéssemos começar a sermos mais aceitos. Em outras palavras, teríamos que encontrar o espírito várias vezes (por mais que um fenômeno apenas, para alguém de mente aberta e o mínimo de bom senso já pudesse ser uma prova quase que definitiva). Por isso citei a paciência, acho que este é o caminho. Por mais que eu seja um pouco pessimista em relação a aceitação do espírito, é mais um pessimismo temporal (nessa minha vida já aceitei que não vou ver isto) e um otimismo eterno. Porque para mim, que já sou espiritualista, não vejo a necessidade de se provar o espírito, mas já de utilizá-lo como "ferramenta de trabalho" na mundividência. Acredito que para nós espiritualistas, o espírito já é uma verdade indiscutível.
Concordo com você que já está na hora de pararmos de discutir crenças e demonstrar, contestar e falsear! 

Veja, Victor, que eu me referi a essa busca como um primeiro trabalho.  Mas, nesse mesmo esforço (selecionar grupos mediúnicos e pesquisar), avançaríamos em quesitos que interessam internamente ao espiritismo, como por exempo uma melhor definição, identificação ou diferenciação entre fenômeno mediúnico e anímico.  Milhares de manifestações mediúnicas nos centros espíritas são manifestações do inconsciente do médium, e recebidas como de outro espírito (eu penso que o próprio Ramatis do Hercílio Maes, também abordado neste forum, muito provavelmente não passa de animismo).  Também poderíamos avançar objetivamente na identificação dos espíritos;  quesito em que, na minha opinião o próprio Kardec falhou.  Aliás, só minha opinião não, também a de um gênio como Camile Flammarion. Poder-se-ia abandonar a alegação moral (ou mística; sempre, porém, um julgamento) do Kardec de que os fenômenos físicos são inferiores aos inteligentes, e retomar a linha do Aksakof, resgatando a prática de efeitos físicos.   A regressão de memória ou a TVP poderia ser levada a um patamar mais científico, isto é, mais sujeita a uma metodologia rígida, com enormes ganhos para o conhecimento da alma humana e suas patologias.  Tudo isso só seria possível se fosse abandonado o medo místico de "práticas anti-doutrinárias" ou de "fuga da codificação", e os espíritas encarassem a prática mediúnica com o desassombro (ou ousadia) da Ciência.  Parodiando Hegel, os espíritos dixariam de ser mestres para se tornarem simples testemunhas.  O fenômeno mediúnico seria dessacralizado.  Kardec continua como uma referência, mas perderia um pouco de reverência (a diferença entre o "f" e o "v" vai além da contração da glote, rsrs).  
Quando criei o Espirit book, um de meus objetivos era justamente propiciar esse ambiente de "unidade", onde vários grups podem se reunir, discutir, trocar experiências, talvez desenvolver o chamado "método" e divulgar seus resultados. Quanto  mais pessoas e instituições trouxermos para cá, maior vai ser a base de "dados" de pesquisas e aserem analisadas livremente pelos milhares de internautas, muitas vezes distantes fisicamente. Se onseguirmos criar esse ponto de centralização, na Internet, acredito já estarmos dando um primeiro e importante passo em tudo o que se está discutindo e propondo nesse excelente fórum criado pelo João Donha... Abraço, meus queridos !

Minha opinião é que, por mais que apliquemos o método científico em questões espíritas, o mundo ainda precisa de certa maturidade para considerar a questão do espírito sem preconceito.

Observemos que Crookes e os cientistas contemporâneos dele foram fortemente ameaçados de exclusão do meio científico devido as pesquisas, com toda comprovação científica possível que eles levantaram na época. Quem acha que isso não acontece ainda hoje, não conhece a vaidade humana.

Hoje ainda, o militar que fala que viu algum tipo de objeto voador não identificado acaba suspenso, incomunicável e com chance de perder a carreira, mesmo quando há evidências eletrônicas do objeto. Não estou aqui alegando que disco voador existe, estou só analisando a postura dos poderes perante assuntos polêmicos.

Outro exemplo é o volume de padres que conhecem profundamente o Espiritismo enquanto a Igreja se cala e finge que nada existe. E o padre que insiste no assunto é afastado ou enclausurado.

Portanto, eu vejo duas vertentes distintas: na primeira, temos a pesquisa científica que irá aprofundar, com instrumentação e abordagens novas, as questões do espírito. Mas não esperem que o sucesso nessa área seja fator de aceitação da ciência secular para as verdades do espírito. Não será.

Na segunda vertente, temos a popularização daquilo que já existe. Filmes como Chico Xavier, O Sexto Sentido, Os Outros, e programas em canais respeitáveis como "Fazendo Contato, com John Edward" na Discovery, "Crianças Pararnormais" no A&E, TAP Caça Fantasmas e outros, estão criando uma aceitação popular para a realidade das inteligências extracorpóreas, Alguém fala de espíritos hoje e não é mais encarado com chacota. Isto está criando uma pressão na classe científica em pesquisar, fora do argumento religioso, o que todo mundo passou a aceitar como real.

É nesta segunda vertente onde eu vejo que a ciência secular irá baixar a cabeça e passar a considerar seriamente o assunto. Mas ainda nos falta muita maturidade.

E talvez a grande prova disso seja a profunda necessidade que o mundo ainda tem de abordagens religiosas para as verdades eternas.

Um abração,

Inacio

Excelente a  enfatização da pesquisa espírita q poucos fazem no Brasil.Quem fazia já se foi há tempos.Não sei como está a pesquisa do Del.Fiorini sobre impressões digitais ou o resultado da defesa de tese da Sônia Rinaldi sobre transcomunicações instrumentais,junto a PUC.Quem mais estuda e pesquisa ciência espírita?Saberemos logo pois temos esse canal de comunicação.Abraços

Olá, pessoal !

    Eu tenho vários artigos e trabalhos do Dr. Fiorini no meu site Espirit Net.

    Dêem uma olhada --> http://www.espiritnet.com.br/Fiorini.htm

Abraço,

Henrique

Olá amigo João, peço licença para entrar no bate papo.

O seu tópico é bem estruturado e característico de um membro da área de pesquisa.

O que realmente pode acontecer em nosso brilhante caminho (buscar é sempre muito bom), é encontrarmos alguns obstáculos por conta dos credos cristalizados no inconsciente humano (desde remotas eras). O temor pelo sagrado faz com que a busca por respostas fique no campo das nossas limitações morais e, aí, a coisa pega. Dentro do movimento espírita e/ou espiritualista a leitura de muitos livros e obras é muito comum. Somos "sabedores" de muitos títulos. Mas se lançar em algo novo requer aprofundamento e o abandono (ou quase) de velhas estruturas de pensamento. E isso, meu amigo, é querer mexer com o "eixo da Terra" ... rsrsrsrs!!!!! Mudar um padrão mental dentro das práticas religiosas e/ou científicas é quase um "parto a fórceps". Requer a paciência (do Victor acima), muito estudo e perseverança. Kardec fez a parte que lhe cabia e, fez muito bem. Assim como muitos outros não conhecidos no meio espírita. Penso que temos que aproveitar o que já foi feito (pois nada se perde ... tudo se ...) e avançar, sem pretensões de nos apropriarmos da verdade, pois ela é naturalmente mutável ...E como já dizia um velho amigo meu (desencarnado) : "se na sua vida você paralisa suas obras e/ou se debate por elas entre o 'isso ou aquilo' fique com o 'e', por que isso 'e' aquilo é muito mais abrangente..." Abraços! Marta Bastos 

 

 

 

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