Os reinos da natureza segundo Allan Kardec e Rudolf Steiner

Marcelo Pheula colocou uma postagem em outubro de 2011 no Espirit Book, sobre os reinos da natureza segundo o espiritismo de Allan Kardec (como ele desligou-se do blog, sua postagem foi retirada, mas eu a havia copiado). Resolvi então postar neste fórum a visão sobre o mesmo assunto segundo a Antroposofia de Rudolf Steiner. Para isso, construí uma tabela, colocando à esquerda o original do Marcelo, tal qual ele postou, inclusive com suas ênfases, e à direita meu texto sobre os mesmos tópicos, de modo que os leitores possam comparar as abordagens. A minha parte é um resumo de meu texto Uma introdução antroposófica à constituição humana; recomendo um aprofundamento desses assuntos nos livros de Rudolf Steiner Teosofia e A Ciência Oculta (que deveria chamar-se mais propriamente "A Ciência do Oculto", "oculto" no sentido de não ser perceptível pelos sentidos físicos).

Depois da comparação, mostro como os conceitos da Antroposofia são úteis na compreensão de vários fenômenos humanos. Veja o restante no artigo completo...

 

Adiciono também o arquivo com o texto como anexo a esta postagem.

Tags: Kardec, Steiner, antroposofia, espiritismo, natureza, reinos

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Ok, Valdemar... Vamos estudar e aprofundar o tema !

Texto de Valdemar transcrito : 

 

"

Olá a todos,

Célia Santos escreveu (separei as palavras):
> as vezes somos tão mesquinhos mentirosos e sabe la o que mais os seres mais perfeitos do universos são os chamados animais isso eu tenho certeza... /p>

Eu respondi na "página" dela o seguinte:

Olá, Célia e leitores,

Sim, você tem toda razão, as pedras, as plantas e animais são perfeitos. Nós somos imperfeitos pois se fôssemos perfeitos estaríamos ainda na condição da maravilhosa imagem do Paraíso bíblico, totalmente sem liberdade. É por sermos imperfeitos que estamos sujeitos ao mal e podemos escolher o bem. Os membros dos outros reinos da natureza não têm escolha, não têm liberdade. Mas o mais profundo de tudo isso é que não são só eles que não têm liberdade; os seres espitiruais divinos (anjos, arcanjos, arqueus etc. até os querubim e serafim -- no hebraico, essas duas palavras já estão no plural), também não têm a nossa liberdade. Por isso, se conseguirmos cumprir nossa missão e desenvolvermos a liberdade usando-a exclusivamente para o amor altruísta, constituiremos a 10a. hierarquia espiritual. Mas, pelo jeito que as coisas vão, poucos, pouquíssimos vão chegar lá -- e há até um risco de sermos todos forçados a fracassar, dominados pelas forças adversas a esse desenvolvimento. Só que essas forças foram necessárias justamente para nos dar a liberdade. Como diz Mefisto na cena do escritório do Fausto de Goethe, "Ich bin diejenige Kraft / die stets das Böse will / und stets das Gute schafft" (Eu sou aquela foça, que sempre quer o mal, e sempre  cria o bem). Só que esse "sempre" depende hoje em dia de nós mesmos. Estamos totalmente abandonados pela divindade positiva (daí o caos individual e social em que vivemos), pois senão não poderíamos ter liberdade. Mas as forças adversas não têm esse problema: cortam a nossa liberdade sem pejo, por exemplo quando nos entregamos à tecnologia, sendo dominados por ela em lugar de dominá-la.Ou quando nos esquecemos da matéria, onde podemos ser livres, e nos entregamos, sem consciência, ao espírito.

aaaaaaaaaaaaaaaa, VWS."

Olá a todas/os,

 

Gostaria muito que os especialistas em Kardec comentassem o texto do Marcelo (ver minha postagem de 2/11/11). A parte da Antroposofia eu garanto.

 

aaaaaaaaaaaaaaaaa, VWS.

Olá Valdemar...

Li o texto recomendado, muito instrutivo por sinal, tomei a liberdade de trazer um techo em especial, principalmente por estar relacionado diretamente comigo.
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...
1) Quando dormimos profundamente, perdemos a consciência, a autoconsciência e a capacidade de consultar a memória, não temos sensações e sentimentos, mas continuamos com nossas funções vitais...
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Essas são algumas perguntas sobre a comparação.
Fora a visão que se faz dos "animais", tanto de um lado, como de outro, na comparação.
1. Em muitas espécíeis de animais, por exemplo, a dos bonobos, existe a liderança por meio capacisade de socialização, sendo um dos meios principais o sexo. Comum, também entre os chimpanzés, assim como a força bruta e intimidação ainda oferecem uma outra opção de liderança. Dessa forma, não se caracteriza uma escolha?
2. Há inuméros casos de desenvolvimento do uso de instrumentos pelos animais, por exemplo, o uso da pedra e a bigorna, pelos macacos capuchinhos, além da capacidade de análise na escolha da pedra mais adequada para tanto. Podemos dizer que isso é puramene instintivo?

Com relação ao trecho referido acima, uma rápida descrição.
3. Sofro de insônia, portanto, para dormir precisei aprender a relaxar.
4. Quando durmo, frequentemente percebo todo o meu cormpo, como se estivesse olhando para ele, em alguns casos, ouvindo tudo ao redor. Mas se tento qualquer movimento, não consigo.
5. Se, em algum momento eu sonho com estou em perigo, consigo impor à situação que se trata do meu sonho, dali em diante, passo a controlar o sonho, quando durmo por fadiga(sem relaxar) nem sempre consigo isso.

Um grande abraço a todos.

Olá, Isaac e demais leitores,

Maravilha, nada como uma discussão séria! Sigo sua numeração (ótimo ter numerado! Tomei a liberdade de renumerar os seus 3 últimos itens).

1. Nos animais, não existe uma decisão consciente,, como os seres humanos adultos podem fazer, pois os primeiros não pensam. Todas as escolhas deles são atuomáticas, instintivas ou condicionadas.

2. Os animais podem aprender, por experiência (eventualmente casual) ou por observação. Eles não podem inferir mentalmente e deduzir algo que não experimentaram. É  preciso também considerar o uso instintivo de instrumentos ou do corpo.

3. Sim, o relaxamento mental significa que seu corpo astral deixa de ficar preso demais ao corpo etérico e ao corpo físico, podendo assim se desprender deles e com isso você adormece, isto é, seu corpo astral e seu Eu se desprendem dos outros dois.

4. É preciso distinguir se sua experiência se dá durante o sono profundo, ou na hora de acordar. Se for o primeiro caso, você está com um início de clarividência. É fundamental que essa experiência se torne cada vez mais consciente e controlada, senão você poderá ser dominado por ela, com graves prejuízos psicológicos. Se for na hora de acordar, pode ser um sonho ou uma semiconsciência.

5. O sonho é sempre uma imagem que criamos para vivências físicas (por exemplo, sonhar com fogo quando estamos cobertos com cobertores demais) ou espirituais. Controlar essas imagens significa interpretar as vivências da maneira que se quer. Isso não significa muito, pois as imagens não são importantes no sonho, e sim o ambiente do conteúdo do sonho. As mesmas vivências físicas ou espirituais podem dar sonhos totalmente diferentes, isto é, imagens totalmente diferentes.

aaaaaaaaaaaaaaaaaa, VWS.

Sr. Valdemar...

Acho que ainda falta um pouco para eu conseguir perceber se há um problema de contexto, pois o que trago comigo são as convenções corriqueiras  do dicionário comum, por isso ainda persistem algumas dúvidas em mim, sendo assim peço desculpas se pareço chato, pois se quero aprender exatamente, preciso do contexto exato, se houver.

Eis as dúvidas recorrentes.

1. Se é uma escolha, já está implícita uma avaliação de opções, por mais rudimentar que seja.  Por exemplo, não é da nossa escolha respirar ou não, deixar de envelhecer fisicamente ou não, pois é uma questão puramente genética, existe a outra possibilidade sim, mas há, também, uma programação que a elimina.  Então, em que nível de consciência podemos avaliar o inicío do raciocínio? Pois acredito que uma condição suficiente ao instinto é o fato de ser involuntário, isso elimina qualquer capacidade de decisão.

2. Tudo que sabemos até hoje, ou que virá, seja pela ciência tradicional, ou pelas transcedentais (pois cada filosofia ou religião tem a sua ciência particular), imposta(dogma), ou racioncinada(teorias ou axiomas, a exemplo do espiritismo), se faz por analogias, em cima de definições convecionadas anteriormente.  Senão vejamos, a própria matéria quintessenciada, como Alan Kardec coloca, é sem analogia com qualquer objeto de nosso conhecimento, por isso, além do que podemos aprender, embora, agora, por eles, saibamos que exista. Novamente, em que nível de consciência se estabelece a exata fronteira entre o raciocínio e o instinto?

 

So peço paciência comigo, mas me parece que o Sr. me deixou a vontade para perguntar e por isso agradeço.

 

Um grande abraço a todos.

Olá, Issac,

Obriado pelas perguntas.

1. Certamente você tem a vivência de poder determinar seu próximo pensamento, Por exemplo, pegue dois objetos iguais, como 2 lâmpadas, ou duas chaves, e coloque-os à sua frente em uma superfície homogênea, simetricamente (por exemplo, com os 2 soquetes ou as ranhuras das chaves, para fora para estarem numa posição que não são usados). Olhe bem para eles, e depois, fechando os olhos, escolha uma das lâmpadas ou das chaves, e fixe seu pensamento nessa imagem, pelo menos alguns instantes, sem deixar outra imagem penetrar em sua mente. Você terá a vivência de poder ter escolhido uma das lâmpadas ou uma das chaves em completa liberdade. Nada força-o a escolher uma ou outra. É lógico que um neurocientista materialista vai dizer que seu cérebro "escolheu" a imagem a ser lembrada. No entanto, sua vivência é de que seu Eu fez a escolha; se fosse o cérebro, não teria havido escolha nenhuma. A concentração mental na imagem também não pode vir do cérebro. [O trecho seguinte foi adicionado em 23/11/11] Aliás, aproveitando não é curioso que na fala normal o tal neurocientista diz "Eu acho que vai chover" e não "O meu cérebro acha que vai chover"?  Nesse sentido, ele é um grandicíssimo mentiroso quando diz que é o cérebro que pensa, e não o seu Eu...

A vivência da liberedade é essencial hoje em dia, em minha opinião, pois ela mostra que temos algo dentro de nós que transcende a matéria. Da matéria não pode advir liberdade.

2. Se fosse como você diz, nunca teria aparecido coisa nova na humanidade -- como não aparece nos animais. Instinto é imposto. No caso da experiência (1), não houve nada a ver com instinto. Mas mesmo se temos a imposição de um instinto, por exemplo da fome, podemos agir contra ele, fazendo um jejum. Aí entra nossa liberdade.

Continue com suas perguntas.

aaaaaaaaaaaaaaaaa, VWS.

Acho que começa um afunilamento de idéias, o Sr está conseguindo me guiar para um ponto que pode me esclarecer.

1. A palavra imagem foi muito oportuna, isso possibilita um resumo para colocação das ideias.

Pergunta: A imagem, obrigatoriamente se faz um antecedente, onde o consequente é a decisão a ser tomada, ou seja:

"Se lâmpada X, então atitude Y".

Ou seja, a condicional(do exemplo), define uma ação excludente, com origem em um critério simples.

Não seria isso a base de um racioncínio rudimentar?

 

2. Peço perdão, adimito que não me fiz claro.

Eu quis dizer que o entendimento do novo é feito (no nosso nível de consciência) com origem em conceitos anteriormente estabelecidos, a adaptação destes proporciona modelos para o novo, ou seja, a formalização de novos conhecimentos.  Que é o processo cognitivo, tal qual conhecemos hoje.  Longe de ser esclusividade do homem.

 

Mas percebo que há pequenos ajustes quando se fala de pensamento lógico do ponto de vista espírita, que coloca o homem em um grupo distindo dos outros animais neste planeta.  É isso que eu gostaria de poder perceber.

 

Obrigado pelas oportunidades das perguntas.

 

Um grande abraço a todos.

Boa discussão proposta..

Olá, Isaac,

Desculpe não ter respondido antes, esqueci-me desta discussão. Vou elaborar uma resposta e postar aqui nos próximos dias.

aaaaaaaaaaaaaaa, VWS.

Olá, Isaac e leitores,

1. Podemos pensar em imagens ou em conceitos. Você tem razão em dizer que as imagens são normalmente recordações. Mas podemos também imaginar coisas que não existem, como um castelo no ar. Também podemos pensar em conceitos que não têm nada a ver com o mundo físicio, como é o caso dos conceitos matemáticos, como mesmo o de um simples ponto (nenhum “ponto” físico é realmente pontual, isto é, infinitamente pequeno). É curioso como não se pode definir o que é reta e plano; devem ser conceitos axiomáticos; no entanto, captamos perfeitamente seu significado. Isso mostra que, com o pensamento, podemos atingir o mundo espiritual, isto é, não físico. Vou dar um exemplo corriqueiro. Olhe para a entrada da sala onde você está, para o objeto que está lá e que pode ser rotacionado, e responda: o que você percebe visualmente? Certamente você e todos dirão “uma porta”. É interessante notar que estão todos errados: o que se percebe visualmente são impulsos luminosos, e não uma porta. “Porta” é um conceito que é a essência espiritual de todos os objetos que se encontram nas entradas das salas, usados para fechá-las. A partir da representação mental feita a partir da percepção visual, nosso pensamento faz uma ponte com o conceito espiritual "porta".

Quando se faz um desenvolvimento espiritual, começando a ter percepções suprassensoriais, começa-se a “ver” imagens e “ouvir” sons que não existem no mundo físico. Por exemplo, a “aura” das pessoas não é física e portanto não pode ser detectada fisicamente.

2. Eu acho que o ser humano é capaz de introduzir novos conceitos no mundo platônico (isto é, espiritual) das ideias. Em outras palavras, o ser humano pode ser criador. Por exemplo, parece-me que na natureza não se encontram sistemas digitais como o ser humano inventou. Aliás, algo simples como o zíper não existia antes. Mesmo algumas coisas que já existiam antes na natureza, não foram usadas ao se inventar o equivalente artificial, como é o caso do papel produzido pelas vespas. Ocorre-me mais um exemplo: o pão. Na natureza o trigo não é moído, não é adicionado o fermento e depois a mistura colocada num forno; parece-me que a invenção do pão foi algo totalmente novo. Provavelmente houve uma comunicação divina, nos antigos mistérios, transmitindo essa receita, mas ela não existia antes na humanidade e na natureza. Assim, Isaac, tenho a impressão de que nem tudo é combinação de coisas já conhecidas.

O ser humano é uma espécie distinta dos animais. Eu jamais chamo o ser humano de “animal racional”, pois ele não é um animal, da mesma maneira que ninguém chama os animais de “plantas móveis”. É óbvio que o ser humano tem coisas em comum com os animais superiores (olhos e pulmões, por exemplo), mas isso não basta para ele ser classificado na mesma categoria, pois ele é essencialmente diferente. Por exemplo, nenhum animal anda ereto com uma coluna vertebral em forma de duplo S, nenhum animal fala (aliás, não há explicação evolucionista darwinista para o aparecimento da fala), nenhum animal pensa (uma observação cuidadosa leva necessariamente a essa última afirmação), não são os animais que introduzem novidades no mundo. Considerar o ser humano como um “animal racional” é, para mim, fruto de um materialismo lascado: não se percebe que, não só fisicamente, mas espiritualmente há uma diferença fundamental entre eles, pois o ser humano tem uma individualidade espiritual, um Eu Superior, que os animais não têm – e que resulta nas diferenças físicas. Não se pode falar de reencarnação nos animais pois eles não têm o Eu que se reencarna.

Isaac, estude a constituição humana do ponto de vista da Antroposofia e aí você passará a entender tudo isso. Veja, por exemplo, meu texto

http://www.sab.org.br/antrop/const1.htm

Aliás, ficarei muito surpreso se você estudá-lo, pois já recomendei isso muitas vezes no Espirit Book mas ninguém parece ter se interessado, já que não recebi nenhum comentário. São raras as pessoas que realmente querem compreender o espírito, a maioria contenta-se em sentir-se bem ou reconfortada.


aaaaaaaaaaaaaa, VWS

 

Amigo Valdemar, oro todos os dias para que pessoas como o Sr. apareçam no meu caminho, aqui estou os encontrando em farta quantidade, isso, para mim, não tem preço.

 

Agora começo a entender qual o ponto de vista espírita que o Sr. coloca: espirito =  essência + transcedente.

 

Mas eu concordo muito fortemente com Sr.: Assim, Isaac, tenho a impressão de que nem tudo é combinação de coisas já conhecidas.

Eu acredito que o "já conhecido e estabelecido" sirva de motor de arranque para o novo, por meio de adaptações, o que é característica maior no homem.

 

Assim, o "castelo no ar" é algo desconhecido realmente, pois sua essência não é física, como o Sr. disse, embora "castelo" e "ar" sejam, era isso que eu queria colocar, não há como ir ao novo, se a ideia não tiver como fonte de seus componentes (castelo e ar por exemplo), algo, o mínimo que seja, de conhecimentos estabelecidos anteriormente.

E prepare-se para ter surpresas, porque,se tem algo que valorizo, por mais rudimentar, simples ou humilde que seja, é o conhecimento.  Onde ele estiver e eu puder chegar lá, lá estarei.

 

Uma frase que sempre carrego comigo: "A gente nunca sabe quando e quem Papai do ceu vai usar para nos ensinar lições, talvez até,  quem as ensina, nem saiba que o está fazendo".

 

Isso, graças a Deus, acontece muito comigo, cada pancada que eu tomo, olho para o ceu, e, bem do fundo digo, muito obrigado!

 

Uma recente, semana passada:

 

Fui buscar minha esposa na novena de São José, chegando lá, uma moça, do lado de fora, abre a porta do carro para minha esposa entrar, nós agradecemos e saimos...

==>Eu disse: Legal a gentileza da sua amiga ai, não se encontra mais isso hoje.

==>Minha esposa: Ela não é minha amiga, nem a conheço, mas o guardador de carros me disse que ela era uma "louca" que estava passando por lá.

 

Entendi as entrelinhas com os olhos vermelhos de emoção por perceber o diálogo claro de algo superior falando comigo. Disse, então, em silêncio: "Entendi, hoje, para ser assim (gentil), é preciso um pouco de loucura... que assim seja".

 

Enquanto eu tivr o menor sinal de bom senso, vou valorizar todo e qualquer conhecimento.

 

Obrigado amigo Valdemar.

 

Um grande abraço a todos.

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