Qual sua visão sobre o ABORTO ? Ele é justificável em alguma situação ? Afinal, quando se pode considerar o início da vida ? Na concepção, após alguns meses de gravidez, depois do nascimento ? Qual a visão das religiões, da filosofia e da ciência ? Uma vez que muitas mulheres procuram clínicas e quase chegam a óbito, seria melhor legalizar ? Qual a sua opinião em particular ?

Tags: aborto, feto

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Responda rápido: Quantos seres humanos vemos nessa imagem?

Olá Valdemar,

Que clareza tem esse seu parecer! Não sou antropósofa mas já li bastante do que escreveu Steiner e concordo muito com o que li, aceitando como verdade profunda. No entanto, não encontrei nada que me respondesse sobre a tragédia do aborto espontâneo. Tenho uma filhinha amada de 7 anos. Depois de seu abençoado nascimento num 25 de dezembro, perdemos 2 bebês super desejados no início da gestação. O que a antroposofia tem a dizer sobre isso? Agradeceria infinitamente se você pudesse responder ou me indicar uma leitura, a luz da Antroposofia sobre o asunto. Abraços.

Caro Henrique: Sobre o aborto   "De acordo com a Doutrina Espírita, o aborto não encontra justificativa perante Deus, a não ser em casos especialíssimos, quando o médico honrado, sincero e consciente sentencia que " o nascimento da criança põe em perigo a vida da mãe dela". Somente o médico - e mais ninguém ! - dá a ciência autoridade para emitir esse parecer. Nesse caso estando em jogo a vida da mãe preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe. Devemos refletir em torno do aborto delituoso para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente,, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões"

Acima de tudo precisamos avaliar ,primiro so a Deus é dado tirar a vida quele mesmo nos da lembremos do5 mandamento "Nao mataras" é necessario estdarmos o livro dos espíritos  e verificaremos que em momentoalgum da

gestação justifica o aborto.

Acho que não deveria legalizar o aborto. Tem como a pessoa abortar em casa, pois existem chás abortivos etc. Acho que deveria assim como a delegacia da mulher existir uma instituição mantida pelo governo, para acolher vítimas de violência que resultou em uma gravidez indesejada, ou mesmo jovens que acham que essa gravidez atrapalha seus estudos etc. Contando com psicólogos e médicos poderiam assim orientar e até mesmo receber a criança após o nascimento para doação para adoção. Tantas pessoas gostariam de receber e adotar crianças recém-nascidas. Em minha opinião as leis criadas ultimamente estão bizarras, pois querem nos impor não discriminar isso ou aquilo, ou aquele ou aquela, que ao contrario de antigamente éramos todos iguais. Não discrimino ninguém, mas quero ter o direito de escolher o meio em que vivo. Não tem o ditado: - O homem é fruto do meio em que ele vive.
Abortar é matar! Não podemos achar correto. Não entendo muito mas acho que uma pessoa violentada pode tomar uma injeção ou a pílula do dia seguinte para não engravidar. Talvez uma orientação familiar de levar a vítima até um hospital.
O uso da camisinha deve ser falado nas escolas para os adolescentes sobre prevenção de gravidez, aborto e doenças.
Conheço pessoas que abortaram por motivos fúteis!

Zigoto humano> Embrião humano> Feto humano > Recém-Nascido humano > Criança humana > Jovem humano > Adulto humano > Velho humano

Em que parte deste continuum o ser humano pode ser destruído, sem destruir o que viria depois?

Em qual momento da gestação um ser humano não é um ser humano?

Em qual momento da gestação um ser humano pode ser destruído sem que isso seja um assassinato?

Em qual momento da gestação podemos destruir um ser vivo em desenvolvimento?

Quando matar um ser vivo (pois o embrião está vivo!) não é matar?

Aborto é assassinato.  

Quando um assassinato pode ser justificado?

Sou contra o aborto, a vida começa já na concepção.

Acho que não devemos legalizar o aborto, e sim darmos condições pra que as mulheres não cheguem neste ponto de quererem abortar.

Deviam fazer palestras falando contra o aborto e tudo que implica pra saude da mulher também, tanto física quanto psicologicamente, porque muitos abortos danificam o útero da mulher e muitas vezes, ela fica impossibilitada de engravidar outra vez.

As crianças vem ao mundo para nos dar alegrias, esperanças.

Se a vida de uma mulher estiver tão pessima que acha que deva recorrer a um aborto, deveriam existir clinicas de aconselhamento com pisicólogos, enfim uma ajuda mesmo, com encaminhamentos pra algum emprego, porque muitas vezes, as mulheres criam os filhos sózinhas, ainda mais agora com esta droga o Crack, que está desmantelando muitas familias.

Deveriam ter clinicas espiritualizadas, com passes, ajuda espiritual mesmo, enfim, temos que achar soluções pra que o aborto em breve seja algo extinto no mundo.

Existe situação desesperadora. e que a pobre mãe não vê saida  naquele momento, so nos resta ter misericordia  

"(...)De acordo com a Doutrina Espírita, o aborto não encontra justificativa perante Deus, a não ser em casos especialíssimos, quando o médico honrado; sincero e consciente sentencie que "o nascimento da criança põe em perigo a vida da mãe dela". Somente o médico - e a mais ninguém! - dá a Ciência autoridade para emitir esse parecer (...)"Nesse caso estando em jogo a vida da mãe, "(,,,) Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe. Devemos refletir em torno do aborto delituoso, "(...) para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.

A questão da legalização do aborto não deve ser discutida sob o aspecto religioso pelo simples fato de que religião é uma identificação pessoal, não podemos julgar a liberação de uma lei baseado numa doutrina que não atende a todos e sim aos que dela são adeptos, portanto, eu sou completamente a favor do aborto, claro devidamente regulamentado com normas e qualidade necessária para quem dela necessitar. Penso que quem é contra simplesmente não deve fazê-lo, mas não proibir a pessoa que quer baseado em questões morais e religiosas pois isso é diferente a cada um!

Porém eu não faria, porque não me sentiria bem praticando tal ato, aí sim por questões morais e espirituais que me são pessoais!!!

A questão da legalização de matar o próprio filho  não deve ser discutida sob o aspecto religioso pelo simples fato de que religião é uma identificação pessoal, não podemos julgar a liberação de uma lei para matar o próprio filho baseado numa doutrina que não atende a todos e sim aos que dela são adeptos, portanto, eu sou completamente a favor de matar o próprio filho, claro devidamente regulamentado com normas e qualidade necessária para quem necessitar matar o próprio filho. Penso que quem é contra matar o próprio filho simplesmente não deve fazê-lo, mas não proibir a pessoa que quer matar o próprio filho baseado em questões morais e religiosas pois isso é diferente a cada um!

Porém eu não mataria o próprio filho, porque não me sentiria bem praticando tal ato, aí sim por questões morais e espirituais que me são pessoais!!!

 

(Desculpe Elaine. Mas foi assim que o seu texto em favor da legalização do aborto pareceu para mim, quando eu li.)

 

 

 

Cara Elaine,

 

Houve um tempo em que as pessoas achavam normal (e legal) escravizarem outras.   Toda a Economia de muitos países era baseada nesta forma de relação de trabalho.

 

Não significa, contudo que a escravidão seja moralmente correta.  

 

Os negros eram considerados animais.  Havia até aqueles que questionavam se os negros tinham almas.  Mas eu não queria entrar neste mérito religioso da questão.  Não ainda.

 

Quero comentar sobre a coisificação do negro, nos tempos da escravatura.  O negro não era um ser humano.  Era uma coisa.   E com uma coisa podemos fazer o quem bem quisermos.

 

Há poucas décadas um partido político, com o objetivo de usurpar os bens de uma parcela da sua população, coisificou essa parcela da população e a culpou de todos os males.  Seqüestrou os bens desta parcela do povo e os colocou em campos de concentração.  Longe dos olhos da maioria do povo.  Um povo que tinha olhos, mas não queria ver.

Em  condições subhumanas de vida esta parcela da população ficou com aspecto extremamente desagradável:  magros e doentes, agrediam os olhos daqueles que cultivavam a idéia de melhor raça do mundo.

 

Esta parcela era vista como subhumana.  Como coisa.  Não eram humanos, e se não eram humanos poderiam fazer deles o que bem quisessem.

 

Não preciso dizer o que aconteceu em seguida, não é?

 

Não faz muito tempo as mulheres eram consideradas propriedades.  Em muitas culturas modernas ainda o são.  Não tinham direito a voto, a trabalhar ou mesmo a liberdade.  Seus maridos (donos) tinham sobre elas todo poder.  Há séculos podiam até serem vendidas. Eram consideradas como coisas, por aqueles que detinham o poder.

 

 

Havia até aqueles que questionavam se as mulheres tinham almas. Houve até um concílio para decidirem isso.   Mas eu não queria entrar no mérito religioso desta questão.  Ainda não.

 

Milhares (milhões?) de seres humanos são mortos todos os anos diante de uma população que tem olhos e não vêem (ou não querem ver).  São envenenados quimicamente, asfixiados ou despedaçados diariamente e todos nós continuamos levando nossas vidas, como se nada estivesse acontecendo.  Sem questionar.  Com olhos, ouvidos e principalmente bocas convenientemente tapadas.

 

Para podermos viver sem dor na consciência por permitir este holocausto diário calados temos que coisificar estes seres humanos. 

 

Usamos meias palavras ou sequer usamos a palavra aborto abertamente.  Deixamo-la implícita. 

 

Mas aborto significa matar um embrião humano.

 

Pior do que isso.  Significa matar o seu próprio filho.

 

Eu sei que é duro ler isso.  Peço perdão àqueles que (por ignorância e na insanidade do desespero) cometeram este ato no passado e agora lêem estas palavras com muita dor (ou revolta), porém se não questionarmos nossos erros passados poderemos cometer novamente o mesmo erro no futuro.

 

Por que fazemos “vista grossa”?  Por que, como os alemães no passado, fingimos não ver os campos de extermínio, às vezes bem próximos às nossas residências?

 

Porque no fundo, todos têm medo de um dia precisar  matar o seu próprio filho dentro do útero, onde seus gritos não poderão ser ouvidos.  Matar seu próprio filho antes que ele tenha um rosto e um nome Antes que ele deixe de ser uma coisa abstrata.

 

Usamos de racionalizações para podermos justificar o ato.  Transformamos o embrião humano em uma coisa.  E uma coisa nós podemos matar. 

 

Foi assim com as mulheres no passado remoto.

Foi assim com os negros escravos no passado.

Foi assim com os judeus, não faz muito tempo.

 

Mas o embrião humano é um ser humano.

O embrião humano está vivo.

O EMBRIÃO HUMANO ESTÁ VIVO!

 

Para muitos não é interessante encarar que o embrião humano é um ser vivo.  Mais do que isso.  O embrião humano é um ser humano. 

 

Matar um ser humano é assassinato. Não importa o eufemismo que se use para o ato.

 

Podemos matar um embrião como quem mata uma barata? Como quem extirpa um tumor?

Sua posição baseia-se na premissa de que o embrião não é um ser humano, portanto não tem direitos. Baseia-se em achar que o embrião é uma coisa.  Apenas coloque-se no lugar de quem acha que o embrião é um ser humano e por isso deve  ser respeitado como tal.  Qualquer argumento a favor do aborto tem que responder antes de tudo a essa pergunta.  Se o embrião é um ser vivo, mais ainda: um ser humano, ninguém tem direito para decidir sobre sua vida física.  

Repare bem, eu não falei em momento algum do ponto de vista religioso.  Estou falando apenas no ponto de vista moral e humanista.

Não estou falando, portanto, do ponto de vista espírita.  Estou falando apenas pela lógica.

Antes de darmos continuidade a esse assunto eu lhe pergunto:

O embrião humano é um ser humano?

 

 

Acho o aborto algo inadmissível...

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