Qual sua visão sobre o ABORTO ? Ele é justificável em alguma situação ? Afinal, quando se pode considerar o início da vida ? Na concepção, após alguns meses de gravidez, depois do nascimento ? Qual a visão das religiões, da filosofia e da ciência ? Uma vez que muitas mulheres procuram clínicas e quase chegam a óbito, seria melhor legalizar ? Qual a sua opinião em particular ?

Tags: aborto, feto

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Olá, Lorena,

Não se pode dizer que era a mesma individualidade se encarnando, o que não quer dizer que o menino não tinha alguma relação com o aborto -- por exemplo, poderia ter vivenciado, no mundo espiritual, o drama da outra individualidade que teve sua encarnação frustrada. É preciso tomar muito cuidado com essas afirmações, pois envolvem pessoas e podem influenciar seus sentimentos e atitudes.

aaaaaaaaaaaaaa, VWS.

Sandra, considerando o bom senso de seus apontamentos, fica difícil se posicionar de forma genérica sobre o assunto. Mas, utilizando o critério do 'bom senso', que é mais subjetivo, e fundamentado em nossa vivência pessoal, do que objetivo, e consolidado em um senso comum e universal, costumo me posicionar sobre os diferentes temas propostos, colocando-me na posição menos favorecida da questão, e analisando qual seria minha reação... No caso, do ABORTO, fosse eu a vítima, certamente não ficaria nada satisfeito em ser rejeitado pelos meus pretensos pais, furtando-me uma oportunidade tão rica, quanto rara, num mundo como o nosso: de Provas e Expiações! Sabemos, de antemão, que conseguir uma 'vaga' aqui na Terra, para expurgarmos nossos erros, corrigir nosso rumo, ou enriquecer nossa 'bagagem' espiritual - não é nada fácil! Assim, dentro desta linha de pensamento, e considerando que a Doutrina Espírita (L.E.) é clara em afirmar que o ABORTO é um crime, do ponto de vista Espiritual, sou contra o ABORTO, tanto quanto sua legalização, conforme afirmei em outras oportunidades, neste fórum. Abraços.

Olá, Sandra,

O processo encarnatório é extremamente complexo, envolve um tempo longuíssimo e a ajuda de seres espirituais muito elevados (vários deles continuam atuando até mais ou menos os 3 anos de idade -- daí a antiga tradição do "anjo da guarda"). Há um processo de escolha muito grande, que obviamente não envolve a consciência que podemos ter na Terra. É muito importante reconhecer-se que a encarnação não é um processo aleatório -- aliás, no mundo espiritual nada é aleatório, podendo-se conjeturar que no mundo físico também nada o é.

As barbaridades que o ser humano comete são devidas à sua liberdade. Os seres divinos tiveram que se afastar para que a adquiríssemos. Se tivéssemos continuado a ser orientados, estaríamos ainda no Paraíso, todos de bata cor de rosa, tocando lira; como dizia meu sogro Rudolf Lanz, "que chatisse!".

aaaaaaaaaaaaaa, VWS.

Primo, é um enorme prazer trocar idéias com você e com todos aqui neste espaço. As divergências nos fazem refletir sobre nossas posições e com isso, crescemos e aprendemos muito. Saudades de você que trago sempre em minhas boas lembranças da nossa mocidade. Esse assunto é bem polêmico pois ainda existe a questão, para considerarmos, sobre o momento em que se configura a vida ou a ligação do espírito. Talvez vocês já tenham falado sobre isso. Não pude ler todos os comentários. Mas, com o avanço da ciência e da tecnologia, o momento definido como VIDA não é o mesmo. Assim como também mudou o que se considera MORTE. Seria importante esta definição para que não fiquemos criminalizando todos os processos. Lembremos que há vários casos de natimortos, ou seja, a criança nasce mas sem vida. Ou seja, nenhum espírito se ligou àquele corpo. Será que não havia nenhum espírito querende ou necessitando reencarnar? Ou será que foi, como gostam os dramaturgos espíritas, porque a mãe ou a família tinham que passar por isso? Ou seria uma situação biológica puramente? Talvez seja tudo isso e muito mais. Não devemos padronizar situações e, por esse motivo, acredito que não haja tantos problemas ou conflitos quanto imaginamos, na interrupção da gravidez. Quanto à aleatoriedade, Valdemar, bem, eu acredito que haja muito mais aleatoriedade do que imaginamos. Só que esta aleatoriedade seria uma forma justa de passarmos por todas as situações e termos mais oportunidades, abrindo o leque de possibilidades, vivências, experiências, etc. Reencarnarmos em várias famílias, em ambientes diferentes, para experimentarmos e até termos a chance de quebrar círculos viciosos que não nos permitem evoluir. Abraços.
Prima, querida, seus argumentos e questionamentos são perfeitamente válidos, e consistentes, contudo, considerando esta INCERTEZA do momento exato da ligação do Espírito com a matéria, no processo de gestação, isto, por si só, nos tiraria o direito de interromper a gravidez sem qualquer sentimento de culpa; acredito ainda que, com o avanço da Ciência e da Engenharia Genética, o que se dará é exatamente garantir o direito de Vida, e não de Morte - sem dor, sem culpa, para a gestante e o reencarnante rejeitado - visto que o embrião, ou feto, não pode ser encarado, em última análise, como um tumor a ser extirpado! Abraços.

Amigos, li todos os comentários feitos... Cada um reflete o aprendizado e vivência que acumularam até agora. Mas refletindo sobre tudo que foi dito, alguns pontos me chamaram mais a atenção, e os ratifico como opinião pessoal.

-Quando começa a vida? No físico, a partir da concepção. No mundo espiritual, o processo de preparação de uma nova vida, geralmente começa bem antes...

-Sou a favor do aborto terapêutico, ou seja, no caso extremo da vida da mãe correr risco grave;

-Nunca passei por uma experiência tão violenta e traumatizante como o estupro. Mas acho que, se a mulher estuprada vier a engravidar, E TIVER CONDIÇÕES EMOCIONAIS de gerar essa criança, poderia entregá-la para adoção. Pelo menos de uma barbaridade (o estupro) estaria resultando um bem (uma nova vida). Seria ótimo se essas mulheres pudessem ter acompanhamento psicológico e espiritual (não importando através de que religião), para conseguirem optar pela vida das crianças, a despeito da violência que sofreram. 

-Por último, gostaria de reforçar a necessidade de educação e conscientização das pessoas (principalmente das mulheres), desde a infância, para que o sexo seja encarado com mais seriedade e responsabilidade, já que a mídia, de um modo geral, explora o tema de modo comercial e inconsequente (através de novelas, propagandas, revistas,etc...).

A responsabilidade pelas noções de moral, educação e ética devem começar em casa, e nossas atitudes devem refletir nossas palavras, para nossos filhos, sobrinhos e tb amigos, que porventura se encontrem em situação de uma gravidez "inesperada" e cogitem da possibilidade do aborto. Devemos ter condições de dar todo o suporte, e empenhar todos os esforços para evitar essa atitude.

Adorei as opiniões. Ótimo para aprender e refletir com as diferenças... Abraços a todos! 

Perdoe-me, Marcos, discordar de sua colocação, mas como matemático, que sou, talvez, sei lá, de 10.000 crianças adotadas, uma foi este rapaz que cometeu esta barbariedade, então estatísticamente não poderíamos fundamentar a legalização do aborto, em cima de uma exceção; seria o mesmo que constatar que ele era canhoto, então, que todos os canhotos têm propensão ao crime, e que devem ser eliminados...

Marcos (e Denizar),

O direito à vida é inalienável, e atentar contra a vida é atentar contra a Lei de Deus, pois só a Ele cabe o direito de dar ou tirar a vida. A oportunidade da reencarnação, para um espírito, é dádiva para que o espírito ´possa caminhar em sua evolução, e é o remédio para espíritos muito endividados (inclusive àqueles que já atentaram contra a própria vida), para os quais a vida na erraticidade é um tormento constante...O filho de uma mãe que dá uma criança para adoção, é um espírito que passa pela prova da adoção, por inúmeras razões, e está na aprendendo com a oportunidade. Tem uma vida inteira pela frente para aprender, errar e tentar. Mas só a oportunidade da vida vai lhe permitir o aprendizado. Que seria dele se fosse abortado?

Abraços...

Marcos, você exemplificou um caso de adoção com o rapaz que cometeu um crime no Rio de Janeiro, e eu exemplifico o caso de adoção do cantor Milton Nascimento, que tanto brilho emprestou para a Música Brasileira, inclusive em nível internacional.
Um abraço.

sim...  concordo com relação a adoção, (em parte) porque  também, existem crianças que são criadas pela família, e são muitas vezes piores do que as adotadas...

Eu penso que a pessoa já trás dentro dela o gens da maldade, que fica encapsulado, até que um dia por um motivo ou outro essa capsula  se romper, e deflara tudo que estava dentro dele.

Isso explica, porque as vezes uma pessoa que é normal até uma altura da vida, e de repente por um choque ou trauma vira um homicida e não consegue parar mais de matar...

Enfim, essa história da adoção dá muito pano pra manga, rsrsrsrsrs

abraç0) Marquinho,

adorei vc por aqui comentando... bom mesmo!!!!

Levando em consideração a colocação do Marcos, acho que a questão não é a adoção ser um problema e sim, que o fato de crianças serem abandonadas ou ficarem órfãs, etc. demonstra claramente que nem todos os nascimentos são de ligações energéticas ou de afinidades com a mãe, os pais ou á familia. Existem nascimentos espontâneos e instantâneos sem vínculos afetivos. E isso é muito justo para que se criem mais oportunidades de reencarnação. Então, estas crianças que seguirão suas vidas em lares adotivos, como demonstra o Denizar, poderão ter uma vida normal e aprender muito com esta experiência. E fica difícil, para a minha lógica, acreditar que alguém tenha programado sua reencarnação para "ter que passar pela prova da adoção". Seria imputar a alguém a culpabilidade e o ônus para se fazer cumprir esta prova. Ou seja, uma mãe vai abandonar o filho só para que ele possa ser adotado por alguém e aí, ela fica com esta dívida. Por isso, penso que nada disso é programado e o nosso crescimento se dá através da forma como enfrentamos os problemas e a forma como nos colocamos no mundo diante das dificuldades, buscando sempre a felicidade e não o sofrimento. Abraços,

Gostaria de ressaltar que temos 2 familias : a familia "terrena" e a familia "espiritual", que não nescessariamente serão as mesmas,porém temos dívidas, provas, e expiações encarnatórias para serem pagas, e com isso a chance do nascimento já pode ser o pagamento de uma dívida entre a mãe e o bebê, o abandono pode ser o link para ele encontrar a familia realmente destinada a ele na encarnação, neste caso o aborto desfaz todo esse planejamento superior, sendo  mais um recomeço para o espirito que precisa voltar a reencarnar. Tudo isso é um plano superior na qual não temos acesso,mas o livre arbitrio de cada um pode fazer a diferença neste desfecho.

como a própria palavra diz " aborto" ele aborta ou seja não tem exito, sem fim...

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