Qual sua visão sobre o ABORTO ? Ele é justificável em alguma situação ? Afinal, quando se pode considerar o início da vida ? Na concepção, após alguns meses de gravidez, depois do nascimento ? Qual a visão das religiões, da filosofia e da ciência ? Uma vez que muitas mulheres procuram clínicas e quase chegam a óbito, seria melhor legalizar ? Qual a sua opinião em particular ?

Tags: aborto, feto

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A pré-mocidade do meu centro espírita, em Santos, fez um trabalho super legal sobre a abordagem e atualização do tema, inclusive com perguntas mais atuais aos espíritos, levando em consideração a mais moderna medicina, se estiverem interessados, entrem em contato comigo que eu dou um jeito de passar o trabalho para vocês!
Na minha opinião, o aborto não é um questão de sim ou não. Existem diversos fatores que poderiam justificar um aborto, como o estupro já apontado por muitos. Acho, ainda, que o aborto não seria um trauma TÃO GRANDE ASSIM, para o espírito, para o Eu, enfim, para a individualidade. Esta ligação que tantos falam do espírito com a mãe, eu acredito não ter esta força toda a ponto de devastar psicologicamente o espírito caso a mãe faça o aborto. Penso que a opção é sempre ter o bebê, mas em casos extremos, defendo que o trauma causado para o espírito não é tão grande assim e não nos transformamos em monstros-que-tiram-a-vida-e-a-chance de um espírito reencarnante.
Valdemar, sua exposição sobre o tema foi brilhante, e como já disse: as considerações antroposóficas se assemelham em muito com as espíritas. Enfim, a questão toda se resume na questão levantada no final: se existe o lado da mãe, ou dos pais, na decisão sobre a interrupção da gravidez, existe também o lado do ser gerado na concepção, seja planejada ou não, que pode ter suas expectativas de uma nova oportunidade de vida abortada - e se fosse um de nós, no caso... qual seria nossa reação ??? Evidentemente, não estaríamos aqui debatendo o assunto !!!

 

 

Olá amigos tema muito importante, principalmente, no que se refere  a saúde pública ....saindo um pouco das esferas das doutrinas e religiões....

Não vou problematizar, pois já deu muito pano pra manga em outras conversas....mas a pergunta do Henrique Régis confere, pois já trabalhei voluntariamente em zonas de "conflito" em minha cidade e, a situação das mulheres é dramática e a clandestinidade é a Lei....

Precisamos urgentemente  humanizar as leis das políticas públicas... as religiões, os pensamentos filosóficos e as doutrinas não dão conta da grande massa que "está perdida rodando em círculos" ....

As "forças" precisam estar unidas para um bom trabalho sobre a Saúde da Mulher, Adoção, o Aborto, Aids, DST  e Drogas. Nas comunidades....isso é um ciclo enorme.....

 

Abraços e até.

(Esta é uma cópia da mensagem postada na seção de blogs em 26/5/11; ela também está no fórum Antroposofia.)

 

Henrique Régis perguntou em 25/5/11 a opinião dos participantes sobre o aborto. O que vou expor é minha opinião inspirada pela Antroposofia; não se pode dizer que ela própria tenha essa opinião. Para tratar desse assunto, é necessário abordar inicialmente certos fatos.

Em primeiro lugar, a vida humana não é um acaso, como quer fazer crer a ciência materialista. Quando nasce uma criança, o que está ocorrendo é a encarnação de uma individualidade espiritual humana, comumente chamada na Antroposofia de Eu. Cada ser humano tem seu Eu, que é seu membro essencialmente espiritual; na trimembração corpo-alma-espírito, ele corresponde aproximadamente ao último membro. É por termos esse Eu que podemos captar, por meio de nosso pensamento, as verdades espirituais, como por exemplo os conceitos que existem por detrás de qualquer objeto. Quando olho para este aparelho aqui na minha frente, digo que ele é um computador – com isso, estou entrando em contato com a essência não física desse objeto, seu conceito. Toda a matemática é também um exemplo da capacidade de o ser humano entrar em contato com conceitos não físicos. Por exemplo, todas as pessoas com uma certa cultura conhecem uma das definições possíveis de circunferência perfeita: “o lugar geométrico de todos os pontos equidistantes de um ponto dado, o seu centro”. No entanto, jamais alguém viu fisicamente uma circunferência perfeita; por exemplo, a borda de um copo é somente uma aproximação dela, pois se examinarmos essa borda ela não será uma linha ideal sem espessura, e terá infinitas irregularidades. Ao pensar na circunferência perfeita, o Eu entra em contato com o conceito puro correspondente, existente apenas no mundo espiritual. Os animais não têm esse Eu; por isso jamais uma abelha pensou: “vamos experimentar uma colmeia com favos pentagonais?” Elas simplesmente não conseguem atingir o conceito de um heptágono; constróem seus favos hexagonais por puro instinto. Os instintos estão em um membro da constituição não física bem “abaixo” do Eu.

É muito importante entender que com nossos sentimentos não captamos verdades espirituais,. Nossos sentimentos são individuais, subjetivos, e expressam, no fundo, uma atração ou uma repulsa, traduzidos por simpatia ou antipatia com relação a algo, e são devidos à nossa alma, e não ao nosso Eu. Com nossos sentidos físicos, nós percebemos objetivamente o mundo físico ao nosso redor; com o Eu podemos perceber objetivamente o mundo espiritual.

Todos os membros inferiores do ser humano desaparecem após a morte física; depois de algum tempo permanecem, no mundo espiritual, apenas o Eu e poucos restos de nossos membros não físicos que dele se desligam. Em circunstâncias especiais, certas pessoas podem entrar em contato com esses restos, captando detalhes da vida e de características passadas de uma pessoa morta. Não se trata, em absoluto, de uma incorporação do Eu dessa pessoa morta.

Normalmente, depois da morte, em geral após centenas de anos no mundo puramente espiritual, o Eu sente um desejo de voltar à Terra, para continuar seu aperfeiçoamento e reparar males que tenha cometido na última encarnação. O processo de reencarnação é ajudado por entidades espirituais muito elevadas, preparando o carma do futuro encarnado, que fica impregnado em seu inconsciente, levando-o às situações em que pode continuar a se desenvolver. O desenvolvimento humano dá-se essencialmente aqui no mundo físico, onde podemos errar e portanto ter liberdade. A propósito, o carma de uma pessoa faz com que, durante sua vida, ela se dirija inconscientemente a certas situações; o que ela realiza nessas situações, se feito conscientemente, depende dela e, portanto, o carma não contradiz o livre arbítrio.

Portanto, é esse Eu que não desaparece e se encarna em cada nova encarnação. Sem se compreender o que no ser humano se encarna, e como é esse processo, não se pode compreender realmente o que é reencarnação e carma. Rudolf Steiner chama a atenção para o fato de que o a cultura ocidental foca exclusivamente cada personalidade, isto é, cada encarnação, e não a individualidade que se reencarna. Ele diz mais: se não se leva em conta as vidas anteriores de uma individualidade, é impossível compreender certos fatos da vida de uma pessoa. Para ilustrar isso, e introduzir na humanidade uma nova conceituação de reencarnação e carma, ele deu inúmeros exemplos interessantíssimos de várias reencarnações de certas individualidades.

Uma das preparações para a encarnação é a escolha dos pais. Obviamente, se se admite como hipótese de trabalho que a vida humana tem um sentido, tanto o nascimento quanto a morte não podem ser acasos, como postula a ciência materialista. O casal escolhido pelo Eu que está em processo de encarnação deve ser aquele que, pela sua constituição física e anímica, bem como pelo seu ambiente de vida, melhor permite que aquele Eu se desenvolva. Muitas vezes, essa preparação remonta aos avós, bisavós etc. Pode-se imaginar a complexidade que é envolvida nesse processo; por isso entidades espirituais muito elevadas precisam ajudá-lo.

Agora podemos adentrar a questão do aborto. Um aborto provocado significa a interrupção do processo de encarnação de um Eu. Como estava há muito tempo sendo preparado para essa encarnação, o aborto é um acontecimento trágico para o Eu que queria se encarnar e, dependendo de sua missão, talvez para a comunidade que deixará de recebê-lo, ou até mesmo para o mundo. Temos que ter confiança no mundo espiritual, e nos dizer: uma gestação é algo muito importante para a individualidade que está se encarnando; quem somos nós para sabermos melhor do que os mundos espirituais se ela deve ser impedida de vir à Terra nas condições que escolheu?

Assim, a menos de casos extremos como perigo físico, uma visão antroposófica do ser humano deve levar à conclusão de que não se deve praticar o aborto. Ele significa a interrupção de um processo muito longo e complexo, que não poderá se repetir com a mesma precisão se o Eu for obrigado a procurar outros pais e outra condições de vida. Até mesmo o momento do nascimento pode ser importante; desse ponto de vista, programar um parto com cesárea é absolutamente inadequado. Aliás, muitos dos desajustes pessoais crescentes devem-se a uma dificuldade de uma encarnação adequada, isto é, o Eu não encontra as condições ideais para seu desenvolvimento; pode, por exemplo, não ajustar-se ao corpo físico que herdou e que não era o previsto inicialmente, pois foi necessário procurar outros pais e outro tempo. E por falar em desajustes, parece que mães que abortam, às vezes sofrem um abalo psicológico muito grande; parece-me que seu subconsciente “sabe” que elas cometeram um ato indevido.

De meu ponto de vista, a questão do aborto é extremamente delicada, pois envolve a mãe ou os pais e aspectos legais. Eu teria a tendência a dizer que apenas a mãe ou os pais deveriam decidir se provocam ou não um aborto; essa seria uma decisão que eles deveriam tomar em liberdade. Essa decisão dependerá de seus conhecimentos e sentimentos. No entanto, do ponto de vista legal, obviamente todos somos contra matar pessoas, e deve haver leis contra isso, mas será que se deve considerar o feto como um ser humano? Existem várias concepções a respeito. Segundo Rudolf Steiner, o Eu liga-se ao feto ao redor do 17o dia após a fecundação e, portanto, é a partir dessa data que se tem realmente um ser humano em processo de desenvolvimento. A ciência materialista considera uma pessoa morta se não tem atividade cerebral neuronal, portanto define o começo da vida humana quando o feto mostra essa atividade, o que se dá aparentemente ao redor de 6 semanas de gestação, sendo que aos 5 meses ela é desorganizada, e só aos 6 meses mostra alguma organização, segundo o “Handbook of Clinical Child Neuropsychology”. A Igreja Católica considera que o feto é um ser humano desde a fecundação, o judaísmo talmúdico apenas no momento do nascimento, e certas interpretações rabínicas após o 13o dia de gestação (ver http://8e.devbio.com/article.php?id=162). Vemos por aí que existem várias concepções na questão de se considerar o feto um ser humano. Portanto, é impossível determinar uma data a partir da qual eliminar o feto seria um crime, pois ela depende da visão de mundo de cada um.

Provavelmente, se uma mãe é antropósofa, não provocará um aborto por questões financeiras ou sentimentais, pois levará em conta a tragédia que isso significa para o Eu que quer se encarnar. Ela também considerará que quaisquer dificuldades que espera encontrar com seu filho ou filha faz parte do desenvolvimento desse Eu que está se encarnando ou, então, faz parte de seu próprio desenvolvimento. Às vezes um Eu se encarna sacrificando-se apenas para proporcionar à família que vai adentrar certas experiências que ela necessita. Assim pode-se compreender, por exemplo, certos casos de síndrome de Down: o amor que irradia uma dessas crianças e a dedicação altruísta que ela exige produz profundas modificações nos membros de uma família. Um aborto de uma dessas crianças privará essas pessoas de uma vivência provavelmente necessária para o seu desenvolvimento. Um outro caso relativamente comum é uma criança, indesejada durante a gestação, passar a ser muito amada e se reconhecer como foi importante sua vinda, tanto para ela como para a família.

Finalmente, gostaria que cada leitor/a meditasse um pouco sobre o seguinte: como teria sido se ele/a tivesse sido abortado/a?

Caro Henrique, e amigos da visão espiritualista, como a maioria dos comentários anteriores, sou contra o aborto. Como foi discorrido, estamos num planeta de expiação: aprendemos pelas faltas praticadas.


Como espírita questiono o seguinte: Acreditamos "realmente" em DEUS???


Um DEUS justo. onipresente e oniciente traria o sofrimento das pessoas como castigo pelo que praticamos???


Acredito que quando retornamos ao plano material, viemos com algumas propostas de vida traçadas. Também creio que buscamos nos aprimorar, aperfeiçoar e nos aproximar mais da divindade, corrigindo erros, amparando aqueles que nos são caros, e devolvendo a ajuda prestada por irmãos do plano espiritual.


Será que em casos como estupro, e antecipadamente peço desculpas pelo raciocínio discorrido, não seria um resgate a algo que anteriormente nos comprometemos???


Quando questiono até que ponto acreditamos em DEUS, pergunto principalmente até onde vai a nossa fé na existência de uma Vida Espiritual...


Concordo também que: Quem não tiver erro que atire a primeira pedra!!!


O que cada ser humano encarnado faz, é motivo de seu aprendizado, em primeiro lugar!


Apenas acrescento um ponto no qual acredito: estamos em contínua evolução. Somente estaremos plenos de conhecimento e com menores probabilidades de acometimento de novos erros, quando soubermos ou acreditarmos um pouco mais em DEUS!!!


Talvez quando estivermos mais evoluídos, questões como estas não sejam temas tão emblemáticos com relação a procedimentos de vida.


Fiquem com DEUS!!!

Sempre pensei que se engravidasse sem querer nunca teria coragem de abortar.

 

Trabalho há muito anos em hospitais de alta complexidade, onde é dificil para a maioria das pessoas imaginar as coisas que já vi e já presenciei, indescritiveis crueldades que o ser humano faz com os outros e consigo mesmo!!!! e outras mazelas da vida...

Contudo por mais chocante que possa parecer,apenas um atendimento que fiz me fez chorar, sim  fiquei arrasada com aquilo!!! uma adolescente de 17 anos engravidou do namorado, não contou nada pra ninguém, comprou remédios clandestinos para provocar o aborto, o problema que ela já se encontrava com CINCO meses de gravidez!!! Adentrou no pronto socorro com terriveis dores abdominais, avaliada pelo médico cirurgião que examinando desconfiou e mandou chamar o ginecologista, levei-a na maca até o consultório do mesmo para ser devidamente examimada, por ser menor de idade ele pediu minha presença em tempo integral com ele,foi instantâneo ele colocou o espéculo para visualização da vagina e o feto saiu, um lindo bebê pequenino ainda, mas totalmente formado, perfeitinho em minhas mãos, é dificil descrever a sensação que tive no momento e a emoção que sinto agora ao lembrar do fato, daquela criaturinha sem vida, sem culpa, sem escolha,sem chance...

Apesar de concordar que todo ser humano tem o livre arbitrio, que toda a mulher deve poder escolher se quer ou não ter um filho... acredito que o aborto não é o caminho e ainda é crime, caso tenha engravidado e realmente decidido que não quer essa criança de jeito algum, ela deve te-la e da-la para adoção ainda na maternidade, pois ela terá total respaldo legal, e a criança terá a chance de encontrar uma familia adotiva que deseja arduamente há muito tempo por seu amor e será dado continuidade a um ciclo evolutivo...

Por mais de 20 anos tomei anticoncepcional pois não desejava ser mãe, há alguns anos mudei de idéia, engravidei e perdi espontaneamente, depois disso nunca mais engravidei, hoje estou na fila de espera da adoção, esperando que uma mulher caridosa entenda esse conceito que acabo de expor e me dê a chance de ser mãe também.

paz profunda para todos

Olá, Jolena, Eloízio e demais leitores,

 

Jolena, sua história é muito comovente. Nada como a vida para nos ensinar; isso vale mais do que 1.000 teorias.

 

Gostaria de citar um caso que eu e minha esposa conhecemos. Há muitos anos, um garotinho uma vez falou para seus pais: "Eu vim para cá pois a porta da titia estava fechada." Imaginem os transtornos cármicos que isso causa.

 

Ao Eloízio. O ciristianismo sofreu deturpações terríveis; logo nos vem à mente os horrrores da eliminação das seitas heréticas, que cultivavam um cristianismo esotérico como o que está nos Evangelhos, como foi o caso dos maniqueus, dos cátaros, dos bogomilos etc., continuando com a inquisição, as catequeses forçadas de povos primitivos, até a aliança fraterna entre Pio XII e Hitler. Uma deturpação é devida a Sto. Agostinho que, partindo do princípio de que Deus (seja lá o que ele entendia -- ou não entendia -- por essa entidade) era intrinsicamente bom, portanto ele não poderia ter criado o mal. Este seria apenas a ausência de Deus.

Não se deve considerar os sofrimentos como algo maléfico, diabólico. Eles foram nos dados pelos seres divinos para que pudéssemos evoluir dentro de nossa constituição atual. Pense no que aconteceria se só tivéssemos prazeres, alegrias.  Nós nos acomodaríamos, não faríamos nenhum esforço, e não progrediríamos. É o sofrimento que nos faz reagir e procurar melhorar. Por outro lado, o sofrimentos dos outros nos dá a chance de exercermos um amor altruísta, tentando ajudá-los. E todo ato de amor altruísta engrandece; se só tivéssemos prazeres, todos seríamos irremediavelmente egoístas, destruindo nós próprios e o mundo -- como aliás, estamos fazendo, em parte devido a uma busca desenfreada de prazeres.

 

Rudolf Steiner, o fundador da Antroposofia, uma vez falou algo que nos devia levar a refletir. Ele disse que, se pudéssemos contar o número de prazeres e de sofrimentos que temos durante uma vida, eles seriam iguais. Obviamente, isso é uma imagem, mas com um profundo significado.

 

Os sofrimentos deveriam ser considerados como uma dádiva divina; as alegrias como uma graça divina.

 

 

 

Então, contribuindo um pouco com esse assunto, se não cabe censurar não seria o caso de deixarmos que as escolhas sejam feitas pelas pessoas envolvidas e não por regras sociais ditadas pelo homem? Não seria o caso de se oferecer condições saudáveis para que a mulher se recupere e possa retomar sua vida, até para repensar e refletir sobre suas ações não tão responsáveis? Se é um erro ou não, se é um "pecado" interromper uma gravidez impedindo o nascimento de um espírito, não está em nosso poder o julgamento pois a justiça se dará de acordo com o grau de culpabilidade e isso só a justiça divina ou natural poderá fazer. Nós ainda estamos muito arraigados aos valores judaico-cristãos e o "pecado" ainda faz parte da nossa cultura. Além disso, exitem as "estórias" narradas em romances, afirmando que os espíritos abortados se ligam às mães ou ao pai em sentimentos de ressentimento e dor, etc, etc. Mas isso não é regra e nem se pode tomar como padrão. Já recebemos, em nosso Centro Espírita Allan Kardec, de Santos, espíritos que deram testemunho de que lamentaram o fato mas que estão bem e seguem à espera de uma nova oportunidade. Sem dramas, sem vínculos expiatórios.

Como Conselheira Nacional de Saúde, representando a CEPA Brasil no Conselho Nacional de Saúde, tenho esta questão como muito importante pois preciso saber a opinião oficial dos espíritas para o devido posicionamento diante da sociedade, uma vez que a Igreja Católica é categoricamente CONTRA O ABORTO. Mas não há consenso entre os espíritas e, apesar de ser constantemente cobrada para uma tomada de posição, digo que a FEB é CONTRA e a CEPA não fechou questão. Sinceramente, ainda bem. Prefiro as divergências saudáveis. Eu sou A FAVOR da legalização do Aborto e não A FAVOR do aborto. Desculpem se me estendi muito nessa minha primeira participação na rede. Abraços.

 

 

Sandra, adorei o seu posicionamento.

Sem mais palavras.

Sou grata.

Abraços!!!!!

Olá, Sandra,

 

Leia o que escrevi a respeito, aqui neste fórum.

Um dos problemas em relação ao que você escreveu é que seu ponto de vista pressupõe um conhecimento profundo do que é um ser humano, por parte dos pais. Pensando-se na questão da encarnação, esse conhecimento não pode ser dado apenas pela ciência materialista -- e nem por dogmas religiosos sem justificativas.

Por outro lado, como citei na minha postagem referida, existe um problema legal, o do reconhecimento de quando o feto já tem características humanas. Como não existe consenso, como citei na postagem referida acima, parece-me que a única solução legal seria considerar que um aborto seria um crime, desde a concepção. Se toda a humanidade fosse esclarecida, inclusive do ponto de vista espiritual, essa lei seria desnecessária, e poderíamos deixar a decisão por conta da consciência de cada um.

aaaaaaaaaaaaaaa, VWS.

Denizar e demais amigos,

Eu, se tivesse sido frustrada em minha necessidade de reencarnar, não estaria aqui, com certeza, como Sandra, discutindo e aprendendo. Mas estaria em outra situação ou oportunidade que se apresentaria e que eu aproveitaria para seguir em meu caminho evolutivo. Precisamos parar com os dramas e entender que a dinâmica do processo reencarnatório não é linear, igualitário ou coisa parecida. A situação se complica porque nós complicamos. Nós é que criamos esta psicoesfera de frustração , rancor, etc. etc. Nós, enquanto conscientes do processo evolutivo, escolhemos sofrer ao invés de construir. Escolhemos provas duras com limitações físicas, ao invés de corpos saudáveis ajudando a encontrar soluções, participando da sociedade e construindo um mundo melhor. Nós fazemos isso, nós fazemos estas escolhas, ninguém ou nada mais. Precisamos romper com estes paradigmas, mudar nossa concepção e passarmos a reencarnar com mais capacidade de construir. Precisamos mudar nossos padrões mentais. Acrescento ainda, Valdemar, que muito provavelmente a maioria da humanidade ainda deve reencarnar sem a menor consciência de si, da sua individualidade e, portanto, sem escolher coisa alguma para sua nova encarnação. Isso é facilmente detectável ao analisarmos as barbaridades que o homem ainda comete e a falta de consciênia em todos os sentidos em todo o mundo. Abs

sobre o aborto, quero relatar um acontecimento...

Um dia trabalhando no Núcleo Espiritual Irmão Fraternos, em Sampa...

Apareceu uma família com um menino de mais ou menos dois anos, cuja criança, desde que saiu da barriga da mãe, gritava toda vez que ela se proximasse dele...

Imaginem, a troca de fraldas, a mamadeira, o banho, tudo isso aos berros com ela, a mãe...e com as outras pessoas ele ficava normal...

Desesperados, nos procuraram porque nenhum médico conseguia resolver.

Começamos com o tratamento de desobcessão, mas percebemos que não era por aí...

Então depois de várias sessões de acalmar o menino espiritualmente ele falou...

Não quero ela, não quero que me cortem de novo e me joguem no saco escuro.

Após essa fala... então fomos investigar com a familia, a mãe no caso, se ela havia feito aborto alguma vez... ela disse que sim, no começo de seu namoro.

Ela o fez porque achpu que não era hora de ter uma criança na vida deles.

Então 9 anos depois resolveram ter um bebê, e aí aconteceu o que relatei acima...

Como explicar, a própria criança, relatando a sua morte no aborto?

Após feito o trabalho de orações de perdão, a criança voltou ao seu normal e mãe filhos estão bem e felizes... tenho contato com eles até hj.

Abraç0)

Leoren

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