Qual sua visão sobre o ABORTO ? Ele é justificável em alguma situação ? Afinal, quando se pode considerar o início da vida ? Na concepção, após alguns meses de gravidez, depois do nascimento ? Qual a visão das religiões, da filosofia e da ciência ? Uma vez que muitas mulheres procuram clínicas e quase chegam a óbito, seria melhor legalizar ? Qual a sua opinião em particular ?

Tags: aborto, feto

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Respostas a este tópico

Olá a todas/os,

Vou copiar aqui o que postei na atual pg. 8 desta discussão:

Olá a todas/os,

 

Gostaria de chamar a atenção para o meu texto sobre esse assunto, que está em

http://www.espiritbook.com.br/profiles/blogs/o-aborto-a-luz-da-antr...

Entre outras coisas, eu mostro como a questão do momento da encarnação da individualidade durante a gestação é controversa.

aaaaaaaaaaaaaa, VWS.

PS: é uma lástima que, em lugar de uma nova página de uma discussão ficar com o número 1, ela não aquirisse o último número na sequência, pois nesse caso as anteriores continuariam com sua numeração fixa para sempre e seria possível fazer uma referência a elas. A atual pg. 8 que citei logo logo virará 9... Mas isso não é culpa de nosso querido coordenador Henrique Régis, e sim dos implementadores do sistema.

Valdemar, obrigado pelo seu excelente texto.  Despertou-me inclusive o interesse por saber mais dessa filosofia até há pouco por mim totalmente desconhecida.  Na verdade estou tomando conhecimento sobre a Antroposofia  pelos suas interessantes e coerentes respostas. 

Achei muito interessante o ponto de vista da Antroposofia sobre o aborto.

Mas tenho uma questão:  Existem muitas hipóteses sobre quando se dá o momento de ligação do espírito ao corpo em formação (desde a concepção até a primeira inspiração).  Uma vez que seria totalmente impossível sabermos quando exatamente isto se dá, não deveríamos pensar que, na dúvida, não deveríamos arriscar a vida de um inocente? Se a concepção for o momento em que o espírito inicia sua ligação, se não a interrompermos o óvulo fecundado naturalmente seguirá seu destino.  Se matamos uma criança, não matamos o adulto que ela seria? Se matamos o óvulo fecundado não estaríamos também matando a mórula, a gástrula,o embrião, o feto, o neonato, a criança, o adolescente, o adulto (e sua prole e todas as realizações que estaria por fazer) e o idoso que naturalmente se seguiriam?  Que diferença faz  o momento que se dá do assassinato ao longo desta linha do tempo?  Podem moralmente os pais decidirem sobre a interrupção da vida física de seus filhos em qualquer momento desta linha? 

Obrigado por suas pontuações sempre tão lógicas e oportunas.

Boa noite pessoal,

As reencarnações são quase infinitas, todos passaremos ou já passamos por várias situações complexas na vida em várias encarnações.

Não precisamos perder tempo julgando quem abortou ou não abortou, a lei espiritual é infalível, não se pode enganar o progresso espiritual.

Se fulana abortou, ela terá em sua viagem de volta a casa espiritual o autojulgamento, a sua própria consciencia fará os questionamentos, passará por tormentos e talvez após anos no umbral poderá aceitar e ter autorização para uma reencarnação reparativa. Ou talvez não aconteça nada disso. Quem pode julgar?

Não precisamos questionar os atos de quem quer que seja nesta vida. A sociedade possui uma poderosa ferramenta de julgar os semelhantes, com rejeições e humilhações.

Ao mesmo tempo não tenho eu o direito de impedir os questionamentos e julgamentos dos comentários deste tópico.

Todos temos o direito de questionar e analisar. Cada um está num degrau de evolução. Não precisamos julgar.

Somos imperfeitos. Um dos mundos mais próximos da imperfeição ou um dos mundos mais longe da perfeição.

Muitos de nós talvez já tenha feito um aborto em uma das vidas. Mesmo que um aborto espontaneo.

É um assunto polêmico neste plano vibratório carnal, mas no plano vibratório espiritual elevado já não existem polêmicas e questionamentos.

Um grande abraço a todos.

Luis, boa noite.

Não devemos nos preocupar com o passado ou o futuro, apenas devemos nos preocupar com o fato presente. O "se" não existe. Se fosse assim... Se acontecesse desta maneira... não existe.

O tempo na vida espiritual é diferente do tempo da Terra.

O que questionamos aqui já foi pensado e solucionado no plano espiritual. Tudo vem de lá pra cá e não o contrário.

Eu tbém sou a favor da descriminalização do abortamento.Volto a dizer q :optar pelo abortamento provocado é escolha de foro íntimo,ninguém ,nem lei alguma deve se meter no assunto.Qto aos governos oferecerem apoio à gestante,é claro q essa é uma das obrigações dos governos.Mas antes e acima disso o governo precisa tomar as rédeas da educação q está um CAOS no Brasil.Aliás povo educado e culto sociedade mais tranquila e menos violenta.Aqui tbém falta valorizar-se o mérito e não a falta dele,a preguiça,a folga,a ideia de q ''eu sou pobre,portanto mereço ajuda''...Merece ajuda quem se esforça por evoluir,aprender,crescer como gente.Quem estuda e aprende,conseguindo melhores empregos,etc.Sou médica há 41 anos,ginecologista e obstetra,e já me deparei com mtas e mtas situações referentes ao abortamento.Abraços

Bom dia, Fernando Junior!

Em primeiro lugar muito obrigado por lembrar-me que com o rigor que julgo serei julgado.

Confesso que tive dificuldade de entender o que quis dizer ao criticar os questionamentos.  Sendo este um fórum de discussão, se não houvesse questionamentos não haveria razão alguma para existir. 

Respeitosamente discordo de alguns pontos por você citados.

Não me lembro de haver falado de passado ou futuro, mas acredito que devemos respeitar o passado.  Se o ignorarmos, poderemos repetir os mesmos erros.  Somos hoje o resultado dos atos do passado e seremos no futuro o resultado das ações de hoje.  Se pensarmos apenas no “fato presente” podemos esquecer que estes atos atuais terão conseqüências. 

Não sei o que dizer sobre "o tempo  na vida espiritual ser diferente do tempo da Terra".  O que significa isso e o qual é a relação com o tema?

Mas dizer que tudo vem de lá para cá e não o contrário me pareceu fatalidade.  Somos espíritos encarnados, portanto interagimos constantemente com o invisível, assim como o invisível interage conosco.  Temos livre arbítrio, portanto o que fazemos aqui não foi decidido previamente.  Ninguém nasce com a missão de abortar.  Mas acho que não foi isso que você quis dizer.  Mas como interpretei  assim , outros também o podem. 

Não entendi o que o incomodou no “se”.  Estava tentando desenvolver uma linha de raciocínio, ou seja, premissas para chegar a uma conclusão.

Acabamos fugindo do assunto, de que a interrupção da linha do tempo, não importa em qual momento, significaria a destruição de uma encarnação.

Ninguém “faz” um aborto espontâneo.  Isso acontece por provação ou expiação.  Mas um aborto provocado é um ato consciente, e é sobre isso que esse fórum questiona. 

Não discordo de que quem está diante da possibilidade de um aborto, seja por qual motivo for, está diante de uma grande provação.

Contudo as conseqüências deste ato terão repercussão tanto para os pais que decidiram pelo ato quanto para o espírito que está se preparando para encarnar e tem sua chance destruída.

Quem pensa neste assunto acaba por avaliar uma situação que poderia  aparecer na vida de qualquer um.   E poderá decidir ou aconselhar alguém da maneira que achar melhor.

Vivemos em uma sociedade.  E a nossa sociedade é dúbia no assunto aborto.  Há aqueles que são ferrenhos defensores.  Existe um movimento bastante avançado para a legalização deste ato que traz tantas seqüelas. 

Os atos de um influenciam os outros.  Podemos não julgar, mas devemos questionar sem dúvida!  Caso encontrássemos alguém a beira de um abismo, prestes a se jogar, não deveríamos questionar essa decisão com ele?  Ou dizer “Ele deve ter os seus motivos...” e seguir nosso caminho? 

Há muitos que defendem o aborto.  Mas o embrião não pode se defender.  Ele não tem palavra neste fórum e é o principal interessado.  

É por isso que esse assunto me toca tanto.  Vamos questionar! Vamos debater!  Porque quando a possibilidade do fato acontecer estaremos preparados para agir ou aconselhar.

Às vezes uma palavra, um questionamento poderá fazer toda a diferença.

Desculpe-me, mas não consigo ficar calado enquanto há tantos à beira do abismo, prestes a se jogar.

não é mta pretensão desejarmos nos arvorar em ultra conhecedores das leis divinas?Vamos com calma e com mto,mto,mto estudo.Qdo falo em estudar não me refiro só ao espiritismo.Grata e abraços

Se  refere ao quê, exatamente?

Podemos matar um embrião como quem mata uma barata? Como quem extirpa um tumor?

Sua posição baseia-se na premissa de que o embrião não é um ser humano, portanto não tem direitos.  Apenas coloque-se no lugar de quem acha que o embrião é um ser humano e por isso tem que ser respeitado como tal.  Qualquer argumento a favor do aborto tem que responder antes de tudo a essa pergunta.  Se o embrião é um ser, ninguém tem direito sobre decidir sobre sua vida física.  

Não estou falando portanto do ponto de vista espírita, mas pela lógica.

Antes de darmos continuidade a esse assunto eu pergunto:

O embrião é um ser humano?

Luis,

Você tem toda razão. Em momento algum quero julga-lo. Mas gostaria de perguntar o seguinte: Uma pessoa que tem transtornos quanto ao assunto aborto, por ter abortado ou porque tem dúvidas se faz ou não o aborto, você vai conversar sobre aborto com ela?

Um grande abraço.

Não achei  que você havia me julgado.  Achei  até muito pertinente ter aberto meus olhos quanto ao fato de eu estar julgando os outros.  Só achei que havia  relativizado demais um assunto bastante  polêmico.

O debate é importante porque nos prepara e quando a situação acontece não somos pegos desprevenidos.

A maior parte das pessoas vive “no piloto automático”, sem opinião formada sobre pontos que podem ser cruciais em suas vidas.  Quando um fato importante (como a possibilidade de aborto) ocorre agem por impulso e arrependem-se.  Ou guardam angústias sob mantos de racionalizações. 

Eu vejo como é duro para quem já abortou discutir racionalmente esse assunto.   Sei que deveria ter mais compaixão quando uso termos como assassinato.   Porém o assunto é grave e por vezes é preciso chocar para despertar. 

Acredito que o embrião é um ser humano indefeso.   Centenas são mortos todos os dias e ainda há quem queira legalizar isso.

Acredito que os pais, por ignorância ou egoísmo, querem decidir sobre a vida física de outro ser.  Quanto ao egoísmo há pouco a se dizer.   Para a ignorância há o esclarecimento.

Não se resolve um problema não pensando nele.

O que dizer para alguém que matou alguém?   Se está arrependido podemos  dizer que não  podemos reescrever o passado.   Mas podemos aprender  com os erros e escrever um melhor futuro. 

O que dizer para alguém que está para matar alguém?   Acho que deveria tentar  acalmar essa pessoa, fazer ver que esse ato  terá conseqüências  legais, emocionais e morais.  Procurar fazer com que procure outras alternativas possíveis.

E veja que nem  falei de espírito.  Estou falando apenas a partir da premissa de que o embrião é um ser humano.

Obrigado pelas suas pontuações.  Debates são para fazer pensar e você me fez pensar.

Livro dos Espíritos

Página 149

Questão 358

O aborto provocado é um crime, qualquer que seja a época da concepção?

  • Há sempre crime quando se transgride a Lei de Deus. A mãe, ou qualquer outra pessoa, cometerá sempre um crime ao tirar a vida de uma criança antes do seu nascimento, porque é impedir a alma de suportar as provas das quais o corpo devia ser o instrumento.

Questão 359

No caso em que a vida da mãe esteja em perigo pelo nascimento do filho, existe crime ao sacrificar a criança para salvar a mãe?

  • É preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe.

Após a leitura destas duas questões sobre o aborto podemos perceber que a única excessão para sacrificar o filho é quando a mãe corre risco de vida pelo nascimento. Fora isso não existe motivo e é crime o aborto.

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