O QUE É A DOR PRÁ VOCÊ? SOFRIMENTO OU APRENDIZADO?


Um aprendiz, chegando perto de um pastor de ovelhas,
perguntou:
- Senhor, se a ovelha cair num buraco, o que fará?
O pastor respondeu:
- Eu a tiro e carrego.
- Mas, e se a ovelha se machucar, se estiver ferida? –
tornou o aprendiz.
- Eu a curo, e mesmo se estiver sangrando eu a carrego.
– retrucou o pastor.
O aprendiz pensou demoradamente e indagou, por fim:
- Mas, e se a ovelha fugir para muito longe, léguas e
léguas?
O pastor zeloso e experiente, fitando o grande rebanho que
pastava no vale, respondeu:
- Eu não posso ir atrás, porque eu não posso deixar
todo o rebanho por causa de uma ovelha rebelde . . .
Eu mando o cão buscá-la . . .
O pastor da estória é Jesus, nós somos as ovelhas de seu
rebanho, o cão é a dor, que nos resgata.
Mas, o que é a dor ?
“A dor é a ausência do amor”, diz Joanna de Ângelis.
Quando nós, ovelhas, nos afastamos dos ensinamentos de
Jesus, ou seja, das leis de amor, sofremos as
conseqüências, que é a dor.
Qual a função da dor ?
Auxiliar o progresso da criatura humana.

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Respostas a este tópico

Muito boa mensagem, amiga Nilza. Grato por compartilhar.

Lindíssima mensagem!!!!!! Para que possamos refletir sobre nossa vida e o que temos feito dela !!!!!

A dor tem duas dimensões , a humana  e a divina ..a humana quando se refere ao sofrimento , seja ele fisica , moral , e divina , quando nos remete a um aprendizado e libertação de apegos em nossa vida...

Olá Nilza!

Creio que devamos fazer uma diferença entre Dor e sofrimento. Do meu ponto de vista, Dor é o sacrifício que toda limitação exige e sofrimento a exacerbação da dor. Com esta premissa, a encarnação humana é Dor para os Espíritos felizes na contingência de encarnarem para continuar progredindo, tendo seus poderes limitados, enquanto para os Espíritos infelizes, obrigados a descerem às trevas exteriores para encarnarem, enquadra-se no espectro do sofrimento.  

Num plano mais alto, para a Mõnada, o Espírito no Eu Superior, a encarnação, ou seja, a descida ao plano mental superior, mesmo nessas alturas, é uma prova de Dor.

Quando Joana de Ângelis define Dor como 'ausência do amor  talvez esteja querendo se referir às consequências funestas que a falta de amor, solidariedade ou fraternidade pode provocar na vida, gerando dor, e não propriamente porque a pessoa não possa manifestar aquilo que ainda não tem.

Cada Espírito fala de suas próprias experiências. Há muitas formas de amor, inclusive observar o nascer ou o por do sol, o brilho das estrelas à noite, a placidez de um lago, o murmúrio de um riacho correndo entre as pedras, o perpassar do vento fresco nas folhas das árvores, o canto dos passarinhos, o marulho das vagas, a beleza e o colorido das flores, a ternura de um sorriso infantil ou o esplendor da beleza feminina. Tudo isso é amor e não somente filantropia ou renúncia.

Quanto ao amor de Deus, nunca falta em cada encarnação.  Mas, o Cristo ensinou-nos a orar pedindo 'o pão nosso de cada dia'.  Quarenta anos depois de ter erguido apenas uma ponta do véu de Isis, ainda estou aprendendo o Pai Nosso. Dar-me-ei por feliz, se terminado esta existência, tenha aprendido pela monos uma parte.

O Homem (o microcosmo) está destinado a crescer incessantemente, vencendo as limitações que lhe impõe a Matéria. Ultrapassada esta meta, a evolução deverá continuar, mas num sentido que por ora é impossível definir. Sob o ponto de vista filosófico, a Dor é uma manifestação do amor divino, pois, sem ela, o ser humano perder-se-ia nas profundezas, talvez das quais jamais retornaria. Assim é que, às vezes, no plano humano, em certas encarnações, a extrema crueldade confunde-se com a extrema bondade, a fim de equilibrar um carma difícil.  

Se fosse possível ver a razão de certos sofrimentos, jamais duvidaríamos disso. Nosso paradigma evolutivo é sempre experimentar para aprender. Mas, erraremos menos quanto mais nos aproximarmos do Foco de Toda Sabedoria. Todo Espírito tem impressa na consciência a medida do seu Dever. Só os excessos geram o sofrimento. A Dor manifesta-se nas dificuldades encontradas, pois nenhum Espírito jamais foi criado sábio, tendo sua Mônada se envolvido nos densos véus de matéria dos mundos inferiores para obter sua individuação. Em sua trajetória, os desvios do eu inferior são corrigidos pelo carma, que é um corolário da lei de imutabilidade divina, não um castigo.

Deus não castiga nem recompensa ninguém. Essa é uma visão meramente humana. Sua Lei é sempre Amor, mesmo quando este parece faltar. Cada homem ou cada mulher é o ferreiro de seu próprio destino. Dispõe a pedagogia divina que, para gerar consciência, a intensidade e o tipo de sofrimento devem ser sempre proporcional às causas que deram efeito.

Metafisicamente, a harmonia do universo não pode ser ameaçada. Por mais atrasado que seja, todo ser humano tem impressa na consciência a percepção da lei moral que lhe diz respeito. Se erra é porque, na maioria das vezes, ou falta-lhe fé ou prefere dar ouvidos as cânticos de sereia da poderosa energia da Matéria.

Não consigo enxergar a Dor como sacrificio, nem mesmo o sofrimento, também não os vejo separados , quem sente dor ( seja ela fisica , moral , psicologica , com certeza  sua alma ou espirito está  em sofrimento .....e isso é consequencia do que se vive e do que realiza ......muitas vezes provocamos isso em nossas vidas, mas não devemos nos esquecer que tudo concorre para o nosso Bem  , afinal se vc ama ao Pai  como deve se amar , vc sente e sabe que  nada ha de sacríficio quando aceita o que aqui vem viver .., alias são companheiros constantes em nossa vida( pense , somos exilados nesse mundo , só isso já é um sofrimento, uma dor)..chegando ao ponto de não sentirmos tanto a dor ou sofrimento como tal porque aprendemos ,entendemos  o seu verdadeiro significado ..só assim ascenderemos ......

Prezada Simone,

Entendo seu ponto de vista, mas creio que falamos linguagem diferente. Ao falar de Dor como limitação e de sofrimento como exacerbação dessa condição, estou usando uma linguagem esotérica e não coloquial. O mesmo em relação ao significado da palavra sacrifício, que significa esforço voluntário para a realização de uma obra que não está diretamente sob a lei da causalidade. Como exemplo, cito o sacrifício do Mestre e bem assim de outros Avatares, que por amor à obra do Criador, deixam as culminância sde seus reinos luminosos para se internarem no mundo da matéria física, a fim de beneficiar a humanidade. A palavra sacrifício, portanto, esotericamente, é um simbolismo para exemplificar o amor inegoísta.

Outrossim, não estamos exilados na Terra. Pertecemos a ela, ao seu esquema de evolução, e aqui desenvolvemos as nossas potencialidades. Em última análise, todos somos Mônadas individuadas e, para os objetivos da Providência Divina, o próprio centro do universo.

O que chamamos Deus, o Pai-Mãe, o Criador incriado do universo, está em toda parte, mesmo em cada átomo de todos os planos do universo. Não está fora de nós e, nas alturas em que existem nossas Mônadas, centelhas de Sua divindade, formamos um corpo só. 

Com certeza!!!!

""""O que chamamos Deus, o Pai-Mãe, o Criador incriado do universo, está em toda parte, mesmo em cada átomo de todos os planos do universo. Não está fora de nós e, nas alturas em que existem nossas Mônadas, centelhas de Sua divindade, formamos um corpo só. """

   http://www.flogao.com.br/sibh40/133196573

Olá Nilza!

Sua postagem enfoca vários aspectos do significado da Dor. Não dá para ler perfeitamente todo o texto, porque acha-se cortado em toda a a extensão da margem direita. Mas, depreende-se alguma coisa. Como V. pede para continuar comentando, faço as seguintes observações:

 Dor Física e Dor Moral Humanas

1. O filósofo grego Aristóteles proclamou que sem dor não há progresso. Certamente falava com sentimento filosófico. A dor física é um estímulo eletromagnético, de intensidade variável, produzida por estimulação de certas terminações nervosas, tanto nos homens como nos animais.

2.  A dor moral é um sentimento que avassala penosamente a alma, causado por fatores diversos que implicam na frustração de expectativas inerentes ao bem-estar e felicidade do indivíduo, podendo ser compartilhada, no plano sentimental, em escala variável pelos afins. Os animais não possuem esta capacidade.  

3. Em sua ação fundamental, a dor física é um aviso providencial para a defesa do organismo. Numa situação mais prolongada obriga à uma reflexão para a mudança de atitudes inconvenientes, transformando-se em sofrimento espiritual. Se não houvesse dor física, todo organismo, humano ou animal, estaria em risco, sem condição de perceber uma ameaça à sua saúde ou integridade.

4. A insensibilidade à dor física seria uma tragédia. Quem caminhasse descalço por um terreno empedrado, por exemplo, estaria sujeito machucar-se seriamente. Uma das mais temíveis e raras enfermidades que se tem notícia é a síndrome da analgesia congênita, uma doença incurável, caracterizada pela insensibilidade total de um ser humano à dor.  

A Dor na Natureza

5. Mesmo um simples protozoário, dotado de sistema nervoso rudimentar, reage ao estímulo eletromagnético da dor. O vegetal, por não possuir sistema nervoso, não sente este tipo de estímulo, mas reage quimicamente, por exemplo, a uma lesão em seu caule. O mineral, numa escala evolutiva mais baixa, é aparentemente um corpo insensível, mas tem seu campo eletromagnético sujeito a alterações em função de impactos externos. Lapidar um diamante faz um cristal evoluir.

O Sentido Espiritual

6. No item 4.3 da postagem lê-se que "a dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos". Pode ser... Mas, sob o ponto de vista do sentimento estóico e não da harmonia. Discordo da retórica, pois, em princípio, a Dor, como paradigma evolutivo, não é para ser desejada, pois ela existe, com função catártica, na raiz de toda encarnação. O Supremo Bem não envia infelicidade a ninguém.

7. Ao salientar-se pedagogicamente a função saneadora da Dor, é recomendável não exagerar em sua apologia, pois o Homem transforma-se naquilo que pensa. Aqui no Espirit Book há um caso em que a exaltação recorrente de pensamentos de suposta humildade em face do sofrimento por parte de um membro concorreu decisivamente para a superveniência de um acidente pessoal que a está fazendo sofrer. Tentei auxiliá-la a mudar de atitude, mas não consegui. Será que já tem noção da origem do drama pelo qual está passando?!

8. Há entre os espíritas uma tendência a tolherem o  livre arbítrio por receio mórbido de estarem se afastando dos postulados doutrinários, praticamente transformados em dogmas intocáveis. Se alguém falou que a Dor é uma lixívia e a posse de bens materiais aprisiona o Espírito, então vamos exaltar a Dor e exorcizar a prosperidade. Entretanto, não foi isto que Kardec ensinou.

9. Nem todos os Espíritos são sábios e muitos, se não a maior parte, não têm mais discernimento que alguns homens ou mulheres de bem que estudam e estão na senda. Logo, é preciso repensar essas coisas. Espíritos são apenas os seres humanos que retornaram ao plano astral ou mental.  

10. Como atitude positiva, devemos pedir a Deus para sermos radiantes, incorporando todos os sinais de felicidade que nos cercam e abstraindo-nos dos acúleos que o sofrimento nos inflige. Com esta postura mental, muitos males podem ser atenuados e alguns até evitados, pois o campo energético dos pensamentos positivos dissolve as formas cármicas negativas e não permite a passagem das ondas de baixa intensidade vibratória provindas do exterior.  

Equanimidade Divina  

11. O Grande Foco do Universo, vida do sistema solar, dispõe que, para haver ordem, coerência, harmonia e confiança em Seu sistema, o Seu plano evolutivo seja regido pela imutabilidade de propósito. Assim, não pode haver exceções.  

12. Não havendo exceções, não há tergiversações, preferências, favores ou eleições em qualquer nível em Sua ação. Só mérito ou conquista individual. Eleitos, portanto, são todos os que, por seus próprios esforços, alcançaram o poder de responder às vibrações mais elevadas do plano cósmico.

13. Em outras palavras: Deus não castiga nem recompensa ninguém, procedendo por leis justas no sentido de dar a cada um segundo suas obras, conforme no-lo afirmou o Cristo, Seus desígnios sendo sentidos pelos seres humanos em suas encarnações na forma de Dor ou alegria, conforme tenham sido os seus atos, respectivamente, maus ou bons.

Um Novo Conceito Para a Divindade

14. Novos ventos de renovação espiritual sopram na direção de uma desejável e oportuna mudança do conceito antropomórfico de Deus, que, em outros tempos, serviu para vencer a barreira mental do fetichismo religioso, mas que hoje não mais se coaduna com as novas idéias .

15. Aliás, é inconteste que, em certa medida, este conceito tem contribuído através do tempo para que, muitas vezes, em vez de operarmos com a devida isenção, estejamos trabalhando, sem o percebermos, através do nosso velho espírito egoísta. 

16. Salvo visão mais condizente, penso que devemos imaginar Deus como Inteligência Suprema ou a Consciência Cósmica do universo, Fonte de Toda a Criação, Princípio Incognoscível e Fim de tudo que existe ou existirá, um Ser Eterno, sem forma e eternamente benfazejo, onisciente, onipresente e onipotente, Que está em nós e fora de nós, Que nunca foi visto, ouvido ou sentido pelo olfato... Mas que pode ser percebido por todo homem ou mulher desejosos de percebê-lo. 

A Lei do Carma no Contexto Energético

17. De acordo com a pedagogia divina, qualquer trabalho humano, seja na esfera física, emocional ou intelectual, comporta uma forma de energia. Assim, por uma lei quântica, o raio emitido vincula-se ao centro emissor formando um corredor energético pelo qual o Homem recebe em si mesmo os efeitos dos atos que pratica, na mesma proporção e intensidade, a fim de produzir consciência.   

 

Ocultismo

18. Em ocultismo, qualquer limitação da livre expressão do Espírito é definida como Dor. Não se trata, portanto, de dor física, mental ou moral, mas, especificamente, de um espírito de sacrifício, motivo pelo qual a encarnação dos Avatares é considerada misticamente um sacrifício.

19. Por ora, nossa psicologia não tem condição de avaliar com exatidão tal sacrifício. Uma pálida idéia pode ser obtida pela descrição que André Luiz fez em um dos seus livros, se não me engano 'Obreiros da Vida Eterna', da reencarnação de um Espírito apenas medianamente adiantado.   

20. Assim, por extensão, o mesmo se dá em relação ao ser humano comum, cujo Espírito (Eu Superior) só pode manifestar, em cada encarnação, uma pequena parte de sua energia,o que faz com a finalidade de transformá-la em poder espiritual, sabedoria. Esta a razão de os Mestres afirmarem que não se vê do Homem senão uma pequena parte do que ele é realmente.

21. Do exposto, conclui-se que Dor e alegria são mecanismos de transmutação energética operando mudanças na consciência humana: a Dor engendrando discernimento, reformando o pensamento do Espírito, e a alegria, ao proporcionar o incremento dos valores quânticos da aura, consolidando as bases da fé. 

Exegese

22. É inegável que, por suas revelações e inclusive alimentando a fé no futuro, o Espiritismo enquadre-se na concepção do paráclito ou consolador prometido por Jesus em João 14: 15 a 17. Todavia, não só para mim, como para muitos, é mais plausível que a citação refira-se à Iniciação espiritual pela qual os Apóstolos deveriam passar, que, de fato, aconteceu no Dia de Pentecostes, e não propriamente como uma profecia para o futuro, como soe interpretar o Espiritismo.   

23. Do ponto de vista esotérico, paráclitos ou consoladores são todas as potências espirituais que, a qualquer tempo, estabelecem vínculos iniciáticos de relevância com seres humanos que estão em ascese espiritual.

24. Escreveu João: "Se me amais, guardai meus mandamentos. E rogarei a meu Pai, e Ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco: o Espírito da Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê e absolutamente não o conhece. Mas  vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós".  Os destaques em negrito são meus, a fim de facilitar a interpretação.

25. Analisando o texto, verifica-se que a expressão 'Espírito da Verdade' é uma oração explicativa, definindo o significado de Paráclito, palavra grega que também exprime o significado de mentor, intercessor ou instrutor.

26. Sendo a Mônada o deus interno no Homem, o seu despertamento está vinculado às mais elevadas Iniciações, que ocorreu com os Apóstolos quando 'línguas de fogo' pairaram sobre suas cabeças, comunicando-lhes o dom da xenoglossia e enchendo-lhes do "espírito de Deus" (Atos 2: 1 a 4).

27. Uma vez despertado, o poder espiritual da Mônada permanece constante e ativo para sempre, não podendo mais ser revertido. Quem estiver lendo, portanto, julgue por si mesmo.

 Completando

28. A maioria dos ensinamentos que Jesus deu, em círculo fechado, aos Seus discípulos, reveste-se de inequívoco fundamento esotérico. Ao povo não poderia o Mestre falar abertamente como a eles, porque isto não surtiria efeito e, ao contrário, suscitaria ainda mais a ignorância da turba.

29. Agradecemos ao Mestre Kardec a maravilhosa sintaxe expositiva da codificação, mas atribuímos também a outras doutrinas teosóficas o mesmo ideal que tange o ensinamento espírita: o de ensinar, confortar, desfazer equívocos, extirpar dogmas incoerentes, desestimular crenças cegas e, acima de tudo, despertar o poder espiritual latente em todo ser humano.   

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email: <nsbarros3@gmail.com>

NÃO SAIU COMPLETO!!!

BJS

Nilza Garcia disse:

AMIGOS QUERIDOS OBRIGADA PELOS COMENTARIOS...CONTINUEM POSTANDO!!!

Obrigada Nizomar pelo toque! Estou postando novamente, espero que saia inteiro.

Muito boa sua postagem,,,valeu!

PAZ E LUZ

Nyl

Dor e Sofrimento

Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Histórico. 4. O Problema da Dor: 4.1. A Dor Segundo a Medicina; 4.2. Necessidade da Dor; 4.3. Repensando a Dor. 5. O Problema do Sofrimento: 5.1. Sofrimento Segundo a Medicina; 5.2. A Posição Religiosa; 5.3. Repensando o Sofrimento. 6. Dor, Sofrimento e Espiritismo: 6.1. As Aflições sob a Ótica Espírita; 6.2. Remorso, Arrependimento e Resgate; 6.3. Jugo Leve. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O que se entende por dor? E sofrimento? Há diferença entre dor e sofrimento? Como analisar a dor e o sofrimento sob o ponto de vista da Doutrina Espírita?

2. CONCEITO

Dor. Em sentido geral é a sensação desagradável e penosa, resultante de uma lesão, contusão, ferimento ou funcionamento anômalo de um órgão. Por extensão, o termo se aplica a sentimentos de tristeza, mágoa, aflição, pesar, que podem repercutir de maneira mais ou menos intensa sobre o organismo, causando mal-estar.

Sofrimento. É a dor física ou moral. Quando enfrentado pelo indivíduo com coragem e resignação torna-se fator de aperfeiçoamento espiritual, capaz de conduzir ao heroísmo e à santidade. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)

3. HISTÓRICO

Os papiros do Egito e os documentos da Pérsia e da Grécia antiga descrevem não só a ocorrência da dor como também o desenvolvimento de medidas visando seu controle. Nos túmulos dos antepassados foram encontrados diversos apetrechos visando à cura da dor.

Na antiguidade, atribuía-se a dor aos maus espíritos. Dado o caráter religioso da dor, a Medicina era exercida por sacerdotes, que empregavam remédios naturais, sacrifício e prece para aliviar a dor.

Ao observar que os animais banhavam-se com barro para proteger-se das picadas dos insetos e os cachorros purgavam-se comendo plantas e raízes, o ser humano começou a usar os vegetais como os primeiros instrumentos analgésicos.

Os rituais, o uso de plantas medicinais, as manipulações físicas, a aplicação de calor, frio ou fricção do passado ainda continuam a ser utilizados. Hoje, porém, temos um maior acervo de pesquisas científicas, inclusive com a aplicação do lazer.

4. O PROBLEMA DA DOR

4.1. A DOR SEGUNDO A MEDICINA

De acordo com a medicina, a dor tem duas características importantes: a) fenômeno dual, em que de um lado está a percepção da sensação e, do outro, a resposta emocional do paciente a ela; b) dor sentida como aguda. Nesse caso, ela pode ser passageira ou crônica (persistente). O combate à dor física é feito com diagnósticos, exames, remédios e cirurgias auxiliadas pelas modernas técnicas computadorizadas.

4.2. NECESSIDADE DA DOR

A dor física anuncia que algo em nós não vai bem e precisa de melhora. Embora sempre queiramos fugir dela, ela nos oferece a oportunidade de reflexão — volta para o nosso interior —, objetivando o conhecimento de nós mesmos.

Dada a grande coerência da dor, tanto sofrem os grandes gênios e como as pessoas mais apagadas. Nesse sentido, observe o sofrimento anônimo daqueles que dão exemplo de santidade aos que lhe sentem os efeitos, mesmos ocultos e sigilosos.

A dor não é castigo: é contingência inerente à vida, cuja atuação visa a

4.3. REPENSANDO A DOR

A "dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos". É aguilhão, forja, fornalha, lapidaria, crisol e rútila. É agente de progresso, moeda luminosa, "lixívia que saneia e embranquece a alma enodoada pelos mais hediondos crimes". É "agente de fixação, expondo-nos a verdadeira fisionomia moral". É "valioso curso de aprimoramento para todos os aprendizes da escola humana". É "o instrumento invisível que Deus utiliza para converter-nos, a pouco e pouco, em falenas de luz". É "nossa companheira – lanterna acesa em escura noite – guiando-nos, de retorno, à Casa do Pai Celestial". (Equipe Feb, 1995)

5. O PROBLEMA DO SOFRIMENTO

5.1. SOFRIMENTO SEGUNDO A MEDICINA

A dor é fisiológica; o sofrimento, psicológico. O sofrimento é um conceito mais abrangente e complexo do que a dor. Em se tratando de uma doença, é o sentimento de angústia, vulnerabilidade, perda de controle e ameaça à integridade do eu. Pode existir dor sem sofrimento e sofrimento sem dor. O sofrimento, sendo mais vasto, é existencial. Ele inclui as dimensões psíquicas, psicológicas, sociais e espirituais do ser humano. A dor influi no sofrimento e o sofrimento influi na dor.

5.2. A POSIÇÃO RELIGIOSA

A simples reflexão sobre a dor e o sofrimento basta para evidenciar que eles têm uma razão de ser muito profunda. A dor é um alerta da natureza, que anuncia algum mal que está nos atingindo e que precisamos enfrentar. Se não fosse a dor sucumbiríamos a muitas doenças sem sequer nos dar conta do perigo. Osofrimento, mais profundo do que a simples dor sensível e que afeta toda a existência, também tem a sua razão de ser. É através dele que o homem se insere na vida mística e religiosa. Por mais real que seja a razão de um sofrimento, não basta apenas a coragem para enfrentá-lo; necessitamos também do estímulo místico, ou seja, da religião. (Idígoras, 1983)

5.3. REPENSANDO O SOFRIMENTO

"O sofrimento é inerente ao estado de imperfeição, mas atenua-se com o progresso e desaparece quando o Espírito vence a matéria". "O sofrimento é um meio poderoso de educação para as Almas, pois desenvolve a sensibilidade, que já é, por si mesma, um acréscimo de vida". "O sofrimento é o misterioso operário que trabalha nas profundezas de nossa alma, e trabalha por nossa elevação". "Em todo o universo o sofrimento é sobretudo um meio educativo e purificador". "O primeiro juiz enviado por Deus é o sofrimento, que procura despertar a consciência adormecida". "É apelo à ascensão. Sem ele seria difícil acordar a consciência para a realidade superior. Aguilhão benéfico, o sofrimento evita-nos a precipitação nos despenhadeiros do mal, auxilia-nos a prosseguir entre as margens do caminho, mantendo-nos a correção necessária ao êxito do plano redentor". (Equipe Feb, 1995)

6. DOR, SOFRIMENTO E ESPIRITISMO

6.1. AS AFLIÇÕES SOB A ÓTICA ESPÍRITA

A noção de castigo está relacionada com a ofensa a Deus. Dependendo do grau da ofensa, o castigo pode ser eterno. Ao ofender a Deus, o crente sofre e, com isso, a sua vida se torna um vale de lágrimas. O Espiritismo, ao contrário, ensina-nos que todos os nossos sofrimentos estão afeitos à lei de ação e reação. Allan Kardec, no cap. V de O Evangelho Segundo o Espiritismo, trata do problema das aflições, mostrando-nos a sua justiça. Fala-nos das causas atuais e anteriores das aflições, do suicídio, do bem e mal sofrer, da perda de pessoas amadas, dos tormentos voluntários etc. Estudando pormenorizadamente este capítulo vamos aprendendo que Deus, inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, deixa sempre uma porta aberta ao arrependimento e o ressarcimento da falta cometida.

6.2. REMORSO, ARREPENDIMENTO E RESGATE

É da Lei Divina que o ser humano receba, em si mesmo, o que plantou, nesta ou em outras encarnações. A lei de causa e efeito nos mostra que tudo o que fizermos de errado nesta ou em outras vidas deve ser reparado. O primeiro passo é o remorso. O remorso é um estado de alma que nos faz remoer o que fizemos de errado, mostrando as nossas falhas e os nossos deslizes com relação à lei natural. O arrependimento, que vem em seguida, torna-nos mais humildes e mais obedientes a Deus. Depois de remoída e arrependida, a falta deve ser reparada, por isso o resgate. Remorso, arrependimento e resgate fecham o ciclo de uma determinada dor, de um determinado sofrimento. Embora possamos receber ajuda externa (por exemplo, de um mentor espiritual), a solução está dentro de nós mesmos, pois implica determinação na mudança de atitude e comportamento.

6.3. JUGO LEVE

Allan Kardec, no cap. VI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz-nos que todos os sofrimentos, misérias, decepções, dores físicas, perda de entes queridos encontram sua consolação na fé no futuro, na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Naquele que não crê na vida futura as aflições se abatem com todo o seu peso, e nenhuma esperança vem suavizar-lhe a amargura. O jugo será leve desde que obedeçamos à lei. Mas, que lei? A lei áurea deixada por Jesus: "Fazer aos outros o que gostaríamos que nos fosse feito". Praticando-a, vamos atualizando as nossas potencialidades de justiça, amor e caridade, primeiramente com relação a Deus e, secundariamente, com relação a nós mesmos e ao nosso próximo.

7. CONCLUSÃO

O Espiritismo é o "Consolador" prometido por Jesus. Meditando sobre os seus princípios, vamos construindo um edifício sólido, alicerçado na fé raciocinada, ou seja, na fé que usa o sentimento, mas preponderantemente a razão. 

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967.

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.

EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro: FEB, 1995.

São Paulo, 09/01/2010


Nizomar Sampaio Barros disse:

Olá Nilza!

Sua postagem enfoca vários aspectos do significado da Dor. Não dá para ler perfeitamente todo o texto, porque acha-se cortado em toda a a extensão da margem direita. Mas, depreende-se alguma coisa. Como V. pede para continuar comentando, faço as seguintes observações:

 Dor Física e Dor Moral Humanas

1. O filósofo grego Aristóteles proclamou que sem dor não há progresso. Certamente falava com sentimento filosófico. A dor física é um estímulo eletromagnético, de intensidade variável, produzida por estimulação de certas terminações nervosas, tanto nos homens como nos animais.

2.  A dor moral é um sentimento que avassala penosamente a alma, causado por fatores diversos que implicam na frustração de expectativas inerentes ao bem-estar e felicidade do indivíduo, podendo ser compartilhada, no plano sentimental, em escala variável pelos afins. Os animais não possuem esta capacidade.  

3. Em sua ação fundamental, a dor física é um aviso providencial para a defesa do organismo. Numa situação mais prolongada obriga à uma reflexão para a mudança de atitudes inconvenientes, transformando-se em sofrimento espiritual. Se não houvesse dor física, todo organismo, humano ou animal, estaria em risco, sem condição de perceber uma ameaça à sua saúde ou integridade.

4. A insensibilidade à dor física seria uma tragédia. Quem caminhasse descalço por um terreno empedrado, por exemplo, estaria sujeito machucar-se seriamente. Uma das mais temíveis e raras enfermidades que se tem notícia é a síndrome da analgesia congênita, uma doença incurável, caracterizada pela insensibilidade total de um ser humano à dor.  

A Dor na Natureza

5. Mesmo um simples protozoário, dotado de sistema nervoso rudimentar, reage ao estímulo eletromagnético da dor. O vegetal, por não possuir sistema nervoso, não sente este tipo de estímulo, mas reage quimicamente, por exemplo, a uma lesão em seu caule. O mineral, numa escala evolutiva mais baixa, é aparentemente um corpo insensível, mas tem seu campo eletromagnético sujeito a alterações em função de impactos externos. Lapidar um diamante faz um cristal evoluir.

O Sentido Espiritual

6. No item 4.3 da postagem lê-se que "a dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos". Pode ser... Mas, sob o ponto de vista do sentimento estóico e não da harmonia. Discordo da retórica, pois, em princípio, a Dor, como paradigma evolutivo, não é para ser desejada, pois ela existe, com função catártica, na raiz de toda encarnação. O Supremo Bem não envia infelicidade a ninguém.

7. Ao salientar-se pedagogicamente a função saneadora da Dor, é recomendável não exagerar em sua apologia, pois o Homem transforma-se naquilo que pensa. Aqui no Espirit Book há um caso em que a exaltação recorrente de pensamentos de suposta humildade em face do sofrimento por parte de um membro concorreu decisivamente para a superveniência de um acidente pessoal que a está fazendo sofrer. Tentei auxiliá-la a mudar de atitude, mas não consegui. Será que já tem noção da origem do drama pelo qual está passando?!

8. Há entre os espíritas uma tendência a tolherem o  livre arbítrio por receio mórbido de estarem se afastando dos postulados doutrinários, praticamente transformados em dogmas intocáveis. Se alguém falou que a Dor é uma lixívia e a posse de bens materiais aprisiona o Espírito, então vamos exaltar a Dor e exorcizar a prosperidade. Entretanto, não foi isto que Kardec ensinou.

9. Nem todos os Espíritos são sábios e muitos, se não a maior parte, não têm mais discernimento que alguns homens ou mulheres de bem que estudam e estão na senda. Logo, é preciso repensar essas coisas. Espíritos são apenas os seres humanos que retornaram ao plano astral ou mental.  

10. Como atitude positiva, devemos pedir a Deus para sermos radiantes, incorporando todos os sinais de felicidade que nos cercam e abstraindo-nos dos acúleos que o sofrimento nos inflige. Com esta postura mental, muitos males podem ser atenuados e alguns até evitados, pois o campo energético dos pensamentos positivos dissolve as formas cármicas negativas e não permite a passagem das ondas de baixa intensidade vibratória provindas do exterior.  

Equanimidade Divina  

11. O Grande Foco do Universo, vida do sistema solar, dispõe que, para haver ordem, coerência, harmonia e confiança em Seu sistema, o Seu plano evolutivo seja regido pela imutabilidade de propósito. Assim, não pode haver exceções.  

12. Não havendo exceções, não há tergiversações, preferências, favores ou eleições em qualquer nível em Sua ação. Só mérito ou conquista individual. Eleitos, portanto, são todos os que, por seus próprios esforços, alcançaram o poder de responder às vibrações mais elevadas do plano cósmico.

13. Em outras palavras: Deus não castiga nem recompensa ninguém, procedendo por leis justas no sentido de dar a cada um segundo suas obras, conforme no-lo afirmou o Cristo, Seus desígnios sendo sentidos pelos seres humanos em suas encarnações na forma de Dor ou alegria, conforme tenham sido os seus atos, respectivamente, maus ou bons.

Um Novo Conceito Para a Divindade

14. Novos ventos de renovação espiritual sopram na direção de uma desejável e oportuna mudança do conceito antropomórfico de Deus, que, em outros tempos, serviu para vencer a barreira mental do fetichismo religioso, mas que hoje não mais se coaduna com as novas idéias .

15. Aliás, é inconteste que, em certa medida, este conceito tem contribuído através do tempo para que, muitas vezes, em vez de operarmos com a devida isenção, estejamos trabalhando, sem o percebermos, através do nosso velho espírito egoísta. 

16. Salvo visão mais condizente, penso que devemos imaginar Deus como Inteligência Suprema ou a Consciência Cósmica do universo, Fonte de Toda a Criação, Princípio Incognoscível e Fim de tudo que existe ou existirá, um Ser Eterno, sem forma e eternamente benfazejo, onisciente, onipresente e onipotente, Que está em nós e fora de nós, Que nunca foi visto, ouvido ou sentido pelo olfato... Mas que pode ser percebido por todo homem ou mulher desejosos de percebê-lo. 

A Lei do Carma no Contexto Energético

17. De acordo com a pedagogia divina, qualquer trabalho humano, seja na esfera física, emocional ou intelectual, comporta uma forma de energia. Assim, por uma lei quântica, o raio emitido vincula-se ao centro emissor formando um corredor energético pelo qual o Homem recebe em si mesmo os efeitos dos atos que pratica, na mesma proporção e intensidade, a fim de produzir consciência.   

 

Ocultismo

18. Em ocultismo, qualquer limitação da livre expressão do Espírito é definida como Dor. Não se trata, portanto, de dor física, mental ou moral, mas, especificamente, de um espírito de sacrifício, motivo pelo qual a encarnação dos Avatares é considerada misticamente um sacrifício.

19. Por ora, nossa psicologia não tem condição de avaliar com exatidão tal sacrifício. Uma pálida idéia pode ser obtida pela descrição que André Luiz fez em um dos seus livros, se não me engano 'Obreiros da Vida Eterna', da reencarnação de um Espírito apenas medianamente adiantado.   

20. Assim, por extensão, o mesmo se dá em relação ao ser humano comum, cujo Espírito (Eu Superior) só pode manifestar, em cada encarnação, uma pequena parte de sua energia,o que faz com a finalidade de transformá-la em poder espiritual, sabedoria. Esta a razão de os Mestres afirmarem que não se vê do Homem senão uma pequena parte do que ele é realmente.

21. Do exposto, conclui-se que Dor e alegria são mecanismos de transmutação energética operando mudanças na consciência humana: a Dor engendrando discernimento, reformando o pensamento do Espírito, e a alegria, ao proporcionar o incremento dos valores quânticos da aura, consolidando as bases da fé. 

Exegese

22. É inegável que, por suas revelações e inclusive alimentando a fé no futuro, o Espiritismo enquadre-se na concepção do paráclito ou consolador prometido por Jesus em João 14: 15 a 17. Todavia, não só para mim, como para muitos, é mais plausível que a citação refira-se à Iniciação espiritual pela qual os Apóstolos deveriam passar, que, de fato, aconteceu no Dia de Pentecostes, e não propriamente como uma profecia para o futuro, como soe interpretar o Espiritismo.   

23. Do ponto de vista esotérico, paráclitos ou consoladores são todas as potências espirituais que, a qualquer tempo, estabelecem vínculos iniciáticos de relevância com seres humanos que estão em ascese espiritual.

24. Escreveu João: "Se me amais, guardai meus mandamentos. E rogarei a meu Pai, e Ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco: o Espírito da Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê e absolutamente não o conhece. Mas  vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós".  Os destaques em negrito são meus, a fim de facilitar a interpretação.

25. Analisando o texto, verifica-se que a expressão 'Espírito da Verdade' é uma oração explicativa, definindo o significado de Paráclito, palavra grega que também exprime o significado de mentor, intercessor ou instrutor.

26. Sendo a Mônada o deus interno no Homem, o seu despertamento está vinculado às mais elevadas Iniciações, que ocorreu com os Apóstolos quando 'línguas de fogo' pairaram sobre suas cabeças, comunicando-lhes o dom da xenoglossia e enchendo-lhes do "espírito de Deus" (Atos 2: 1 a 4).

27. Uma vez despertado, o poder espiritual da Mônada permanece constante e ativo para sempre, não podendo mais ser revertido. Quem estiver lendo, portanto, julgue por si mesmo.

 Completando

28. A maioria dos ensinamentos que Jesus deu, em círculo fechado, aos Seus discípulos, reveste-se de inequívoco fundamento esotérico. Ao povo não poderia o Mestre falar abertamente como a eles, porque isto não surtiria efeito e, ao contrário, suscitaria ainda mais a ignorância da turba.

29. Agradecemos ao Mestre Kardec a maravilhosa sintaxe expositiva da codificação, mas atribuímos também a outras doutrinas teosóficas o mesmo ideal que tange o ensinamento espírita: o de ensinar, confortar, desfazer equívocos, extirpar dogmas incoerentes, desestimular crenças cegas e, acima de tudo, despertar o poder espiritual latente em todo ser humano.   

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email: <nsbarros3@gmail.com>

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