Fui ferramenteiro no tempo que ainda se lascava a pedra, muito embora preferisse furtar as já construídas.
Depois fui pastor de ovelhas, que sofria duras punições de meu senhor por não conseguir impedir o furto dos animais do rebanho.
Também fui agricultor, quando já se usava o auxílio dos animais para esta tarefa - e como abusava desses seres indefesos.
*
Fui senhor de terras, quando homens, servos, foram os meus animais de outrora.
Depois fui escravo no Egito, e a pirâmide de Maslow conheceu a minha dor.

Também os tempos mudaram, as coisas foram outras. Fui taverneiro e comercializava cerâmica na Suméria, pelos quais patrocinei uma vida de muita festa e regalos. Mas era solícito para um amigo leproso.
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Fui senador em Athenas, por ser muito rico em Nemea; onde demandei junto ao governador à que se fizesse furar os olhos dos criminosos.
Depois, cego, mendiguei meu pão nas ruas da Galiléia. Foi ali que um advogado, chamado Jesus, disse que eu não havia cometido crime algum, mas que estava apenas executando sentenças divinas por débitos de outrora; e, piedoso, anulou a sentença, me restaurando a visão.
Também fui sacerdotisa Celta; mais confusa do que competente, tanto para o mal quanto para o bem.
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Fui um sapateiro machista na Dália, agressor de mulheres e que delatava os afeminados para as autoridades eclesiásticas os levarem a fogueira;
Depois, como curtidor, eu mesmo fui queimado vivo, por um romance com um mago de Oldi.
Também, em Alexandria, fui um pobre zelador de cavalos, e que tinha cinco filhos deformados.
*
Já fui tanta coisa nesta terra!… Como bispo de Praga, perseguia os cristãos para lançá-los às feras; como rainha em África, uma tirana perversa; como juiz, no Colorado, um vilão.
Depois, como lenhador, fui devorado por tigres quando caçava em Sumatra. Como escrava, vivi acorrentada e comia como uma porca, sobre as palhas de uma senzala no Brasil. E, como prisioneiro, conheci injustamente o degredo na “Ilha do Diabo”, na Guiana Francesa, onde Henri Charrière me viu enlouquecer.
Também Jesus voltou!...
Aquele advogado que me absolveu na Galiléia cumpriu sua promessa. E agora, com sua infinita misericórdia e com seu amor bendito, restaurou não só a minha visão, mas também a minha mente, para que pudesse conhecer a trindade da sua nova revelação: A Lei de Reencarnação, A Lei de Causa e Efeito, e a Consciência da Justiça Divina. Hoje, ciente desta nova revelação, venho tentando errar menos e acertar mais para construir um futuro com menos dor e mais alegria.
"Digo a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo".
“...mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede (Andará perdido na sombra [grifo meu]). Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna".
– JESUS.
“As reencarnações são os degraus pelos quais o ser se eleva e progride.”
- ESPÍRITO: EMMANUEL.
"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei."
- ALLAN KARDEC
***
Reflexão pessoal, inspirada nos depoimentos dos Espíritos Infelizes relatados no livro O Céu e o Inferno (ou a Justiça Divina) – Autor: Allan Kardec - Baixar Livro: http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/138.pdf

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