Ao ler este diálogo,  entendi que o Mal é a ausência do Bem, como a doença é a falta da saúde e a escuridão é a ausência de luz. Compreendi, então, que o diabo não é uma existência, mas uma ausência de Deus.

Dá-me a tua mão. O que sentes?

Agostinho respondeu: - Sinto a sua mão.

Então, o bispo de Milão retirou a mão e perguntou ao jovem:

- E agora o que sentes? -

Sinto a falta da sua mão.

Aguardo o comentário de vocês.

Beijo...Nyl

 

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Nascemos da Essência e durante nosso caminhar nos distanciamos ...Ele é parte de nós se quisermos Senti-Lo além do vazio que Ele deixou basta buscar nossa Essência e lá Ele estará novamente!

Olá a todas/os,

O Mal ser ausência do Bem foi uma ideia introduzida por Santo Agostinho. Ele dizia que o Mal não existe, ele é a ausência de Deus.

Essa ideia é extremamente prejudicial À humanidade, pois reconhecer o Mal como entidades espirituais, evitá-lo e redimi-lo deveria ser uma de nossas principais missões na Terra.

O Mal é uma necessidade: sem ele, jamais teríamos caído na matéria (a imagem da expulsão do Paraíso) e portanto jamais teríamos desenvolvido a liberdade, a autoconsciência ("e abriram-se os olhos de ambos, e viram que estavam nus", Gen. 2:7), e a individualidade superior.  Mas é preciso reconhecê-lo. Por exemplo, existem entidades maléficas de atuação opostas. Vou dar dois exemplos dessa oposição: de um lado, o materialismo (de onde deriva toda a tecnologia, por exemplo), e de outro o fundamentalismo religioso. Um quer nos prender à matéria, outro nos desligar dela (quando, ao contrário, o fundamentalismo religioso não é um materialismo disfarçado). Assim, há uma trilogia, o ser humano entre esses dois aspectos do Mal. No entanto, infelizmente para a humanidade, esqueceu-se dessa realidade e em geral considera-se apenas a dicotomia Mal e Bem. Para um livro extraordinário sobre o Mal, leia-se de Serguei Prokofieff (o neto do compositor; ele amigo meu e de minha esposa, e faleceu em setembro último) o "O Encontro com o Mal", da Editora Antroposófica.

aaaaaaaaaaaaaaa, VWS.

A escuridão é a falta da luz, o frio é a falta do calor, o ódio é a falta do amor, então o diabo é a falta de DEUS, logo ele não existe,

Nilza.

Esse assunto é muito interessante e poucas pessoas se sentiriam confortáveis em querer dar explicação a respeito dele.
Afinal, fomos criados dentro dos conceitos judaico-cristãos, aonde a figura do diabo sempre ocupou a função de ser o responsável pelo que nos acontece de mal ou o inspirador das maldades por nós praticadas.
As traduções da Bíblia, nem sempre fiéis aos textos originais, também colaboraram para que acreditássemos na sua existência.

Dentro do Movimento Espírita, temos um estudioso dos textos sagrados, que fez uma nova tradução da Bíblia a partir dos textos originais, pois conhece o Idioma Hebraico. Trata-se do Professor da Universidade Federal da Paraíba, Odontólogo Severino Celestino da Silva.
Ele dirige uma Sociedade Espírita na cidade de João Pessoa, é pesquisador dos testos sagrados,  palestrante e tem um programa na "TV Mundo Maior" daquela cidade, chamado "Abrindo a Bíblia na TV". Nesse programa ele responde a questionamentos de pessoas, independente de religião ou credo, a respeito de dúvidas sobre o conteúdo dos textos bíblicos.
Como estou numa fase em que viajo muito e, portanto, com pouco tempo para a leitura, seguidamente entro no Youtube para assisti-lo e confesso que tenho aprendido muito com ele. Aconselho a quem goste desse assunto,  que faça o mesmo, pois ele é uma pessoa muito séria e entendida no assunto.
Aqui, deixo o link de um dos programas: 
https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=LRGMw... A partir dele, pode-se chamar outros programas.

Num desses vídeos, ele fala sobre o assunto "satanás ou diabo", dando uma informação que eu desconhecia e que, certamente, a maioria que está lendo esse meu comentário, também desconhece. Segundo ele (é bom sempre citar o autor, quando a  citação não é nossa), o termo "satanás" aparece na Bíblia pela primeira vez, no Livro de Jó.
No hebraico, o termo "satanás", significa "opositor". Exemplifica, citando a passagem em que Jesus diz aos discípulos que deveria descer a Jerusalém, aonde seria escarnecido e morto. Pedro diz a Jesus, que eles não permitiriam que Ele fosse morto. Jesus reage, dizendo: - Afasta-se de mim, "satanás"!
É lógico que Jesus não chamaria Pedro de "diabo", mas dizendo que Pedro estava se opondo a algo que não poderia ser evitado.
Na cultura judaica, não existia a figura do demônio;  tanto é, que no paraíso, não foi o "diabo" quem tentou Adão e Eva a comerem do fruto proibido, e sim, a serpente! Logicamente que, da mesma maneira que cobra não fala,  Adão e Eva também são figuras simbólicas.

Mas voltando ao assunto do "diabo/demônio/satanás", esse termo foi introduzido no meio judaico, no período em que o povo judeu ficou escravizado na Babilônia. O rei assírio, Nabucodonosor,  destruiu Jerusalém (inclusive o templo), levou o povo judeu para a Babilônia aonde ficou escrazado durante 50 anos. Na religião assíria, o Zoroastrismo, existia a dualidade "bem e mal", "Deus e o Diabo".
Posteriormente, o Rei Ciro derrota Nabucodonosor, liberta os judeus devolvendo os seus tesouros, permite que eles reconstruam o templo e pratiquem a sua religião. Porém, nesse período a figura do diabo entrou na cultura judaica e permanece até os dias atuais.
A figura do diabo é muito importante nas religiões "cristãs ortodoxas", pois ele assume tudo o que de mal acontece no mundo, dispensando explicações mais complexas. Sem querer criticar nenhuma religião ou igreja, já que no meio "dito evangélico", diariamente, são criadas igrejas com os mais variados nomes, se o "diabo" for retirado do seu discurso, faltariam argumentos para explicar o sofrimento que aflige seus fiéis.
Nas sessões de descarrego dessas igrejas, no tratamento de fiéis que estão sob a ação de espíritos obsessores, esses espíritos  se manifestam e são tratados como se fosse o “demônio”.

O Espiritismo vê que a figura de Lúcifer, o anjo que se rebelou contra Deus por querer ser igual a Ele, é mais uma simbologia do Antigo Testamento. Anjo é um espírito que tornou-se puro, portanto, já liberto dos defeitos que nós ainda possuimos Ora, se Lúcifer era ambicioso, invejoso e queria ser igual a Deus, ele não era um anjo! Se ele chegou à condição de anjo com esses defeitos, então, Deus enganou-se, deixando de ser sábio e presciente!
Assim, a figura do "diabo ou demônio", essa "divindade do mal" não existe, mas a situação é bem pior, pois existem milhões de espíritos estagnados no mal e que poderiam ser classificados como "demônios".

Independente do grau de evolução dos espíritos, todos somos "filhos de Deus" e nosso destino é caminharmos da "animalidade primitiva" à "angelitude". Os espíritos estacionados no mal, cujos presídios estão repletos deles, um dia tornar-se-ão anjos! É só uma questão de tempo. Deus não tem pressa na nossa evolução, pois estamos submetidos às Leis Universais (Divinas)  de Causa e Efeitos e, como tal, colheremos o que plantarmos, tanto de bem quanto de mal. 
Os espíritos dizem que o "sofrimento é o melhor instrumento de burilamento do espírito". Dessa forma, ao infringirmos as Leis de Causa e Efeito, estaremos vendo o sofrimento batendo à nossa porta, nas diversas reencarnações, até que chegará um momento em que ele (o sofrimento)  nos dobrará e fará com que voltemos para dentro de nós mesmos, fazendo com que passemos a nos libertar do egoísmo que é o responsável pelo nosso atraso.

Grande abraço.
Nadyr João Mozzini
São Paulo - Sp
 
     

 

O mal existe, e estar sempre disposto a nos seduzir, é por isso que devemos sempre buscar a Deus, para que  luz não seja vencida pela escuridão.

Eis uma das mais perfeitas palestras (em apenas 15 minutos) sobre o Diabo que já vi:

belo exemplo realmente se todos nós estivessemos de maos dadas com Deus com certeza o mal nao existiria. Como ainda estamos em evolucao um dia todos os filhos de Deus estarao numa só sintonia. LUZ

Amigos e amigas...

Precisamos tomar muito cuidado quando nos referirmos às entidades espirituais inferiores, como sendo "DO MAL".

Continuo crendo na "ausência" segundo Sto Agostinho, pois se estivermos preenchidos com o bem (DEUS), o mal não terá espaço.

A dicotomia existe justamente para que possamos sentir os dois lados, e ao optarmos por um, o outro desaparecerá.

PAZ E LUZ.

Nyl

O mal tem muitas denominações, para mim é a falta de vigilância, é não ter força de lutar contra nossas más tendências, é não ter fé na bondade de Deus, portanto se ele existe  ? até possa ser que exista,mas não na figura  de monstros com chifres , pois sendo Deus a causa primaria e criadora de todas as coisas, não poderia ele ter criado o mal, nós sim que abusamos de nosso livre arbitrio , criando assim  nossos males e sofrimentos como também ao nosso próximo, mais sendo nosso Deus perfeito , nos dá sempre a chance de nos melhorarmos e lapidar nosso espirito.

O problema do Bem e do Mal seria melhor compreendido se entendêssemos o paradigma da evolução humana.

Deus e o Diabo, Anjo e Demônio, Micael e Satã, como representantes dos sentimentos antípodas do Bem e do Mal são apenas figuras simbólicas. Pode chocar a alguns se eu disser que o egoismo é a primeira Lei da evolução, pois o homem, após individualizado, precisa, em primeiro lugar, construir o seu centro egóico, ou seja, a sua individualidade, para se tornar um ser com características próprias, a semente de um novo Logos uno com a Essência Criadora, para depois ascender na evolução pela transmutação do carma gerado em suas ações, que lhe trarão consciência, poder..

O carma é o resultado de todas as ações praticadas pelo indivíduo, nos três planos de experimentação (físico, emocional e mental) e não somente o resultado das más ações, como sói geralmente ser considerado. Algumas pessoas que acreditam no Bem pretendem que o Espírito recém individualizado saia praticando a caridade.

Todavia, o egoismo é a primeira lei da evolução, porque o corpo causal desenvolvido apenas rudimentarmente no arco ascendente da evolução animal, só responde aos estímulos dos pensamentos superiores, dos quais não são capazes os seres humanos no início da evolução. As religiões existem com a missão de deter os excessos, pela fé no Onipotente e medo do Opositor. E assim a idéia de Deus e o Diabo como potestades antípodas cumprem as suas missões. Depois, como filosofia, passa a ser contestada.    

O universo segue um plano predeterminado. O que não estiver em sintonia com suas leis cria o mau carma, sentido sob a forma de sofrimento.  O que estiver em sintonia cria o bom carma, sentido sob a forma de harmonia. Nada se omitirá da Lei, conforme disse Jesus. O sofrimento gera consciência e consciência gera evolução.  

Até que a Mônada, a deidade manifestada no Homem, esteja liberta da cadeia do egoismo, não haverá verdadeiro livre-arbítrio, existindo a sensação do Bem e do Mal, que é como o Espírito humano compreende as reações do universo. Deus e o Diabo encarnam essas qualidades opostas. Deus e o Diabo não são individualidades, são arquétipos mentais na consciência humana, o primeiro representando o ideal da Perfeição, o segundo o oposto.

Todas as religiões formais tendem para este maniqueísmo, necessário nos primeiros degraus da evolução, para conformar as suas doutrinas. A idéia de Deus inspirando a busca por atos bons (alta frequência quântica) e a do Diabo induzindo, por medo, a não praticá-los. Todos os estereótipos das figuras que representam o Diabo estão baseados nas linhas de baixa frequência da involução (o caminho para baixo), a sombra de Jeová, o espírito do egoismo.

Libertar-se do egoismo é uma batalha que exige muito esforço e determinação, que não é desejado pelo Espírito antes  que se aproxime, geralmente pela Dor, dos pórticos do saber. Uma vez desenvolvido o corpo causal, estabelecem-se canais com a Consciência Superior do universo, cessando o antagonismo do Bem e do Mal.

Porfém, toda vez que o Ego (o deus interno no Homem), descer à Matéria, por qual motivo for, ele encontrará esta luta em si mesmo, pois é da essência do Eu inferior, que representa a Matéria, buscar os arquétipos de baixa frequência para se desenvolver. Desenvolvido, porém, o Espírito tem o domínio da sombra de Jeová ou seu Eu inferior.

Enquanto o Espírito evolucionário não tiver equilibrado perfeitamente o seu carma (terceira iniciação planetária, o arquétipo dos magos) ele estará sujeito às seduções da Matéria, às quais tem de dominar para não gerar carma negativo. A partir da quarta iniciação, o Eu inferior torna-se um instrumento e não um senhor. Na quinta iniciação o Ego (Individualidade) torna-se um Mestre de Sabedoria..

Concluindo, falando esotericamente, no início da evolução, Satã é necessário a Micael para que não se perca nas alturas e Micael é necessário à Satã para que não se perca nas profundidades. Quem puder compreender isto, é porque já terá desenvolvido 'olhos de ver'.

Um abraço.

Nizomar. 

 

Nizomar!
Ótima explanação.
Parabéns.

Nadyr João Mozzini

São Paulo - SP

Olá a todas/os,

Nizomar citou o maniqueísmo. Pois um dos lemas introduzidos por Mani foi "Ame bem o mal." Isto é, o mal não deve ser eliminado, deve redimido.

É interessante que se perdeu a noção de que o mal é devido a entidades espirituais, que foram essenciais para o desenvolvimento da humanidade. No entanto, criou-se uma dicotomia: bem x mal. Na verdade, o ser humano está no meio entre duas classes de entidades que representam o mal, isto é, há uma tricotomia. Hoje em dia, tudo o que nos faz prender à matéria, à mentira, ao engano exterior de que a matéria é tudo e não há algo espiritual por detrás dela, e muito mais, é a manifestação do que o zoroastrimo denominou de Árimã, a divindade das trevas. Tudo o que nos faz elevar ao espírito mas sem liberdade e consciência é a manifestação do que foi denominado posteriormente de Lúcifer, o portador da luz. A sua atuação inclui ilusões interiores que se faz de si próprio. Como perdeu-se essa distinção, houve confusão entre esses dois. Por exemplo, o Mefistófeles do Fausto de Goethe tem o caráter de ambos. Mas Goethe traz uma frase lapidar. Fausto, na cena do escritório, perguntando a Mefisto, que havia se manifestado no cachorro, quem ele é, recebe a magnífica resposta: "[Ich bin] ein Teil von jener Kraft/Die stets das Böse will/Und stets das Gute schafft". Isto é, "[Eu sou] uma parte da força/Que sempre quer o mal/Mas sempre produz o bem" (minha tradução literal).

O reconhecimento dessas diferentes entidades e forças do mal, que são opostas em sua atuação, em que o palco é o ser humano, e a consequente tricotomia é absolutamente necessário hoje em para a evolução da humanidade. O ser humano, para realizar o que deve para o bem, deve agir segundo os impulsos do Cristo; assim, pode-se considerar o Cristo como estando no meio entre Lúcifer e Árimã. Recomendo o livro de Sergei Prokofieff (o neto do compositor) "O encontro com o mal", da Editora Antroposófica.

aaaaaaaaaaa, VWS.

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