Insultos ao Islamismo : LIBERDADE DE EXPRESSÃO É LIBERDADE DE OFENSA?

Antes de começar, quero deixar claro que também faço coro a todas as vozes dos movimentos de defesa da liberdade de expressão e dos direitos individuais da pessoa humana.

Há quase 20 anos atrás uma imagem de vídeo, que foi matéria de informação exaustiva na imprensa internacional, chocou o país. Na imagem via-se um sacerdote religioso chutando a imagem de Nossa Senhora de Aparecida para ensinar seus fies de que se tratava apenas de uma imagem de escultura feita de gesso que não merecia respeito algum. No dia seguinte o país estava em polvorosa pela atitude do religioso. Vários templos de sua fé foram violados. Líderes e seguidores católicos protestaram, recebendo apoio de outras religiões que lhes foram solidários... Enfim!

Não tinha aquele irmão o direito de livre expressão para ensinar sua fé? Quando chutava a imagem (que é de gesso) e dizia que por ser de gesso não merecia crédito não estava ele usando o direito de livre expressão? Acaso não temos o direito de acreditar em que bem entendermos?...

Sim! Temos o direito de acreditar em que bem entendermos, e até de manifestar isso, o que não temos é o direito de desrespeitar a fé alheia e nem seus objetos de culto. Direito de expressão não é direito de ofensa, como disse um líder muçulmano; com toda razão!

Estamos vivenciando hoje no mundo um grande movimento de Liberdade de Expressão (eu mesmo já dei minha singela contribuição) em razão do ataque terrorista que vitimou os jornalistas franceses que publicaram charges do profeta Maomé, mas estamos esquecendo uma coisa, e a liberdade religiosa?

Diferente de Jesus – retratado branco de olhos azuis (causa de protesto da comunidade negra, e com razão, uma vez que ninguém pode provar que Jesus não tenha sido negro, gordo, feio, ou careca como eu e você), Maomé não é cultuado por imagem, mas apenas pela memória. Para os mulçumanos retratar Maomé é uma ofensa. Então por que não os respeitam? Por que tanto insistem em ilustrá-lo? Meu Deus, qual a razão disso?... Por que em vez de sua imagem não ilustram suas mensagens, seus belos ensinamentos?...

Curiosamente, falando aqui do Brasil, para muitos é uma ofensa dois homens se beijarem em público. Por quê? Qual o problema de dois homens, ou mulheres, expressarem suas opções sexuais, como fazem os héteros? Há quem diga: “influenciam as crianças.” Se duas pessoas do mesmo sexo influenciam as crianças por se beijarem temos de rever mais nossas liberdades. Devemos lutar pela unicidade religiosa, partidária, futebolistica... Contra os bares, o fumo em público, cenas de sexo na TV, e até castrar os animais por copularem em público (também).

A liberdade de um termina onde começa a do outro. Não há liberdade sem limite, tudo tem limite. O direito absoluto só a deus pertence! É isso que precisa ser discutido, os limites da liberdade de expressão. Sem limite até a democracia vacila, porque democracia sem limite vira anarquia.

Temos sim de defender a liberdade de expressão, mas a liberdade de expressão que não ofende a liberdade religiosa; que por sua vez deve respeitar a liberdade sexual.

Isso é apenas o que penso, é meu ponto de vista, ninguém precisa concordar comigo, peço apenas que respeite. Porque se tem quem desrespeite os direitos alheios tem também quem desrespeite a paz.



***
Ah! Se você se ofendeu com as imagem de Jesus com uma arma na mão, ilustrando esta postagem, não fui eu quem a expus na internet, foi alguém com Liberdade de Expressão.

(a) RONALDO COSTA (O Arrebol Espírita)
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Respostas a este tópico

Final de ciclo! Prestemos bem atenção! Se nossa fé não estiver firmemente ancorada na sã moral, nos perderemos em debates inúteis em torno de um direito questionável de expor as nossas idiossincrasias, como se fossem coisas corretas, perfeitas.

Estou de acordo com o Orlando e o Waldemar. 

Não julgar, conforme ensinou o Cristo, não é deixar de discernir. É não impedir a recuperação, o reequilíbrio, dos que moralmente caem e sofrem, e esperam por compreensão. Porém, não se deixar de fazer justiça quanto aos viciosos que contestam formalmente as sagradas leis do universo, aos quais Jesus chamou de hipócritas e disse serem semelhantes 'sepulcros caiados por fora, mas por dentro cheios de toda podridão'.

A citação do Levítico, está correta. Faz parte da Torah ou Lei, que Jesus disse não ter vindo destruir, mas cumprir, reformando apenas os ensinamentos mais drásticos. Portanto, num sentido mais amplo, a Torah é também cristã. 

Quanto às charges da revista Charlie Hebdo são uma reação natural da mentalidade ocidental aos excessos do fanatismo islâmico, que quer submeter o mundo e se contrapõe à liberdade religiosa.Quem já ouviu falar, por exemplo, de Polícia Religiosa? Uma incongruência. Mas, existe no Irã dos aiatolás e na Arábia Saudita dos wahabitas. Da mesma forma, procedeu a Inquisição Romana na Europa, fazendo milhares de vítimas inocentes.

O bispo von Gelder não 'chutou' a 'santa'. Isto foi força de expressão de uma imprensa sensacionalista, ávida por vender jornais. O clérigo apenas encostou o pé num ícone de gesso, para mostrar aos seus fiéis que alí não havia essência espiritual. Cometeu o erro de tê-lo feito em público, através da mídia televisa, e não apenas em recinto privado.

Quanto ao homossexualismo é uma aberração que contraria as leis da natureza. Se os seus adeptos pudessem ver o que se passa no astral, não falariam em sofismas tais como 'opção sexual'. Pois só existem dois sexos. Infelizmente, não posso filmar e trazer as imagens para o plano físico. Mas, a cada um segundo suas obras.

É uma falácia falar-se em legitimidade de comportamento andrógino, pois esta prática, de baixa frequência quântica e espiritual, compromete a higidez da cadeia cromossômica, prejudicando a evolução racial. Não estou pregando revide nem tolerância, mas ordem espiritual, sem tergiversações.

Um abraço a todos.

Nizomar

Olá a  todas/os,

Tenho dois amigos que são homossexuais. Ambos casaram, tiveram filhos e depois assumiram sua condição de homossexuais. Ambos são pessoas com uma sensibilidade fora do comum; um é médico e o outro é um artista de fama mundial. Talvez se não fossem homossexuais não tivessem tido a sensibilidade que têm. Assim, não devemos julgar os homossexuais, pois podem ser muito importantes para a humanidade.

Isso me faz lembrar a passagem do Cristo com a mulher adúltera, em João 8. Primeiramente, é interessante que esse episódio não ocorre nos outros evangelhos; como o de João é de longe o mais esotérico dos 4, deve-se prestar atenção para o significado das imagens que ele relata. Inicialmente, enquanto ela é acusada pelos outros, o Cristo “inclinando-se, escrevia com o dedo na Terra” (8:6). No fim, ele diz a ela depois que os outros foram embora: “Nem eu te condeno: vai-te e não peques mais.” (8:11).

Rudolf Steiner, o fundador da Antroposofia, dá uma interessante interpretação para o primeiro fato, resultado de suas pesquisas clarividentes da memória universal, a “crônica do acacha”, como é conhecida no hiduísmo. Ele disse que o Cristo iria tornar-se o “Senhor do Carma”, do destino. O que ele estava fazendo, com a surpreendente inscrição na terra, era uma imagem para o fato de estar registrando a vida da mulher no carma dela.

Quando ele não a condena, mostra que as nossas ações ficam registradas em nós mesmos, e nosso carma é que cuidará para que tenhamos a chance de compensar os males que fizemos. Isto é, não há uma punição, não há o que condenar. Parece-me que aqui o importante não é o fato de ela ter infringido uma lei, um dogma, e sim ter provavelmente feito o seu marido sofrer.

Do mesmo modo, parece-me que não deveríamos classificar o homossexualismo como aberração, pois esta denominação é muito negativa. O carma é muitíssimo complexo; pode ser que a individualidade, o Eu Superior, tenha decidido por essa situação, para que tenha uma vivência especial, necessária para seu desenvolvimento. Quem sabe na encarnação anterior a pessoa não tinha nenhuma sensibilidade, tenha sido muito grosseira? Ou para que, sacrificando-se, produza algo especial para a comunidade ou para a humanidade (como poderia ser o caso de meu amigo, um grande artista). A falta de respeito para com a homossexualidade pode inibir o desenvolvimento da pessoa, e ela não conseguir cumprir sua missão.

aaaaaaa, VWS.

Bom dia a todos!

I - Sou obrigado a discordar do  Waldemar. Ele não leva em consideração que o Bem e o Mal, como princípios antagônicos em nossa consciência, não podem se misturar. O homossexualismo, de fato, é uma aberração.E não somente porque contraria a lei moral, como porque esse é um desvio de conduta grave, que leva à degeneração do caráter e afeta a cadeia cromossômica. Morfológica e fisiologicamente, só existem dois sexos.

Sugerir que o homossexualismo pode ser uma decisão do Ego (Eu Superior) para desenvolver a sensibilidade é distorcer a lei divina e tentar com falácias demonstrar que os fins justificam os meios e não que os meios devem justificar os fins. Porém, o que se descortina no Astral com entidades falidas nas experiências do sexo é chocante. Para um clarividente, não existe duvida.  

O Waldemar cita bastante Steiner. Quase como um ser infalível. Considero-o também um Espírito elevado, mas não infalível. E muitos dos seus ensinamentos não são bem compreendidos por seus seguidores.

É nosso dever procurar  por nós mesmos, observando os ensinamentos dos Mestres de Sabedoria, discernir o Bem do Mal. Em nenhum deles encontrei aquiescência com os desvios sexuais. Discernir, portanto, sem tergiversações, lamentando profundamente esse tipo de conduta.  

II - Quando Jesus defendeu a adúltera, Ele usou de Sua misericórdia. Podemos fazer o mesmo com os que demonstram arrependimento. Ela pediu ajuda para não ser lapidada. Olhando a turba munida de seixos, o Mestre disse que quem estivesse sem pecado (erro), que atirasse a primeira pedra. Confrontada moralmente, foi o bastante para que se dispersasse.

No entanto, um único indivíduo continuou segurando um seixo, julgando-se sem pecado. O Mestre agachou-se e, sem olhar para ele, escreveu no chão a palavra 'hipócrita'. Ele também se retirou.

Então, Jesus disse à adultera: - Onde estão os que te condenaram? Eu também não te condeno. Vai, e não tornes mais a pecar!  A prática contínua no Mal é, sem dúvida, o erro em maior escala. Ou alguém pensa que pode manietar a consciência e burlar a lei divina?!

O perdão para os que desejam refazer o caminho e não a indiferença com o erro é que deve prevalecer. Evidentemente que não devemos atacar ninguém pessoalmente, mas, como disse Edmund Burke, "para que o Mal triunfe, basta que os homens de bem se calem". 

Nem no inferno os indiferentes são aceitos.

Nizomar

Gente, e o que é que eles fazem, qdo impõem essa crença a todos, em vários territórios em que fazem guerra em nome do Pai, onde ou vc adere a crença deles ou simplesmente morre????? Estou extremamente chocada! Não generalizo, estamos falando dos extremistas, que estão manchando o princípio do Islã.
Lembro-me bem da ocasião da infeliz atitude do pastor, chutando a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Mas não me lembro de nenhum católico desgovernado, sair promovendo chacinas, em protesto a tal ato.
Me desculpem, mas a indignação me atordoa e peço a DEUS, q acalme essa animosidade q toma nossos espíritos, diante de fatos tão complexos, com tantos "senãos" e "porquês".

Olá Janaína. 

O que V. fala é verdadeiro. Aqui temos outra cultura. Não fazemos guerras religiosas. Inclusive viceja livremente um sincretismo em torno de imagens de deuses afros, que é aceito por muitos. Por lei, o Brasil é um país laico, embora nunca tenha de fato cortado os laços oficiais com o catolicismo romano, o que irrita muitas pessoas. Adorar imagens é atraso espiritual, embora entenda-se que elas servem de ponto focal para as mentes do povo.

No Islão não há adoração de figuras de santos, que foi proibido por Maomé, como o foi também por Moisés. No Cristianismo, porém, quando os sacerdotes pagãos do Império Romano aderiram à política de Constantino I, levaram consigo a idéia do sincretismo politeísta com a mitologia greco-romana, implantando-se, assim, o embrião do catolicismo romano.

Mais tarde, em 1054, por causa da adoração descabida de imagens e outras questões teológicas, houve o chamado Cisma do Oriente, que foi a primeira grande cisão do Cristianismo, liderada pelo Patriarca de Constantinopla, com excomunhões mútuas, etc. Historicamente, os cristãos também lutaram entre si para impor suas crenças e aos povos bárbaros, fazendo muitas vítimas.

A Cruzada dos Albigenses (1209 a 1244) e a Guerra dos Hussitas, entre outras, são exemplos de intolerância religiosa dentro do cristianismo. Is para não falar da terrível Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício da Igreja Romana, de triste memória. Jan Huss, líder dos hussitas (que  reencarnaria depois como Allan Kardec), foi condenado a morrer vivo numa fogueira.

A Ordem dos Cavaleiros Templários foi dizimada pela ambição conjunta do papa romano e do rei de França, Filipe, o Belo. Seus tesouros foram saqueados e seus dois principais líderes foram condenados como hereges pelo Tribunal do Santo Ofício.  Tudo em nome de Jesus!

Os muçulmanos, também, tiveram cisões, mas, o que acontece é que ainda não passaram por uma reforma de base, a fim de entenderem melhor a sua fé. Tanto quanto Jesus, Maomé também usou símbolos para se comunicar com as tribos árabes arredias e belicosas. Usou , por exemplo, termos como 'jihad islâmica', que, concretamente, significa lutar não contra infiéis, mas contra o eu inferior do ser humano.  Falando para homens sensuais, prometeu um céu com 72 virgens de seios desnudos para quem se convertesse ao Islão.  

Islão quer dizer 'abandono à vontade de Deus' e, como doutrina, está inserido na quarta sentença do Pai Nosso ensinado por Jesus, justamente o centro da oração, que é constituída de sete partes:  "Seja feita a vossa vontade, assim na Terra como nos céus".

O principal pomo da discórdia que motivou o surgimento do Islamismo foi a paradoxal deificação de Jesus no 1º Concílio de Nicéia, presidido pelo próprio imperador Constantino Magno, um homem cruel e sensual.

Nizomar  

Olá a todas/os,

Eu escrevi que  muitos, talvez a maioria dos casos de homosexualismo são “desvios” cármicos, devido à impossibilidade de encarnações se passarem como planejado no mundo espiritual, por exemplo devido ao uso de anticoncepcionais. Parece-me que usar a denominação “aberração” como insiste o Nizomar, isto é, uma pessoa que é homosexual é uma “aberração”, é condená-la a não ser compreendida e tratada com carinho. Isso pode provocar danos psicológicos enormes na pessoa. Por favor, pense cada um dos leitores, se se considerasse a si próprio como uma aberração, como se sentiria?

Nizomar escreveu: “O Waldemar cita bastante Steiner. Quase como um ser infalível. Considero-o também um Espírito elevado, mas não infalível. E muitos dos seus ensinamentos não são bem compreendidos por seus seguidores.” Curioso, em outro tópico o Nadyr reclamou que eu citava pouco as minhas fontes... Cito o Steiner, e bem pouco, pois não quero dar ares de fazer proselitismo. Baseio-me nele em algumas coisas que escrevo pois considero-o o maior clarividente moderno, transmitindo suas pesquisas espirituais conscientes (e não mediúnicas!) de forma conceitual, para nossa compreensão. Com isso, ele construiu uma teoria espiritual que é a mais ampla e coerente que conheço – publicada em 350 volumes! Além disso, ela tem aplicações práticas de sucesso em muitos aspectos de nossa vida, como na pedagogia Waldorf; na medicina e terapias antroposóficas; na farmácia (aqui no Brasil, a Weleda e a Sirimim); na agricultura biodiâmica (muitos devem conhecer o rótulo de certificação IBD, do Instituto Biodiâmico, de produtos orgânicos e biodinâmicos); na arquitetura, na organização social, em novas artes etc. Isso tudo me dá muita confiança no que ele transmitiu.

Agora, Nizomar, vamos ser concretos. Por favor, cite “ensinamentos [do Steiner] não bem compreendidos por seus seguidores” como você escreveu.

Finalmente, Nizomar, você escreveu, com referência à passagem da mulher adúltera (João 8): “No entanto, um único indivíduo continuou segurando um seixo, julgando-se sem pecado. O Mestre agachou-se e, sem olhar para ele, escreveu no chão a palavra 'hipócrita'. Ele também se retirou.” A esse respeito tenha as seguintes considerações: 1. De onde você tirou isso? Não está no evangelho. Se for uma comunicação mediúnica, eu já disse aqui n vezes que esse tipo de transmissão não é confiável, e sempre cito o livro “Nosso Lar” do Chico Xavier como exemplo padrão (no caso, mistura do mundo espiritual com o mundo físico). 2. Nizomar, você não percebe a incoerência? Se o Cristo (e não o Jesus! Este era apenas a corporalidade onde tinha se incorporado a divindade Cristo no batismo no Jordão) tivesse chamado o cidadão de “hipócrita”, ele o teria julgado! Mas no caso da mulher ele mesmo diz “nem eu te condeno” (8:11), isto é, ele não a julgava. Por que iria então julgar o tal cidadão?

aaaaaaaaaaaaa, VWS.

Olá a todas/os,

Gostaria inicialmente de dar uma sugestão: ao responder uma postagem, copiar apenas o que vai ser comentado. Se se copia a postagem inteira, o texto fica grande e novas páginas são criadas para o tópico, dificultando o seguimento das postagens anteriores.

Orlando, você tem absoluta razão. Por exemplo, em Mat. 23:13-15 o Cristo chama de hipócritas os escribas e fariseus. Mas note que ele não está apontando para uma determinada pessoa, como foi contado no caso do acusador da mulher adúltera, fora do evangelho. No nosso caso, ele estava se referindo às classes dos escribas e fariseus. É uma crítica em abstrato.

Mas é preciso tomar muito cuidado ao interpretar os evangelhos. Por exemplo, o Cristo chama, em abstrato, certas pessoas de "raça de víboras" (Mat. 12:34). Rudolf Steiner deu a seguinte interpretação para essa frase: não era uma crítica; ele estava chamando a atenção para que certas pessoas eram “filhos da serpente”, representando a velha espiritualidade, baseada na clarividência atávica, que devia desaparecer (e da qual o mediunismo é um resquício), e que ele tinha vindo renovar e tornar consciente.

Voltando ao título deste tópico: deve haver liberdade de ofender. O que deve ser feito é ter serenidade frente à ofensa, não se deixar levar por ela, tentar compreender o porquê dela, e ajudar o ofensor a se corrigir. Mas se ele quiser continuar ofendendo, é sua opção. Ele que fale sozinho!

aaaaaaaa, VWS.

Caro Waldemar,

Que adianta eu citar fontes para você, se quando faço isso, não leva nada em consideração, só mesmo aquilo que afeta as suas convicções. V. continua criticando injustamente a obra "Nosso Lar", apenas porque não se enquadra em sua visão pessoal de espiritualidade. Já lhe falei sobre as analogias cabíveis entre os planos Astral e Físico, mas você não consegue concebê-las. Mas, como bem disse Eliphas Levi, tudo é analógico no Universo, guardando, é claro, os devidos condicionamentos dos meios. 

Discordo de sua análise restritiva sobre 'Nosso Lar', somente porque não consegue conceber a revelação. A vasta obra mediúnica de Francisco Cândido Xavier, com a elevada postura moral e espiritual, já é suficiente para falar por si mesma.  Concordo que o fenômeno mediúnico deva ser acompanhado de cautela, mas não descartado ou exprobrado como suspeito ou errôneo. 

Como V. não crê em contatos mediúnicos, dando a idéia de que mesmo quando embasados em método científico, pouco adianta lhe falar da vida astral, que demandaria referências analógicas com alguns cenários e organização do plano físico, porém que V. já demonstrou que não aceita.  

Entretanto, nos subplanos mais baixos, o Plano Astral guarda muita semelhança com o Físico, com a vida desenvolvendo-se, evidentemente, em outros aspectos. Porém, é possível encontrar paisagens, moradias, vias públicas, parques, meios de transporte e de comunicação que lembram os da crosta, mas com detalhes específicos do Plano, refinando-se e tornando-se mais difícil de descrever nos subplanos superiores.

Há também pântanos, rios, lagos, florestas escuras, bordéis, gente sinistra e cidades convulsionadas no astral inferior, que os espíritas chamam de Umbral, onde impera a mais grosseira brutalidade e sensualidade.

Não se deve menosprezar o admirável esforço do Espírito André Luiz para passar informações da cidade astral denominada 'Nosso Lar', localizada num plano intermediário, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, o que faz parte de um esquema de revelações da Hierarquia destinado especificamente ao povo brasileiro e à uma parte da humanidade.

O conceito de 'hipócrita' ao tempo de Jesus não tinha o mesmo impacto do de hoje, referindo-se mais à uma falsa devoção. Como V. fala do akasha, a memória da natureza, deve saber que existem outras fontes de informação que não somente os quatro evangelhos canônicos ou a simples literatura religiosa.  

Nos meios esotéricos sabe-se que o original do evangelho de Mateus, ao qual São Jerônimo teve acesso através dos rabinos em Jerusalém, era, sob muitos aspectos, tão diferente do atual sinótico, que o monge, prudentemente, preferiu arquivar do que considerar, a fim de não acirrar conflitos teológicos.

Uma boa tarde a todos.  

Caro Orlando, devo dizer que V. está certo e que, provavelmente, tem muita gente que o apoia silenciosamente. Basta ter um pouco de sensibilidade para perceber que uma anomalia psíquica não se justifica perante a Lei moral, embora possa ser explicada. O dever do homossexual é lutar contra suas tendências e não ceder a elas. Vi a foto ao lado das crianças famintas. O que tem uma coisa a ver com a outra?!

Não sei onde o Ronaldo quer chegar e o que quer provar em sua campanha para a aceitação do homossexualismo como coisa normal. É uma anomalia, quaiquer que sejam as suas razões, e merece ser reprovado. O mais incongruente, inclusive, foi terem pretendido os seus adeptos introduzir esses estímulos nas escolas públicas, sob o pretexto de combater a intolerância.

Tolerância não é aceitar o erro e julgar não é deixar de discernir. Para que o Mal triunfe na Terra, como disse Edmund Burke, basta que os homens de bem não façam nada. Enfim, os indiferentes não são aceitos nem no infeno! E quem cala, consente.

Um grande abraço.

Nizomar

Meu irmão, se você não sabe onde quero chegar, vou tentar, humildemente, lhe explicar.

A lei do livre arbítrio é sagrada, quando nós tentamos impedir alguém de exercitar esse direito, por qualquer que seja a razão, estamos nós infringindo essa lei, que é divina; apenas a Deus compete julgar suas leis. Leis humana, julga o homem; lei de Deus, julga Deus.

Em momento algum, peço que releia meu texto, mas que se despoje de qualquer "diploma legal", para que veja que não é o homossexualismo que defendo, mas o direito ao livre arbítrio, de quem quer que seja; de fazer o que bem entender com a sua sexualidade.

Meu irmão, não cabe a nós impedir que alguém seja evangélico; umbandista; muçulmano; ateu; alcoólatra; fumante, que se prostitua; que se case com pessoas do mesmo sexo; que traia o amigo; que seja desonesto; que seja um guloso...Enfim! Cada um que escolha seus caminhos e que se entenda com Deus. Ou acaso Deus lhe passou procuração para o representar?...

Assim sendo, meu irmão, pare de dizer o que os outros devem ou não fazer e procure você fazer o que considera ser o certo, porque evitar que os outros errem em nada diminuirá suas culpas.

De qualquer forma, você também é um ser beneficiado com a plenitude da livre escolha, por isso, não precisa fazer o que estou dizendo, faça o que bem achar que deve, porque isso não me interessa, o que me interessa mesmo é apenas o que eu faço. E não concedo a  ninguém o direito de dizer o que devo ou ão fazer.

Quanto a sua frase de  Edmund Burke, "Para que o Mal triunfe na Terra, como disse Edmund Burke, basta que os homens de bem não façam nada.", eu prefiro a frase do simples publicano: "Senhor, tem misericórdia de mim pecador."

Fique com Deus!


Nizomar Sampaio Barros disse:

Caro Orlando, devo dizer que V. está certo e que, provavelmente, tem muita gente que o apoia silenciosamente. Basta ter um pouco de sensibilidade para perceber que uma anomalia psíquica não se justifica perante a Lei moral, embora possa ser explicada. O dever do homossexual é lutar contra suas tendências e não ceder a elas. Vi a foto ao lado das crianças famintas. O que tem uma coisa a ver com a outra?!

Não sei onde o Ronaldo quer chegar e o que quer provar em sua campanha para a aceitação do homossexualismo como coisa normal. É uma anomalia, quaiquer que sejam as suas razões, e merece ser reprovado. O mais incongruente, inclusive, foi terem pretendido os seus adeptos introduzir esses estímulos nas escolas públicas, sob o pretexto de combater a intolerância.

Tolerância não é aceitar o erro e julgar não é deixar de discernir. Para que o Mal triunfe na Terra, como disse Edmund Burke, basta que os homens de bem não façam nada. Enfim, os indiferentes não são aceitos nem no infeno! E quem cala, consente.

Um grande abraço.

Nizomar

Que outro Nizomar, Orlando?! Não entendi o conceito, pois a minha linha filosófica e a ordenação do meu pensamento sempre foi a mesma. Será que V. não está me confundindo com outra pessoa?! 

Acho um desrespeito esses tipos de imagem, para que isso, tanta coisa há para se fazer nesse mundo, tanta criança passando fome, quantas pessoas de idade abandonadas, nossa fauna e nossa flora sendo devastadas por pessoas inescrupulosas, tanto há para se fazer no mundo para melhorar as condições de preservação do nosso planeta , porque esse desrespeito às religiões , afinal oque de mal há nelas , se todas só querem fazer do homem um ser humano melhor, Jesus , Moises, Maomé , e tantos outros só querem do mundo e para o ser humano o melhor, portanto vamos melhorar o mundo.

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