Eutanásia - Um ato de amor ou atentado às Leis de Deus?

    Algumas vezes, em nossas vidas, nos defrontamos com situações que muito exigem de nosso fortalecimento moral e que se confrontam com nossas convicções religiosas e pessoais...Como agir ao vermos um ente querido (um pai, um filho) preso a um leito, sofrendo dores atrozes, sem chance de restabelecimento? Seria errado pensarmos na eutanásia com o intuito de abreviar suas dores?

                                                                         

                                     

    Jack Kevorkian é mundialmente conhecido por sua luta para fazer do suicídio assistido um direito de todos. Médico patologista aposentado que inventou a “máquina do suicídio”, ele deu apoio a mais de 130 doentes terminais dos Estados Unidos para pôr um fim nas suas vidas com a eutanásia, ganhando o epíteto de Dr. Morte.Sua crença era de que as pessoas tinham o direito de evitar uma morte sofrida e demorada e terminar suas vidas com a ajuda de um médico que lhe assegurasse uma morte tranquila.

 

 

    E para nós, espíritas, como encarar a eutanásia? Pode ser justificável?

 

 

 

                                                     

Tags: eutanásia

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Respostas a este tópico

Isa, obrigado pela resposta rápida... bem que Inácio disse que vc é rápida no gatilho...rsrsrs

Mas vamos lá. Essa passagem que vc trouxe, do LE, é fantástica! É uma das que mais gosto.

No livro Eustáquio, o personagem principal (Eustáquio), está em uma encarnação em que está velho, doente, sozinho e abandonado. Então, cheio de pena de si mesmo, e deseperança, dá fim à própria vida. Ao regressar ao mundo dos espíritos, sofreu por muito tempo, amargurando o gesto impensado. Quando finalmente pôde ser resgatado da região umbralina em que se encontrava, foi recebido por um instrutor, que lhe mostrou que poderia ter evitado todo aquele sofrimento se tivesse tido a paciência de esperar só ...mais quatro meses!

Com isso quero dizer que os desígnios de Deus são insondáveis para nós, mas atendem às nossas necessidades de crescimento e também de "limpeza" de nosso perispírito. Tudo tem seu tempo, e o sofrimento que vivenciamos na carne, nos poupa muitas lágrimas de arrependimento no mundo espiritual...

Obrigado, amiga, e um ótimo domingo procê também!

 

 

Aproveito para incrementar a pergunta:

 

Do ponto de vista espiritual, temos o direito a interromper uma reencarnação ?

 

Não estaríamos interferindo em uma situação que pode ser de prova para o espírito e para a família ?

 

Não seria esse ato um assassinato ?

Olá, Henrique e leitores,

Do ponto de vista da Antroposofia, não é válido se cometer eutanásia, e nem suicídio. Nós não temos conhecimento suficiente para decidir se uma pessoa ou nós mesmos devemos morrer. Se estamos vivos, é por que isso é necessário. Por outro lado, a medicina muitas vezes não deixa uma pessoa morrer em paz.

Minha esposa, que é médica antroposófica há 40 anos, tem uma frase: é missão da medicina prolongar a vida, mas não a morte. Meu sogro estava com falência múltipla de órgãos, e minha esposa percebeu, pelos olhos desencontrados, que ele não tinha mais algumas funções neuronais essenciais funcionando. Aí ela pediu para se parar de dar medicamentos a ele. No dia seguinte, um médico assistente veio todo contente mostrar que um certo exame de laboratório tinha melhorado. Ela ficou muito brava, pois não tinham seguido seu pedido. O médico respondeu que eles já tinha conseguido manter uma pessoa naquele estado comatoso por 6 meses. Ela saiu correndo, foi falar com o médico chefe, e aí deixaram meu sogro morrer em paz.

Outro caso. Minha sogra estava com câncer terminal, mas fizemos questão de tirá-la do hospital para vir almoçar com toda a família; alguns dias depois ela faleceu. Aliás, ela teve uma morte belíssma, impressionante. Ela estava inconsciente, e tinha começado a respirar muito ruidosamente e fundo. O marido e todos os filhos estavam ao redor dela no hospital (minha esposa não deixou que a internassem na UTI, devido ao estado terminal), inclusive uma filha que tinha vindo do exterior, onde mora, e que participou do almoço. Aí minha esposa pediu para o pai dela ler uma oração para os mortos que Rudolf Steiner proferiu várias vezes ao fim de suas palestras durante a 1a. guerra mundial. Meu sogro começou a ler a oração, e a respiração de minha sogra foi se acalmando, acalmando, até parar.

Do ponto de vista espiritual antroposófico, não é lícito matar uma pessoa, e não é lícito impedi-la de morrer naturalmente.

Tanto o nascimento quanto a more têm um profundo significado espiritual. Se assim não fosse, a vida não teria sentido.

aaaaaaaaaaaaa, VWS.

Pessoal, estou gostando muito do que vcs falaram... Mas vamos lá:Realmente, Marcos, ninguém pode mensurar a dor e o desespero do outro. Entretanto, devemos agir de acordo com nossa consciência, da maneira pela qual vemos o certo e o errado. Se uma pessoa optou por se tornar espírita, ela deve ser coerente com os postulados da doutrina/religião. Não há como entender o conceito da vida no mundo espiritual, e não entender os porquês de alguém ter que passar meses, às vezes anos, preso aum leito, devastado pela dor constante...Ou se acredita, ou não. Em tudo há um propósito, a Lei é justa, e tudo que nos acontece, de bom ou mal, é fruto do que plantamos anteriormente. Ao se praticar a eutanásia (ou o suicídio assistido, como pregava o Dr. Morte), estaríamos jogando fora uma oportunidade de aprendizado. que provavelmente teremos que retomar, um dia, e quem sabe, de forma pior?

"Digo-te que dali não sairás enquanto não tiveres pago até o último ceitil" (Jesus)

"O Mestre reportava-se a resgates dolorosos, difíceis prestações de contas e consequências desastrosas de atos irrefletidos, quando assim falou.

Entretanto, essas mesmas palavras se aplicam também ao recebimento de verdadeiras recompensas pelos atos bons ...

Grande abraço a todos...

 

 

Oi DI! Bela discussão.

Tem outra abordagem que o Espiritismo propõe e que as pessoas não observam.

 

A eutanásia (e o suicídio assistido) é uma opção para aqueles que querem parar de sentir dor.

Mas qual é a garantia de que a dor vai cessar? O que nos garante que a morte cessa a dor?

Na verdade, estamos trocando o conhecido doloroso pelo desconhecido.

 

Aprendemos nas lides espíritas que a carne funciona como "mata-borrão".

Muitos espíritos que estão em grande sofrimento pedem para reencarnar porque sabem que a carne irá absorver sua dor e poderão controlar esta dor através do entorpecimento e das terapias.

É a solução para a figura clássica do Inferno, onde as almas são queimadas "eternamente" em grande sofrimento. Nessa visão, a carne é passagem para fora do Inferno.

Ao reencarnar, temos esse sofrimento drenado pela a matéria densa em forma de doenças, sequelas, depressões, esquizofrenias, pânicos, fogo selvagem, lepra, alergias, miopias (eu não vou cantar aqui a música dos Titãs, tenham calma) e passamos a nos limpar disso tudo.

 

Quando na Terra nos deparamos com uma dor absurda, começamos a considerar o conceito popular de que morrendo, a dor passará. Afinal, quem morreu, finalmente descansou.

Será? Quais as chances da dor PIORAR sem o amortecedor da carne?

 

Nesse ponto, concordo plenamente com a visão antroposófica exposta pelo Waldemar, onde o corpo tem que esgotar naturalmente sua energia vital e nos libertar na medida exata da sua possibilidade e da nossa necessidade.

 

Se somarmos ainda as descrições que os espíritos que nos trazem por psicografias, percebemos que a eutanásia é um grande tiro no pé.
Trocaremos uma dor terrível por uma dor que parecerá infinitamente terrível, visto que a doença não terá se esgotado, não teremos mais a carne para sedar e ainda nossa consciência nos acusará pelo suicídio, ato condenado por todas as religiões.

 

Abração.

vou iniciar minha opnião com alguns informes técnicos  , para depois falar espiritualmente 

 

Veja bem ,existe uma ciência que estuda a morte e o morrer, chama-se Tanatologia


nisto existem alguns conceitos básicos onde pessoas leigas generalizam tudo como eutanásia, são eles:


São palavras de origem grega, que têm os seguintes componentes:


EU = Bom, DIS = Mau estado, anomalia, ORTHO = Certo


AUTO = Por si só. TÁNATOS = Morte


Portanto:


Distanásia = Morte em más condições


Eutanásia = Morte boa


Autanásia = Morte ocorrendo por si mesma (sem interferências)


Ortotanásia = Morte certa, correta.


 
A Eutanásia pode-se apresentar como um suicídio assistido ou como um homicídio dito piedoso. O primeiro, quando realizada pelo próprio enfermo e o segundo quando a ação letal é perpetrada por outra pessoa. Eutanásia tem origem grega, eu significando boa e tánatos, morte. Portanto, seu significado etimológico é “boa morte”. Tomando apenas por este lado, pode-se perguntar: quem não deseja uma boa morte, para si mesmo e para as pessoas que  ama? 


Entretanto, a eutanásia é mais do que isso. É o ato deliberado e objetivo tomado para retirar a
vida de uma pessoa que está em grave possibilidade de um sofrimento intenso, ou já se encontra nele, em razão de alguma doença incurável. Portanto é uma ação direta e específica para tirar a vida de uma pessoa que, necessariamente não está fase terminal. E isso a caracteriza, indiscutivelmente, como suicídio ou homicídio, dependendo de quem foi o autor da ação letal.



Já a ortotanásia tem como significado etimológico “morte certa”, tanto podendo ser interpretada como a morte para cuja ocorrência já não se tem qualquer dúvida ou então a morte correta, aquela que ocorre  sem sofrimentos e com o paciente recebendo todo o conforto das pessoas que lhe são próximas. Sem dúvida é um termo ambíguo, mas com ele se quer definir a condição em que a morte do enfermo não será artificialmente prolongada, utilizando-se recursos extraordinários
da moderna tecnologia que, ao invés de proporcionar conforto e tranqüilidade, impõem ao enfermo aparelhos, tubos e medicações, muitas vezes repletos de efeitos colaterais, desconforto, dor e sofrimento.  Quando se detecta a inviabilidade terapêutica, suspendem-se aquelas que não lhe trazem benefícios genuínos, deixando que a morte ocorra pacífica e naturalmente.
Totalmente em oposição à eutanásia, na ortotanásia  não se toma qualquer medida para tirar a vida do enfermo.  


 E o fizemos porque o prefixo grego auto significa “por si mesmo”, sem a interferência de nada ou de ninguém. Assim, autanásia representa a humildade e a submissão da medicina à inexorabilidade da morte, deixando-a acontecer naturalmente, por si só, quando o resgate de uma vida digna se faz impossível. Não significa, de forma alguma, o abandono do paciente. Muito pelo
contrário, pois sua exigência maior é o cuidado genuíno do enfermo, proporcionando
permanente atenção às suas necessidades e alívio às suas dores ou sofrimentos.
Mas também não é afogá-lo em medidas terapêuticas heróicas que, não lhe trazendo nenhum benefício, trarão sim um sofrimento maior, além de falsas esperanças para a família que, assistindo a lentidão do processo tanático, irá acreditar que o enfermo está melhorando, inclusive evoluindo para a cura.
Somam-se a isso, os custos elevadíssimos de tais procedimentos, que espoliam a família ou os planos de saúde, sem trazer qualquer benefício senão para quem recebe tais proventos.
Isso posto, podemos afirmar que a autanásia – forma haplológica de autotanásia – é uma ação ética e moralmente correta, enquanto a eutanásia não, constituindo-se em indiscutível homicídio.
De outro lado estão os defensores da eutanásia, que o são, ou por um total desconhecimento da psicologia do enfermo terminal,  ou por serem visceralmente pragmáticos e sem uma perspectiva transcendental da vida, ou ainda pela incapacidade pessoal de lidar com as perdas e o sofrimento. 
O enfermo terminal vivencia, no decorrer de seu processo patológico, diversas fases psicológicas. Uma delas, como as demais superável por uma adequada assistência psicológica, é a raiva. Nela,  a uma extrema revolta pela doença que o acomete, soma-se a dor física mal tratada e, o que é pior, a dor emocional pelo abandono, pela falta de assistência, apoio e carinho de seus
familiares, quando isso acontece. Nessas condições, o enfermo só quer uma coisa:
a morte. Por isso pede a eutanásia.
A resposta não será, obviamente, conceder-lhe a morte rápida, mas os cuidados adequados, tanto para a dor física, hoje com possibilidades eficientes de alívio, quanto para o sofrimento emocional, através de uma assistência psicológica dada pela biotanatologia, para o enfermo e para seus familiares.
Uma vez suprido em suas necessidades de atenção, carinho e medicação sintomática – que constituem o que se chama de cuidados paliativos – o enfermo que antes solicitava a eutanásia, agora já não busca mais a morte. Esta é uma experiência que hoje já se encontra bastante sedimentada no mundo inteiro. 
Age-se como se faz com um aparelho que já não funciona bem, nem tem conserto:
joga-se no lixo. Mas o ser humano não é um aparelho, não é um boneco estragado, não é um objeto. 

A vida é um presente insubstituível e, mesmo com grandes limitações, ela é única e irrepetível.(mesmo pensando no processo  reencarnatótrio, cada vida será única, impar ) Isso é suficiente para defendê-la de modo incondicional, desde a concepção até o seu último alento. Sem cortá-la violentamente, mas também sem prolongá-la artificialmente.  


A eutanásia fere o valor fundamental da vida que é algo que não podemos criar do nada. Se não o podemos, também não podemos simplesmente suprimi-la. Esta interdição ética e moral com certeza se aplica a todas as formas de homicídio, sejam os explícitos, que a todo o momento vemos nos noticiários da mídia, como as formas dissimuladas, tais como a fome, a miséria, a falta de eficiente  atendimento médico-hospitalar pelo sistema governamental de saúde e tantas outras que, tal e qual balas perdidas, ceifam vidas, por vezes com requintes de verdadeira
crueldade.
Já a autanásia – ou ortotanásia é ética e moralmente válida, pois aceita o fluxo natural da vida, não induzindo nem  apressando a morte, mas também não a prolongando artificialmente. Apenas respeita a sua inexorabilidade quando todos os recursos razoáveis da medicina se esgotaram.


Acredito também que o amor é a fé são facas de 2 gumes: me explico:


Geralmente familiares não aceitam de forma alguma o estado irreverssivél do seu ente querido, acreditando que  a fé em Deus reverterá o destino já traçado,  isso fica bem explicito quando a familia nega a doação de órgão, por ver a pessoa respirando e seu coração batendo mesmo que 100% dependente de aparelhos e drogas em altas concentrações, pois em seu desespero também acredita que seria um ato de eutanásia, onde na verdade é total e completa falta de conhecimento e informação, onde talvéz seu ente querido fizesse a mais bela caridade de sua existência: salvar várias vidas ao mesmo tempo!


um abraço fraternal a todos

Bem, na minha opinião, eu acho que quando fazemos a Eutanásia, estamos interrompendo aquilo que a pessoa se propôs a resgatar!

Porque como sempre digo, antes de reencarnarmos, fazemos um tipo contrato, onde sabemos o que vamos passar e porque...

então uma segunda pessoa decidir por aquela que está espiando algo é complicado. Seria uma forma de cumplicidade!

Quem faz a Eutanásia, acho que também fica em débito e pagará mais tarde, aqui ou qdo reencarnar.

Eu não o faria... ajudaria a pessoa a resgatar, e assim poder partir para a nova jornada com seus compromissos cumpridos!

grande abraç0)

Leo

Jolena, obrigado pela contribuição! Adorei a "dissecação" dos termos... Facilita a compreensão. Já tinha ouvido esta referência da eutanásia-boa morte; É o que muitos defendem como morrer com dignidade. (isso, na verdade, é apenas uma exaltação ao orgulho, e/ou uma forma de disfarçar o medo da dor). E concordo, que muitos médicos possam até "explorar" esse desejo da família manter o doente vivo a qualquer custo...

É verdade que a dor de ver alguem querido se esvaindo em sofrimento é torturante... Mas acho que deveríamos tentar, mesmo com esforço, deixar a vida correr seu curso natural... Quando chegasse a hora, a pessoa iria, sem antecipar, ou tentar postergar...

Lidar com o emocional das pessoas é algo bastante complicado. Entretanto, nós, que temos uma visão espírita, devemos ir conversando com muito amor e carinho, com aqueles mais próximos, para que estes possam, ao menos, deixar as coisas fluirem de modo natural.

Brigadão!

Claudie  acho que não é questão de orgulho, o ser humano é altamente egoista, se apega demais a bens materiais onde dificulta e desapago da vida na hora de morrer , visto o número de desencarnados errantes pela terra,  e o não querer perder alguém querido mesmo que isso seja inevitavelmente melhor para ele, pensa-se apenas "  como vou viver sem  fulano" e não se pensa qual a qualidade de vida que essa pessoa possa estar tendo, devendo-se apenas pensar " seja o que Deu quiser, siga seu caminho e um dia nos reencontraremos", libertando a pessoa deste vinculo que a prende e todos sofrem, ocorrendo então o desencarne natural, com aceitação mutua e menor sofrimento para todos

Jolena, seu comentário foi simplesmente ESPETACULAR!

Vc é da área de saúde? Foi muito enriquecedor.

Os espíritos sempre nos avisam que uma das dificuldades humanas é a pobreza da lingua.

Há muitas palavras com significados dúbios e outras sem significados claros.

Vc dissecou a questão, como bem disse a Clô.

 

Um ponto que mexeu muito comigo: essa questão psicológica da morte, apontada por vc na etapa da raiva.

Não sou da área de saúde, mas me interesso.

Lembro de um episódio de House em que ele cita os 5 estágios da morte.

Pesquisando aqui na web, encontrei no site http://gballone.sites.uol.com.br/voce/morte1.html:

1-Negação e isolamento

2-Raiva

3-Barganha

4-Depressão

5-Aceitação

Se em um desses estágios, a pessoa começar a perceber o suicídio assistido como solução, isso será efeito daquele momento psicológico instável e não de uma visão naturalmente equilibrada da pessoa.

Seria isso?

 

Ouvi ainda uma discussão sobre a questão de "Quando desligar aparelhos?".

Um dos critérios que já ouvi falar é a chamada morte cerebral, que tem controvérsias dentro da classe médica. Sabe algo a respeito?

 

Um abração e desculpe te explorar.

Mas adoro quando encontro uma excelente fonte de conhecimento.

Parabéns.

concordo com vc em tudo... não podemos abreviar uma coisa que a pessoa escolheu pra si quando encarnou ...

abraç0)

Querida, concordo com vc nessa abordagem do egoísmo... Sempre se pensa:como vou viver sem fulano? Nesse ponto, o "agente" está sendo egoísta, pois está pensando naquilo que recebe na convivência com fulano, não importando como este está se "arrastando", preso a uma vida vegetativa... Quando eu falei em orgulho, foi na situação onde alguém faz a eutanásia, justificando sua atitude de que é para preservar a dignidade, como se a dor "diminuísse, humilhasse" as pessoas... Mas olhando por outro lado, mesmo neste caso temos o egoísmo, o de não suportarmos a dor do outro, e querermos acabar com o NOSSO sofrimento, dizendo que é o DO OUTRO.

Ampliou minha visão; Obrigadinho!!!

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