Eutanásia - Um ato de amor ou atentado às Leis de Deus?

    Algumas vezes, em nossas vidas, nos defrontamos com situações que muito exigem de nosso fortalecimento moral e que se confrontam com nossas convicções religiosas e pessoais...Como agir ao vermos um ente querido (um pai, um filho) preso a um leito, sofrendo dores atrozes, sem chance de restabelecimento? Seria errado pensarmos na eutanásia com o intuito de abreviar suas dores?

                                                                         

                                     

    Jack Kevorkian é mundialmente conhecido por sua luta para fazer do suicídio assistido um direito de todos. Médico patologista aposentado que inventou a “máquina do suicídio”, ele deu apoio a mais de 130 doentes terminais dos Estados Unidos para pôr um fim nas suas vidas com a eutanásia, ganhando o epíteto de Dr. Morte.Sua crença era de que as pessoas tinham o direito de evitar uma morte sofrida e demorada e terminar suas vidas com a ajuda de um médico que lhe assegurasse uma morte tranquila.

 

 

    E para nós, espíritas, como encarar a eutanásia? Pode ser justificável?

 

 

 

                                                     

Tags: eutanásia

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Sou totalmente contra!!!

Claro que não, mesmo porque qual a finalidade de abreviarmos o sofrimento na vida corpórea se o aumentamos no mundo espiritual com essa atitude?

O 5º MANDAMENTO DA LEI MAIOR É NÃO MATAR. ABREVIAR A MORTE,DE ALGUEM, É HOMICÍDIO.

A minha pergunta é quanto ao transplante ! Antes da descoberta do transplante de órgãos , as pessoas simplesmente morriam , pois não havia a solução do transplante, hoje toda pessoa que faz um transplante necessita medicação  anti rejeição até o fim de sua vida , e estes medicamentos muitas vezes levam a destruição do fígado , e surgem outras complicações, Então entra aqui o prolongamento da vida por meio artificial , como explicar isto : È correto prolongar a vida  com este mecanismo ?

Meu cunhado  fez transplante de RIM , e  veio a falecer de CIRROSE no fígado devido aos medicamentos  para anti rejeição  do transplante de RIM !

Obrigada Ass: Erika Hardt Stark

Olá a todas/os,

O nascimento e a morte natural não são acasos. Se o fossem a vida não teria sentido. Ambos são ações preparadas no mundo espiritual. Em particular, só o mundo espiritual pode saber se já chegou a hora da morte ou não. Conheço uma pessoa que dizia que sofria de dores terríveis (teve uma vida muito sofrida, com doenças de todo o tipo), e acabou cometendo suicídio assisitido na Suíça, onde isso é legal. Pois depois da morte dela descobriu-se um armário cheio de frascos de morfina, que ela comprava na farmácia para mitigar as pretensas dores -- e não a tomava.

Erika, somente um grande iniciado poderia saber se é chegada a hora de alguém morrer. Eu conheço apenas um deles, da época moderna, Rudolf Steiner; deve ter havido outros, mas eles não tiveram a capacidade dele de transmitir suas observações (obviamente não-mediúnicas, pois se o fossem não seriam confiáveis) de maneira conceitual, para nossa compreensão.

Portanto, Erika, temos que fazer todo o esforço para prolongar a vida, inclusive com transplante. Quem sabe o transplante faz parte do carma da pessoa? No entanto, não devemos prolongar a morte, como acontece às vezes na medicina, mantendo a "vida" de uma pessoa já em estado terminal, irrecuperável, por meio de aparelhos e drogas. A missão do médico deveria ser de prolongar a vida, e não a morte.

Seu cunhado, Erika, certamente viveu algum tempo depois do transplante do rim. Essas experiências podem ter sido fundamentais para a evolução dele. Infelizmente a medicina acadêmica nos trata em geral como máquinas mortas: conserta uma engrenagem, mas com isso muitas vezes prejudica outras. A medicina, em grande parte, virou uma oficina mecânica médica. Eu mesmo tive várias vezes essa experiência -- mas tenho que reconhecer que, apesar de a medicina muitas vezes não curar, e simplesmente cortar, substituir órgãos e tecidos por peças artificiais ou naturais (caso dos transplantes), ela tem tido resultados excepcionais. Se não fosse essa oficina mecânica médica eu não estaria escrevendo estas linhas (tenho 5 stents instalados).

aaaaaaaaaaaaaa, VWS.

Bom dia e obrigada a todos pelo conhecimento compartilhado!!! 

Gostaria de colocar a seguinte situação: paciente sem possibilidade de recuperação, acamado e entubado há 7 anos, sem previsão de tempo de vida, contudo extremamente apegado a vida e a sua esposa que cuida dele. O apego é mútuo e, aparenta, a todos que os cercam, como "doentio" pois a única comunicação que existe entre o paciente e o mundo é o movimento ocular. A esposa mantém para todos, um casamento normal, age de todas as formas para sustentar a imagem de casamento, não assume sua vida e justifica que se motiva a dar tudo que é preciso, procedimentos ainda em testes, pela garra do marido em continuar vivendo. A esposa tem crises, algumas vezes se sente dividida pois se envolveu emocionalmente com outro companheiro mas jamais considerou em compartilhar os cuidados com a familia do marido ou manter os cuidados de outra forma que pudesse permitir a ela arcar com as responsabilidades da própria vida.

Não é uma forma de obsessão? Fuga? Por outro lado, o apego a vida pode ser mensurado? Isso é amor? O que se considera "saudável"?

Sinceramente, eu fico muito dividida em como entender uma situação dessas. Como ajudar  essa esposa? Aliás, é passível de ajuda? Não sei... Admirável e inquestionável a dedicação dela. Comovente, mesmo, ver esse resgate mas até onde entender como resgate? E o novo companheiro dela? Que relação é essa? Resgate? Parece que ele aceita essa forma de vivência.

Desculpem, mas a questão discutida aqui me remeteu a essa situação.

Mais uma vez, obrigada a todos.



Maria Beatriz Oliveira Troise disse:

Bom dia e obrigada a todos pelo conhecimento compartilhado!!! 

Gostaria de colocar a seguinte situação: paciente sem possibilidade de recuperação, acamado e entubado há 7 anos, sem previsão de tempo de vida, contudo extremamente apegado a vida e a sua esposa que cuida dele. O apego é mútuo e, aparenta, a todos que os cercam, como "doentio" pois a única comunicação que existe entre o paciente e o mundo é o movimento ocular. A esposa mantém para todos, um casamento normal, age de todas as formas para sustentar a imagem de casamento, não assume sua vida e justifica que se motiva a dar tudo que é preciso, procedimentos ainda em testes, pela garra do marido em continuar vivendo. A esposa tem crises, algumas vezes se sente dividida pois se envolveu emocionalmente com outro companheiro mas jamais considerou em compartilhar os cuidados com a familia do marido ou manter os cuidados de outra forma que pudesse permitir a ela arcar com as responsabilidades da própria vida.

Não é uma forma de obsessão? Fuga? Por outro lado, o apego a vida pode ser mensurado? Isso é amor? O que se considera "saudável"?

Sinceramente, eu fico muito dividida em como entender uma situação dessas. Como ajudar  essa esposa? Aliás, é passível de ajuda? Não sei... Admirável e inquestionável a dedicação dela. Comovente, mesmo, ver esse resgate mas até onde entender como resgate? E o novo companheiro dela? Que relação é essa? Resgate? Parece que ele aceita essa forma de vivência.

Desculpem, mas a questão discutida aqui me remeteu a essa situação.

Mais uma vez, obrigada a todos.

Maria Beatriz,

A questão que vc colocou é muito delicada.O apego excessivo pode ser por uma causa, ou por um somatório de circunstâncias. A questão é: É saudável??O comportamento é de zelo natural ou apego doentio?

Como ajudar? O primeiro e mais eficaz remédio, sempre é a oração. Devemos orar no sentido de fazer  com que os envolvidos possam se reequilibrar emocionalmente;para que a melhora ou desenlace aconteça na medida do que for mais proveitoso em termos de aprendizado para ambos;

A vida na carne, não nos é oferecida a esmo. Tem um propósito. Uma doença prolongada, tem razões de ser que desconhecemos, mas sempre são planejadas para nosso crescimento e aprendizado.

Outra maneira de ajudar, é oferecendo literatura que esclareça, que possa trazer compreensão e tranquilidade sobre esse momento difícil que atravessam...

Entender o porquê, compreender que o maior propósito da provação é crescimento e consequente libertação, vai aos poucos trazendo paz à alma...

Enfim, é uma boa maneira pra iniciar um amparo...

Um abração!

ESPÍRITA QUE É ESPIRITA, SABE QUE A MORTE NÃO EXISTE! QUE DEUS É JUSTO, SOFREMOS, PORQUE MERECEMOS, E TUDO NÃO PASSA DE LIÇÕES A APRENDER; RETIRAR A PESSOA DA  POSSIBILIDADE DE EVOLUIR E SER MAIS FELIZ NO FUTURO, ISSO SIM , É CRIME!

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