Eu e os espíritos: Quando eu era criança eu via coisas...

Olá !

Achei bacana esta comunidade, resolvi participar. Tenho várias histórias que aconteceram comigo, resolvi contar pra vocês, pode ser que alguém aí tenha um caso parecido...

Então. A primeira história se passa em meados de 1981, quando eu tinha uns 5 anos de idade. Meus pais moravam numa casa grande, que deve ter sido uma vila anteriormente, pois tinha no quintal uma fileira de quartinhos, todos vazios.

Eu tinha irmãos por parte de mãe, filhos de outro pai, todos mais velhos, que até moravam lá, mas eu quase não via, viviam brincando na rua com os amigos.

Minha compania era a babá, uma senhora muito velhinha, e um cachorro pastor alemão que cresceu junto comigo.

Eu passava os dias no quintal com o cachorro, vendo tv, ou subindo nas árvores do quintal. Não me lembro de ir pra escola, acho que ainda não ia nessa idade. Me acostumei a ser assim, sozinha e de poucas palavras.

Foi então que eu comecei a ver um menino, do meu tamanho, que passava as tardes comigo brincando no quintal. A babá fazia pouco caso, ou dizia algo como "olha essa menina maluca falando sozinha"... Eu nem ligava, podiam me xingar, mas pelo menos eu tinha alguém com quem brincar.

Os anos foram passando, eu continuava a conversar com o garoto. Eu passei a ver luzes em volta de algumas pessoas, parecia uma aura brilhando em tons dourados.

Um belo dia, estava eu brincando no único quartinho do quintal, que usavam para guardar ferramentas. Tinha uma estante de madeira grande, cheia de coisas nas prateleiras, martelos, peças, lixadeiras, muita tralha. A babá estava com a cadeira na porta desse quarto, meia que dormindo, enquanto eu estava ali na porta brincando sozinha.

No meio da brincadeira, eu cismei que queria um martelo. Resolvi entrar no quarto, e escalar a estante pra pegar o martelo que estava lá no alto. Fui subindo, e quando eu estiquei o braço pra pegar a porta do martelo que era o que eu conseguia ver, uma voz grossa e assustadora ecoou pelo quarto gritando "LAAAARGA ISSOOO ! ".

Eu me assustei, caí lá embaixo, e a babá acordou assustada com o grito da voz, que ela também ouviu. A velhinha arregalou os olhos e saiu correndo apavorada gritando pra dentro de casa chamando todo mundo, dizendo que tinha um homem no quarto da bagunça!

Eu comecei a procurar o tal homem no quarto, atrás do armário, embaixo, em cima. Não achei ninguém. Aí chegaram as pessoas que estavam em casa, foram também procurar o tal homem, aí olharam pra mim e perguntaram: o que você estava fazendo aqui dentro? Eu falei - queria pegar o martelo ali - apontando. Aí que os adultos ficaram surpresos, e disseram que se eu puxasse o martelo, ia cair em cima de mim uma lixadeira muito pesada que tinha em cima, e eu ia me machucar seriamente.

A partir daquele dia, eles continuaram a me chamar de maluca, mas ficaram pensando que talvez eu realmente ficasse falando com alguém...

Depois o garoto disse pra mim que era ele que tinha feito a voz, que fez assim pra eu me assustar, porque senão eu ia me machucar sério naquela hora.

Uma vez eu perguntei pra ele se ele morava ali. Ele me disse que morreu enquanto criança na casa, e estava ali preso, não podia ir embora dali. Nem questionei, criança não se aprofunda muito nas perguntas, né.

O tempo foi passando, até que uns anos depois, o garoto disse pra mim assim "quando voce fizer 7 anos você não vai mais me ver". Eu perguntei porque, ele disse que depois eu saberia. Também não questionei, fiquei bastante chateada, mas não tinha noção que ia perder o amigo.

Um dia, descobri que venderam a casa, faltando um mês pro meu aniversário, e nos mudamos dali. Chegando na casa nova, passou uma semana, foi quando eu me dei conta, do que o garoto tinha me dito tinha acontecido. Ia ser meu aniversário, e ele não estava mais aparecendo pra mim. Nossa eu chamei muito, fiquei tão triste, mas ele não vinha.

Resolvi ir na piscina do condominio, era um dia nublado, meio frio, não tinha ninguém lá. O guardião estava em algum lugar lá no outro prédio...Pulei o portãozinho da piscina que estava trancado, e me sentei em frente à piscina. Sozinha, pensando que o garoto tinha me abandonado mesmo.
De repente ele apareceu ali pra mim, sentou do meu lado, e me explicou:

"Olha, eu não posso mais brincar com voce, estou preso à casa, preciso ficar lá. Pare de me chamar, eu não virei mais aqui....". Nisso, vem descendo a rampa do outro lado o guardião da piscina. E ecoa uma voz grossa assustadora "VAI EMBOOOORA". Gente, o guardião arregalou os olhos e saiu correndo pelo mesmo caminho que veio, subiu a rampa correndo e sumiu!! Eu olhei pro garoto, ele deu uma risada, eu ri, mas fiquei com pena do guardião. Então o garoto continuou "disse que eu precisava ficar sem ele naquele momento, e que dessa vez ele não viria mais, nunca mais". Eu chorei, mas entendi, que era preciso, sabe-se lá por qual motivo.

Então, depois desse dia, o guardião passou a me tratar sempre meio ressabiado, e eu nunca mais vi o garoto. Já tive vontade de voltar à casa que existe até hoje, mas penso que não me deixariam entrar...Ou a historia deixaria os moradores assustados..

Essa é a primeira história. Depois conto mais.


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Respostas a este tópico

Olá Luciana, eu li a tua mensagem e compreendo como te devas sentir.

Eu também passei por uma situação parecida.

Sim... Mas até hoje eu não entendo, porque isso acontecia comigo. Eu já tinha meus problemas, e com 5 anos ainda tinha que ficar ouvindo "olha lá a menina louca falando sozinha". Tive que crescer uma pessoa muito centrada para não ficar complexada pelo julgamento das pessoas.

Eu me lembro com todos os detalhes, porque eu nunca esqueci, aquele foi o meu primeiro amigo, e o único durante muitos anos. Tinha o cachorro também, mas ele não falava meu idioma, ainda que ele tentasse muito se comunicar, era um animal bem expressivo até, mas é diferente do que ter alguém com quem conversar. No outro dia, eu vi a foto da casa, ainda está lá igualzinha, do mesmo jeito, só um pouco mal cuidada.

Fico pensando, se eu voltasse lá, será que ainda veria o meu amigo de novo, já que ele dizia que era preso à casa? Seria bacana, depois de tanto tempo, se eu pudesse agradecer por ele ter me estado ao meu lado, numa época que eu era muito sozinha.

Felizmente essa entidade tem um bom sentimento de amizade contigo e quis te proteger. Enquanto as entidades forem boas, pede para que te protejam. Eu tive o previlégio de ver várias entidades, algumas delas eram boas, outras apenas curiosas, mas infelizmente conheci algumas entidades más que me prejudicaram. Infelizmente os meus pais nunca acreditaram, na familia fui o unico a presenciar factos destes, mas raramente falo deste assunto com outras pessoas. Mas é sempre bom poder partilhar esses acontecimentos com quem já os viveu.

Oi Luciana, li a mensagem que vc escreveu. E queria relatar que tenho uma filha de 6 anos, que de uns dias pra cá ela vem dizendo que tem visto espíritos. Ela me disse que estava deitada no sofá, quando viu uma cabeça atrás do sofá, era de uma criança, que dps saiu detrás do sofá e foi em direção ao quarto e dps sumiu. Eu não sei se ela está sendo sugestionada por mim mesma, que muitas vezes vejo vultos, e às vezes ela ouve eu contar sobre minhas experiências vividas, pois desde criança via espiritos, etc, ou realmente ela está vendo espiritos, e diz tb ter um amigo invisível, não reforço isso nela, pq sei que muitas pessoas que não conhecem os fenomenos paranormais, vê isso como loucura, mas ultimamente ela fica só falando em espiritos, querendo ver o quadro que está passando no fantástico, que fala sobre espiritos, e eu pergunto se ela não tem medo, e ela me diz que não. Bom vamos ver no que vai dar, rsrs. Bjs Val

É dificil voce saber né, pra todo mundo eu ficava basicamente falando sozinha, entao as pessoas achavam esquisito. Mas eu via nitidamente uma pessoa do meu tamanho, em cores e ao vivo, que conversava comigo, durante anos.

E depois me aconteceuram diversos eventos paranormais, que depois lendo livros, eu fui saber que se voce praticar certas coisas, isso vai ficando mais desenvolvido, o que aconteceu comigo, mas eu era muito  nova ainda e as coisas saíram do controle.

Quando adolescente eu já estava acertando as cartas baralho zenner coisa de 80%, já via como estavam vestidas as pessoas do outro lado do telefone, via eventos futuros com alguns minutos de antecedencia, previa morte de pessoas conhecidas para o dia seguinte ( em sonhos ).

Por exemplo, já previ morte de uma cachorra minha que eu passei meses adestrando, fiquei muito ligada à ela, sempre era eu que levava pra passear. Antes de chegar na rua demorava uns 10 minutos pra sair do condominio, atravessar a garagem que era comprida, e logo ao sair do predio tinha uma rua de carros muito movimentada. A cachorra tinha que saber guiar, porque era desesperada pra sair, ia puxando a coleira afobada, só eu sabia lidar com ela na rua. Entao, um dia, eu nao acordei cedo pra levar a cachorra, e minha mae que nunca levou a cachorra na rua, resolveu ela mesma levar. Em sonho, eu vi tudo, ela pegando a cachorra pra por a coleira, atravessando a garagem, a cachorra puxando, a coleira arrebentando, a cachorra correndo direto em direcao aos carros, sendo atropelada,  a minha mae chorando com a cachorra nos braços. Nisso eu acordei no susto! Levantei correndo, eram umas 7 horas da manhã, corri pra porta da rua, eu ia descer correndo, sabia que meus sonhos eram minutos antes, eu podia impedir! Coloquei a mão na porta, e, nisso chega a minha mãe chorando. Me doeu tanto, dessa vez a previsão foi em tempo real, eu não pude fazer nada pra impedir.


Outro acontecimento foi quando eu ia pra regiao dos lagos, de onibus, eram 5 da tarde, fazia um por do sol bonito. Todo mundo estava dormindo nas cadeiras, estava na metade da viagem ainda... Eu estava atrás do vidro do motorista, via tudo na estrada, e nessa hora nao passava uma viva alma, só as vacas no pasto, nem carros indo e vindo, não tinha. Eu cochilei por alguns minutos, sonhei que o motorista estava dirigindo e todo mundo dormindo. De repente aparece do nada um mendingo com uma garrafa na mao, cambaleando em frente ao onibus, o motorista freia, e todo mundo é jogado pra frente. Nessa hora eu me agarrei no braço do onibus, e acordei ! Segundos depois, surge um cara do nada na frente do onibus, o motorista freiou bruscamente, eu ainda me agarrava ao braço do onibus, e o resto das pessoas todas acordaram no susto jogadas pra frente. Eu fui a unica que assisti à cena, e estava me segurando. Se nao fosse isso, eu teria voado com a cara no vidro do motorista, e me cortado toda. Depois do susto, o motorista xingou bastante, e eu olhei em volta, todo mundo assustado. E eu comecei a rir da situacao, sozinha, virei a maluca da frente, dando gargalhadas, e os outros ficaram sem entender nada.

Ah tem muitos casos, depois eu conto mais : )

Quando estava nesse estagio, eu tinha uns 14 anos e resolvi bloquear, pedi para deixar de ver tudo, deixar de ouvir tudo, não suportava mais. Se eu ficasse muito tempo perto de uma pessoa, começava a ouvir seus pensamentos, seus murmurios, seus problemas, e o que mais me incomodava era ouvir suas falsidades, do tipo que riam pra mim, e por dentro me maldiziam.

Acabei virando um pára-raio, e não aguentei a pressão.

Dizem que nos anos 80 começou a aparecer uma geração de crianças indigo, com finalidade de tornarem o mundo um local melhor.

São entidades bastante evoluidas e acabam por reencarnar em corpos humanos para que possam praticar neste mundo os seus ensinamentos. Essas crianças indigo têm caracteristicas mediunicas, mas existem também as crianças cristal que são mais evoluidas. Ambos os tipos de crianças possuem caracter especial, poderás ver neste site e ver se coincidem com o que sentes http://www.fontedeluz.com/?ver=2&id=700

Uma pessoa também ela indigo disse-me que eu também o sou... eu acredito que tu também o possas ser Luciana.

Bjs

Bom dia Luciana, eu falei da minha filha, mas tb já passei por muitas experiências que pra muitas pessoas são surreias. Desde pequena eu via espiritos, óbvio que não como vc, rsrs, seus relatos são impressionantes. Até uns 15 anos de idade, as coisas aconteciam mais em sonhos, eu previa sempre que ia morrer alguém, por causa de sonhos que eu tinha. Mas quando eu tinha 17 anos aconteceu algo inusitado, vou te contar:  tenho um irmão que é 1 ano e 2 meses mais velho que eu, minha mãe dizia sempre que nós éramos inseparaveis desde pequenos, lembro de algumas coisas que fazíamos juntos, mas ela dizia que onde um estava o outro estava do lado. Nesse dia especifico, tinha uma festa pra írmos, ele desde de manhã ficou me atormentando dizendo que seria legal, que eu podia ir com eles, eu tinha recebido uma amiga em casa durante a tarde, falamos a tarde toda do único irmão que ela teve e que morreu na praia atingido por um raio, por volta das 19 hs ela foi embora, eu a levei ao ponto de ônibus e voltei com outra amiga pra casa, quando cheguei no portão da minha casa eu fiquei com muito de medo de entrar na casa, achei aquilo muito estranho, nesse momento meu irmão já arrumado veio me perguntar se eu não estava pronta, disse que eu não iria mais, por que estava me sentindo estranha, ele insistiu muito, inclusive eu já tinha até separado um vestido e estava sobre a cama. Depois de muitas tentativas ele foi pra tal festa, acompanhado de um outro irmão nosso, mais velho, e de 4 amigos. Em casa me sentia muito mal, acreditava que aquela sensação de medo e angustia era por causa das conversas que tinha tido durante a tarde, a respeito do irmão da minha amiga. Meu pai estava indo pra sorocaba, encontrar com meu tio num sítio que tínhamos lá, minha mãe estava no quarto arrumando umas roupas pra ele passar a noite, quando ela me pediu que eu fosse até a cozinha e pegasse uma sacola, para acessar a cozinha tínhamos que passar por um corredor, onde haviam mais dois quarto e uma porta que dava pra área de serviço, quando eu estava passando pela porta, meu pai abriu-a para alguém entrar, daí eu olhei pra ver quem estava chegando e o que eu vi eu nunca mais esquecerei, nitidamente eu vi um esqueleto, eu só lembro que gritei e virei o rosto e agarrei o meu pai, ele ficou assustado e me perguntou o que eu tinha, por que eu havia gritado daquele jeito, eu só falava que tinha uma caveira na porta, ele riu muito e disse que era o meu outro tio que iria com ele pra sorocaba, foi quando eu voltei a olhar pra porta e vi que realmente era meu tio, pedi desculpas e fui pegar a sacola pra minha mãe, mas sempre com aquele medo e angustia. Do nada comecei a sentir uma forte dor nas costas na altura da cintura, era uma dor que eu não conseguia controlar, minha mãe após a saída do meu pai e do meu tio, me deu um comprimido dizendo que talvez fosse cólica de rins, me deu boa noite, e eu ainda disse pra ela dormir em paz, pois meus irmãos não voltariam cedo, que não era pra ela se preocupar. Deitei e logo dormir, sonhei com o meu irmão, que haviam muitos rapazes do lado, e que um deles mexiam comigo e ele dizia pra que eles me deixassem em paz. Eu estava sonhando mas conseguia ouvir barulhos na minha janela, e alguém me chamando, despertei e vi que realmente alguém batia na janela, perguntei quem era, e meu irmão mais velho que havia ido com esse meu irmão que é inseparavel, me disse pra abrir o portão pra eles por que o meu irmão inseparavel havia sido baleado, eu devo ter gritado, poruqe quando fui sair do meu quarto minha mãe já estava em pé na frente da porta, abrimos o portão e lá estava meu irmão transfigurado, branco como um papel, chamamos o socorro pra ele, e graças a Deus ele ficou bem, o mais engraçado é que o tiro foi na mesma região que eu estava sentindo dores, tanto que a bala ainda está alojada no corpo dele, os médicos ficaram com receio de tirar, pois ela ficou entre a bexiga e a coluna. O que aconteceu é que a festa não foi tão bacana como ele achava que seria. Ele sempre foi muito bonito, na época as pessoas diziam que ele era a cara do Paulo Ricardo, que fazia o maior sucesso, haviam algumas meninas na festa que ficaram paquerando ele, mas os rapazes da festa não gostaram e então quiseram partir pra briga, eles acharam melhor irem embora, para não brigarem, s[ó que já era muito tarde não havia mais metro pra voltarem pra casa, decidiram então pegar um ônibus que circulava a noite toda, era complicado por que eles tinham que andar muito pra chegar em casa, mas decidiram irem assim mesmo, quando desceram do ônibus e seguiram a pé pra casa, havia num determinado ponto da rua, uma roda de rapazes, eles inclusive ficaram apreensivos, mas tinham que passar por perto deles, quando eles foram chegando perto, todos os rapazes se viraram e anunciaram o assalto, roubaram correntes de ouro, relógios, dinheiro e até um tênis de um dos amigos do meu irmão, daí mandaram eles correrem e não olharem para trás, mas nisso caiu no chão o documento de reservista do meu irmão, ele voltou pra pegar, foi quando eles dispararam o tiro que o atingiu. Sei que todo o pavor , o medo, a angustia que eu senti, foi pra que eu não fosse a essa festa, talvez a coisa seria ainda mais grave, já que eu teria que passar por tudo o que eles passaram, a dor que senti, foi a mesma dor que ele sentiu com o tiro, enfim, essa foi uma das muitas coisas que aconteceram comigo...qualquer dia conto mais, rsrs. bjs

Nossa agora eu to impressionada!  Li este texto sobre crianças indigo e cristais. No texto estão falando de mim!  Eu nasci em 76. Todas as coisas batem !

Eu sempre tive problema de DDA, Deficit de Atencao, e sofri a vida inteira por não aceitar as injustiças, as pessoas que mentem. Quando pequena eu queria ser da sociedade protetora dos animais, porque só neles eu encontrava sinceridade. Essa coisa dos adultos de terem que mentir, manipular, inventar. Eu nunca entendi porque a gente não pode falar sempre a verdade. E por eu ser assim, isso já me custou muita coisa, muitas pessoas já me passaram a perna, roubaram bens, até pessoas da propria familia, ja sofri coisas horríveis.

Na escola eu era sempre primeira aluna, enquanto o professor estava explicando, eu estava resumindo todo o assunto. Eu era a enciclopedia da sala, ou a fonte do caderno emprestado. Eu absorvia informacao numa velocidade impressionante. E ao mesmo tempo, tenho dificuldades com coisas que envolvem lógica e concentração. Minha cabeça está sempre a mil por hora, pensando em duzentos assuntos ao mesmo tempo, e tudo me distrai.

No ambiente escolar eu passei todos os anos sozinha, nao me ajustava com as outras criancas, elas me isolavam do meio delas e crianças podem ser muito cruéis as vezes. Nas aulas de esportes, eu nao jogava nada, porque as criancas nunca me queriam no time, eu nunca sabia as regras dos jogos. Era sempre eles lá e eu sentada no banco olhando. Depois também eu nao fui com os adolescentes pras baladas, ninguem me chamava pra festas, já que eu não bebo, não fumo e não uso drogas, e nunca tive vontade de testar nada disso. Mesmo que todos na minha casa fumassem o dia inteiro pela casa. Nem café eu tomo. Eu sempre achei errado ser viciado em coisas, uma pessoa não precisa e um vicio pra viver, nunca aceitei. Entao se a sociedade me isolou, eu me recolhi no meu cantinho e fui vivendo..

Ao mesmo tempo, eu tenho uma paciência enorme, cresci numa familia que vivia brigando e criando intrigas o tempo inteiro a minha volta, e eu consegui abstrair tudo, ser uma pessoa íntegra, e buscar a verdade das pessoas, a justiça, a moralidade, as coisas erradas, sempre me incomodaram, nunca aceitei ter que dizer uma mentirinha branca que fosse, mesmo quando era muito pequena. Fui uma criança que nunca apanhou porque nunca cometi sequer um unico delito em causa propria. As pessoas a quem conto isso não acreditam de tão surreal que é isso pra eles.

E me incomoda tanto a desigualdade do mundo como está hoje, uns com muita riqueza, outros passando fome, me corta o coração, o mundo pra mim tá todo errado, as pessoas estão destruindo o planeta, extinguindo raças inteiras de animais, e tudo parece estar mesmo caminhando para um fim.

Eu ja fui ver como sao as reunioes, ouvi alguns ensinamentos, mas todos pareceram muito obvios, é como ir de novo na aula de uma matéria que eu ja aprendi. Ainda nao me sinto movida a ir, talvez um dia isso amadureça pra mim..

Luciana, boa noite

Mais chato para uma criança que não tem idéia do que é isso é sentir fisicamente a presença do que você não entende, e que os pais chamam de pesadelo, mas você não sabe, mas sabe não sei como  não é... que seja , e depois muitos anos depois, você sente claramente (e mais assustador ainda) que outras coisas existem, não tem como negar, estou procurando me aprimorar, ou aprender mais, abraço!

É.. As pessoas preferem ignorar aquilo quem nao podem ver ou nao entendem. Eu também seria muito cética, só tenho certeza que existem mais coisas além do céu e da terra, porque eu vi por mim mesma. Senão eu também nao acreditaria se me contassem...

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