Como orientar os nossos jovens e adolescentes sobre os valores da vida ?

 

 

Recebi este artigo da Clinica Terapêutiva Viva e venho somar forças com a discussão aberta sobre o Aborto.

 

 

Alcoolismo infantil e juvenil

 

"O problema do alcoolismo é um grande tabu, mas quando se trata de crianças e adolescentes, a situação é mais complicada e delicada ainda. O assunto é um problema social e deve ser debatido por todos os membros de uma sociedade.

     Embora seja notável e comprovado que os casos de alcoolismo infantil e juvenil ocorrem, em sua grande maioria, através da influência de amigos, é necessário um alerta para o ambiente familiar que também pode ser o vilão e fazer com que crianças se interessem pela droga.

     Uma pesquisa realizada em todo o Estado de São Paulo mostrou que metade dos estudantes entre 10 e 12 anos já fez uso de bebidas alcoólicas e, na grande maioria, com apoio ou exemplo dos pais. A família precisa ficar atenta como a bebida é apresentada aos filhos, muitos pais oferecem bebida (dedo na espuma da cerveja) aos filhos que acham isso algo normal e interessante, pois todos apóiam.

 

O álcool é a droga livre, a droga protegida por lei e, mesmo assim, é a que mais têm dependentes espalhados pelas cidades. A Organização Mundial tem certo cuidado quando fala sobre o álcool e dizem que só a minoria dos usuários se torna dependentes químicos.  A realidade é bem diferente. O alcoolismo é a doença que muitos não aceitam e escondem.....".

 

 

 

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Em linhas gerais, entendo que DEUS nos criou com um perfil único, cada qual para desempenhar um papel específico em sua Obra Cósmica. Assim, cada criatura é um universo em si mesma, complexa, diferenciada, cujo elo de ligação com as outras criaturas é o AMOR, que deve ser elevado à última potência. Através do AMOR, e somente por ele, todos os problemas humanos serão solucionados!

Agradeço pela paciência.

Um grande abraço!

Entendi.

Lendo hoje "Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho", Humberto de Campos citou a importância da atuação jesuíta na integração do indígena no Brasil. Ele descreveu que os jesuítas procuravam aprender a chamada "lingua geral". Nem português europeu, nem indígena puro.

E assim foi, até que o Marquês de Pombal, espírito escolhido pelo alto para a grande obra de reerguimento da sociedade portuguêsa, entrou em desvairios e abriu combate aos jesuítas em toda parte, terminando por exilar a todos, inclusive na colônia.

Essa experiência nos vale porque falamos de realidades diferentes da nossa. Precisamos encontrar esta "lingua geral" para poder falar com eles de forma significativa, descobrir o que é importante e o que não serve de nada, me entende?

O primeiro movimento, vc já colocou: o carinho. Este fala ao coração.

O complicado é o segundo movimento. A gente tende a querer levar o nosso conteúdo, que muitas vezes não significa nada para eles. Por isso que, assim eu julgo, este segundo passo está ligado a valores.

Mas, me entenda, não são aos nossos valores. São os valores deles.

Beijão.

 

Obrigada à dupla "dinâmica" (Denizar e Inácio)

 

Tenho então diretrizes : aprender a "lingua geral", descobrir valores, respeitar valores, somar valores, não impor mas oferecer alternativas...tudo isso temperado no melhor sentimento ...Amor

 

Temos boas diretrizes !!!!!

 

Venho somar com mais alguns itens : Com tudo isso acima, nos meios de atendimento a dependência, nós também precisamos mostrar os nossos limites para aqueles que pensam que somos "fortes", para que eles tenham a percepção dos próprios limites. Isso inclui saber dizer "sim" e saber dizer "não". Quando o caso é muito grave e essa percepção de limites não existe, entra o atendimento medicamentoso. Isso se torna fundamental, para uma futura reeducação emocional.

 

Adorei tudo isso!

 

Vocês tem algum estudo de caso?

Podem trazer pra cá !!!!!!!!!

 

Obrigada aos dois amigos.

Bjokas e até!

 

 

Bem, cheguei atrasada mas cheguei. Este tema é MUITO TRISTE. O alcoolismo é assunto próximo e dói. Ouvi e li todos. Concordei, discordei. Num sei. Só sei o que aprendi na lide com a doença em pessoas próximas. E o que aprendi tem a ver com tudo que vcs falaram. Várias coisas. Sim, alcoolismo e obsessão andando COLADAS. Sim, falta de amor, falta de atenção, falta de comunhão, falta de afeto pode levar a dores emocionais que podem nos levar ao abismo do álcool, SE ESSA JÁ FOR UMA FRAQUEZA DO NOSSO ESPÍRITO. Pode levar a outras viciações tb, pq O ESPÍRITO TEM ESTE TRAÇO: o vício, seja de que natureza for. Sim, nossas crianças estão perdidas. Coitadas! :-( Lares conturbados, pais perdidos, escolas que não ajudam muito, ou tentam com parcos recursos, professores desesperados tentando ajudar, como vc, Marta. Professores deprimidos, sofrendo bullying. A coisa tá preta na educação! Sim, depois que o alcool ganha seu lugar é MUITO DIFÍCIL REVERTER. Mas... eu ainda acredito no poder de transformação do ser humano. E até o que parecia impossível pode acontecer. E vcs, Marta e Inácio, sabem bem o que estou dizendo. Acontece. Mas.... quantos "vales da sombra da morte" a pessoa tem que atravessar. É muito triste. Muito mais triste ainda numa criança (sem contar a criança que precisa lidar com o alcoolismo na família, olha outro sofrimento!). Mas eu acredito muito sinceramente, do fundo do coração, que as crianças tem um poder maior de MUDAR que um adulto. São mais maleáveis, acredito. Acredito que a grande problemática está na FAMÍLIA ou melhor, na falta dela.... Temos famílias que não conseguem ser familiares. E a criança onde fica? Aí vem o mundo e oferece de tudo, o que elas vão preferir. Ora... já viu né? A internet facilita tudo, a TV... Quando eu era adolescente, meus amigos me ofereciam bebida. Eu não queria por motivos óbvios. Mas eles INSISTIAM MUITO. Eu não podia ser a diferente, a única que não bebia na turma. E eu NÃO QUIS. Saravá...rs Pq não é da minha natureza, achava o gosto de cerveja o ó. Fui beber um chopp faz 3 anos e aí começou a lei seca...hahaha não era pra beber mesmo né. rs Pra vc não querer sendo jovem, querendo ser um igual aos coleguinhas, só tendo um trauma perto ou tendo MUITA PERSONALIDADE. E isso virá ou de um espírito muito consciente ou de um ser que tem uma base de afeto muito forte. Nisso que eu acredito. O alcóolatra no AA não acredito que ele aprenda valores de certo/errado, bom/mal, prazer/dor. Acredito que ele sofra um choque emocional a partir das falas que ouve. Não é um estudo, é uma terapia grupal. É um choque de realidade que pode funcionar, ou não, dependendo do espírito ali presente e das complicações todas (orgânicas, espirituais etc). Vc se sentir parte de um grupo (olha o afeto aí gente! rs) é MUITO IMPORTANTE. É uma tábua de salvação, uma âncora no mar revolto.... Agora, falou-se de amor, de afeto, de respeitar valores, mas no último post a marta tocou num ponto muito importante: LIMITE. E dar limite é tb dar amor, acreditem... Aprendi no Al-Anon que se a pessoa beber e chegar em casa e vomitar o chão e cair e dormir no vômito NÃO RETIRE ELE DE LÁ. Parece cruel não é? Sim, parece. Mas não é. Se vc tira, bota pra dormir lindo na caminha limpa, quando ele acordar NÃO LEMBRARÁ DE NADA. Então é saudável que ele durma no vômito do chão... Mas... vc pode botar um cobertor por cima com todo afeto, pra ele não sentir tanto frio... É isso amigos, deixar dormir no chão sim, mas botando o cobertor. Foi que fiz e com a graça de Deus, nosso Pai, deu um resultado positivo pela misericórdia de tantos que me ajudarem aqui e acolá... Minha oração por todas as crianças. Devia ser proibido criança sofrer, mas...ainda estamos neste mundo de provas e expiações. Desculpem se minhas palavras parecem duras, mas não falo a partir do que li, falo a partir do que vivi e é nisso tudo que eu acredito. Desculpem mais uma vez.

 

Obrigada minha linda Shirley, sei do seu processo de luta......

E é por isso que trago essas questões.... que vão além dos livros ....e que estão em nossas casas, ruas e em nosso trabalho.......

Mesmo sabedores de tantos conceitos e de tantas Leis Espirituais, é muito difícil olhar para um jovem,uma criança e/ou adulto, num estado de perturbação e dependência. Conviver então....

A gente se sente impotente. O álcool é porta aberta para tantas outras coisas....

A prostituição infantil está altíssima... a quantidade de abortos já saiu dos limites "pensáveis"...  e por meios que vocês nem queiram saber....

Ninguém está nesse meio de "cara limpa"...então a "coisa" começa antes... em "pequenos goles e tragadas"....você disse muito bem Shirley, ausência de "sentimento familiar"...os limites.

 

O que fazer ? Acho que precisamos de um NORTE !  Mas que esse "norte" não seja focado somente no que aprendemos nas religiões, pois essas crianças não atendem mais a "esse tipo de chamado".

 

Obrigada pelos depoimentos de todos vocês.

 

Um grande beijo no coração!

Não peça desculpas, Shi. Suas palavras possuem grande lastro na vivência.

Aprendi muito com seu depoimento.

Vc considera então que a melhor abordagem com crianças seria algum tipo de choque também?

Ou seria um trabalho indireto, conscientizando a família?

Uma espécie de "vamos falar sobre seus filhos" na escola?

Beijão...

Ah, uma observação:

Quando eu citei que o AA coloca questionamentos (do tipo: "Vc já perdeu algum compromisso devido a bebida? Vc já teve tremores que passam após o primeiro trago?"), estou afirmando isso com base numa cartilha que o AA distribui (e que eu já recebi em mais de 1 evento do CVV) que ajuda a pessoa a perceber se ela tem problemas com alcool ou não. É uma composição de uma dezena de perguntas que ajudam a pessoa a assumir que a bebida é um problema na vida dela.

Não estou falando das reuniões, das quais, apesar de já ter sido convidado, eu nunca participei.

Um beijão para todos.

Inacio, querido, o que fazer? não sei... Crianças precisam de afeto, então brigar pode afastar ainda mais. Mas o limite, o NÃO, é bom amigo se dado na hora certa. Como saber a hora certa? isso vai de cada consciencia, eu acho. Quanto ao choque, não sei se em crianças funciona, talvez sim. Mas em adultos penso que é um bom caminho... O trabalho de conscientização da família é de longo prazo. Como vamos conscientizar a familia de uma criança que viva no meio do terror, no caos, se os pais tb beberem, se houver violência doméstica, etc? Acho que costumamos pensar nas familias talvez baseada no que é nossa realidade. Uma familia mais ou menos existente e estruturada. Mas tem muita criança jogada no mundo por aí, fugida de casa, etc, o que se faz com essas famílias? Se é que se sentem uma família? não sei. A meu ver o trabalho é de longuíssimo prazo. Requer muito trabalho e mudança na educação e nas mentes de todos nós.

 

bjs

Vc vê um caminho nisso nas estórias infantis?

Já pensou em produzir algo direcionado para isso?

A tradição Sufi trabalha o aprendizado dos seguidores dela apenas usando estórias.

Vc podia trabalhar em algo assim. Ou, as vezes, já até existe.

O que vc acha?

Amigos, eu só conectei por que eu eu li isso........rsrsrsrs!

 

As histórias têm um grande fundamento e as crianças percebem o mundo através delas.

Ser um "contador de histórias" é entrar em muitos mundos e fazer morada em muitos corações...também foi tarefa de Jesus (um ótimo contador de histórias)....

A Shirley tem mmmmmmuuuuuuiiiiiitttttttooooooosssss  trabalhos por aí....

Eu vou adorar.....!!!!!!!!!!!!!

Bjokas!

Olha, Marta e Inácio. As histórias são PODEROSAS sim. Acredito nisso sinceramente. Há muito trabalho com histórias por aí sim, na arteterapia e em outros enfoques. Eu estou fazendo um treinamento para ser contadora de histórias para crianças em hospitais. Espero conseguir esse intento. Ontem fui no 13º salão do livro para crianças e jovens e comprei mais meia dúzia. aff... preciso de uma casa nova pra caber todos os meus livros...rs Comprei um que chama-se A arvore vermelha e o tema é sutil: depressão. Lindamente ilustrado. E vem muito mais por aí... rs Amo livro, amo histórias. E cada livro que pego e vejo que tem algo que pode mudar alguém, eu compro. Não os uso. Estão todos guardados numa caixa... mas... ontem, quando comprei me deu uma ideia "louca" de levar uns 3 ao menos e deixar ao lado da maca de cromo para o caso de aparecer alguma criança pra tratar. Pq me veio esta ideia não sei. Mas vou fazer. Então, quem sabe o trabalho começa e os livros saem das estantes e vão pra onde precisam né?... vamos que vamos. Eu amo muito tudo isso. bjs

Ahhhhhhhhhh te peguei Shi !!!!!!!!!!

 

Olha vou deitar na sua maca só para você contar uma história pra mim !!!!

Pode levar os livros....sábado eu estarei lá.

Beijocas

 

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