Como orientar os nossos jovens e adolescentes sobre os valores da vida ?

 

 

Recebi este artigo da Clinica Terapêutiva Viva e venho somar forças com a discussão aberta sobre o Aborto.

 

 

Alcoolismo infantil e juvenil

 

"O problema do alcoolismo é um grande tabu, mas quando se trata de crianças e adolescentes, a situação é mais complicada e delicada ainda. O assunto é um problema social e deve ser debatido por todos os membros de uma sociedade.

     Embora seja notável e comprovado que os casos de alcoolismo infantil e juvenil ocorrem, em sua grande maioria, através da influência de amigos, é necessário um alerta para o ambiente familiar que também pode ser o vilão e fazer com que crianças se interessem pela droga.

     Uma pesquisa realizada em todo o Estado de São Paulo mostrou que metade dos estudantes entre 10 e 12 anos já fez uso de bebidas alcoólicas e, na grande maioria, com apoio ou exemplo dos pais. A família precisa ficar atenta como a bebida é apresentada aos filhos, muitos pais oferecem bebida (dedo na espuma da cerveja) aos filhos que acham isso algo normal e interessante, pois todos apóiam.

 

O álcool é a droga livre, a droga protegida por lei e, mesmo assim, é a que mais têm dependentes espalhados pelas cidades. A Organização Mundial tem certo cuidado quando fala sobre o álcool e dizem que só a minoria dos usuários se torna dependentes químicos.  A realidade é bem diferente. O alcoolismo é a doença que muitos não aceitam e escondem.....".

 

 

 

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Amigos,

 

Temas como aborto, sexualidade, DST, Aids, prostituição, homossexualidade e homofobia, distúrbios mentais e emocionais, drogas  e dependências em geral, são muito importantes para mim.

 

Por motivos profissionais tenho que lidar com essa realidade de muitos jovens e adolescentes, independente da classe social.

 

Agradeço toda colaboração.

 

Um grande abraço!

Este é um tema mais complexo que os outros, sobre homossexualidade e aborto, dada a sua abrangência. O álcool, enquanto bebida, é consumido desde tempos remotos, começando com os egípcios, e passando por todos os povos antigos, até chegar aos nossos tempos. É um costume social, que cresceu junto com a civilização. Sempre foi utilizado em celebrações, festividades; até no tempo em que Jesus esteve na Terra, era consumido na forma de vinho, tendo o Senhor convertido água em vinho nas Bodas de Canaã, e sorvido algumas vezes nas reuniões com os discípulos, pelo que registra a história bíblica. Sempre houve registros de abusos alcoólicos, nas legiões romanas, p.ex., nas regiões frias, como forma de aquecer, etc. Portanto, é um problema muito antigo, que se arrasta até os dias de hoje. Na atualidade, é uma questão de saúde pública, e como tal deve ser tratado pelas autoridades constituídas, quer municipal, estadual, ou governamental. Deve começar pelo apoio à família, principal responsável pela disseminação do mal (refiro-me ao abuso no consumo!) aos infantes e adolescentes. Infelizmente, enquanto as pessoas não têm consciência dos males que acarreta o consumo exagerado da bebida, as leis devem ser mais rígidas para coibir o excesso, intimidando os pais das conseqüências e penalidades que podem advir da má conduta de seus filhos. É um caso de orientação educacional, que deve começar em casa, passando pela escola, e nos grupos sociais em que a criança ou adolescente está inserido.

Obrigada Denizar pela ajuda, mas gostaria que você continuasse me ajudando a pensar .......

 

Você mencionou a família ...eu te pergunto: e quando a família não tem condições de ajudar ? Quando a desestruturação está no seio familiar, o que fazer?

Tenho exemplos de crianças que arranjam R$1,00 (na rua) para comprar uma latinha de cerveja logo de manhã ...para ser o "café da manhã".....

Você fala de leis mais rígidas......mas em que nível as Leis concorrem com o marketing das Grandes Indústrias, onde  marcas de cerveja patrocinam algumas atividades esportivas.....isso na cabeça da criança é muito confuso ...e eu só estou falando de cerveja....

Você fala da escola, essa instituição sozinha não dá conta....ela está virando "depósitos de problemas" e precisa ser ajudada na busca de soluções.... 

 

Obrigada amigo e abraços.

 

 

Recebi este e-mail de uma parceira nossa e estou repassando.

Somando forças a gente chega lá...... obrigada e abraços.

 

                                     CONFERÊNCIA INTERNACIONAL CONSCIÊNCIA, MENTE E CORPO:

PERSPECTIVAS ORIENTAIS E OCIDENTAIS

      17 A 21 DE AGOSTO DE 2011 - CASA DA CIÊNCIA   

CAMPUS DA PRAIA VERMELHA/UFRJ

   INSCRIÇÕES GRATUITAS E INFORMAÇÕES: 

                www.psicologia.ufrj.br/web

                                      conscienciamenteecorpo@gmail.com                    

                                                   VAGAS LIMITADAS! 

                    Camila Vorkapic (Kamalakali)
                Institute of Psychology

                    Dept. of Applied Psychology- UFRJ
 

         --                 I CONFERÊNCIA INTERNACIONAL CONSCIÊNCIA, MENTE & CORPO
                   Casa da Ciência e Campus da Praia Vermelha/UFRJ
                       17-22 de Agosto de 2011

Marta, vamos começar pelo fim: acredito que as escolas de nível fundamental deveriam implantar aulas de Ética e Cidadania em suas grades curriculares, para as crianças de todos os níveis sociais aprenderem desde cedo conceitos de boa educação, etiqueta, respeito às leis, honestidade, responsabilidade, etc. Evidentemente que isto deve partir do Poder Público para ter sucesso, mas "pelo andar da carruagem" isto ainda vai demorar um pouco para acontecer. Por outro lado, devemos entender que o consumo moderado de bebida alcoólica, em si, não representa um mal, como disse JESUS: "não é o que entra pela boca do homem, que o condena, mas o que sai..." - quando foi questionado pelo modo que bebia e comia na companhia dos seus discípulos [digo isto porque eu, particularmente, tomo uma cerveja ou um vinho, vez ou outra, servindo de exemplo para meus filhos, apesar que um deles não bebe nada alcoólico por vontade própria; então, seria hipocrisia minha se condenasse a bebida em qualquer instância].
Quanto às Leis, já estamos caminhando devagarinho, como a chamada "Lei Seca" que criminaliza quem dirige alcoolizado. Acredito que logo teremos também a proibição de veiculação de propaganda de bebida alcoólica na mídia, como aconteceu com o cigarro (outra droga, pior que a bebida!), desestimulando as pessoas de "cabeça fraca" a seguirem os 'modismos'.
E, finalmente, a família em cujo seio a criança nasceu, por circunstâncias que nós sabemos de 'afinidades', quer desestruturadas, quer viciosas, que podem ser trabalhadas a melhorar seu padrão de vida e, assim, sair do círculo vicioso em que se meteram - é um trabalho de 'formiguinha' que, a médio ou longo prazo, deve dar resultado.

 

Obrigada Denizar,

Essa questão de "parâmetros" que você coloca em algumas respostas, é muito importante. A criança "busca parâmetros"...busca em casa... nos pais, nos irmãos mais velhos,..nos ídolos, na escola e nas governanças...

Quando esses "parâmetros" são tortos, a imagem do "real" que elas fazem da prórpia vida cresce seguindo a "torção".

Os ídolos passam a ser as milícias e o tráfico, as meninas engravidam aos 14 anos e beber, fumar e se prostituir é parte do pacote.

 

Somos "estudadores" de bons parâmetros...o que nos falta para uma boa ação no coletivo ?

Trago uma parte de um livro do Divaldo (Calvário de Libertação - Victor Hugo):

 

“Sem nos determos no exame dos fatores sócio-psicológicos causais do alcoolismo generalizado, de duas ordens são as engrenagens que o desencadeiam (observado o problema do ponto de vista espiritual).

Antigos viciados e dependentes do álcool, em desencarnando não se liberam do hábito, antes sofrendo-lhe mais rude imposição.

Prosseguindo a vida, embora a ausência do corpo, os vícios continuam vigorosos, jungindo os que a eles se aferraram a uma necessidade enlouquecedora. Atônitos e sedentos, alcoólatras desencarnados se vinculam às mentes irresponsáveis, de que se utilizam para dar larga à continuação do falso prazer...
Outras vezes, os adversários espirituais, na execução de uma programática de desforço pelo ódio, induzem os seus antigos desafetos à iniciação alcoólica, mediante pequenas doses, com as quais no transcurso do tempo os conduzem à obsessão. A obsessão, através do alcoolismo, é mais generalizada do que parece.

Num contexto social permissivo, o vício da ingestão de alcoólicos, torna-se expressão de status, atestando a decadência de um período histórico que passa lento e doído.

Os que tombam na urdidura alcoólica, justificam-lhe o estranho prazer, que de início lhes aguça a inteligência, faculta-lhes sensações agradáveis, liberando-os dos traumas e receios, sem se darem conta de que tal estado é fruto das excitações produzidas no aparelho circulatório, respiratório com elevação da temperatura para, logo mais, produzir o nublar da lucidez, a alucinação, o desaparecimento do equilíbrio normal dos movimentos...”

 

Um grande abraço e bjokas!

 

Marta, no meu entendimento (discutível, por certo!) não se combate "fogo com fogo", então as palavras do Espírito Victor Hugo, psicografadas por Divaldo Franco, embora corretas, são um pouco 'duras' para quem está imerso no vício do álcool. Para estas pessoas é necessário, primeiro: compaixão, depois: compreensão, e, finalmente: reeducação, no intuito de se livrar do vício. É certo que, mesmo as pessoas que não têm o vício do álcool, o simples fato de terem o costume de vez ou outra o fazerem (como é o meu caso, e da maioria das pessoas!), abre 'brechas' para o plano espiritual inferior atuar - aí vai da resistência moral de cada um! Mas não é só o álcool que "intoxica a alma"! O erotismo (p.ex.) que explode na mídia atual: nas novelas, nos programas humorísticos, nos filmes, nas revistas; ou mesmo nas praias, nos salões de dança, etc.; também contribui para a degradação do Espírito.É preciso, pois, bom senso para lidar com todos estes problemas da vida moderna: "drogas, sexo e rock´n roll" (rsrs). Um abraço.

Deixarei o meu pitaco, no pouco que sei.

(Ah, em tempo, vcs falam bunito, hein!! )

- Sabe-se que, quanto mais cedo alguém toma contato com o alcool, maior é a chance de se desenvolver a dependência orgânica. Portanto, a luta não é apenas psico-social. Passa a ter base bioquímica.

- Nossos hábitos nos identificam perante um grupo e nos integram (ou não). Se sentamos numa mesa de amigos onde todos bebem, nossa identidade (e mesmo aceitação) dá-se também pela postura, pelas roupas, pelas palavras e pela bebida. Se pego água ou refri, eu estou sinalizando uma mensagem ao grupo. Quem eu sou, quais são os meus valores,qual minha autoconfiança, qual minha criação. Se pego cerveja, wiskie, red bull, as mensagens são outras.

- A mídia tenta manipular nossas mensagens comportamentais associando seus produtos ao sucesso, a popularidade (ou associando a concorrência aos escárnio), ao sexo (efeito Axe), ao poder e outros.

Portanto, na base de todo consumo (enquanto fora da dependência) tem nossos valores.

Valore construídos pela família, pela TV, pelos amigos, pela escola, por leituras, etc...

Temos prazeres ligados ao alcool (químicos, emocionais e psicológicos). E temos prejuizos.

Enquanto o valor associado ao prazer do alcool for maior que o prejuízo, estaremos bebendo.

O alcoolico passa a buscar ajuda quando finalmente percebe que o hábito virou um grande prejuizo sem controle, criando danos em grande extensões. E o A.A. ajuda nesta percepeção, colocando perguntas sobre estes danos.

Tipo: Vc já perdeu algum compromisso devido a bebida? Já fez coisas que não lembrava alcoolizado?

Já amanheceu com tremores que passam somente após o primeiro trago?

Dessa forma, vejo que o caminho para os jovens também passa pela discussão de valores.

Primeiro, colocar consciente prazeres e prejúizos.

Não dá para fingir que só é ruim porque o comércio bilionário não existira se assim fosse.

Bem oportuno nesse ponto são os estudos de casos. As reuniões do AA trabalham assim: o relato do drama de alguém permite que os outros se reconheçam e ganhem força para buscar tratamento.

Então, mostrando os casos de grandes prazeres e de grandes prejuizos, discutir as razões pelo qual aceitamos pagar o preço de cair em uma ou em outra situação. Um discussão basicamente de valores.

Um abração,

Inacio

Inácio e Denizard, vocês falam de valores........

Para determinado perfil de criança, "uma pessoa é boa", quando esta, lhe dá atenção. E isso independe do vício que esta pessoa traz.

Para nós, estudantes em busca de bons valores, temos a nossa visão de governanças (em termos de "diretrizes"), baseada no Cristianismo, Fé e/ou Leis (mesmo laicas) pautadas em um centro moral religiosista.

Esse conceito de moral, que temos rígido em nossas almas e os valores que acreditamos "do que é o melhor"....para o perfil da criança (que eu citei acima), esses valores não se congregam na energia....precisamos aprender a linguagem delas ....para depois agir.....sinceramente estamos levando uma "surra"...rsrs!

Realmente temos que sair das receitas do "que é errado", para buscarmos as soluções naquilo que verdadeiramente podemos fazer (naquilo que já somos) para ajudar os nossos companheiros (jovens, adolescentes e crianças...)

A linguagem da atenção, do carinho e do afeto, que é parte de nossa construção íntima, talvez seja uma abertura para um bom proceder ....mas não é tudo .....

 

Obrigada amigos.....preciso sempre de ajuda para pensar...."a coisa" é complicada.....!

Muitos Abraços!

Denizar eu gostei muito de : "Não se combate o fogo com o fogo."

Vou levar isso comigo...

Obrigada!

Oi Marta,

Se vc observar bem no texto, eu não falei de certo e errado.

Eu falei em prazer e dor, de dependendência psicológica e orgânica, de identidade perante um grupo.

Usando suas palavras, "a pessoa é boa" quando lhe traz prazer, como vc bem disse.

Também não me coloquei com valores cristãos.

Tanto que coloquei "Não dá para fingir que [o alcool] só é ruim...".

A linguagem do carinho e do afeto constroi a confiança. Um excelente início.

Mas, depois da confiança construida, são os valores discutidos que farão a diferença.

Não os valores impostos, mas os valores que foram descobertos pelos questionamentos que fizemos juntos.

É claro, para cada faixa etária esta linguagem muda completamente.

Não seria esta questão de moral cristão um traço seu de personalidade?

Beijocas...

Sim sim Inácio, eu entendi o que você colocou, eu é que já puxei outro gancho para aproveitar a dupla (Denizar e Inácio) para me abastecer com idéias.....rsrsrsrs!

 

Quando eu trago o enfoque cristão, eu trago a minha  experiência nas comunidades.... e nos orfanatos...e me lembro muito quando entramos pela primeira vez  na FEBEM, com a Tia Marly, e uma criança virou pra gente e perguntou, vocês são cristãos?

E tia Marly respondeu que sim e a criança falou : por favor não me converta ....!

É nesse sentido de moral (do certo/errado) religioso, que eu busco sair e buscar "alternativas" para entrar na linguagem das necessidades dessas crianças ...

Aceito sugestões.........!

Obrigadinha.

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