Em 1963 André Luiz, através da psicografia do Chico Xavier, profetizou que "no mundo vindouro" a homossexualidade seria amparada pela legislação.

Eu resumi algumas citações sobre o assunto num artigo amazenado aqui mesmo neste site:

http://www.espiritnet.com.br/Abertura/Ano2000/homossex.htm

Desde a publicação do artigo o termo "homossexualismo" vem sendo rejeitado pelos principais interessados, em prol do termo "homossexualidade".  Então, na leitura, faça a desejada substituição.

Mas, convido-os a relerem o artigo e externarem suas opiniões.

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Na minha opinião, devemos distinguir os termos "homossexualidade" e "homoafetividade", cujo diferencial seria justamente o SEXO. Duas pessoas do mesmo sexo, sejam irmãs, parentes ou amigas, podem nutrir uma afetividade tão grande uma pelo outra, sem que haja qualquer conotação sexual nesta relação, ou demonstrações explícitas de afetividade como: beijos, abraços e mãos dadas - próprios de casais heterossexuais.
Assim, a questão se restringe à relação sexual e demonstrações explícitas de afetividade entre pessoas de mesmo sexo; relação esta só possível por vias alternativas, uma vez que a equipagem genital se apresenta em duplicidade nestes casos - que denominamos "homossexualidade".
Se formos remontar à finalidade primal da sexualidade, como forma de reprodução e de perpetuação da espécie humana, veremos que na Natureza não encontramos respaldo para este tipo de comportamento.
Outra questão a ser debatida é sobre adoção de crianças, órfãs ou abandonadas, por casais homossexuais. Que tipo de referências estas crianças terão durante seu desenvolvimento psicossocial?
Como preparar a cabeça das crianças, fruto de casais heterossexuais (a grande maioria), para compreender uma estrutura familiar tão singular? Como conviver, naturalmente, com casais homossexuais se abraçando, se beijando, de mãos dadas, em meio a uma sociedade esmagadoramente heteroafetiva?
Sei, como espírita, que os Espíritos não têm sexo; que devemos respeitar as diferenças; que existem casos de inversões (masculino em corpo feminino, e vice-versa) como prova ou expiação; que o sexo genésico está vinculado ao nosso grau evolutivo primário; e, portanto, torna-se difícil fazer um juízo de valor sobre a questão.
Desta forma, seria interessante que outras pessoas, com ideologias diferentes: teosóficas, antroposóficas, budistas, esotéricas, etc., manifestassem suas opiniões neste fórum sobre assunto tão atual, quanto complexo.

Depois da publicação, eu aumentei um pouco o artigo, acrescentando outra citação kardeciana:

-- Mais tarde, em 1866, na Revista Espírita de janeiro, no primeiro artigo, Kardec volta ao assunto explicando "certas anomalias aparentes" pela reencarnação do Espírito em sexo diferente depois de "percorrer uma série de existências no mesmo sexo, o que faz que, durante muito tempo, possa conservar, no estado de Espírito, o caráter de homem ou de mulher, cuja marca nele ficou impressa". E reitera que "não existe diferença entre o homem e a mulher, senão no organismo material, ... porque não há duas espécies de almas".--


Posso estar errado, mas eu penso que o sexo é destinado apenas à reprodução nos mundos muito primitivos, onde a consciência ainda não emergiu.  No estágio atual do planeta, quando dois adultos, de posse de suas faculdades mentais (portanto, decisórias), concordam em transar, sempre há amor; e, consequentemente, realização espiritual, além do equilíbrio hormonal que promove a saúde.  Penso que, ao contrário do que tenta nos incutir a tradição judaico-cristã, Deus valoriza muito mais o prazer do que a dor;  a dor é circunstancial, decorrente dos nossos (ainda) desatinos.  Daí, eu acho que a questão 694, do LE, é datada: pertence ao século XIX. 

Mas o LE, como produto de seres falíveis (como todos nós, os espíritos da humanidade deste terceiro planeta), se tem coisas datadas, tem lá suas profecias.  Eu penso que essa preocupação com os filhos adotivos dos casais gays e sua possível perplexidade ante a maioria merece o mesmo raciocínio aplicado na questão 940a ao possível "sofrimento" dos filhos de casais divorciados: "... à medida que os preconceitos diminuírem, as causas dessas desgraças íntimas também desaparecerão".

Oi João.

Concordo contigo em quase tudo.

Sempre que tento entender o sexo, eu penso no prazer de comer, ficando mais fácil medir causas e consequências retirando a questão moral.

Uma boa refeição traz prazeres, mas ela é uma prova de materialismo para quem não sabe se regrar, seja ela como for. Lembremos que Nosso Lar precisou combater o tráfico de alimentos.

Portanto, revendo a pergunta feita por Kardec, se pensarmos no sexo para satisfação da sensualidade, estamos falando sim na nosso condição de materialidade, não considerando as resultantes economico sociais decorrentes disso.

Achei fantástica sua observação sobre a questão 940a. Também creio que a homossexualidade será melhor interpretada com o tempo e que respeitaremos o casal homossexual assim como respeitamos qualquer outra diferença dos outros em relação ao nosso modo de vida. Afinal, lembremos que para os gregos a homossexualidade já foi uma forma de ingresso na sociedade e que era encarada como algo natural.

Mas precisamos de maior maturidade ainda.

Um abração a todos.

É exatamente daí que eu continuo a linha de discussão: na Grécia antiga, o "homossexualismo", ou "homossexualidade", como queiram, era visto como natural, porém este comportamento social não 'vingou', ao contrário de todo o resto da cultura helênica que tanto contribuiu e influenciou a cultura ocidental, até os dias atuais !
Enfim, quero dizer que não sou contra a associação homoafetiva / homossexual, porém acho fundamental a adoção de uma atitude de DISCRIÇÃO destes pares perante a sociedade, repito, esmagadoramente heteroafetiva / heterossexual.
Posto isto, vejamos um exemplo para ilustrar a situação: uma pessoa oferece uma cerimônia de gala, tipo 'black-tie', colocado explicitamente no convite, reunindo cerca de 500 convivas num salão, porém, 4 ou 5 convidados resolvem aparecer de rigor branco, e insistem que têm direito de assim permanecer... o que vai acontecer?! Esta minoria vai chamar toda a atenção para si, acabando por desviar o 'foco' central do evento.
Desta forma, entendo que um par homoafetivo / homossexual (homem ou mulher) possa viver plenamente sua união, partindo da premissa que 'entre quatro paredes' é cada qual por si, naquilo que dita sua consciência, cujas escolhas e atos estarão sujeitos à Lei de Causa e Efeito que rege o Universo, porém com a devida discrição (e não 'escondido no armário', como poder-se-ia alegar!), passando a imagem de um par de amigos, e não de casal - como querem, perante a sociedade majoritariamente constituída, a fim de não destoar do contexto geral... sem, contudo, serem desrespeitados em seus direitos sociais e legais, garantidos agora pelo STF!


Um grande abraço.

Inácio, tb concordei com quase tudo que disse, e tb acho que um casal se liga principalmente, pela afinidade de sentimentos e pensamentos... Entretanto, respondendo tb ao Denizar, sempre que pensei a respeito de adoção por um casal homossexual, tb me vem um certo desconforto; afinal, mal foi conquistado o direito ao reconhecimento de união estável. Mas o preconceito é fortíssimo, portanto, como será uma criança edeucada nesta situação? Acho que, pelo menos atualmente, a criança vai carregar o peso do preconceito gerado pelos pais...
Dando continuidade ao assunto, primeiramente discorrendo sobre a colocação do João, quanto a troca de fluidos, ou energia, numa relação sexual - não necessariamente para satisfazer unicamente o apetite sensual, como colocou o Inácio - também concordo que é uma evolução na escalada humana, mas, acredito, que se restringe, isto, às relações heterossexuais (homem-mulher), como ditado pela Natureza, não acreditando, ainda, tratar-se a "homossexualidade" como uma "evolução" das relações interpessoais, e, sim, uma exceção à regra - sem qualquer juízo de valor, que isto não me cabe!; mantendo porém meu ponto de vista já discorrido anteriormente.
Abraços.

O homossexualismo existe, sim, na natureza;  e, há muito tempo.  Existem registros de relações homossexuais entre animais; eu também já vi.  E os cientistas que estudaram o assunto observaram orientações, mesmo, não brincadeiras eventuais.  Também existe aquela experiência, relatada em varias publicações, de ratos que recebiam alimentação, abrigo, etc., mas não aumento de espaço;  com o aumento da população aumentou a incidência de homossexualismo;  pode ser um mecanismo de defesa da natureza.  Enfim, tais fatos indicam que a homossexualidade não é contra natureza; pode ser, sim, outra natureza.  Ou então, um alerta para os que pensam que já sabem tudo da natureza.

Quanto à analogia com os convidados da festa, acho que todos nós somos igualmente convidados, com os mesmos direitos.  Quem é o dono da festa, ou quem o representa, para afirmar que só o black tie é permitido?    O Papa? o Edir Macedo? O Juanir Ventura? o Divaldo?

E o "costume grego" não vingou mesmo ou foi apenas reprimido durante os séculos de fanatismo monoteísta, e agora retorna num novo Renascimento (o primeiro nas artes e filosofia, o segundo nos costumes)?

Enfim, não vejo campo para tantas certezas...

Bom, João, quem é o "dono da festa" no caso em questão é DEUS, o qual estipulou as regras, determinando a dualidade de sexo no reino animal (incluindo o homem!), a atração bioquímica nos espécimes irracionais, e a atração física e psíquica no animal racional, ambos, e primeiramente, para atender a reprodução e perpetuação da espécie, que, aliado ao Amor no espécime racional, veio trazer novas perspectivas para sublimar a relação macho-fêmea, que tende à espiritualização. (Ponto Final)

Caro Denizar, viu que a pergunta é dupla?  Quem é  o dono, e quem o representa.  Neste caso do homossexualismo, como em muitos outros, nós somos levados a julgar o próximo pelo que acreditamos ser a "vontade de Deus".  E o conhecimento desta "vontade" é tão disseminado entre os homens como o é o "bom senso" a que se referia Descartes.

Se o sexo tivesse, nos escaninhos da evolução (tanto a kardeciana como a darwiniana), a única e exclusiva função da reprodução e perpetuação das espécies, ele cessaria com a explosão demográfica, com a meno/andro/pausa, com os acidentes deformativos, etc.  Mas, não;  em todos os casos, principalmente na explosão demográfica conforme a experiência dos ratos (a primeira vez que li sobre isto foi naquela antiga revista Planeta, ainda do Jacques Bergier e Lewis Pawels, do início dos anos 70), o sexo toma formas de expressão que normalmente são minoritárias (não necessariamente alternativas).  Sempre esteve presente na vida animal (e, não sei até quanto na vida espiritual) diversas e variadas formas de expressão sexual, dentre elas a homossexual.

Geralmente, na natureza, quando ocorrem casos de homossexualidade, é por necessidade de responder aos instintos sexuais, não uma "preferência" por tipos de mesmo sexo... Existem até casos de hermafroditismo (algumas espécies de peixe, p.ex.). Nesses casos, o animal atinge a maturidade sexual com um determinado tipo de sexo (ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermafrodita); ainda penso que se há uma vivência de uma vida homossexual, é que por "desvio das impressões do instinto" que essa necessidade se apresenta... Grande abraço!

Atos homossexuais entre cães, gatos e outros animais já foram presenciados por mim, por outras pessoas, por leigos e estudiosos;  não sei se alguém perguntou aos bichinhos se era eventual ou permanente a tal atração.  Talvez que, tal como nós, eles tambem sejam pansexuais, manifestando preferencialmente esta ou aquela...

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