Achei este filme muito interessante, pelas razões que exponho no texto abaixo.  Quem sabe alguém mais o tenha assistido, gostado, e queira também deixar suas opiniões...

"ALEXANDRIA", O FILME

Alexandria, no Brasil, ou Ágora, em Portugal, ou Agora, no original,é o título de um filme espanhol dirigido por Alejandro Amenábar, lançado na Espanha em 9 de outubro de 2009. O filme é estrelado por Rachel Weisz e Max Minghella e relata a história da filósofa Hipátia, que viveu em Alexandria, no Egito, entre os anos 355 e 415 do nosso calendário. 
O embate é entre a filosofia e a religião. Entre o livre-pensar e a fé intolerante. Tem a política, claro; mas, a política é sempre a arena onde todas as coisas se chocam. O filme se ambienta na esquina de pedras onde a historia regrediu da ciência para o fanatismo. Onde a filosofia, representada pela cultura greco-romana, foi derrotada pela religião, representada pelo cristianismo, e a humanidade foi lançada na noite fria e tenebrosa da Idade Média. E onde metade da raça humana foi rebaixada a animal irracional: as Epístolas de Paulo, transformadas em lei, calaram as mulheres, proibindo-as de pensar ou ensinar, condenando-as à morte se o ousassem, no crime mais imperdoável do cristianismo. 
O âmago do filme, o instante em que o debate milenar entre filosofia e religião se manifesta, é quando dois ex-alunos de Hipátia -- Orestes, o prefeito, e Sinésio de Cirene, bispo de Ptolemaida --, tentam convencê-la a aderir ao cristianismo para salvarem a pele e o poder, e ela responde clara e definitivamente porque não pode fazê-lo: "Sinésio, você não questiona sua fé; você não pode; e eu devo..." 
Na época atual, quando julgávamos consolidadas as conquistas libertárias iniciadas com o Renascimento, mas, na verdade, vemos a pobre e condenada humanidade resvalando novamente para o abismo escuro do fundamentalismo -- seja mouro ou cristão --, impõe-se a importância desse filme. Que todos o aluguem, reúnam familiares e amigos, e salvem-se vendo-o. Pois não diz o poeta que os que desconhecem a história estão fadados a repetirem seus erros? 

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Respostas a este tópico

Por estas, e outras razões, é que o ESPIRITISMO surgiu no cenário mundial, a partir do séc. XIX - mais precisamente a partir de 1.857, com a publicação de "O LIVRO DOS ESPÍRITOS", para resgatar a Religião PURA, aquela que liga a criatura ao criador, à luz da Filosofia e da Ciência, lembrando sempre que "não só de pão vive o homem, assim como não só de filosofia vive-o, também".

João Alberto,

 

Parabéns pelo excelente comentário e publicação deste fórum.

 

A tempos queria postar esta mensagem do teosofista Joaquim Soares, de Portugal, sobre o filme "Hipátia". 

 

Disponibilizo o artigo aqui no EspiritBook e agradeço ao Henrique pelo destaque.

 

http://www.espiritbook.com.br/profiles/blogs/a-coragem-de-hip-tia-d...

Conhecia como filósofa, nem sabia que era teósofa.  Carl Sagan chega a dizer que ela era "cientista".
o engraçado é q mulheres ainda aceitam,apoiam,participam de religiões,filosofias,seitas,etc onde elas tem q usar véus,cobrirem todo o rosto e até o resto,usarem vestes e alianças de esposas de Jesus,saias compridas,cabelos até os pés,sempre subalternas aos homens,sem possibilidade de mando,como na Igreja católica,seitas evangélicas,muçulmanas,etc.Não posso respeitar a quem não me respeita.Por que as mulheres não podem ser papisas,pastoras(algumas seitas permitem),chefes de igrejas ou religiões ou filosofias?Se são até presidentes,primeiras ministras,chefes de estado,etc?Vamos pensar ,mulherada!Qtas filósofas e pensadoras inteligentes o mundo já viu?Nem se fala delas...

Correto,

Ela era cientista também. Segue trecho do texto que fala de sua vida. 

HIPÁTIA: UMA CIENTISTA NUM MUNDO DE HOMENS

Entre os seus feitos incluem-se o aperfeiçoamento do astrolábio – um instrumento que mil anos depois ajudaria os portugueses a conquistar o globo pelos mares –, assim como um conjunto de textos nos quais explica, com extraordinária simplicidade, algumas das grandes (e complexas) ideias científicas e filosóficas do classicismo helénico. Para esta mulher, o conhecimento devia ser acessível a todos.

Dotada de uma oratória capaz de provocar dor de cotovelo a Winston Churchill, tornou-se professora de muitos jovens oriundos de famílias abastadas, e tal era o seu carisma que um dos pupilos apaixonou-se por ela, declarando-se-lhe com pompa e circunstância. A resposta de Hypatia a esta gesta de amor até faria congelar o coração a Don Juan: atirou-lhe um lenço manchado com o sangue da sua menstruação e perguntou-lhe se era aquilo que ele queria desposar. Ascética e virgem, renunciaria até ao fim da sua vida a qualquer prazer carnal. O seu corpo deveria ser, portanto, da sua exclusiva propriedade.

Com o passar dos anos, os seus alunos tornaram-se nos homens mais poderosos de Alexandria. Um forte testemunho da influência que ainda detinha sobre estes era o facto de os magistrados da cidade recorrerem ao seu aconselhamento antes de tomarem qualquer decisão importante. Em pleno século IV, uma mulher ter tanto poder nas mãos era único.


Leia mais:

 http://obviousmag.org/archives/2011/05/hypatia_uma_cientista_num_mu...

 

 

 

 

Mais um pouco de Teosofia:

A palavra Teosofia é de origem grega, "theos" (Deus), e "sophos" (sabedoria), significando literalmente "sabedoria divina", ou "conhecimento divino".

Teosofia é um corpo de conhecimento que sintetiza FilosofiaReligião e Ciência. Tanto hoje como na antiguidade, a Teosofia se constitui na sabedoria universal e eterna presente nas grandes religiões, filosofias e nas principais ciências da humanidade,[1] e pode ser encontrada na raiz ou origem, em maior ou menor grau, dos diversos sistemas de crenças ao longo da história.

A teosofia foi apresentada ao mundo moderno por Helena Blavatsky, no final do século XIX, e desde então vem sendo divulgada por teosofistas em diversos países . Com seu caráter interdisciplinar, a teosofia proporciona uma ponte entre as diversas culturas e tradições religiosas. Segundo Blavatsky, “Teosofia é conhecimento divino ou ciência divina.”[2]

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teosofia

Gostei muito de seu comentário, passei o filme aos meus alunos e adoraram pois puderam compreender várias situações como o amor a filosofia, a contribuição à ciência principalmente astronomia, geometria, etc, influência do cristianismo e o embate com a filosofia e como até hoje é muito difícil manter a posição de "Hipátia" de Alexandria.Tendo a filosofia como a mãe de todoas as ciências e a atuação de Hipátia em relação aos seus discípulos, seu espírito investigativo e suas contribiuções em Ágora, podemos considerar que Hipátia foi uma grande filósofo que deixou sua contribuição marcante para a astronomia retomada somente após a idade média décadas e décadas a frente.

 

IDE E ENSINAI

Portanto, ide e ensinai..."
Jesus. MATEUS. 28:19

Estudando a recomendação do Senhor aos discípulos - ide e ensinai -, é justo não olvidar que Jesus veio e ensinou.

Veio da Altura Celestial e ensinou o caminho de elevação aos que jaziam atolados na sombra terrestre.

Poderia o Cristo haver mandado a lição por emissários fiéis... Poderia ter falado brilhantemente esclarecendo como fazer...

Preferiu, contudo, para ensinar com segurança e proveito, vir aos homens e viver com eles, para mostrar-lhes como viver no rumo da perfeição.

Para isso, antes de tudo, fez-se humilde e simples na Manjedoura, honrou o trabalho e o estudo no lar e, em plena atividade pública, foi o irmão providencial de todos, amparando a cada um, conforme as suas necessidades.

Com indiscutível acerto, Jesus é chamado o Divino Mestre.

Não porque possuísse uma cátedra de ouro...

Não porque fosse o dono da melhor biblioteca do mundo...

Não porque simplesmente exaltasse a palavra correta e irrepreensível...

Não porque subisse ao trono da superioridade cultural, ditando obrigações para os ouvintes...

Mas sim porque alçou o próprio coração ao amor fraterno e, ensinando, converteu-se em benfeitor de quantos lhe recolhiam os sublimes ensinamentos.

Falou-nos do Eterno Pai e revelou-nos, com o seu sacrifício, a justa maneira de buscá-Lo.

"Ide e ensinai!"

Emmanuel
A Lição do Rio

O rio corre sozinho, vai seguindo seu caminho, não necessita ser empurrado. Para um pouquinho no remanso. Apressa-se nas cachoeiras, desliza de mansinho nas baixadas. Mas, no meio de tudo, vai seguindo o seu caminho. Sabe que há um ponto de chegada. Sabe que o seu destino é para frente. E vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando ao mar. O mar é a sua realização e, chegar ao ponto final, é ter feito a caminhada. 

A vida deve ser levada do jeito do rio. Deixar que corra como deve correr, sem apressar ou represar, sem medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras. Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada. 

A natureza não tem pressa. Vai seguindo o seu caminho. Assim é a árvore, assim são os animais. A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto. 

Desejo ser um rio, livre do empurrão dos outros e dos meus próprios. 
Livre das poluições alheias e das minhas. Rio original, limpo e livre. 
Rio que escolheu o seu próprio caminho.
Não interessa ter nascido a um ou mil quilômetros do mar.

O importante é dizer "cheguei"!

O filme Alexandria mostra perfeitamente a intolerância religiosa e a luta pelo poder associada que engloba o financeiro e o religioso como armas de dominação da população. Hoje ainda ocorre da mesma forma, porém com apedrejamentos morais, além da mistificação em massa usando poderosas armas de marketing. 

Amigos, 

Temos aqui o comentário da amiga Ana Maria, que nos dá a dica para assistir, através do youtube, o filme completo, "Ágora":

00000000000000000000000000000000000000000000000000
Alexandria (Ágora) – Filme Completo
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Re: off: A Coragem de Hipátia de Alexandria
 
Evaldo,
Hipátia: essa é mais uma das partes da história ficou restrita aos filósofos.

Sugiro principalmente  às mulheres, que leiam essa matéria e assistam ao vídeo do filme Ágora no youtube, que trata desse assunto: http://www.youtube.com/watch?v=b8kNUwkWogg

É um resgate ,onde todos nós não precisamos demarcar os limites, mas sim reconhecermos o nosso saber, nosso ser e também, podermos nos permitir falar sobre a divindade como Ele/Ela, sem gênero ou algo mais...

Agradeço profundamente essa partilha.

Um belo presente.

Ana Maria

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