Ressaltando que, antes de se explicar o processo, que a eutanásia é um último recurso usado para aliviar o animal de um sofrimento do qual não se recuperará e não um meio de os donos descontentes se livrarem de um “incômodo”. Se for retirada a vida de um animal sadio por simples comodidade dos que querem se livrar do animal,por ser velho…etc Nesse caso não falaremos em eutanásia, e sim em assassinato. Somente o médico veterinário, após passar anos estudando,sabe avaliar a necessidade ou não de se proceder à eutanásia. Proceder à eutanásia por comodismo ou por simples meio de obter vantagens financeiras é condenável.

Quando um animal falece,seu espírito é amparado por espíritos encarregados de encaminhá-los aos locais adequados no plano espiritual. Não importa se falecem naturalmente ou por eutanásia,eles são iguais assistidos e amparados pelas equipes espirituais.

Quando um veterinário procede a eutanásia, ele usa anestesia geral para que,perdendo a consciência e dormindo profundamente, o animal se desligue parcialmente do corpo. Em seguida a equipe espiritual, que se encarrega desse animal, procede aos desligamentos complementares desse corpo para que seu corpo espiritual separe-se de modo definitivo, enquanto o espírito do animal mantém-se também inconsciente naquela outra dimensão. Então, além do desligamento parcial criado pela anestesia, há o desligamento complementar promovido pelos espíritos. Logo após, o veterinário, aplicando alguma substância letal, consegue provocar uma parada cardíaca no corpo físico. Nesse momento o espírito do animal já não se encontra mais ligado nele. Portanto, desse modo não há sofrimento nem dor neste procedimento.

As equipes espirituais que se encarregam dos animais se esmeram em evitar que sofram desnecessariamente. Quando desencarnados, eles imediatamente se veem livres das dores que lhes provocavam sofrimento.Eles são tratados de modo a eliminar as dores e corrigir formas corporais e fisiologia corporal (do corpo espiritual) antes de serem enviados à reencarnação ou trabalhos voluntários ao lado dos espíritos. Quando encaminhados à reencarnação, seus corpos são reconstituídos e preparados para miniaturização que antecede o retorno ao mundo físico. Nesse processo, todo sofrimento evidente nos momentos que antecederam o desligamento( em decorrência da própria enfermidade) desaparece para dar lugar a um corpo sadio e perfeito em que não há mais dores e sofrimento.

Fonte: Livro: Espiritualidade dos animais, Marcel Benedeti.

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Dr. João, com todo o respeito, o senhor disse ser espírita, porém para o espíritismo, a eutanásia não difere do ser humano para o animal, todos tem espírito, e cada um está num grau de evolução diferente do outro.

Portanto, somos iguais perante ao nosso criador.

Nadia, boa tarde!!!

Será que os animais são movidos a baterias, pilhas, eletricidades, creio não, todos tem espíritos, inclusive plantas, apenas estamos num grau evolutivo diferente de outros.

A questão é  muito polêmica, creio que ainda nós seres humanos não temos condições de afirmar o que é correto ou não, diante de uma situação dessas.

Pois para nos alimentarmos, nós comentos vegetais e animais, e sacrificamos os mesmo para mantermos a vida.

Um dia talvez, possamos ter a dádiva de dar os nossos pareceres com coerência.

Vivaldo, não é por ser espírita que significa que sou perfeito. E posso estar completamente errado em minha posição, e infelizmente talvez só descubra isso quando passar para o lado de lá. Por enquanto a minha consciência ainda me mantém tranquilo. E acredito não estar prejudicando o espírito do animal quando o faço no momento que acho necessário. E, se alguém está sendo prejudicado, serei eu mesmo. Arco com todas as consequencias se estiver praticando algo no momento desnecessário. E ainda acho pior a morte de milhares de bois, frangos e porcos diariamente para a alimentação humana. Se matamos um animal desnecessariamente (já que não precisamos da carne para o nosso sustento), porque seria pior quando aliviamos o sofrimento de outro?

Eu não imaginava que ocorria assim com os animais.

Mas quisera eu ter tido a coragem de pedir eutanásia nos meus animais que sofreram tanto antes de desencarnarem.

Sofrimento totalmente desnecessário para eles, visto que não iriam recuperar-se. 

Conforme explicado nesta enquete, acredito que a eutanásia, sendo extremamente necessária, não é condenável.

Realmente, e muito polêmico, Dr.João !

Concordo, que nós para mantermos a vida, temos que sacrificar vidas.

Por exemplo: Plantas e animais, que tambem tem espíritos, no entanto em grau de evolução talvez inferior a nossa.

Portanto, creio que a questão está ainda muito a quem de nosso discernimeto.

Um abraço.

Os animais também participam da lei do progresso que rege todo o universo, por isso devemos nos perguntar: queremos diminuir o sofrimento deles ou queremos diminuir o nosso sofrimento? Será que esse ato pode estar ligado, inconscientemente, a uma vingança disfarçada de bem (já que temos em mente a multiplicidade de encarnações)? Será que temos o direito de cortar uma vida e atrapalhar o progresso desse espírito primitivo?

A eutanásia não diminui nenhum sofrimento, apenas faz com que aquele espírito animal ou humano continue na retargarda!

Paz e luz a todos!!!

Dr. João, prazer em conhecê-lo.  Sim, sem dúvida alguma é fácil julgar, tomar decisões, quando não estamos dentro da situação, vivendo o problema.

Sou espírita há mais de 20 anos e procuro conduzir minha própria vida e de minha filha, baseada no que aprendí no Espiritismo.

Ler sobre a eutanásia na visão de Marcel Benedetti me trouxe mais conforto pois há menos de uma semana precisei optar em eutanasiar minha filha canina, a mais velha, ou deixá-la sofrer muito mais até morrer.  O veterinário, após interná-la com grande insuficiência respiratória, sem qq condição de se alimentar,  e tentar estabilizá-la durante toda a madrugada do dia primeiro para efetuar exames, ligou dizendo que indicava a eutanásia pois a dificuldade de respirar havia piorado e ela estava sofrendo muito.

Após 16 anos juntas, foi muito difícil optar, mas meu bom senso me fez acreditar que estava fazendo o certo.  Sou espírita, protetora e voluntária de uma ONG de proteção animal, e não me vejo como doida, egoísta ou má.

Fiz uma prece pedindo ajuda espiritual à ela e à nós, agradecí à ela pelos 16 anos que me ofereceu com tanto amor e pedí perdão à Deus pela decisão necessária.  Acredito ter feito a melhor escolha, sobretudo porque um médico não via qq solução para o caso e naquele momento creio que tudo que esperava de mim era mais um ato de amor, amor que recebeu ao longo dos seus 16 anos.

 

O prazer é meu, Lia e obrigado pelas palavras de apoio. E acho que seja por aí, peçamos perdão a Deus se estamos errando em nossa decisão nesse momento, pois acreditamos que é com amor e respeito por aquele ser que nos dedicou a vida inteira, que a tomamos. Tenham muita força nesse momento difícil que sua família deve estar passando. 

Sim, a dor é imensa.  Como membro da família, amigos e parentes foram comunicados do desencarne e num momento de muita dor, tentei repassar para o papel tudo que ela representou em minha vida e encaminhei ao email de tds.

Digo isso para enfatizar que a decisão não foi fácil, foi muito dolorosa.  Nunca parei para pensar como seria se um dia estivesse vivendo esta situação.  Mas vivi e tive que tomar uma decisão, que a meu ver, foi um gesto de amor, amor por ela.

Tentei colar aqui td que escreví, para tds que acreditam na facilidade de dizer não à eutanásia animal perceberem quão grande é a dor de viver td isso, mas não conseguí fazê-lo.

Tentarei mais tarde.

Bom, já aprendi que coincidências não existem, rsrs, então vamos ao meu relato. Há exatamente 10 dias, saí da clinica veterinaria que minha cadelinha Manuela estava internada, chorando muito, o motivo é que ela vem tendo crises de convulsões repetidas, já foi internada há mais ou menos um mês, depois houveram outras crises, sem a necessidade de internação, mas dessa ultima vez foi uma crise forte e teve que ficar internada, ela entrou na clinica às 23 hs de uma quinta-feira, na sexta-feira meu marido foi visitá-la e o quadro era que ela estava sendo medicada com diazepam e gardenal, qdo o efeito do diazepam estava acabando ela voltava a convulsionar, bom no sábado eu fui no horário da visita, e o veterinário friamente perguntou a mim e ao meu marido, até onde nós íriamos querer ir, pois a manuela não estava mais dando sinal de melhoras, e que a eutanásia seria então a melhor escolha que podíamos ter, relutei muito, porque há quase 19 anos atrás ouvi de um outro veterinário a mesma resposta para o caso de um gatinho que estava com problemas neuronais, ele não tinha nenhum movimento no corpinho, fui totalmente contra e voltei com meu gatinho pra casa, e como um milagre naquela semama mesmo meu gatinho voltou a andar e viveu comigo até fevereiro desse ano, desencarnando com 18 anos e 1 mês. Voltando ao caso da Manuela, contei essa mesma história ao veterinário, e saí da clinica chorando muito, no dia seguinte meu marido chegou a fazer uma cova, pois acreditava que íriamos chegar na clinica e ela estaria do mesmo jeito, a visita seria as 15 hs, eu estava sofrendo tanto, não encontrava alivio em nada, procurei o e-mail do doutor Marcel Benedeti, que havia me ajudado muito tempos atrás, e descobri que ela havia desencarnado em 2010, ano em que eu realmente estava em off, por estar passando momentos difícies de doença com a minha mãe, que veio tb a falecer no mesmo ano, fiquei chocada qdo li a noticia, daí abri o evangelho segundo o espiritismo ao acaso, e abri numa página que falava da fé, aquilo me tocou, fiquei pensando se não seria uma resposta pra tudo o que estava procurando, fiquei mais contente, e quando cheguei na clinica, ela havia parado de convulsionar, estava voltando, e até já havia tomado água com auxilio de uma siringa, resumindo, ela voltou pra casa na terça-feira passada, há uma semana atrás, não andava, fazia xixi deitada, mas eu tinha fé que ela iria dar uma melhora, sei que o caso dela é complicado, porque a idade dela pesa muito, ela deve ter mais de 10 anos, pois ela veio pra minha casa já prenha e com mais ou menos dois anos, digo que ela nos adotou, terminei ficando com todos os filhotes dela, 7 ao todo. Então, ela começou a andar na quinta-feira passada, anda meio devagar, com alguma dificuldade, mas come bem, toma água, e quando ela quer alguma coisa, ela desenvolveu uma espécie de comunicação, ela faz um barulhinho com a boca, daí sei que ela quer comer, ou beber água, ou sair pra fazer suas necessidades físicas, rsrs. Estou pronta, caso Deus, a leve. Ficarei triste, mas com a consciência e o coração livres de qualquer arrependimento. Acredito que a necessidade da eutanásia possa até existir, quando não h´pa outro meio mesmo, e também a gente sente quando deve ser ou não, acredito que tb não estamos abandonados nesse momento, que algum irmão invisível ao nossos olhos estão ali nos intuindo se devemos ou não decidir pela eutanásia, no meu caso eu sentia lá dentro que eu não devia aceitar, e graças a minha intuição, eu não decidi...

Lindo relato, Val! É por essas e outras que deixo o proprietário sentir a real necessidade do processo. E nossa intuição SEMPRE tem que falar mais alto.

Precisamos primeiro responder uma pergunta...Os animais expiam ? Do ponto de vista espirita, sei que tem muitos aqui que não são espiritas !

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