Amigos,

Trago do Capítulo 2 de A Chave da Teosofia o item DIFERENÇA ENTRE TEOSOFIA E ESPIRITISMO. Perguntas comentários e questionamentos são bem-vindos.

 

Em forma de pergunta e resposta esclarece de uma forma clara "o que é o que" nos fenômenos ligados à mediunidade e ao espiritismo:

  

DIFERENÇA ENTRE TEOSOFIA E ESPIRITISMO

 

PESQ.: Mas vocês não acreditam no espiritismo?

 

TEOS.: Se você considera que "espiritismo" é a explicação que os espíritas dão para certos fenômenos anormais, então, decididamente, não acreditamos. Eles afirmam que estas manifestações são todas produzidas pelos "espíritos" dos mortais que partiram, geralmente seus parentes, e que retornam à terra, dizem os espíritas,  para comunicar-se com aqueles que eles amaram, ou com aqueles a quem estavam apegados. Nós negamos totalmente isso. Nós afirmamos que os espíritos dos mortos não podem voltar à terra âˆ' salvo em casos raros e excepcionais, dos quais falarei mais adiante; e eles tampouco podem comunicar-se com os homens, exceto através de meios inteiramente subjetivos. Aquilo que aparece objetivamente é apenas o fantasma do antigo homem físico. Mas nós acreditamos, sem dúvida alguma, no espiritismo "psíquico" e, digamos assim, "espiritual".

 

PESQ.: Vocês também rejeitam os fenômenos?

 

TEOS.: Seguramente não âˆ' salvo nos casos de fraude consciente.

 

PESQ.: De que modo vocês os explicam, então?

 

TEOS.: De muitas maneiras. As causas de tais manifestações não são, de modo algum, tão simples quanto os espíritas gostariam de acreditar. Antes de tudo, o instrumento providencial das chamadas "materializações" é normalmente o corpo astral ou "duplo" do médium, ou de algum dos presentes. Este corpo astral também é o produtor ou a força que opera nas manifestações de escrita sobre pedras, nas manifestações como as de "Davenport", e assim por diante.

 

PESQ.: Você diz "normalmente"; então, o que é que produz o resto?

 

TEOS.: Isto depende da natureza das manifestações. Às vezes são os restos astrais, as "cascas"kamalókicas de personalidades que não existem mais. Outras vezes, são elementais. A palavra "espírito" tem significados múltiplos e amplos. Eu realmente não sei como os espíritas definem este termo; mas o que nós entendemos que eles alegam é que os fenômenos físicos são produzidos pelo Eureencarnante, a "individualidade" Espiritual e imortal. E nós rejeitamos inteiramente esta hipótese. AIndividualidade Consciente do desencarnado não pode materializar-se, nem pode voltar da sua própria esfera mental devachânica para o plano da objetividade terrestre.

 

PESQ.:   Porém muitas das comunicações recebidas dos "espíritos" mostram não só inteligência, mas um conhecimento de fatos desconhecidos do médium, e às vezes de fatos nem mesmo conscientemente presentes na mente do investigador, ou de qualquer membro da audiência.

 

TEOS.: Isso não prova necessariamente que a inteligência e o conhecimento de que você fala pertençam a espíritos, nem que emanem de almas desencarnadas. Sabe-se que sonâmbulos têm composto música e poesia e resolvido problemas matemáticos enquanto estão no seu estado de transe, sem que jamais tenham aprendido música ou matemática. Outros responderam inteligentemente perguntas feitas para eles, e até mesmo, em vários casos, falaram línguas que ignoravam completamente quando estavam em estado de vigília, como hebraico e latim. E fizeram isso em um estado de sono profundo. Você dirá, então, que isso foi causado por "espíritos"?

 

PESQ.: Mas como você poderia explicar estes fatos?

 

TEOS.: Nós afirmamos que a centelha divina no homem é igual e idêntica em sua essência ao Espírito Universal, e portanto o nosso "Eu espiritual" é praticamente onisciente; mas ele não pode manifestar o seu conhecimento devido aos obstáculos materiais. Quanto mais forem removidos estes obstáculos – em outras palavras – quanto mais o corpo físico ficar paralisado em relação à sua própria atividade e consciência independentes, como no caso do sono profundo ou transe profundo, ou também, no caso de uma doença, tanto mais completamente pode o Eu interno manifestar-se neste plano. Esta é a nossa explicação para aqueles fenômenos verdadeiramente maravilhosos e de um nível superior, nos quais são demonstrados uma inteligência e um conhecimento inegáveis. Quanto ao nível inferior de manifestações, como os fenômenos físicos e as trivialidades e lugares-comuns dos "espíritos" em geral, necessitaríamos, para explicar os ensinamentos mais importantes sobre este ponto, de mais espaço e tempo do que pode ser dedicado a isso agora. Não desejamos interferir com a crença dos Espíritas nem com qualquer outra crença. O ônus da prova deve ficar a cargo dos que acreditam em "espíritos". E atualmente, embora ainda acreditem que o tipo mais elevado de manifestações ocorre através de espíritos desencarnados, os seus líderes e os mais cultos e inteligentes entre os espíritas são os primeiros a confessar que nem todos os fenômenos são produzidos por espíritos. Gradualmente, eles serão levados a reconhecer toda a verdade; mas, enquanto isso, nós não temos o direito de defender junto a eles os nossos pontos de vista. Inclusive porque, como no caso de manifestações puramente psíquicas e espirituais, nós acreditamos na intercomunicação entre o espírito do homem vivo e o espírito de personalidades desencarnadas. [2]

 

PESQ.: Isto significa que vocês rejeitam a filosofia do espiritismo em sua totalidade?

 

TEOS.: Se você chama as teorias rudimentares deles de "filosofia", sim, rejeitamos. Mas eles não têm filosofia, na verdade. Até os seus melhores, mais intelectualizados e mais dedicados defensores dizem isto. Ninguém irá negar e ninguém pode negar - exceto algum materialista cego da escola de "primatas" de Huxley - a única verdade fundamental e irrecusável deles, isto é, que ocorrem fenômenos através de médiuns controlados por forças e inteligências invisíveis. Com relação à filosofia espírita, no entanto, quero ler a você o que diz o hábil editor da revista "Light", um dos espíritas mais sábios e mais devotados. "M. A. Oxon", um dos poucos espíritas filosóficos, escreve o seguinte sobre a falta de organização e sobre o fanatismo dos espíritas:

 

"Vale a pena olhar atentamente para este ponto, porque ele é de importância vital. Nós temos uma experiência e um conhecimento ao lado dos quais qualquer outro conhecimento é, comparativamente, insignificante. O espírita comum fica colérico se alguém ousa questionar seu conhecimento confirmado do futuro e sua absoluta certeza sobre a próxima vida. Num terreno em que outros homens tateiam vagamente buscando por um futuro indefinido, ele caminha com muita confiança, como alguém que possui um mapa e sabe que caminho seguir. Enquanto outros homens se dão por satisfeitos com uma aspiração devocional, ou se contentam com uma fé hereditária, ele afirma ter a vantagem de saber o que os outros apenas acreditam, e  diz que, com base em seu profundo estoque de conhecimento, pode socorrer a fé enfraquecida cujo alicerce é apenas a esperança. Ele lida de modo magnífico com as grandes expectativas dos homens. `Vocês têm esperança', parece dizer ele, `em relação a aquilo que eu posso demonstrar. Vocês têm aceitado uma crença tradicional sobre algo que eu posso provar experimentalmente de acordo com os métodos mais científicos. As velhas crenças estão perdendo força; abandonem estas crenças, separem-se delas. Elas contêm tanta verdade quanta falsidade. É só construindo um alicerce com fatos demonstrados que a sua superestrutura pode ser estável. Tudo está caindo ao redor das velhas crenças. Evitem o impacto e venham para fora.' 

 

"Quando alguém conhece esta magnífica pessoa de um modo prático, qual é o resultado? Muito curioso, e muito decepcionante. Ele é tão confiante no terreno onde pisa que não se dá ao trabalho de examinar de que modo os outros interpretam os seus fatos. A sabedoria de todos os tempos tem se dedicado a explicar o que ele corretamente considera comprovado; mas ele prefere ignorar as suas pesquisas. Ele nem sequer concorda totalmente com seu irmão espírita. É como na antiga história de uma velha escocesa que, junto com o seu marido, fundou uma `igreja'. Eles tinham chaves exclusivas para o céu, ou, mais precisamente, ela tinha, porque ela `não tinha certeza sobre Jaime'. Assim as seitas espíritas, infinitamente divididas, subdivididas e re-subdivididas, sacodem suas cabeças e `não têm certeza' umas sobre as outras. Também neste caso, a experiência coletiva da humanidade é sólida e invariável, no sentido de que a união faz a força, e de que a desunião é uma fonte de fraqueza e fracasso. Unindo-se ombro a ombro, treinada e disciplinada, a massa popular torna-se um exército, e cada homem valerá por uma centena de homens destreinados que sejam mobilizados contra ela. Em todos os tipos de trabalho humano, organização significa êxito, vantagens, desenvolvimento, economia de tempo e de trabalho. A falta de método, a falta de um plano, o trabalho feito ao azar, a energia inconstante, os esforços indisciplinados âˆ' estes fatores significam fracasso através da ineficiência. A opinião geral confirma esta verdade. Será que o espírita aceita o veredicto e age de acordo com a conclusão? A resposta é negativa. Ele se recusa a se organizar. Ele é a lei para si mesmo, e ele é um espinho para o seu próximo." (revista "Light", 22 de junho de 1889.)

 

PESQ.: Ouvi dizer que a Sociedade Teosófica foi fundada originalmente para destruir o espiritismo e a crença na sobrevivência da individualidade do homem. 

 

TEOS.: Você está mal informado. Todas as nossas crenças se baseiam na individualidade imortal. O problema é que, como tantos outros, você está confundindo a personalidade com a individualidade. Os seus psicólogos ocidentais não parecem ter estabelecido nenhuma diferença entre as duas. No entanto, é precisamente esta diferença que dá a nota-chave para a compreensão da filosofia oriental, e que está na base da divergência entre os ensinamentos teosóficos e os ensinamentos espíritas. E embora isso possa despertar ainda mais antipatia dos espíritas em relação a nós, devo afirmar que a teosofia é overdadeiro e puro espiritismo, enquanto que o esquema moderno que usa este nome, tal como hoje praticado pelas massas, é apenas um materialismo transcendental.

 

PESQ.: Explique um pouco mais essa sua ideia, por favor.

 

TEOS.: O que quero dizer é que embora os nossos ensinamentos insistam sobre a identidade que há entre espírito e matéria, embora nós digamos que o espírito é matéria potencial, e que a matéria é apenas espírito cristalizado (assim como, por exemplo, o gelo é vapor solidificado), apesar disso,  como a condição eterna do todo não é o espírito mas o meta-espírito, digamos assim ( e a matéria visível e sólida é apenas a sua manifestação periódica), nós afirmamos que o termo "espírito" só pode ser aplicado à verdadeira individualidade. 

 

PESQ.: Mas qual é a diferença entre esta "verdadeira individualidade" e o "eu" ou "ego" do qual todos nós temos consciência?

 

TEOS.: Antes que eu possa responder, devemos examinar o que você quer dizer com a ideia de "eu" ou "ego". Nós fazemos uma distinção entre o simples fato da autoconsciência, o simples sentimento de que "eu sou eu", e o pensamento complexo de que "eu sou o Sr. Smith" ou "a Sra. Brown". Acreditamos em uma série de nascimentos do mesmo Eu, ou seja, na reencarnação, e esta diferença é o ponto fundamental de toda a ideia. A noção de "Sr. Smith" significa, na verdade, uma longa série de experiências diárias reunidas pelo fio da memória, e que formam aquilo que o Sr. Smith chama de "eu". Mas nenhuma destas experiências é realmente o "Eu" ou "Ego"; nem elas dão ao "Sr.. Smith" o sentimento de que ele é ele mesmo, porque ele esquece a maior parte das suas experiências diárias, e elas produzem nele o sentimento de egoidade apenas enquanto duram. Portanto, nós, teosofistas, distinguimos entre este conjunto de "experiências", que chamamos de personalidade falsa (porque é muito finita e impermanente), e aquele elemento, no homem, a que se deve o sentimento de "eu sou eu". É este "eu sou eu" que nós chamamos de verdadeira personalidade; e nós dizemos que este "Ego" ou individualidade vive,  como um ator, muitos papéis no palco da vida. [3] Devemos ver cada nova vida do mesmo Ego na Terra como uma noite no palco do teatro.  Uma noite, o ator, ou o Ego, aparece como "Macbeth", na outra noite como "Shylock", numa terceira como "Romeu", na quarta noite como "Hamlet", ou "Rei Lear", e assim sucessivamente, até completar todo o ciclo de reencarnações. O Ego começa a sua peregrinação vital como um espírito menor, um duende, um "Ariel", um "diabinho"; ele faz o papel de um figurante, de um soldado, de um servo, de um membro do coro; ele se eleva até os papéis "falantes", vive papéis centrais, a que se sucedem papéis insignificantes, até que finalmente se retira do palco como "Próspero", o mago.

 

PESQ.:  Entendo. Você diz, então, que este verdadeiro Ego não pode retornar à terra depois da morte. Mas seguramente o ator estará livre, se ele preservou o sentido de individualidade, para retornar como quiser à cena das suas ações passadas?

 

 TEOS.: Nós dizemos que não, simplesmente porque um tal retorno à terra seria incompatível com qualquer estado de pura bem-aventurança depois da morte, conforme posso provar. Nós dizemos que o homem sofre tanta dor não-merecida durante a sua vida, devido aos erros dos outros com os quais ele se relaciona, ou por causa do seu ambiente, que ele tem direito, seguramente, a um perfeito descanso e uma paz perfeita - se não bem-aventurança -  antes de assumir outra vez o fardo da vida. No entanto, podemos discutir isso em detalhe mais adiante." [1]

 

[1] A Chave da Teosofia – 2 - Helena P. Blavatsky -http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=1240#.T-jcVRee6sA

 

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Tags: da, espiritismo, oceano, teosofia

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Respostas a este tópico

eu sou um estudioso do astral, ou mundo maior, tenho várias obras espíritas, teosóficas e espiritualista, sei as diferenças, o que me interessa é o conhecimento, não frequento nenhum local, ou centro, porque sei que existe um numero muito grande de adeptos que são sectários, radicais, ortodoxos, dogmáticos, em todas as religiões, seitas, organizações e coisas similares, eu compro os livros, leio, pesquiso, analiso e tiro minhas conclusões, sou um auto didáta, para mim não existe uma melhor e outra pior, o que existe é um orgulho e vaidade em altissimo grau, por isso existe estas picuinhas, esta estupidez de milhares e milhares de membros de linhas variadas.

O que importa é o verdadeiro amor e a caridade, o resto nao leva a lugar nenhum, discussoes de quem é a razao temos muitas, mas enchergar o outro como irmao nunca, mundo capitalista e egoista para seu proximo.

Olá a todas/os,

Do ponto de vista da Antroposofia, o problema do espiritismo está principalmente no meio que ele usa, o mediunismo. Já houve época, numa antiguidade muito remota, em que todos os seres humanos eram clarividentes, isto é, tinham a percepção do mundo espiritual. Só que era uma clarividência abafada, embotada. Mas era mais nítida do que a percepção do mundo físico, que era mais nebulosa. Daí a expressão maia dos antigos hindus, que consideravam o mundo físico como ilusório. Essa clarividência foi se extinguindo, e apenas nos velhos Mistérios (como os egípcios e gregos) os discípulos, após preparo e uma purificação muito grande de sua alma, podiam ser colocados por 3 dias e meio em um sono letárgico e, ao retornarem ao estado de vigília, tinham a lembrança de suas observações do mundo espiritual. O último iniciado nessa forma foi Lázaro (o que é relatado, propositalmente, justo no meio do evangelho de João), que passou a ser o João Evangelista, o “discípulo que Jesus amava”, isto é, o que tinha maior compreensão espiritual do que estava se passando. Ainda na época dos profetas se vê um certo mediunismo atávico, mas isso, e a iniciação pelo sono letárgico, deveriam desaparecer. Hoje em dia, o correto é a pessoa fazer um desenvolvimento interior até o ponto de ter as percepções do mundo espiritual em plena consciência e controle. Somente assim pode julgar se sua percepção é nítida ou não, verificá-la com sua experiência e decidir se pode confiar nela. Mas para isso, o Eu Superior da pessoa deve estar presente em todo o processo. Infelizmente, isso não se passa no médium. Vejam os livros psicografados: não é o estilo da pessoa, às vezes nem mesmo a sua língua que são usados na trasmissão. Portanto, o que se pode afirmar do ponto de vista da Antroposofia é que não se pode confiar nas transmissões de um médium. Ele pode estar revelando algo verdadeiro, ou ilusório. Rudolf Steiner, o fundador da Antroposofia, citou que, em sua época, havia duas irmãs francesas, médiuns, que estavam transmitindo verdades do mundo espiritual. Mas em geral não é esse o caso. Ele exemplifica com uma experiência: faça-se a mesma pergunta para dois médiuns diferentes em sessões mediúnicas diferentes, e se poderá receber respostas conflitantes. Ele explica isso dizendo que muitas vezes os médiuns estão simplesmente revelando o que se passa na alma das pessoas presentes. Daí um médium revelar fatos de uma pessoa morta quando um parente está na sessão.

Quando existe contato com algo não físico, realmente, como no texto da Blavatski que abre este assunto, não se trata da individualidade, do Eu Superior de uma pessoa morta, mas aquilo que na Antroposofia se chama de restos do corpo etérico de um morto (que, contrariamente à posição da Teosofia, que chama de “duplo etérico”, absolutamente não é físico, e ao qual se devem, durante toda a vida, os processos vitais como metabolismo, crescimento, reprodução, a memória, etc.), ou restos do corpo astral (a que se devem as sensações, sentimentos, instintos, desejos, consciência etc.).

A atitude moderna é a científica, ampliando-se a ciência materialista também para a conceituação e a pesquisa não físicas. Um médium não pesquisa, recebe a transmissão sem a clareza e o controle necessário para uma pesquisa. Além disso, não consegue transmitir suas percepções com a clareza necessária para uma compreensão do que está sendo transmitido. Nesse sentido, o mediunismo é uma volta ao passado, e isso é muito prejudicial, para a própria pessoa e para a humanidade, assim como também é prejudicial um adiantamento indevido do futuro. Acho que a Internet é uma amostra desse adiantamento; a humanidade em geral não está preparada para tanta liberdade, falta-lhe consciência, especialmente a espiritual, e a responsabilidade para usar positivamente um meio tão poderoso – daí os desastres que ela está causando; vejam, por exemplo, como tanta gente foi literalmente agarrada por ela.

aaaaaaaaaaaaaa, VWS.

com certeza, tem muito fanatismo esse é o problema.

Mas todos tendem ao mesmo fim mostrando que tem um mundo espiritual.

com certeza

 

     Boa tarde, irmãos!

     Com todo respeito às centenas ou milhares de correntes filosóficas e todas as outras formas de pensamento comprometidas com a busca da evolução da humanidade:

     Discordando do autor, que afirma: "O espírita comum fica colérico se alguém ousa questionar ..."

o que escrevo a seguir não é movido por qualquer estímulo de orgulho ou altivez, e nem com intenção de convencer mas, simplesmente argumentar dialeticamente, deixando contribuição para futuros inateressados:

 

A palavra saber, vem do latim saporem, evoluindo para sapore com significado em italiano (sabor) "sentir o gosto de".

                   O saber é apreendido (e não aprendido) ou apropriado pelo ser conforme observa, estuda, vivencia, ... através de tantas formas disponíveis, principalmente nos dias de hoje!

    Observando as afirmações abaixo (uma delas do ano de 1889), compreendemos claramente que o autor nunca "soube", ou minimamente leu, ou ainda, interpretou equivocadamente a trilogia fundamental da doutrina espírita (que é a um só tempo ciência, religião e filosofia), quais sejam: O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Médiuns. para com seriedade e consistência, estar adequadamente preparado para emitir opiniões a seu respeito, senão vejamos:

 

Trechos do autor teosofista. (Honestamente: não dediquei tempo a verificar sua autoridade):

  •      Se você considera que "espiritismo" é a explicação que os espíritas dão para certos fenômenos anormais ... e afirmam que estas manifestações são todas produzidas pelos "espíritos" dos mortais que partiram;
  •      As causas de tais manifestações não são, de modo algum, tão simples quanto os espíritas gostariam de acreditar;
  •      A palavra "espírito" tem significados múltiplos e amplos. Eu realmente não sei como os espíritas definem este termo; mas o que nós entendemos que eles alegam é que ...;
  •     ... nossa explicação para aqueles fenômenos verdadeiramente maravilhosos e de um nível superior, nos quais são demonstrados uma inteligência e um conhecimento inegáveis;
  •     O ônus da prova deve ficar a cargo dos que acreditam em "espíritos". E atualmente, embora ainda acreditem que o tipo mais elevado de manifestações ocorre através de espíritos desencarnados, os seus líderes e os mais cultos e inteligentes entre os espíritas são os primeiros a confessar que nem todos os fenômenos são produzidos por espíritos. Gradualmente, eles serão levados a reconhecer toda a verdade;
  •      Se você chama as teorias rudimentares deles de "filosofia", sim, rejeitamos. Mas eles não têm filosofia, na verdade. Até os seus melhores, mais intelectualizados e mais dedicados defensores dizem isto;
  •     Editor da Revista "Light", um dos espíritas mais sábios e mais devotados. "M. A. Oxon", um dos poucos espíritas filosóficos, escreve o seguinte sobre a falta de organização e sobre o fanatismo dos espíritas:
  •      ...  Assim as seitas espíritas, infinitamente divididas, subdivididas e re-subdivididas, sacodem suas cabeças e `não têm certeza' umas sobre as outras;
  •      ...  A falta de método, a falta de um plano, o trabalho feito ao azar, a energia inconstante, os esforços indisciplinados, estes fatores significam fracasso através da ineficiência;
  • ...  ele (espírita) se recusa a se organizar. Ele é a lei para si mesmo, e ele é um espinho para o seu próximo." (revista "Light", 22 de junho de 1889)
  • ...  E embora isso possa despertar ainda mais antipatia dos espíritas em relação a nós, devo afirmar que a teosofia é o verdadeiro e puro espiritismo, enquanto que o esquema moderno que usa este nome, tal como hoje praticado pelas massas, é apenas um materialismo transcendental; e,
  • ...  Nós dizemos que o homem sofre tanta dor não-merecida durante a sua vida, devido aos erros dos outros com os quais ele se relaciona, ou por causa do seu ambiente, que ele tem direito, seguramente, a um perfeito descanso e uma paz perfeita - se não bem-aventurança -  antes de assumir outra vez o fardo da vida.

 

  ´Basta fazer juízo das afirmações considerando com cuidado e atenção as partes sublinhadas, para percebermos, a falta de embasamento e seriedade das afirmações.

 

Wellington Muniz

 

 

 

Boa tarde Wellington, o livro "A Chave da Teosofia", foi escrito por Helena Blavatsky, "fundadora" da  Teosofia. No livro tanto as perguntas, quanto as respostas, foram feitos pela autora que antes de montar (na verdade ela foi instrumento dos Mahatmas, que são guias espirituais, mentores como prega o espiritismo, porém ENCARNADOS e muitos com mais de 500 anos) seu seguimento espiritualista, a TEOSOFIA, passou pelo espiritismo e lá sofreu todas as represálias e discriminações. 

Há diferenças e divergencias entre as duas doutrinas, porém são doutrinas que se completam e não inimigas.

Aqui segue um vídeo muito interessante e importante a respeito:

http://www.youtube.com/watch?v=QdDGtZCeALo

Fraterno abraço.

Marcelo Montebras

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