O ser humano, quase sempre, tem os pensamentos absorvidos na contemplação  das nuvens que lhe surgem no horizonte da vida. São nuvens de contrariedades, de projetos frustrados, amores desfeitos, de esperanças perdidas.

        Por vezes desespera-se envenenando as fontes da própria vida. Desejaria, invariavelmente um céu sempre azul, um Sol brilhante no dia e luminosas estrelas, cintilando, lhe embelezassem a noite. No entanto, aparecem as nuvens: o medo e a perplexidade o tomam, de súbito.

        O Evangelho de Lucas, 9:35, conta-nos a formosa história de uma nuvem.

        Encontravam-se os discípulos, no Monte Tabor, deslumbrados com a visão de Jesus, transfigurado, tendo junto de si Moisés e Elias, aureolados de intensa luz.

        Eis, porém, que uma grande sombra surge. Não mais distinguem o maravilhoso quadro. Todavia, do manto de névoa  espessa, clama a voz poderosa da revelação divina: "Este é o meu filho amado!"

        Manifestava-se a apalavra do Céu, na nuvem passageira.

        A existência terrestre, efetivamente, impõe angústias inquietantes e aflições amargurosas. É conveniente, contudo, que guardemos serenidade e confiança em Deus, nos momentos difíceis

        Os sofrimentos e dissabores da luta planetária contém esclarecimentos profundos, lições ocultas, apelos grandiosos e oportunos. A voz sábia e amorosa de Deus fala sempre através deles. (Emmanuel).

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        Não creias, querido amigo(a), em nuvens totalmente escuras...

        Por mais sinistras que pareçam, cá de baixo, não deixam de ser luminosas, vistas lá de cima.

        É questão de perspectiva.

        Quando um dia subires a estratosfera, verás que até o mais espesso negror se dilui em luminosa alvura.

        Não creias em vida perdida.

        Não fales em derrota completa.

        A vida é tão vasta, sublime e profunda que nenhuma desgraça a pode inutilizar.

        Se a ignorância ou a perversidade dos homens te fecharem uma porta, abre outra!

       Se a perfídia dos inimigos ou a traição dos "amigos" demolirem os palácios da tua opulência, levanta modesta choupana à beira da estrada.

        Ninguém te pode fazer infeliz - a não ser tu mesmo.

        Melhor uma choupana iluminada de sorrisos do que um palácio afogado em lágrimas...

        Deus te criou para a felicidade  - e quem pode frustrar os planos do Onipotente?

        Se a tua vida não é um dia cheio de sol - por que não poderia ser uma noite iluminada de estrelas?

        Se não percebes o cantar dos passarinhos e o chiar das cigarras da zona diurna da vida - por que não te habituas a escutar as vozes discretas com que o silêncio noturno enche a tua solidão?

        Há tantas preces no sussurro das brisas noturnas...

        Há tanta beatitude na acerbidade da dor, quando iluminada por um grande ideal...

        Por mais negra que seja a face humana das nuvens da vida - crê meu amigo(a), que luminosa é a face voltada para as alturas da Divindade.

       "O reino de Deus está dentro de ti" ...

       

        

         

        

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Comentário de adão de araujo em 4 novembro 2014 às 12:35

Caros amigos Sueli Rodrigues, Marlene dos Santos e Santos, Fernando Gomes de Souza e Henrique: muito grato pela atenção. Muita paz para vocês!

Comentário de sueli rodrigues em 2 novembro 2014 às 13:49

boa tarde belissima .

Comentário de marlene dos santos e santos em 1 novembro 2014 às 21:12

que riqueza de pensamento. obrigado

Comentário de Fernando Gomes de Souza em 1 novembro 2014 às 20:39

Comentário de Henrique em 1 novembro 2014 às 17:27

muito bom, querido amigo...

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