Allan Kardec e Chico Xavier - (Consideravam-se meros aprendizes da verdade, nunca aceitando serem chamados, tratados de mestre)

Chico Xavier nunca se arvorou em mestre, combatendo firmemente qualquer tentativa do que ele chamava de “Chiquismo”. 

Infelizmente, no nosso meio espírita, criou-se uma expressão incorreta: “Kardecismo”, que não contaria nunca com a aprovação do Codificador da Doutrina dos Espíritos, pois ele sempre se colocou na posição de humildade perante os Espíritos Superiores que o orientavam e não pretendeu ser confundido com os fundadores de correntes religiosas ou filosóficas. 

É preciso desfazer-se esse equívoco, apesar das palavras pouco significarem diante da necessidade e urgência da auto reforma moral, preconizada pelo elevado Espírito a que nos referimos com o maior respeito. 

Mesmo sabendo que o que foi dito acima basta para não justificar-se a entronização de um nome em detrimento da Doutrina dos Espíritos, transcrevemos, apenas como reforço, o texto que se segue, extraído do livro “Kardec e Gabi”, de Violeta Cunha do Couto: 

“Rivail desejava contribuir para a propagação da Verdade, mas, do papel de simples trabalhador a missionário-chefe, a distância era grande, segundo ele, e mal podia entender por que fora o escolhido para tão elevado encargo. Através da médium Srta. Alice Carlotti, em comunicação do Espírito de Verdade, a 12 de junho de 1856, Rivail recebeu a confirmação da sua missão e as primeiras instruções: que tivesse discrição quanto ao assunto e que, no cumprimento da obra, estaria justificada a sua missão: 

“Para agradar a Deus é necessário, em primeiro lugar, ser humilde, modesto e desinteressado, pois Deus rebaixa os orgulhosos e presumidos. Para lutar contra os homens, é preciso ter coragem, perseverança e firmeza inquebrantável; é necessário também possuir tato e prudência”. 

E, mais adiante: “Estava incluído em sua missão: além de codificar a Doutrina, teria que escrever o conteúdo de suas pesquisas doutrinárias e publicá-las, mas não ficaria apenas nisso, não seria publicar um, dois ou dez livros: teria que propagar e divulgar a Doutrina, defendê-la sempre que necessário, além de viagens, que deveria empreender para a propagação e engrandecimento da obra. Rivail aceitou e humildemente elevou uma prece de submissão a Deus.” 

Que os partidários da expressão “Kardecismo” nos perdoem, mas acreditamos que, tanto como Chico Xavier nunca aceitou a expressão “Chiquismo”, Allan Kardec, fiel discípulo de Jesus, não aceitaria a expressão “Kardecismo”. 

Chico Xavier se colocava sempre na posição de mero aprendiz da Verdade, o mesmo fazendo Allan Kardec e outros tantos missionários da Luz, que viam em Jesus seu Inspirador Máximo. 

Este item se destina, podem ter certeza, a servir de alerta contra o perigo da fascinação pelo destaque, que seguidores apressados e, às vezes, maliciosos, colam nas costas dos trabalhadores do Bem. 

Por isso, André Luiz rotulou o elogio de “lodo verbal”, no que, na maioria dos casos, tem inteira razão. Afinal, na Terra, somente há um Mestre, enquanto que todos os demais Espíritos são Seus discípulos, ou seja, aprendizes, tamanha é a distância que medeia entre o Divino Mestre e os Seus emissários, conhecidos na História do planeta como mestres. 

Quanto aos aprendizes menos evoluídos, compõem a imensa mole humana, sendo que Jesus sabe exatamente quando cada um dará frutos e investe na medida certa da capacidade receptiva de cada um, sem desprezar a um sequer: podemos ter certeza disso e incluirmo-nos entre os discípulos do Divino Mestre, que nos Ama infinitamente.

Fonte - Os Missionários da Luz e Suas Missões (psicografia João Cândido - espíritos diversos)

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