" Que seja a sua presença na Casa espírita uma viagem permanente ao coração de seu irmão.
Integre-se no espírito de alegria, disputando a honra de trabalhar, com todos e entre todos, sem preocupações hegemônicas ou dominadoras.
Cordialidade permanente, silêncio a qualquer impulso maledicente, o máximo empenho para o aproveitamento de toda e qualquer contribuição, sem cobranças, exibicionismos, querelas...Lembre-se que, em parte, depende de você o clima de amizade que atrai os bons espíritos.
Se as marcas do passado e desafios do presente lhe ameaçam o compromisso com a postura fraternal, discipline os impulsos e cumpra o seu dever de trabalhar e servir, até que possa amar em profundidade. Não seja você a pedra do escândalo, nem o ácido dissolvente da amizade, mas, antes de tudo, um ponto de referencia para que o amor triunfe.
Cuidado com a indiferença, o desapreço e as preferências para que tais atitudes não maculem a sua participação no esforço coletivo.
Se o companheiro se afastou, conquanto não saiba o motivo, interesse-se por ele; nada custa um telefonema, uma visita, uma conversa estimuladora e, se enfermo, a sua presença junto dele. São essas atitudes, deveres impostergáveis, sem os quais a convivência cristã deixa de ter sentido, tornando-se igual a outra qualquer.
Às vezes, você deixa de adotá-las, não por descaso, mas por excesso de trabalho ou preocupações com seus próprios problemas. Todavia, reveja a atitude e refaça as prioridades, pois os deveres de solidariedade estão em primeiro lugar."

Manoel Philomeno de Miranda 
Livro: Atendimento Fraterno
Médium: Divaldo P. Franco

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