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Os elementais são seres singulares, multiformes, invisíveis, sempre presentes em todas as atividades da Natureza, além do plano físico. São veículos da vontade criadora, potencializadores das forças, leis e processos naturais. Sua existência é constatada por muitos e ignorada pela maioria. Em síntese, podemos dizer que eles são os executores das manifestações do instinto entre os animais, levando-os a agir desta ou daquela maneira, sendo essa, uma de suas mais úteis e interessantes tarefas.
Os povos antigos se referiram a eles no passado, e milhares os viram e ainda os vêem, quando são videntes, ou quando exteriorizados dos corpos físicos (emancipação da alma); e farta é a literatura espiritualista que os noticia; e no próprio Espiritismo, há referências sobre eles, que são, aliás, figuras vivas e familiares aos médiuns videntes e de desdobramento. Sobre referências no Espiritismo vamos encontrar nas questões de O Livro dos Espíritos que tratam do tema "a ação dos Espíritos sobre os fenômenos da Natureza".
A ação dos elementais.
No livro O Centro Espírita, de J.Herculano Pires, pg.105, capítulo 12, que fala sobre o fim do mundo, há um trecho onde Herculano Pires afirma: 
“... os fisiólogos gregos sabiam disso, e quando Tales de Mileto se referia aos deuses que enchiam o mundo, em todas as suas dimensões, afirmava o princípio espírita de que a estrutura planetária, em seus mínimos detalhes, é controlada pelos Espíritos incumbidos da manutenção da Terra, desde os simples elementais (ainda em evolução para a condição humana), até os Espíritos Superiores, próximos da Angelitude, que supervisionam e orientam as atividades telúricas”.

Encontramos ainda, no Livro Atualidade do Pensamento Espírita, pelo Espírito de Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco, a pergunta de número 63: 
"O Espiritismo ensina que os Espíritos governam o clima da Terra utilizando para isso Entidades - os elementais da Teosofia - as quais, segundo algumas fontes, habitam os bosques, os campos naturais e as florestas virgens. Haverá alguma relação entre desmatamento, seca e elementais? Em caso afirmativo, para onde vão esses Espíritos quando se dá o desmatamento?" 
R.: "Todo desrespeito à vida é crime que se comete contra si mesmo. Aquele que é direcionado à Natureza constitui um gravame terrível, que se transforma em motivo de sofrimento, enfermidade e angústia, para quantos se levantam para destruir, particularmente dominados pela perversidade, pelo egoísmo, pelo vandalismo, pelos interesses pecuniários ...
Naturalmente, essas Entidades, que são orientadas pelos Espíritos Superiores, como ainda não dispõem de discernimento, porque não adquiriram a faculdade de pensar, são encaminhadas a outras experiências evolutivas, de forma que não se lhes interrompa o processo de desenvolvimento".
Os elementais encontram-se em toda parte: na superfície da terra, na atmosfera, nas águas, nas profundidades da sub-crosta, junto ao elemento ígneo. Invisíveis aos olhares humanos, executam infatigável e obscuramente um trabalho imenso, nos mais variados aspectos, nos reinos da Natureza, junto aos minerais, aos vegetais, aos animais e aos homens.

Bibliografia:
- O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
- O Centro Espírita - J.Herculano Pires
- Mediunidade - Edgard Armond
- Atualidade - Divaldo P.Franco
LETRA ESPÌRITA

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      Este assunto por si só abrange uma extensa literatura, que só com muita dificuldade, mesmo para um pequeno ensaio, pode ser resumido em alguns tópicos. Peço licença para expor alguns. 

1)           Em primeiro lugar, é mister solucionar uma questão semântica, e diferir os três reinos elementais primários, onde a Vida aprende a identificar-se com a forma, os quais precedem a cadeia mineral, do conjunto dos Espíritos que executam os fenômenos naturais, situação que tem produzido equívocos entre os estudiosos do assunto.  

2)           Por dedução de observações feitas com alguns grupos de Espíritos Elementais ligados ao plano terra, que possuem forma, aparência, costumes e organização semelhantes às dos homens, o famoso ocultista Paracelso não os considerava verdadeiramente como espíritos, mas como seres situados numa escala vibratória entre os homens e os Espíritos propriamente ditos.

3)           Por falta de um vocábulo mais adequado e para evitar maiores delongas com prolegômenos desnecessários, reportar-nos-emos aos Elementais como Espíritos da Natureza e vice-versa.

4)           Essa classe de entidades que evolui nos planos superfísicos da natureza abaixo do Plano Causal formam ordens que estão ligadas aos processos alquímicos de ação dos quatro elementos da natureza, ocupando-se permanentemente da atividade desta.

5)           Os nomes dos quatro elementos são simbólicos, ligados às suas funções dentro do esquema evolutivo terráqueo. O ar corresponde à espiritualidade; o fogo ao aspecto emocional; a água à adaptabilidade ( capacidade de assimilação ); e a terra às vibrações materiais.  

6)           Ao contrário do que algumas vezes se afirma, nunca foram e nem serão   humanos, sendo agentes da vontade criadora da Divindade, com paradigma evolutivo próprio, encontrando-se em todas as partes do planeta com características específicas.   

7)           Em relação às plantas e aos minerais, que são desprovidos de chakras, atuam como vórtices de energias vitais, vertendo os seus princípios em suas organizações internas, dinamizando-as.  

8)           Em relação aos animais, cooperam para o desenvolvimento dos chakras e dos instintos dos vertebrados, impulsionando a evolução dos seus corpos causais, bem como dinamizam a essência vital em todas as espécies.    

9)           Em relação aos homens, sob a direção de um Deva que passou pela evolução humana, auxiliam na solução de alguns problema específicos dentro de seus campos vibratórios ou competência.   

10)        À exceção dos Devas, os Espíritos Elementais não estão individualizados, motivo pelo qual, por não contarem com a presença da Mônada, desconhecem a relação entre o bem e o mal, aplicando-se exclusivamente às suas tarefas específicas.

11)        De acordo com o elemento da natureza a que pertençam, dividem-se em quatro grandes classes, que comportam várias ordens e diversos graus de desenvolvimento: Gnomos, duendes e elfos, por exemplo, estão ligados ao elemento terra; ninfas, ondinas, tritões e fadas dos lagos, córregos e rios ao elemento água; salamandras ao elemento fogo; silfos e sílfides ao elemento ar.

12)        Sob a designação genérica de fadas, existe um copioso número de Espíritos da Natureza, laborando em diversos graus de inteligência e funções, alguns de aspectos belos e outros de aspectos desagradáveis.

13)        Elementais dos jardins, córregos, bosques e cascatas geralmente são formosos, enquanto os dos charcos, pântanos, profundezas dos mares e oceanos, assim como os que executam funções inferiores na natureza são geralmente feios, estereótipos que têm fundamento na lei vibratória.

14)        Alguns Elementais mostram-se inamistosos e outros simpáticos aos homens, afastando-se porém resolutamente dos que possuem vibrações antagônicas. Fadas das cascatas, por exemplo, são sensíveis aos seus 'habitats', reagindo quando alguma disposição a que deem importância é prejudicada.

15)        A mãe-d'água do folclore amazônico é uma fada dos rios, por meio de cuja beleza atrai os que a contemplam para dentro da correnteza.  

16)         Os Devas são de magnificente beleza e harmonia..

17)        A Regra para os Espíritos Elementais consiste numa total integração ao plano da Divindade, sendo agentes de Seu pensamento criador, cingindo-se  exclusivamente ao elemento a que pertença, suportando em consequência menos atrito consciencial que os seres humanos, que evoluem simultaneamente sobre os quatro elementos.

18)        Assim, sob certa ótica, pode-se dizer que em relação aos homens os Elementais são seres incompletos, mas, ao concluírem suas evoluções como Devas, senhores de profundo conhecimento sobre toda a ciência do elemento aquisitivo.  

19)        Das sete evoluções existentes no sistema solar, quatro localizam-se na Terra, duas das quais não se pode falar. A evolução humana é a mais difícil, mas de mais rápida consecução, enquanto a dos Elementais estende-se três graus acima da humana, sendo uma das sete linhas à disposição do Adepto que realizou sua evolução.

20)        Por evoluírem com menos atrito consciencial que os homens, os Elementais podem viver mais longamente que estes. Há, por exemplo, duendes que ainda exibem indumentárias típicas do Antigo Egito e de outras civilizações já mortas, sendo uma tendência dos Elementais do plano terra imitarem os costumes humanos..  

21)        Os Elementais variam de forma e estatura, existindo desde os minúsculos elfos da grama os magníficos Devas das montanhas, de grande estatura.

22)        Os silfos e sílfides, dispõem de uma inteligência maior do que a de certos seres humanos pouco desenvolvidos. Mostram-se amáveis e belos, e têm consciência de não estarem individualizados, situação que transparece num misto de quase tristeza e esperança. Para se individualizarem-se necessitam  aproximar-se dos homens.

23)        Os anjos da paisagem são Devas superiores que empregam numerosas hostes de Elementais na execução de seus trabalhos de embelezamento da natureza. Apreciam muito a colaboração dos botânicos e paisagistas humanos, aos quais inspiram.

24)        Espíritos das nuvens desenvolvem-se formando incansavelmente desenhos e figuras sob a direção de um Deva maior do elemento ar. Espíritos das tempestades são escuros, estridentes e  de aparência maligna.

25)        Assim como os seres humanos, os Espíritos da Natureza também se vinculam a almas-grupos, que evoluem por fragmentação vibratória até o limite da individualização. Ao se individualizarem, mostram um grau de inteligência superior ao do Homem na mesma condição.  

26)        Existem numerosas ordens e incontáveis graus de evolução de Espíritos Elementais, aparentemente tantas quantos são os complexos processos da natureza, cada ordem executando uma tarefa específica controlada por um Deva Superior.  

27)        Os Elementais de uma classe inferior ignoram os das superiores e, dentro de uma mesma classe, os menos evoluídos não têm consciência dos mais elevados. Gnomos e duendes, por exemplo, não vêem ondinas, salamandras ou silfos. O  contrário, porém, é verdadeiro.

28)        Raramente os Elementais deixam-se ver pelos seres humanos, embora possam fazê-lo se o desejarem, pois, vivendo nos subplanos etéricos físicos, são, desta forma, também físicos.

29)        Diz-se que, sob certas condições, Elementais que se aproximam dos homens, tendo consciência do potencial evolutivo do reino hominal, intentam às vezes  assumir a forma humana com o fim de apressar a sua própria evolução, mas, por impedimento vibratório, não consigam sustentá-la por muito tempo

30)        Nas questões 536 a 540 de 'O Livro dos Espíritos', sob o título "Ação dos Espíritos Sobre os Fenômenos da Natureza", encontramos uma confirmação da existência desses seres superfísicos da natureza, porém sem muitas particularidades.   Pela exiguidade das informações, conclui-se que o assunto foi deixado para ser desenvolvido pelos interessados.

 Sugerimos a obra "O Reino dos Deuses", de Geoffrey Hodson, Editora Pensamento.  

/ 0 \

Texto: Nsbarros

Fonte: Gnose e estudos espiritualistas.

Método expositivo:  intuitivo-inspirativo 

Gratidão pelo artigo e o comentário


Obrigada amigo pelo excelente texto!

Bj,

Nyl
Nizomar Sampaio Barros disse:

      Este assunto por si só abrange uma extensa literatura, que só com muita dificuldade, mesmo para um pequeno ensaio, pode ser resumido em alguns tópicos. Peço licença para expor alguns. 

1)           Em primeiro lugar, é mister solucionar uma questão semântica, e diferir os três reinos elementais primários, onde a Vida aprende a identificar-se com a forma, os quais precedem a cadeia mineral, do conjunto dos Espíritos que executam os fenômenos naturais, situação que tem produzido equívocos entre os estudiosos do assunto.  

2)           Por dedução de observações feitas com alguns grupos de Espíritos Elementais ligados ao plano terra, que possuem forma, aparência, costumes e organização semelhantes às dos homens, o famoso ocultista Paracelso não os considerava verdadeiramente como espíritos, mas como seres situados numa escala vibratória entre os homens e os Espíritos propriamente ditos.

3)           Por falta de um vocábulo mais adequado e para evitar maiores delongas com prolegômenos desnecessários, reportar-nos-emos aos Elementais como Espíritos da Natureza e vice-versa.

4)           Essa classe de entidades que evolui nos planos superfísicos da natureza abaixo do Plano Causal formam ordens que estão ligadas aos processos alquímicos de ação dos quatro elementos da natureza, ocupando-se permanentemente da atividade desta.

5)           Os nomes dos quatro elementos são simbólicos, ligados às suas funções dentro do esquema evolutivo terráqueo. O ar corresponde à espiritualidade; o fogo ao aspecto emocional; a água à adaptabilidade ( capacidade de assimilação ); e a terra às vibrações materiais.  

6)           Ao contrário do que algumas vezes se afirma, nunca foram e nem serão   humanos, sendo agentes da vontade criadora da Divindade, com paradigma evolutivo próprio, encontrando-se em todas as partes do planeta com características específicas.   

7)           Em relação às plantas e aos minerais, que são desprovidos de chakras, atuam como vórtices de energias vitais, vertendo os seus princípios em suas organizações internas, dinamizando-as.  

8)           Em relação aos animais, cooperam para o desenvolvimento dos chakras e dos instintos dos vertebrados, impulsionando a evolução dos seus corpos causais, bem como dinamizam a essência vital em todas as espécies.    

9)           Em relação aos homens, sob a direção de um Deva que passou pela evolução humana, auxiliam na solução de alguns problema específicos dentro de seus campos vibratórios ou competência.   

10)        À exceção dos Devas, os Espíritos Elementais não estão individualizados, motivo pelo qual, por não contarem com a presença da Mônada, desconhecem a relação entre o bem e o mal, aplicando-se exclusivamente às suas tarefas específicas.

11)        De acordo com o elemento da natureza a que pertençam, dividem-se em quatro grandes classes, que comportam várias ordens e diversos graus de desenvolvimento: Gnomos, duendes e elfos, por exemplo, estão ligados ao elemento terra; ninfas, ondinas, tritões e fadas dos lagos, córregos e rios ao elemento água; salamandras ao elemento fogo; silfos e sílfides ao elemento ar.

12)        Sob a designação genérica de fadas, existe um copioso número de Espíritos da Natureza, laborando em diversos graus de inteligência e funções, alguns de aspectos belos e outros de aspectos desagradáveis.

13)        Elementais dos jardins, córregos, bosques e cascatas geralmente são formosos, enquanto os dos charcos, pântanos, profundezas dos mares e oceanos, assim como os que executam funções inferiores na natureza são geralmente feios, estereótipos que têm fundamento na lei vibratória.

14)        Alguns Elementais mostram-se inamistosos e outros simpáticos aos homens, afastando-se porém resolutamente dos que possuem vibrações antagônicas. Fadas das cascatas, por exemplo, são sensíveis aos seus 'habitats', reagindo quando alguma disposição a que deem importância é prejudicada.

15)        A mãe-d'água do folclore amazônico é uma fada dos rios, por meio de cuja beleza atrai os que a contemplam para dentro da correnteza.  

16)         Os Devas são de magnificente beleza e harmonia..

17)        A Regra para os Espíritos Elementais consiste numa total integração ao plano da Divindade, sendo agentes de Seu pensamento criador, cingindo-se  exclusivamente ao elemento a que pertença, suportando em consequência menos atrito consciencial que os seres humanos, que evoluem simultaneamente sobre os quatro elementos.

18)        Assim, sob certa ótica, pode-se dizer que em relação aos homens os Elementais são seres incompletos, mas, ao concluírem suas evoluções como Devas, senhores de profundo conhecimento sobre toda a ciência do elemento aquisitivo.  

19)        Das sete evoluções existentes no sistema solar, quatro localizam-se na Terra, duas das quais não se pode falar. A evolução humana é a mais difícil, mas de mais rápida consecução, enquanto a dos Elementais estende-se três graus acima da humana, sendo uma das sete linhas à disposição do Adepto que realizou sua evolução.

20)        Por evoluírem com menos atrito consciencial que os homens, os Elementais podem viver mais longamente que estes. Há, por exemplo, duendes que ainda exibem indumentárias típicas do Antigo Egito e de outras civilizações já mortas, sendo uma tendência dos Elementais do plano terra imitarem os costumes humanos..  

21)        Os Elementais variam de forma e estatura, existindo desde os minúsculos elfos da grama os magníficos Devas das montanhas, de grande estatura.

22)        Os silfos e sílfides, dispõem de uma inteligência maior do que a de certos seres humanos pouco desenvolvidos. Mostram-se amáveis e belos, e têm consciência de não estarem individualizados, situação que transparece num misto de quase tristeza e esperança. Para se individualizarem-se necessitam  aproximar-se dos homens.

23)        Os anjos da paisagem são Devas superiores que empregam numerosas hostes de Elementais na execução de seus trabalhos de embelezamento da natureza. Apreciam muito a colaboração dos botânicos e paisagistas humanos, aos quais inspiram.

24)        Espíritos das nuvens desenvolvem-se formando incansavelmente desenhos e figuras sob a direção de um Deva maior do elemento ar. Espíritos das tempestades são escuros, estridentes e  de aparência maligna.

25)        Assim como os seres humanos, os Espíritos da Natureza também se vinculam a almas-grupos, que evoluem por fragmentação vibratória até o limite da individualização. Ao se individualizarem, mostram um grau de inteligência superior ao do Homem na mesma condição.  

26)        Existem numerosas ordens e incontáveis graus de evolução de Espíritos Elementais, aparentemente tantas quantos são os complexos processos da natureza, cada ordem executando uma tarefa específica controlada por um Deva Superior.  

27)        Os Elementais de uma classe inferior ignoram os das superiores e, dentro de uma mesma classe, os menos evoluídos não têm consciência dos mais elevados. Gnomos e duendes, por exemplo, não vêem ondinas, salamandras ou silfos. O  contrário, porém, é verdadeiro.

28)        Raramente os Elementais deixam-se ver pelos seres humanos, embora possam fazê-lo se o desejarem, pois, vivendo nos subplanos etéricos físicos, são, desta forma, também físicos.

29)        Diz-se que, sob certas condições, Elementais que se aproximam dos homens, tendo consciência do potencial evolutivo do reino hominal, intentam às vezes  assumir a forma humana com o fim de apressar a sua própria evolução, mas, por impedimento vibratório, não consigam sustentá-la por muito tempo

30)        Nas questões 536 a 540 de 'O Livro dos Espíritos', sob o título "Ação dos Espíritos Sobre os Fenômenos da Natureza", encontramos uma confirmação da existência desses seres superfísicos da natureza, porém sem muitas particularidades.   Pela exiguidade das informações, conclui-se que o assunto foi deixado para ser desenvolvido pelos interessados.

 Sugerimos a obra "O Reino dos Deuses", de Geoffrey Hodson, Editora Pensamento.  

/ 0 \

Texto: Nsbarros

Fonte: Gnose e estudos espiritualistas.

Método expositivo:  intuitivo-inspirativo 



Nizomar Sampaio Barros disse:

      Este assunto por si só abrange uma extensa literatura, que só com muita dificuldade, mesmo para um pequeno ensaio, pode ser resumido em alguns tópicos. Peço licença para expor alguns. 

1)           Em primeiro lugar, é mister solucionar uma questão semântica, e diferir os três reinos elementais primários, onde a Vida aprende a identificar-se com a forma, os quais precedem a cadeia mineral, do conjunto dos Espíritos que executam os fenômenos naturais, situação que tem produzido equívocos entre os estudiosos do assunto.  

2)           Por dedução de observações feitas com alguns grupos de Espíritos Elementais ligados ao plano terra, que possuem forma, aparência, costumes e organização semelhantes às dos homens, o famoso ocultista Paracelso não os considerava verdadeiramente como espíritos, mas como seres situados numa escala vibratória entre os homens e os Espíritos propriamente ditos.

3)           Por falta de um vocábulo mais adequado e para evitar maiores delongas com prolegômenos desnecessários, reportar-nos-emos aos Elementais como Espíritos da Natureza e vice-versa.

4)           Essa classe de entidades que evolui nos planos superfísicos da natureza abaixo do Plano Causal formam ordens que estão ligadas aos processos alquímicos de ação dos quatro elementos da natureza, ocupando-se permanentemente da atividade desta.

5)           Os nomes dos quatro elementos são simbólicos, ligados às suas funções dentro do esquema evolutivo terráqueo. O ar corresponde à espiritualidade; o fogo ao aspecto emocional; a água à adaptabilidade ( capacidade de assimilação ); e a terra às vibrações materiais.  

6)           Ao contrário do que algumas vezes se afirma, nunca foram e nem serão   humanos, sendo agentes da vontade criadora da Divindade, com paradigma evolutivo próprio, encontrando-se em todas as partes do planeta com características específicas.   

7)           Em relação às plantas e aos minerais, que são desprovidos de chakras, atuam como vórtices de energias vitais, vertendo os seus princípios em suas organizações internas, dinamizando-as.  

8)           Em relação aos animais, cooperam para o desenvolvimento dos chakras e dos instintos dos vertebrados, impulsionando a evolução dos seus corpos causais, bem como dinamizam a essência vital em todas as espécies.    

9)           Em relação aos homens, sob a direção de um Deva que passou pela evolução humana, auxiliam na solução de alguns problema específicos dentro de seus campos vibratórios ou competência.   

10)        À exceção dos Devas, os Espíritos Elementais não estão individualizados, motivo pelo qual, por não contarem com a presença da Mônada, desconhecem a relação entre o bem e o mal, aplicando-se exclusivamente às suas tarefas específicas.

11)        De acordo com o elemento da natureza a que pertençam, dividem-se em quatro grandes classes, que comportam várias ordens e diversos graus de desenvolvimento: Gnomos, duendes e elfos, por exemplo, estão ligados ao elemento terra; ninfas, ondinas, tritões e fadas dos lagos, córregos e rios ao elemento água; salamandras ao elemento fogo; silfos e sílfides ao elemento ar.

12)        Sob a designação genérica de fadas, existe um copioso número de Espíritos da Natureza, laborando em diversos graus de inteligência e funções, alguns de aspectos belos e outros de aspectos desagradáveis.

13)        Elementais dos jardins, córregos, bosques e cascatas geralmente são formosos, enquanto os dos charcos, pântanos, profundezas dos mares e oceanos, assim como os que executam funções inferiores na natureza são geralmente feios, estereótipos que têm fundamento na lei vibratória.

14)        Alguns Elementais mostram-se inamistosos e outros simpáticos aos homens, afastando-se porém resolutamente dos que possuem vibrações antagônicas. Fadas das cascatas, por exemplo, são sensíveis aos seus 'habitats', reagindo quando alguma disposição a que deem importância é prejudicada.

15)        A mãe-d'água do folclore amazônico é uma fada dos rios, por meio de cuja beleza atrai os que a contemplam para dentro da correnteza.  

16)         Os Devas são de magnificente beleza e harmonia..

17)        A Regra para os Espíritos Elementais consiste numa total integração ao plano da Divindade, sendo agentes de Seu pensamento criador, cingindo-se  exclusivamente ao elemento a que pertença, suportando em consequência menos atrito consciencial que os seres humanos, que evoluem simultaneamente sobre os quatro elementos.

18)        Assim, sob certa ótica, pode-se dizer que em relação aos homens os Elementais são seres incompletos, mas, ao concluírem suas evoluções como Devas, senhores de profundo conhecimento sobre toda a ciência do elemento aquisitivo.  

19)        Das sete evoluções existentes no sistema solar, quatro localizam-se na Terra, duas das quais não se pode falar. A evolução humana é a mais difícil, mas de mais rápida consecução, enquanto a dos Elementais estende-se três graus acima da humana, sendo uma das sete linhas à disposição do Adepto que realizou sua evolução.

20)        Por evoluírem com menos atrito consciencial que os homens, os Elementais podem viver mais longamente que estes. Há, por exemplo, duendes que ainda exibem indumentárias típicas do Antigo Egito e de outras civilizações já mortas, sendo uma tendência dos Elementais do plano terra imitarem os costumes humanos..  

21)        Os Elementais variam de forma e estatura, existindo desde os minúsculos elfos da grama os magníficos Devas das montanhas, de grande estatura.

22)        Os silfos e sílfides, dispõem de uma inteligência maior do que a de certos seres humanos pouco desenvolvidos. Mostram-se amáveis e belos, e têm consciência de não estarem individualizados, situação que transparece num misto de quase tristeza e esperança. Para se individualizarem-se necessitam  aproximar-se dos homens.

23)        Os anjos da paisagem são Devas superiores que empregam numerosas hostes de Elementais na execução de seus trabalhos de embelezamento da natureza. Apreciam muito a colaboração dos botânicos e paisagistas humanos, aos quais inspiram.

24)        Espíritos das nuvens desenvolvem-se formando incansavelmente desenhos e figuras sob a direção de um Deva maior do elemento ar. Espíritos das tempestades são escuros, estridentes e  de aparência maligna.

25)        Assim como os seres humanos, os Espíritos da Natureza também se vinculam a almas-grupos, que evoluem por fragmentação vibratória até o limite da individualização. Ao se individualizarem, mostram um grau de inteligência superior ao do Homem na mesma condição.  

26)        Existem numerosas ordens e incontáveis graus de evolução de Espíritos Elementais, aparentemente tantas quantos são os complexos processos da natureza, cada ordem executando uma tarefa específica controlada por um Deva Superior.  

27)        Os Elementais de uma classe inferior ignoram os das superiores e, dentro de uma mesma classe, os menos evoluídos não têm consciência dos mais elevados. Gnomos e duendes, por exemplo, não vêem ondinas, salamandras ou silfos. O  contrário, porém, é verdadeiro.

28)        Raramente os Elementais deixam-se ver pelos seres humanos, embora possam fazê-lo se o desejarem, pois, vivendo nos subplanos etéricos físicos, são, desta forma, também físicos.

29)        Diz-se que, sob certas condições, Elementais que se aproximam dos homens, tendo consciência do potencial evolutivo do reino hominal, intentam às vezes  assumir a forma humana com o fim de apressar a sua própria evolução, mas, por impedimento vibratório, não consigam sustentá-la por muito tempo

30)        Nas questões 536 a 540 de 'O Livro dos Espíritos', sob o título "Ação dos Espíritos Sobre os Fenômenos da Natureza", encontramos uma confirmação da existência desses seres superfísicos da natureza, porém sem muitas particularidades.   Pela exiguidade das informações, conclui-se que o assunto foi deixado para ser desenvolvido pelos interessados.

 Sugerimos a obra "O Reino dos Deuses", de Geoffrey Hodson, Editora Pensamento.  

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Texto: Nsbarros

Fonte: Gnose e estudos espiritualistas.

Método expositivo:  intuitivo-inspirativo 



wilmar divino silva disse:


Nizomar Sampaio Barros disse:

      Este assunto por si só abrange uma extensa literatura, que só com muita dificuldade, mesmo para um pequeno ensaio, pode ser resumido em alguns tópicos. Peço licença para expor alguns. 

1)           Em primeiro lugar, é mister solucionar uma questão semântica, e diferir os três reinos elementais primários, onde a Vida aprende a identificar-se com a forma, os quais precedem a cadeia mineral, do conjunto dos Espíritos que executam os fenômenos naturais, situação que tem produzido equívocos entre os estudiosos do assunto.  

2)           Por dedução de observações feitas com alguns grupos de Espíritos Elementais ligados ao plano terra, que possuem forma, aparência, costumes e organização semelhantes às dos homens, o famoso ocultista Paracelso não os considerava verdadeiramente como espíritos, mas como seres situados numa escala vibratória entre os homens e os Espíritos propriamente ditos.

3)           Por falta de um vocábulo mais adequado e para evitar maiores delongas com prolegômenos desnecessários, reportar-nos-emos aos Elementais como Espíritos da Natureza e vice-versa.

4)           Essa classe de entidades que evolui nos planos superfísicos da natureza abaixo do Plano Causal formam ordens que estão ligadas aos processos alquímicos de ação dos quatro elementos da natureza, ocupando-se permanentemente da atividade desta.

5)           Os nomes dos quatro elementos são simbólicos, ligados às suas funções dentro do esquema evolutivo terráqueo. O ar corresponde à espiritualidade; o fogo ao aspecto emocional; a água à adaptabilidade ( capacidade de assimilação ); e a terra às vibrações materiais.  

6)           Ao contrário do que algumas vezes se afirma, nunca foram e nem serão   humanos, sendo agentes da vontade criadora da Divindade, com paradigma evolutivo próprio, encontrando-se em todas as partes do planeta com características específicas.   

7)           Em relação às plantas e aos minerais, que são desprovidos de chakras, atuam como vórtices de energias vitais, vertendo os seus princípios em suas organizações internas, dinamizando-as.  

8)           Em relação aos animais, cooperam para o desenvolvimento dos chakras e dos instintos dos vertebrados, impulsionando a evolução dos seus corpos causais, bem como dinamizam a essência vital em todas as espécies.    

9)           Em relação aos homens, sob a direção de um Deva que passou pela evolução humana, auxiliam na solução de alguns problema específicos dentro de seus campos vibratórios ou competência.   

10)        À exceção dos Devas, os Espíritos Elementais não estão individualizados, motivo pelo qual, por não contarem com a presença da Mônada, desconhecem a relação entre o bem e o mal, aplicando-se exclusivamente às suas tarefas específicas.

11)        De acordo com o elemento da natureza a que pertençam, dividem-se em quatro grandes classes, que comportam várias ordens e diversos graus de desenvolvimento: Gnomos, duendes e elfos, por exemplo, estão ligados ao elemento terra; ninfas, ondinas, tritões e fadas dos lagos, córregos e rios ao elemento água; salamandras ao elemento fogo; silfos e sílfides ao elemento ar.

12)        Sob a designação genérica de fadas, existe um copioso número de Espíritos da Natureza, laborando em diversos graus de inteligência e funções, alguns de aspectos belos e outros de aspectos desagradáveis.

13)        Elementais dos jardins, córregos, bosques e cascatas geralmente são formosos, enquanto os dos charcos, pântanos, profundezas dos mares e oceanos, assim como os que executam funções inferiores na natureza são geralmente feios, estereótipos que têm fundamento na lei vibratória.

14)        Alguns Elementais mostram-se inamistosos e outros simpáticos aos homens, afastando-se porém resolutamente dos que possuem vibrações antagônicas. Fadas das cascatas, por exemplo, são sensíveis aos seus 'habitats', reagindo quando alguma disposição a que deem importância é prejudicada.

15)        A mãe-d'água do folclore amazônico é uma fada dos rios, por meio de cuja beleza atrai os que a contemplam para dentro da correnteza.  

16)         Os Devas são de magnificente beleza e harmonia..

17)        A Regra para os Espíritos Elementais consiste numa total integração ao plano da Divindade, sendo agentes de Seu pensamento criador, cingindo-se  exclusivamente ao elemento a que pertença, suportando em consequência menos atrito consciencial que os seres humanos, que evoluem simultaneamente sobre os quatro elementos.

18)        Assim, sob certa ótica, pode-se dizer que em relação aos homens os Elementais são seres incompletos, mas, ao concluírem suas evoluções como Devas, senhores de profundo conhecimento sobre toda a ciência do elemento aquisitivo.  

19)        Das sete evoluções existentes no sistema solar, quatro localizam-se na Terra, duas das quais não se pode falar. A evolução humana é a mais difícil, mas de mais rápida consecução, enquanto a dos Elementais estende-se três graus acima da humana, sendo uma das sete linhas à disposição do Adepto que realizou sua evolução.

20)        Por evoluírem com menos atrito consciencial que os homens, os Elementais podem viver mais longamente que estes. Há, por exemplo, duendes que ainda exibem indumentárias típicas do Antigo Egito e de outras civilizações já mortas, sendo uma tendência dos Elementais do plano terra imitarem os costumes humanos..  

21)        Os Elementais variam de forma e estatura, existindo desde os minúsculos elfos da grama os magníficos Devas das montanhas, de grande estatura.

22)        Os silfos e sílfides, dispõem de uma inteligência maior do que a de certos seres humanos pouco desenvolvidos. Mostram-se amáveis e belos, e têm consciência de não estarem individualizados, situação que transparece num misto de quase tristeza e esperança. Para se individualizarem-se necessitam  aproximar-se dos homens.

23)        Os anjos da paisagem são Devas superiores que empregam numerosas hostes de Elementais na execução de seus trabalhos de embelezamento da natureza. Apreciam muito a colaboração dos botânicos e paisagistas humanos, aos quais inspiram.

24)        Espíritos das nuvens desenvolvem-se formando incansavelmente desenhos e figuras sob a direção de um Deva maior do elemento ar. Espíritos das tempestades são escuros, estridentes e  de aparência maligna.

25)        Assim como os seres humanos, os Espíritos da Natureza também se vinculam a almas-grupos, que evoluem por fragmentação vibratória até o limite da individualização. Ao se individualizarem, mostram um grau de inteligência superior ao do Homem na mesma condição.  

26)        Existem numerosas ordens e incontáveis graus de evolução de Espíritos Elementais, aparentemente tantas quantos são os complexos processos da natureza, cada ordem executando uma tarefa específica controlada por um Deva Superior.  

27)        Os Elementais de uma classe inferior ignoram os das superiores e, dentro de uma mesma classe, os menos evoluídos não têm consciência dos mais elevados. Gnomos e duendes, por exemplo, não vêem ondinas, salamandras ou silfos. O  contrário, porém, é verdadeiro.

28)        Raramente os Elementais deixam-se ver pelos seres humanos, embora possam fazê-lo se o desejarem, pois, vivendo nos subplanos etéricos físicos, são, desta forma, também físicos.

29)        Diz-se que, sob certas condições, Elementais que se aproximam dos homens, tendo consciência do potencial evolutivo do reino hominal, intentam às vezes  assumir a forma humana com o fim de apressar a sua própria evolução, mas, por impedimento vibratório, não consigam sustentá-la por muito tempo

30)        Nas questões 536 a 540 de 'O Livro dos Espíritos', sob o título "Ação dos Espíritos Sobre os Fenômenos da Natureza", encontramos uma confirmação da existência desses seres superfísicos da natureza, porém sem muitas particularidades.   Pela exiguidade das informações, conclui-se que o assunto foi deixado para ser desenvolvido pelos interessados.

 Sugerimos a obra "O Reino dos Deuses", de Geoffrey Hodson, Editora Pensamento.  

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Texto: Nsbarros

Fonte: Gnose e estudos espiritualistas.

Método expositivo:  intuitivo-inspirativo 


Adorei o texto por ser pertinente, mas os espírita tem um certo receio deste tema. Entretanto, apenas gostaria de lembrar que nas obras de André Luiz na psicografia de Chico Xavier estes seres aparece por diversas vezes.

Verdade! O Espiritismo não desenvolve o estudo dos Elementais como, por exemplo, a Teosofia e outras formas de gnose. Nas obras de André Luiz, uma coletânea de extraordinárias revelações esotéricas em forma de romance, há inúmeras passagens, cuja importância para a compreensão das leis da natureza superior é relativizada em função do aspecto religioso, que, algumas vezes, torna-se dogma.

Sem dúvida que para todos nós o estudo da evolução humana e suas leis é muito mais importante do que o da evolução dévica ou elemental. Todavia, um pouco do estudo desta última espiritualiza bastante o ser humano, ampliando o campo de sua consciência ao lhe conferir uma visão mais profunda da unidade da Vida, estendendo o seu amor a toda a Criação à sua volta, fazendo-lhe nascer o intenso desejo de cooperar com o Plano Divino em todas as suas manifestações.   

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