A opressora realidade feminina

Vestindo os seus sarees de cores vibrantes, as mulheres dão vida à sociedade hinduísta. Mas nem sempre ter uma filha é motivo de alegria para famílias desta religião. Apesar de proibida, uma antiga tradição continua sendo praticada nos casamentos arranjados: o pagamento de um dote para a família do noivo. Por causa deste costume, muitas famílias, especialmente as mais humildes, devem começar a juntar bens desde o nascimento da criança, para garantir um bom casamento. Em decorrência disso, muitas meninas acabam sendo abandonadas ou até mesmo assassinadas ainda recém-nascidas.

Este não é o único costume que agride a população feminina hindu; todos os meses elas passam por outros apuros. Durante o período menstrual, são consideradas seres impuros e, em regiões mais afastadas, onde as antigas crenças e tradições ainda vigoram fortemente, chegam a ser trancafiadas em celeiros e porões até que o sangue pare de brotar. Na entrada de alguns templos, existem letreiros que proíbem a entrada de mulheres que estão no período menstrual.

E ainda existe a angustiante situação das viúvas. Quando o marido morre, não importa a idade da noiva – existem meninas com apenas 13 anos, ou menos, casadas. A viúva não pode casar-se novamente, nem retornar para sua família. É obrigada a vestir-se apenas com um tecido branco e não pode usar jóias ou pintar-se. Em muitos casos, seus viçosos cachos são raspados e ela acaba tendo que viver em comunidade com outras mulheres que perderam seus maridos. Por causa da miserável vida que são obrigadas a levar, algumas delas se jogam nas chama ardentes que cremam os corpos de seus falecidos maridos.

TRÍADA

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